segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Leitura- Os melhores contos de O Henry



Realmente excelentes contos.Vale a pena ler 


 RESENHA: O. Henry (1862 - 1910) era o pseudônimo de William Sydney Porter, um dos maiores contistas americanos do século XIX. Seus contos romantizados, geralmente com finais imprevisíveis, se tornaram a sua marca registrada e fizeram dele um dos autores mais populares do seu tempo. Escritor fecundo e talentoso, O. Henry foi sempre um otimista e, em sua obra, não há lugar para a amargura e o desespero. Nesta preciosa coletânea, que faz parte da Coleção Melhores Contos o leitor será apresentado a este grande escritor americano por meio de treze de seus melhores contos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Leitura- A Piramide de Lama - Andrea Camilleri

 





Já havia lido esta estória de Montalbano . Não é das melhores, mas ajuda e recordar Camillleri




RESENHA: Quando um cadáver é encontrado durante uma tempestade, o comissário Salvo Montalbano descobre que vai precisar sujar as mãos (e os pés) para resolver o caso. Conheça A pirâmide de lama, mais um caso da série clássica de Andrea Camilleri.

A chuva que caía em Vigàta era tanta que o comissário Salvo Montalbano não queria se levantar da cama. Porém, uma ligação o obriga a mudar seus planos – e colocar os pés na lama. Em um canteiro de obras deserto, operários encontraram um corpo abandonado no final de uma galeria de túneis. O cadáver está quase despido, tem uma marca de bala nas costas e chegou ao local de bicicleta, que também foi encontrada ali perto. Essas circunstâncias, complementadas pelos relatos de moradores da região, traçam a perspectiva de um crime passional: o homem teria sido confrontado por um dos amantes de sua esposa, que seria o responsável pelo assassinato.

Porém, tudo muda quando a vítima é identificada como Giugiù Nicotra, contador de uma poderosa construtora envolvida em licitações públicas milionárias. Sua morte, que parecia ser um caso à parte, abre caminho para a investigação conduzida por Montalbano, que o coloca diante de empresários influentes, figuras políticas e intermediários sem escrúpulos, todos interessados em encerrar o caso o mais rápido possível.

Para piorar a situação, os mistérios parecem se multiplicar nesse caso. Pessoas surgem e desaparecem em um piscar de olhos, antigos conhecidos dão o ar da graça e pistas promissoras acabam deixando ainda mais pontas soltas pelo caminho. Mas o comissário não se deixa intimidar: entre interrogatórios sutis, diálogos carregados de ironia e reviravoltas que mudam o foco da investigação a todo momento, ele desenterra uma rede de relações perigosas, na qual a verdade raramente interessa e a lama não é apenas uma metáfora.

Andrea Camilleri, mestre do romance policial italiano, constrói aqui uma narrativa em que suspense, crítica social e humor se entrelaçam com precisão. A pirâmide de lama, o vigésimo segundo caso do Comissário Montalbano, é uma história de crime que revela as engrenagens de um sistema em que a corrupção se tornou uma parte indispensável do cenário.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Leitura- Clássicos Japoneses Sobrenaturais

 

Excelente compilação de estórias folclóricas japonesas. Vale a pena a leitura. Principalmente para crianças 





RESENHA: O folclore e as raízes do horror japonês que inspirou mestres como Junji Ito, Murakami, Nagabe, Yoko Ogawa, Koji Suzuki, Shintaro Kago, Tsugumi Ohba, entre muitos outros Divindades e criaturas sobrenaturais marcam forte presença no folclore japonês e protagonizam inúmeras lendas e narrativas transmitidas de uma geração a outra, mexendo com o imaginário das pessoas. Histórias que exploram elementos fantásticos, assustadores e misteriosos revelam a visão de mundo do povo japonês dos tempos remotos, sua percepção da natureza e dos fenômenos naturais e dá pistas sobre seus medos diante de aspectos desconhecidos e incompreensíveis. Clássicos Japoneses Sobrenaturais reúne 57 contos com temáticas variadas, que vão desde o sobrenatural — que aborda a interação de seres humanos com monstros, fantasmas, deuses, espíritos de elementos da natureza e animais —, passando por narrativas épicas de samurais e grandes figuras, culminando com o horror que deixou marcas profundas na sociedade japonesa. Fruto da pesquisa sobre oralidade de Richard Gordon Smith, o naturalista britânico que enxergou a história por trás da paisagem, a obra foi publicada originalmente em 1908 na Inglaterra. Smith, que pisou o solo japonês pela primeira vez em 1898, chegou ao país com o objetivo de coletar amostras da fauna e flora para compor o acervo de história natural do British Museum. No entanto, as ricas lendas e relatos de caráter extraordinário o encantaram de imediato, levando-o a pesquisar e coletar histórias perturbadoras enquanto percorria o país para cumprir sua missão. O Japão mantivera-se isolado do resto do mundo por mais de 200 anos, durante o xogunato Tokugawa, e havia reaberto seus portos para comércio exterior em 1858, apenas quarenta anos antes da chegada de Gordon Smith ao país. Durante o período de reclusão, o intercâmbio com outros países era bastante limitado, o que fez com que a arte e a cultura japonesa se desenvolvessem praticamente sem influência estrangeira. Embora o país passasse por uma rápida modernização e a presença de estrangeiros se tornasse cada vez mais comum na época da chegada de Gordon Smith, muitas vezes ele foi o primeiro europeu a visitar certas regiões do arquipélago. Mas isso não o impedia de se comunicar com o povo. Contando com ajuda de intérpretes, ele obtinha os relatos das mais variadas fontes. Camponeses, pescadores, monges e crianças que encontrava em sua jornada compartilhavam com ele lendas regionais, testemunhos de acontecimentos misteriosos que se fundiram com o tempo e transformaram relatos reais, histórias de amor, tragédias familiares e toda a herança mística de seus antepassados em uma forma de realidade mágica cativante. Sugawara Michizane e imperador Sutoku, retratados em dois dos contos, são personagens da vida real e figuram entre as “três maiores almas penadas” do Japão, que teriam morrido com tanto rancor e ódio no coração que diversos casos de desgraça e tragédias ocorridas depois de suas mortes são consideradas maldição de seus espíritos. Clássicos Japoneses Sobrenaturais apresenta ainda personalidades históricas como os samurais Akechi Mitsuhide e Saigo Takamori, os pintores Maruyama Okyo, Rosetsu e Tosa Mitsunobu e imperadores Engi e Toba. Gordon Smith, que tinha o plano original de permanecer no país apenas por alguns meses, viveu ali a maior parte das duas décadas seguintes. A obra é uma compilação dos volumosos registros que ele havia feito em seu diário. Em alguns pontos, o autor britânico contesta a conduta de personagens que, do seu ponto de vista, tomam decisões muito radicais. Mas o mais evidente ao longo da obra é a sua admiração pela cultura e pelo senso de valor e honra do povo nipônico. Um trabalho magistral — inspiração para mestres como Junji Ito, Murakami, Nagabe, Yoko Ogawa, Koji Suzuki, Shintaro Kago, Tsugumi Ohba, entre muitos outros — até então inédito, que revela a faceta variada da cultura e tradição do país e apresenta seus medos e anseios, além de uma perspectiva única sobre temas universais, como a morte, o amor, a inveja e a honra.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Leitura -Contos dos sábios crioulos - Patrick Chamoiseau


