sábado, 10 de janeiro de 2026

Leitura -Contos dos sábios crioulos - Patrick Chamoiseau


Tenho lido contos de vários países do mundo do oriente e ocidente. São contos antigos quase mitológicos dos países. O que observo é a grande similaridade em vários deles. Muitos com certeza transmitidos oralmente por viajantes em milhares de anos e que foram sendo adaptados a cultura local. Mas grande parte é da mitologia do próprio povo e de suas tradições orais. Altamente criativos 




RESENHA:  Autor de uma vasta obra que transita entre o romance e o ensaio, vencedor do Prêmio Goncourt em 1992, Patrick Chamoiseau é hoje uma das vozes mais expressivas e politicamente engajadas da literatura francesa. Herdeiro da tradição antilhana de Aimé Césaire e Édouard Glissant, o escritor martinicano, natural de Fort-de-France, se interessa por formas culturais e estéticas de sua ilha natal, em especial a oralidade poética das narrativas crioulas transmitidas por contadores populares. Um dos principais teóricos do movimento da “crioulidade”, sua escrita reflete a complexa realidade linguística e cultural caribenha, se conectando ainda às dinâmicas globais da afrodiáspora e da decolonialidade.


Contos dos sábios crioulos, seu primeiro livro de narrativas curtas publicado no Brasil, remonta ao período escravagista das Antilhas. Associando elementos das culturas africana e europeia, e apresentando personagens humanos ou sobrenaturais, estas dez histórias dão voz a um povo que busca driblar a fome, o medo e a vigilância colonial, ao mesmo tempo em que, por desvios e astúcias, transmitem sua mensagem também aos senhores.

Nessas narrativas de resistência, por vezes recriações da cultura oral popular, o “grito alçado das plantações” — retomando as palavras de Edimilson de Almeida Pereira no posfácio deste volume — ecoa aqui renovado, com a força de um poeta e pensador cuja matéria-prima, a linguagem, é forjada com precisão e criatividade sem iguais.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Leitura -451 No 101

 

Íntima e impessoal • A Quatro Cinco Um de janeiro traz um especial sobre a escritora inglesa Zadie Smith. Em entrevista a Iara Biderman, a autora fala sobre A fraude, que chegou ao Brasil em setembro do ano passado pela Companhia das Letras. Além da conversa sobre seu primeiro romance histórico, a revista dos livros traz um ensaio de Smith sobre sua relação com a escrita. A tradução é de Camila von Holdefer, que também verteu para o português o romance da autora. Fotografia da capa: Kemka Ajoku.

E.M. Forster • Hugo Gonçalves • László Krasznahorkai • Seichō Matsumoto • Leonardo Padura • Maria Valéria Rezende • Ruth Rocha • Richard Sennett • Domenico Starnone • Marcelo Viana

Mais na edição: um ensaio de Milton Hatoum sobre Lavoura Arcaica e os noventa anos de Raduan Nassar; os brasileirismos na tradução dos versos de Lord Byron, por Leonardo Fróes (1941-2025); a ofensiva conservadora dos Estados Unidos, por Ana Paula Manrique Amaral; o trabalho simples e difícil de ouvir os descartados do país, por Pedro Fernando Nery; e os impactos da lógica influencer no mundo dos livros, por Paulo Roberto Pires.

Leitura -Contos dos sábios crioulos - Patrick Chamoiseau

Tenho lido contos de vários países do mundo do oriente e ocidente. São contos antigos quase mitológicos dos países. O que observo é a grande...