sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Leitura- pequenas coisas como estas - Claire Keegan

 

Excelente livro. Mas colocar entre os 100 melhores da Literatura chega a ser exagerado e típico de europeus extremamente centrados em seu umbigo 

RESENHA: 

Ambientado na Irlanda, em 1985, a história de Pequenas coisas como estas gira em torno de Bill Furlong, um respeitável comerciante de carvão e madeira, filho de uma mãe solteira, que leva uma vida simples com a família. Durante o período de Natal, ele faz uma descoberta perturbadora sobre um convento local e as jovens mulheres que ali vivem. A revelação obriga Bill a enfrentar as consequências morais e sociais de suas ações em uma comunidade profundamente marcada pela influência da Igreja Católica e seus silêncios.

Segundo o jornal The New York Times, que incluiu o romance em sua lista de 100 melhores romances do século,
“Nenhuma palavra é desperdiçada na pequena e polida joia de romance de Keegan, uma espécie de miniatura dickensiana centrada no filho de uma mãe solteira que cresceu e se tornou um respeitável comerciante de carvão e madeira com uma família própria na Irlanda de 1985. Moralmente, porém, poderia muito bem ser a Idade Média enquanto ele se depara com os crimes contínuos da Igreja Católica e as tragédias cotidianas causadas pela repressão, medo e hipocrisia grosseira.”

• Livro finalista do International Booker Prize 2022
• Livro vencedor do Orwell Prize
• Na lista dos 100 melhores livros do século XXI do The New York Times
• Na lista dos 100 melhores livros do século XXI pelos leitores do The New York Times


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Leitura -Neca -Amara Moira

 



Incialmente o livro se torna confuso pela linguagem quase grifada. Como como alguém já disse de Literatura os bons livros são aqueles difíceis e que te fazem pensar de várias formas. Neste sentido o livro se encontra; aos poucos vamos entrando na digressão feérica e entendendo a vida que poucos conhecem e vivem. Conhecendo um pouco de um mundo geralmente relegado a alto preconceito. Mas uma boa leitura


Resenha: 


As histórias sexuais de uma profissional do amor são o fio condutor de uma jornada cômica, sensual e carnal pelo erotismo e pela literatura.

Neste livro inteiramente escrito na língua das bichas, uma travesti reencontra um antigo amor, anos mais jovem, que está começando a trabalhar nas ruas. Enquanto entrelaça conselhos e lembranças, ela rememora suas aventuras como prostituta no Brasil e na Europa; fala sobre o que descobriu e conheceu sendo puta; recorda o que desejava ser e sonha com o que poderia ter sido.

Na época em que namoravam, a jovem debutante estudava Letras, o que motiva a protagonista a falar de literatura como parte de sua história juntas. Numa prosa vulcânica, passa em revista obras e autores centrais do cânone, aplicando também sua memória e sua inventividade para ver a literatura com olhos de quem aprendeu tudo na rua, como se aprende o pajubá.

Publicado pela primeira vez na antologia A resistência dos vaga-lumes (2019), o icônico monólogo é agora reeditado em versão expandida. Romance de estreia de Amara Moira, Neca é hilário, escatológico e único em sua sofisticação literária — uma obra valiosa na forma e no conteúdo, atrevida o bastante para abarcar com eloquência a profusão da realidade.

“Neca é um livro travesti, talvez o primeiro do tipo: totalmente escrito em pajubá. Um texto sinestésico: tem voz e cheiro. É babado, mona!” — Helena Vieira

“Triunfante batismo do pajubá (pajubá? jenessepá!) como linguagem literária de invenção, subversão e diversão.” — Caetano W. Galindo


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Leitura - Histórias de Gil Blas de Santillana - LESAGE

Bem engraçado. altamente crítico mantendo o espírito de romances da época. Mantém semelhança na forma com Contos de Canteburry  e Decamerão e tão bom quanto 



Resenha: 

Gil Blas é um romance picaresco, o personagem principal narra as aventuras que viveu desde que saiu de sua pequena cidade. Este romance teve influência de Don Quixote 

