segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Leitura -451 No 99

 

Histórias crioulas • A Quatro Cinco Um de novembro traz um especial sobre autores do Atlântico negro francófono. Entre eles, o francês da Martinica Patrick Chamoiseau, entrevistado por Guilherme Magalhães e resenhado por Elena Brugioni. Mais no especial:

Nathacha Appanah • Aimé Césaire • Jean D’Amérique • Ananda Devi • Françoise Ega • Gaël Faye • Yanick Lahens • Achille Mbembe • Léonora Miano • Lucy Mushita • Sylvia Serbin

E ainda: uma entrevista com Conceição Evaristo, por Jefferson Barbosa e Marcelle Felix; o romance final da trilogia de Milton Hatoum, por Rita Palmeira; o livro da velhice de J.M. Coetzee, por Kelvin Falcão Klein; os 50 anos da morte de Vladimir Herzog, por Camilo Vannuchi; e lançamentos de Milly Lacombe, Ernesto Mané, Sérgio Rodrigues, Bianca Santana e Banana Yoshimoto.

Foto da capa: Sophie Bassouls

Leitura -451no 100

 

Os melhores livros de 2025 • O clássico especial com as melhores leituras do ano, escolhidas por 175 colaboradores. Entre elas, Caetano W. Galindo, Marília Garcia, Marilene Felinto, Cristina Peri Rossi e o livro de poesia para jovens organizado por Bruna Beber e Fabrício Corsaletti. Mais:

Michel Alcoforado • Sophie Calle • Antonio Cicero • Samantha Harvey • Marlen Haushofer • Vera Iaconelli • Noemi Jaffe • Bruna Dantas Lobato • Adélia Prado • Samanta Schweblin • José Miguel Wisnik

E ainda: uma entrevista com Eliana Alves Cruz, por Adriana Ferreira Silva; a condenação de Bolsonaro, por Claudio Gonçalves Couto; a chacina no Complexo da Penha, por Juliana Borges; o doisladismo da imprensa, por Paulo Roberto Pires; a primeira vez de Fernando Pessoa como outra pessoa, por Carlos Adriano; e lançamentos de Itamar Vieira Junior, Maria Vilani, Edogawa Ranpo, Dawisson Belém Lopes e Marcelo Henrique Silva.

Arte da capa: Igor Bastidas.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Leitura -A Obra em Negro -Marguerite Yourcenar

 

Livro dificil de ler inicialmente . Depois vai se desenvolvendo de forma mais tranquila . Não é um obra muito fácil 

RESENHA:
A obra em negro é um dos textos mais elaborados e instigantes de Marguerite Yourcenar. O livro ilustra a vida de Zênon, que, renegando sua formação religiosa, abre mão de um futuro estável como membro da Igreja para se dedicar à descoberta das profundezas do ser humano em todas as esferas, tornando-se médico, alquimista e filósofo. A obra conta com a tradução excepcional do poeta Ivan Junqueira.

Leitura- Meridiana - Eliane Alves Cruz

 



Excelente livro. Eliane sai da mesmice de livro sobre excluidos mostrando que eh possível literatura de alto nível sobre uma familia negra como se fosse branca ,azul ou abobora . Todos que as mesmas questões humanas sem viés politico ou social mas mostrando este viés de forma extremamente criativa