Tenho lido contos de vários países do mundo do oriente e ocidente. São contos antigos quase mitológicos dos países. O que observo é a grande similaridade em vários deles. Muitos com certeza transmitidos oralmente por viajantes em milhares de anos e que foram sendo adaptados a cultura local. Mas grande parte é da mitologia do próprio povo e de suas tradições orais. Altamente criativos 




RESENHA:  Autor de uma vasta obra que transita entre o romance e o ensaio, vencedor do Prêmio Goncourt em 1992, Patrick Chamoiseau é hoje uma das vozes mais expressivas e politicamente engajadas da literatura francesa. Herdeiro da tradição antilhana de Aimé Césaire e Édouard Glissant, o escritor martinicano, natural de Fort-de-France, se interessa por formas culturais e estéticas de sua ilha natal, em especial a oralidade poética das narrativas crioulas transmitidas por contadores populares. Um dos principais teóricos do movimento da “crioulidade”, sua escrita reflete a complexa realidade linguística e cultural caribenha, se conectando ainda às dinâmicas globais da afrodiáspora e da decolonialidade.


Contos dos sábios crioulos, seu primeiro livro de narrativas curtas publicado no Brasil, remonta ao período escravagista das Antilhas. Associando elementos das culturas africana e europeia, e apresentando personagens humanos ou sobrenaturais, estas dez histórias dão voz a um povo que busca driblar a fome, o medo e a vigilância colonial, ao mesmo tempo em que, por desvios e astúcias, transmitem sua mensagem também aos senhores.

Nessas narrativas de resistência, por vezes recriações da cultura oral popular, o “grito alçado das plantações” — retomando as palavras de Edimilson de Almeida Pereira no posfácio deste volume — ecoa aqui renovado, com a força de um poeta e pensador cuja matéria-prima, a linguagem, é forjada com precisão e criatividade sem iguais.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Leitura -451 No 101

 

Íntima e impessoal • A Quatro Cinco Um de janeiro traz um especial sobre a escritora inglesa Zadie Smith. Em entrevista a Iara Biderman, a autora fala sobre A fraude, que chegou ao Brasil em setembro do ano passado pela Companhia das Letras. Além da conversa sobre seu primeiro romance histórico, a revista dos livros traz um ensaio de Smith sobre sua relação com a escrita. A tradução é de Camila von Holdefer, que também verteu para o português o romance da autora. Fotografia da capa: Kemka Ajoku.

E.M. Forster • Hugo Gonçalves • László Krasznahorkai • Seichō Matsumoto • Leonardo Padura • Maria Valéria Rezende • Ruth Rocha • Richard Sennett • Domenico Starnone • Marcelo Viana

Mais na edição: um ensaio de Milton Hatoum sobre Lavoura Arcaica e os noventa anos de Raduan Nassar; os brasileirismos na tradução dos versos de Lord Byron, por Leonardo Fróes (1941-2025); a ofensiva conservadora dos Estados Unidos, por Ana Paula Manrique Amaral; o trabalho simples e difícil de ouvir os descartados do país, por Pedro Fernando Nery; e os impactos da lógica influencer no mundo dos livros, por Paulo Roberto Pires.

Leitura- pequenas coisas como estas - Claire Keegan

  Excelente livro. Mas colocar entre os 100 melhores da Literatura chega a ser exagerado e típico de europeus extremamente centrados em seu ...