Leitura - 451 No 102

 


RESENHA:  

Histórias que dão samba • A Quatro Cinco Um de fevereiro traz na capa um especial com textos sobre o Carnaval. Marcelo Moutinho escreve sobre o caso de amor não correspondido entre os enredos e a literatura; Thaís Regina passeia pelos trilhos que testemunharam a ascensão do samba no Rio de Janeiro; Vinícius Natal rememora os dez anos de Pra tudo começar na quinta-feira, de Luiz Antonio Simas e Fábio Fabato; e Rachel Valença faz um perfil do compositor e escritor Nei Lopes. Arte da capa: Daniel Kondo.

Maria Brant • Bernardine Evaristo • Dani Langer • Alberto Martins • Daniel Munduruku • Francisco Mota Saraiva • Natsume Soseki • Edmund White

Mais na edição: textos sobre Foucault e a crítica, por Bernardo Carvalho; o recém-descoberto primeiro romance de Virginia Woolf, por Ana Carolina Mesquita; a obra que rendeu o prêmio Goncourt — e um processo — ao franco-argelino Kamel Daoud, por Élvio Cotrim; a expedição gastronômica de Bel Coelho pelo Pará, por Flávia Couto; a literatura na pintura de David Hockney, por Matheus Lopes Quirino; e A loteria do nascimento, de Michael França e Fillipi Nascimento, por Anna Carolina Venturini.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Leitura -A Insubmissa- Cristina Peri Rossi





 Uma boa escritora. Extremamente política e provocadora. Seu estilo de questionamentos para posições sociais não questionada é bastante legal 


RESENHA: A insubmissa é o romance de formação autobiográfico de Cristina Peri Rossi, premiada autora uruguaia e uma das mais proeminentes escritoras de língua espanhola. Nele, acompanhamos sua infância e juventude, contadas a partir da estranheza e da perplexidade diante de um mundo sempre em conflito com os seus desejos: usar calças, não comer animais, ter uma biblioteca, escrever, amar outras meninas. Através de experiências familiares, fabulações e do tempo de um dolorido amadurecimento, se desenha uma personalidade contestadora e determinada a viver os seus desejos mais profundos a despeito das interdições impostas ao comportamento e ao corpo de uma mulher.Em meio a uma rica produção de ficção, poesia e ensaios, A insubmissa é a obra mais recente e reveladora da escritora, vencedora do prêmio Miguel de Cervantes e reconhecida como a única mulher do chamado boom da literatura latino-americana. “Eu lia com o deleite indiscriminado de uma viciada e de uma convertida. Minha religião era a literatura.” Tradução e posfácio Anita Rivera Guerra

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Leitura- A descoberta dos números ´Marcelo Viana

 



2o livro do Marcelo que leio. Importante reler sobre a história da matemática. Ajuda a esclarecer pontos e o crescimento e evolução da mente humana em seu desenvolvimento motivado por necessidades reais e imaginárias

RESENHA:  Desde quando começamos a contar carneiros no pasto com pedrinhas até os algoritmos Deep Blue e AlphaGo, que aprenderam a jogar xadrez e go melhor do que nós, a história dos números é repleta de descobertas fascinantes. Neste livro inédito, Marcelo Viana — diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e autor do sucesso de vendas Histórias da matemática — percorre toda essa trajetória com clareza e entusiasmo, unindo a precisão científica à generosidade de um professor comprometido em democratizar o conhecimento. 


Cada capítulo traz curiosidades, ilustrações e reflexões que transformam conceitos abstratos em experiências concretas e vívidas, além da minibiografia dos cientistas que protagonizaram essa jornada. Num texto que cativa entusiastas e especialistas, Viana explora todo o espectro de categorias numéricas: dos naturais e primos aos surreais e hipercomplexos, passando por racionais, incomensuráveis, negativos, imaginários e infinitésimos, entre tantos outros.

Embora a matemática possa parecer uma ciência fria e objetiva, este livro traz temas que foram e são objeto de controvérsias, disputas e paixões. É o caso dos números negativos, plenamente aceitos só há pouco mais de um século — antes disso, era difícil admitir que existisse alguma coisa menor do que zero, e até hoje há quem questione a regra de que menos vezes menos dá mais, comprovada pelo autor de modo exemplar. 