'RESENHA : 'Sair da favela e ingressar na vida de classe média era o grande sonho de Aurora e Ernesto. Esse propósito era alimentado pelo amor e pelo desejo de criar filhos “prósperos, exemplares e respeitados pela melhor sociedade”. Deu certo.Com sua prosa leve e, ao mesmo tempo, precisa, Eliana Alves Cruz constrói uma narrativa engenhosa sobre o processo de ascensão social de uma família negra. Cada personagem — a mãe, o pai, os filhos e a filha — conta a própria história em primeira pessoa. São testemunhos de uma travessia que nunca é igual para ninguém. Ao explorar a pluralidade de vozes, a autora alcança a complexidade que dá ao processo sua fisionomia particular.Em tempos de desigualdades agudas e divisões de toda sorte, é fundamental olhar a realidade sob diferentes ângulos, explorar nuances e identificar caminhos que nos permitam criar um terreno comum de diálogo. Meridiana faz jus ao nome, conecta polos no espaço e no tempo e nos ensina como passar adiante as conquistas que acumulamos, garantindo que as gerações futuras não se percam e sigam ancoradas no chão da vida.Três gerações de um Brasil negro e desigual que, apesar da dor e do trauma, mostra que tem, sim, caminho. Um baita romance, escrito em seis vozes. Um caleidoscópio imperdível!  — Bianca SantanaIdentificação e compreensão imediata. Foi assim que Meridiana me chegou. Os dilemas da ascensão social são retratados em detalhes tão particulares e íntimos que pareceram uma memória viva de minha casa. Questões comumente enfrentadas por uma pessoa preta ao adentrar novos círculos sociais surgem de um modo tão fiel que até arrepia. É o tipo de livro que dá vontade de economizar páginas, pra ficar lendo mais tempo. — Lázaro Ramos''

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Leitura- Um Rio que vem da Grecia - Carlos Moreno



Li este livro por conta do podcast Mitos Gregos . Com base na mitologia grega vários aspectos da vida são abordados de forma a ler casos e eventos  sob a otica mitologica . Bem legal 


RESENHA : Se eu devesse classificar este livro de Cláudio Moreno, diria enfaticamente: É um livro delicioso! Seduz na primeira página, abre janelas novas sobre realidades que a gente vinha banalizando e, por isso mesmo, transforma a nossa visão. É uma leitura que melhora nossa perspectiva, nos deixa mais alegres, mais alimentados intelectualmente e emocionalmente confortados. Nesta hora de violência e medo, imprevisto e susto, insegurança e perplexidade, o rio que nos chega da longínqua Grécia não é alienante mas integrador. Ele nos coloca num mundo que não passou nem vai acabar, porque tem algo de universal e mais que isso: atemporal. É o mundo dos significados que se erguem acima do raso e do reles, vão além do frívolo e do banalizado, sem por isso ficarem fora do nosso alcance de simples mortais. Com sua prática de professor, sua sabedoria de erudito e sua simplicidade de ser humano que está acima das vaidades acadêmicas ou competições literárias, Moreno nos leva a passear por uma alameda de significados que já eram nossos, nos pertenciam, faziam parte de nossa vida como as pedras da calçada ou as árvores da praça – mas a gente nem sabia. Nossa cultura, ou a maior parte dela – cultura significando não apenas o que está em livro, universidade ou banco de escola, mas no ar que respiramos, na língua que falamos, no modo como vivemos –, vem da velha Grécia, como o rio mencionado no título desta obra. Concretamente estamos embarcados nele, navegamos nessas águas. Moreno nos aponta, aqui e ali, pedras, peixes, plantas, indica o rumo dos ventos e o aroma da brisa. São histórias que dão sentido a termos, personagens, que encontramos em comentários diversos, em literatura, em filme, tevê, até em conversa de amigos, mas ficamos no ar sem saber ao certo o que representam. De repente, nas páginas deste livro, estão ao nosso alcance: divertidos ou trágicos, sempre tão humanos quanto nós, de carne e osso. Lugares que pareciam mágicos são reais. Acontecimentos que imaginávamos fantasiosos ocorreram, com vozes, cheiros, ruídos, sangue e pranto. Gente que andou, viveu, amou, morreu – como nós. E nos deixou seu legado de riqueza psíquica e emocional nestas breves histórias, crônicas ou seja lá o nome que a gente queira lhes dar: comoventes, ilustrativas, brilhantes, ternas, abrindo portas e janelas; de um lado, atiçando nossa inquietação; de outro, satisfazendo nossa curiosidade. Cada página é um presente desse mestre, desse amigo, desse modestíssimo e simpático sábio que é Cláudio Moreno, a quem louvo mais uma vez. Lya Luft

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Leitura-Gótico Nordestino - Cristhiano Aguiar

 


Achei confuso. Não estava num bom mood para leitura deste tipo de literatura . Da para o gasto . Mas parece nao chegar a algum lugar