Viana desmente mitos, como o de que a razão áurea e os números de Fibonacci estão por toda parte e por trás da construção de grandes obras da arquitetura, como o Partenon e o Taj-Mahal. Ao mesmo tempo, revela que de fato a disposição das sementes na flor da camomila segue padrões matemáticos, assim como certas obras de Portinari. 

Transitando com naturalidade entre a mitologia, a biologia e as artes visuais, o autor combina a erudição de um humanista com a obsessão de um matemático que tem como missão democratizar o conhecimento. A descoberta dos números conta com o traço original de Rafael Sica e é uma espécie de almanaque ilustrado para todas as idades. 

Para quem ainda vê a matemática como uma ciência árida, este livro conciso e abrangente é uma oportunidade de enxergar os números sob novos ângulos — e descobrir a beleza que eles escondem.

 

Leitura - O Estrangeiro-Albert Camus

 


Já havia lido tem muitos anos. Mas valeu reler .Maravilhoso romance


"O estrangeiro" é a história de um argelino que trabalha num escritório em Argel
e, em decorrência de circunstâncias absurdas, mata um árabe. No último momento de sua condenação desperta de uma espécie de torpor.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Leitura- Os melhores contos de O Henry



Realmente excelentes contos.Vale a pena ler 


 RESENHA: O. Henry (1862 - 1910) era o pseudônimo de William Sydney Porter, um dos maiores contistas americanos do século XIX. Seus contos romantizados, geralmente com finais imprevisíveis, se tornaram a sua marca registrada e fizeram dele um dos autores mais populares do seu tempo. Escritor fecundo e talentoso, O. Henry foi sempre um otimista e, em sua obra, não há lugar para a amargura e o desespero. Nesta preciosa coletânea, que faz parte da Coleção Melhores Contos o leitor será apresentado a este grande escritor americano por meio de treze de seus melhores contos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Leitura- A Piramide de Lama - Andrea Camilleri

 





Já havia lido esta estória de Montalbano . Não é das melhores, mas ajuda e recordar Camillleri




RESENHA: Quando um cadáver é encontrado durante uma tempestade, o comissário Salvo Montalbano descobre que vai precisar sujar as mãos (e os pés) para resolver o caso. Conheça A pirâmide de lama, mais um caso da série clássica de Andrea Camilleri.

A chuva que caía em Vigàta era tanta que o comissário Salvo Montalbano não queria se levantar da cama. Porém, uma ligação o obriga a mudar seus planos – e colocar os pés na lama. Em um canteiro de obras deserto, operários encontraram um corpo abandonado no final de uma galeria de túneis. O cadáver está quase despido, tem uma marca de bala nas costas e chegou ao local de bicicleta, que também foi encontrada ali perto. Essas circunstâncias, complementadas pelos relatos de moradores da região, traçam a perspectiva de um crime passional: o homem teria sido confrontado por um dos amantes de sua esposa, que seria o responsável pelo assassinato.

Porém, tudo muda quando a vítima é identificada como Giugiù Nicotra, contador de uma poderosa construtora envolvida em licitações públicas milionárias. Sua morte, que parecia ser um caso à parte, abre caminho para a investigação conduzida por Montalbano, que o coloca diante de empresários influentes, figuras políticas e intermediários sem escrúpulos, todos interessados em encerrar o caso o mais rápido possível.

Para piorar a situação, os mistérios parecem se multiplicar nesse caso. Pessoas surgem e desaparecem em um piscar de olhos, antigos conhecidos dão o ar da graça e pistas promissoras acabam deixando ainda mais pontas soltas pelo caminho. Mas o comissário não se deixa intimidar: entre interrogatórios sutis, diálogos carregados de ironia e reviravoltas que mudam o foco da investigação a todo momento, ele desenterra uma rede de relações perigosas, na qual a verdade raramente interessa e a lama não é apenas uma metáfora.