RESENHA: Em nove contos, Cristhiano Aguiar mergulha nos elementos góticos e folclóricos — buscando referências nas séries televisivas, no cinema e nos quadrinhos — para criar narrativas vibrantes e inesperadas, que fogem da prosa literária tradicional. As histórias vão desde os tempos do cangaço, passando pela ditadura militar e chegando até os ecos sombrios de um futuro próximo.Um menino é obrigado a cruzar o descampado perto do vilarejo de Riachão da Frente para levar uma carta que a mãe escreveu a Zé Barbatão, o cangaceiro local. Na madrugada, as sombras no caminho e a ameaça do bando crescem conforme a narrativa avança, e a realidade parece a ponto de se romper. “Anda-luz”, história que abre este volume, prenuncia o que virá nos oito contos seguintes.Em Gótico nordestino, Christiano Aguiar caminha entre o sonho e a vigília, dialoga com outros gêneros e compõe um livro totalmente distinto do usual.''Gótico nordestino se insere em lugar de destaque na nova leva de narrativas de horror, reinventando os medos atemporais a tudo que escapa da racionalidade. Cristhiano Aguiar irmana-se a nomes como Mariana Enríquez e Samantha Schweblin ao buscar uma síntese entre a cultura pop anglófona e as peculiaridades sociopolíticas de seu espaço na América Latina, produzindo uma obra de frescor e potência que mostra que o terror é a verdadeira chave para compreender a época em que vivemos.'' — Antonio Xerxenesky

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Leitura- Dois mortos e a Morte - Tanto Tupiassu

 


Gostei do livro.Contos inusitados e criativos 


Resenha: Curiosa, surpreendente, devastadora, inexplicável — são todas palavras que poderíamos usar para descrever tanto a morte quanto esta coleção de histórias a seu respeito. Algumas tratam do extraordinário, como anjos enganosos, figuras funestas ou maldições; em outras, o mero cotidiano é a fonte de horror: a perda de um filho, a pobreza extrema, um acidente no mar, uma ida particularmente incômoda ao dentista. De um jeito ou de outro, a morte ronda os personagens, às vezes catástrofe, às vezes descanso, às vezes passando longe de ser o fim.

Nestas páginas, pequenas vilas do interior do Pará se tornam cenário de tragédias insólitas, o purgatório toma formas improváveis enquanto os mortos se agarram a uma vida já acabada, os vivos choram sem fim a perda súbita de entes queridos e vampiros pragmáticos caçam suicidas pela cidade.

Famoso por seus causos de assombrações e visagens, o jornalista, influenciador e podcaster Tanto Tupiassu traz nesta coletânea histórias que tratam do fim em suas diferentes facetas; seja como tragédia familiar, como última consequência de vidas sofridas ou como punição exercida por seres sobrenaturais. Invocando seu tom de contador de histórias, Tanto parece narrar casos que aconteceram com um amigo, um primo, um colega de trabalho... e, por sorte, não com a gente. Pelo menos dessa vez.

"A habilidosa narrativa de Tupiassu desdobra a experiência da morte em contos que transitam entre o terrível e o insólito, entre o que diverte e que é capaz de arrepiar até os mais céticos." - Aline Valek, autora de As águas-vivas não sabem de si e Cidades afundam em dias normais

"O intrigante universo deste livro se situa no limiar entre a vida e a morte, numa região de névoa onde tudo pode acontecer — e acontece." - Rosa Amanda Strausz, autora de A cabeça cortada de Dona Justa

"Só lida bem com a morte quem sabe viver a vida, e Tanto Tupiassu entende das duas coisas. Este livro flerta com o melhor de cada lado, o daqui e o de lá. Vale cada página! Me senti do outro lado várias vezes..." - Ilana Casoy, roteirista e coautora de Bom dia, Verônica

"Histórias que vão perturbar quem as ler — e também os espíritos que leem por cima do ombro." - Luisa Geisler, coautora de Corpos secos

"Tanto Tupiassu usa a ficção para embolar os limites da realidade e desafiar a morte." - Gregorio Duvivier, humorista, roteirista e escritor

Leitura- A descoberta dos números ´Marcelo Viana

  2o livro do Marcelo que leio. Importante reler sobre a história da matemática. Ajuda a esclarecer pontos e o crescimento e evolução da men...