Andrea Camilleri, mestre do romance policial italiano, constrói aqui uma narrativa em que suspense, crítica social e humor se entrelaçam com precisão. A pirâmide de lama, o vigésimo segundo caso do Comissário Montalbano, é uma história de crime que revela as engrenagens de um sistema em que a corrupção se tornou uma parte indispensável do cenário.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Leitura- Clássicos Japoneses Sobrenaturais

 

Excelente compilação de estórias folclóricas japonesas. Vale a pena a leitura. Principalmente para crianças 





RESENHA: O folclore e as raízes do horror japonês que inspirou mestres como Junji Ito, Murakami, Nagabe, Yoko Ogawa, Koji Suzuki, Shintaro Kago, Tsugumi Ohba, entre muitos outros Divindades e criaturas sobrenaturais marcam forte presença no folclore japonês e protagonizam inúmeras lendas e narrativas transmitidas de uma geração a outra, mexendo com o imaginário das pessoas. Histórias que exploram elementos fantásticos, assustadores e misteriosos revelam a visão de mundo do povo japonês dos tempos remotos, sua percepção da natureza e dos fenômenos naturais e dá pistas sobre seus medos diante de aspectos desconhecidos e incompreensíveis. Clássicos Japoneses Sobrenaturais reúne 57 contos com temáticas variadas, que vão desde o sobrenatural — que aborda a interação de seres humanos com monstros, fantasmas, deuses, espíritos de elementos da natureza e animais —, passando por narrativas épicas de samurais e grandes figuras, culminando com o horror que deixou marcas profundas na sociedade japonesa. Fruto da pesquisa sobre oralidade de Richard Gordon Smith, o naturalista britânico que enxergou a história por trás da paisagem, a obra foi publicada originalmente em 1908 na Inglaterra. Smith, que pisou o solo japonês pela primeira vez em 1898, chegou ao país com o objetivo de coletar amostras da fauna e flora para compor o acervo de história natural do British Museum. No entanto, as ricas lendas e relatos de caráter extraordinário o encantaram de imediato, levando-o a pesquisar e coletar histórias perturbadoras enquanto percorria o país para cumprir sua missão. O Japão mantivera-se isolado do resto do mundo por mais de 200 anos, durante o xogunato Tokugawa, e havia reaberto seus portos para comércio exterior em 1858, apenas quarenta anos antes da chegada de Gordon Smith ao país. Durante o período de reclusão, o intercâmbio com outros países era bastante limitado, o que fez com que a arte e a cultura japonesa se desenvolvessem praticamente sem influência estrangeira. Embora o país passasse por uma rápida modernização e a presença de estrangeiros se tornasse cada vez mais comum na época da chegada de Gordon Smith, muitas vezes ele foi o primeiro europeu a visitar certas regiões do arquipélago. Mas isso não o impedia de se comunicar com o povo. Contando com ajuda de intérpretes, ele obtinha os relatos das mais variadas fontes. Camponeses, pescadores, monges e crianças que encontrava em sua jornada compartilhavam com ele lendas regionais, testemunhos de acontecimentos misteriosos que se fundiram com o tempo e transformaram relatos reais, histórias de amor, tragédias familiares e toda a herança mística de seus antepassados em uma forma de realidade mágica cativante. Sugawara Michizane e imperador Sutoku, retratados em dois dos contos, são personagens da vida real e figuram entre as “três maiores almas penadas” do Japão, que teriam morrido com tanto rancor e ódio no coração que diversos casos de desgraça e tragédias ocorridas depois de suas mortes são consideradas maldição de seus espíritos. Clássicos Japoneses Sobrenaturais apresenta ainda personalidades históricas como os samurais Akechi Mitsuhide e Saigo Takamori, os pintores Maruyama Okyo, Rosetsu e Tosa Mitsunobu e imperadores Engi e Toba. Gordon Smith, que tinha o plano original de permanecer no país apenas por alguns meses, viveu ali a maior parte das duas décadas seguintes. A obra é uma compilação dos volumosos registros que ele havia feito em seu diário. Em alguns pontos, o autor britânico contesta a conduta de personagens que, do seu ponto de vista, tomam decisões muito radicais. Mas o mais evidente ao longo da obra é a sua admiração pela cultura e pelo senso de valor e honra do povo nipônico. Um trabalho magistral — inspiração para mestres como Junji Ito, Murakami, Nagabe, Yoko Ogawa, Koji Suzuki, Shintaro Kago, Tsugumi Ohba, entre muitos outros — até então inédito, que revela a faceta variada da cultura e tradição do país e apresenta seus medos e anseios, além de uma perspectiva única sobre temas universais, como a morte, o amor, a inveja e a honra.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Leitura -Contos dos sábios crioulos - Patrick Chamoiseau


Tenho lido contos de vários países do mundo do oriente e ocidente. São contos antigos quase mitológicos dos países. O que observo é a grande similaridade em vários deles. Muitos com certeza transmitidos oralmente por viajantes em milhares de anos e que foram sendo adaptados a cultura local. Mas grande parte é da mitologia do próprio povo e de suas tradições orais. Altamente criativos 




RESENHA:  Autor de uma vasta obra que transita entre o romance e o ensaio, vencedor do Prêmio Goncourt em 1992, Patrick Chamoiseau é hoje uma das vozes mais expressivas e politicamente engajadas da literatura francesa. Herdeiro da tradição antilhana de Aimé Césaire e Édouard Glissant, o escritor martinicano, natural de Fort-de-France, se interessa por formas culturais e estéticas de sua ilha natal, em especial a oralidade poética das narrativas crioulas transmitidas por contadores populares. Um dos principais teóricos do movimento da “crioulidade”, sua escrita reflete a complexa realidade linguística e cultural caribenha, se conectando ainda às dinâmicas globais da afrodiáspora e da decolonialidade.


Contos dos sábios crioulos, seu primeiro livro de narrativas curtas publicado no Brasil, remonta ao período escravagista das Antilhas. Associando elementos das culturas africana e europeia, e apresentando personagens humanos ou sobrenaturais, estas dez histórias dão voz a um povo que busca driblar a fome, o medo e a vigilância colonial, ao mesmo tempo em que, por desvios e astúcias, transmitem sua mensagem também aos senhores.

Nessas narrativas de resistência, por vezes recriações da cultura oral popular, o “grito alçado das plantações” — retomando as palavras de Edimilson de Almeida Pereira no posfácio deste volume — ecoa aqui renovado, com a força de um poeta e pensador cuja matéria-prima, a linguagem, é forjada com precisão e criatividade sem iguais.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Leitura -451 No 101

 

Íntima e impessoal • A Quatro Cinco Um de janeiro traz um especial sobre a escritora inglesa Zadie Smith. Em entrevista a Iara Biderman, a autora fala sobre A fraude, que chegou ao Brasil em setembro do ano passado pela Companhia das Letras. Além da conversa sobre seu primeiro romance histórico, a revista dos livros traz um ensaio de Smith sobre sua relação com a escrita. A tradução é de Camila von Holdefer, que também verteu para o português o romance da autora. Fotografia da capa: Kemka Ajoku.

E.M. Forster • Hugo Gonçalves • László Krasznahorkai • Seichō Matsumoto • Leonardo Padura • Maria Valéria Rezende • Ruth Rocha • Richard Sennett • Domenico Starnone • Marcelo Viana

Mais na edição: um ensaio de Milton Hatoum sobre Lavoura Arcaica e os noventa anos de Raduan Nassar; os brasileirismos na tradução dos versos de Lord Byron, por Leonardo Fróes (1941-2025); a ofensiva conservadora dos Estados Unidos, por Ana Paula Manrique Amaral; o trabalho simples e difícil de ouvir os descartados do país, por Pedro Fernando Nery; e os impactos da lógica influencer no mundo dos livros, por Paulo Roberto Pires.

Leitura- pequenas coisas como estas - Claire Keegan

  Excelente livro. Mas colocar entre os 100 melhores da Literatura chega a ser exagerado e típico de europeus extremamente centrados em seu ...