segunda-feira, 30 de março de 2026

Leitura -Orbital - Samantha Harvey

  





Um livro interessante que nos faz prestar atenção ao bem mais precioso que temos: A Terra e como vimos maltratando desde que os homens apareceram em seu seio. Não cansam de maltratar aquela que é capaz de gerar vida num raio de BILHOES de anos luz daqui. Mas é meio chato de se ler




RESENHA: Quatrocentos quilômetros acima da Terra, quatro homens e duas mulheres — dos Estados Unidos, do Japão, da Inglaterra, da Itália e da Rússia — compartilham a estação espacial internacional. Em um período de vinte e quatro horas, a uma velocidade de vinte e oito mil quilômetros por hora, eles dão dezesseis voltas ao redor do planeta.

Cada órbita é um capítulo breve deste tour de force de beleza contemplativa: da calculada rotina espacial de cada um dos astronautas e cosmonautas — os exames de sangue diários, os experimentos científicos —, das implicações emocionais com aqueles que deixaram na Terra — a morte de um familiar, um casamento sem amor — e dos diálogos mais ou menos reveladores entre eles, Orbital extrai indagação filosófica e instantes de arrebatamento.

Com uma pesquisa profunda e um repertório poético transbordante, Samantha Harvey lança sobre o planeta e a humanidade — tão poderosos, tão frágeis — um olhar afetuoso: um astronauta é “um animal que não apenas testemunha as coisas, mas ama o que testemunha”.

Leitura- 451 No 104


 

quarta-feira, 18 de março de 2026

Leitura- A invenção da Natureza- Andrea Wulf

 




RESENHA: O alemão que inspirou Darwin e Simón Bolívar e causou inveja em Bonaparte
A invenção da natureza revela a extraordinária vida do explorador, geógrafo e naturalista alemão Alexander von Humboldt (1769-1859), o cientista mais conhecido de seu tempo. Com suas descobertas, fruto de expedições pelo mundo afora (escalando os vulcões mais altos do mundo, cruzando a Sibéria em plena epidemia de praga, navegando pela então ameaçadora Amazônia), gerou inveja em Napoleão Bonaparte, inspirou Simón Bolívar em sua revolução e Darwin a zarpar com seu navio Beagle. Sua história é contada neste livro de forma saborosa e profunda, partindo de uma ampla pesquisa sobre o homem que concebeu a maneira como vemos a natureza hoje.

Best-seller nos Estados Unidos e na Inglaterra e com os direitos vendidos a mais de 20 países, A invenção da natureza foi aclamado pela crítica e ganhou prêmios como o Costa Biography Award e o Los Angeles Times Book Prize de 2016."

Leitura - Erva Brava- Paulliny Tort

 



RESENHA: As doze histórias que compõem Erva brava orbitam ao redor de Buriti Pequeno,
cidade fictícia incrustada no coração de Goiás. Paisagem rara em nosso
repertório literário, o Centro-Oeste brasileiro é palco de embates silenciosos,
porém aguerridos, retratados neste livro com sutileza e maestria. Regido pelo
compasso da literatura — que se ocupa de levantar perguntas, mais do que
oferecer respostas —, a escritora brasiliense Paulina Tort evidencia o nervo
exposto de um país que desafia todas as interpretações.

Estão ali as relações patriarcais como a de Chico e Rita, em “O cabelo das
almas”; a monocultura da soja que devasta o cerrado; o clientelismo rural
que separa mãe e filha em “Matadouro” e a religiosidade sincrética de Dita,
protagonista do conto “O mal no fundo do mar”. O rico encontro entre as
culturas indígena e afro-brasileira também está em todas as histórias, as festas
populares, como o cortejo de Reis que Neverson acompanhada de sua moto em
“Titan 125”. E, num conto final que coroa o livro como poucas coletâneas
conseguem fazer, está também a revolta implacável da natureza diante da
ação predatória do homem em “Rios voadores”.

A precisão e a cadência do texto nos convidam a ler em voz alta a prosa
cristalina e imagética de Pa
ulliny Tort. Por trás de uma escrita despretensiosa
como os personagens de seus contos, ela revela a ironia necessária para dar
conta, sem caricaturas ou preconceitos, de um país cruel e encantador.

terça-feira, 17 de março de 2026

Leitura - K - B Kucinski





 Este livro faz parte da Literatura da Ditadura. Uma literatura tão necessária em nosso país que é mister do esquecimento. Relatos estarrecedores, porém todos os fatos são reais no meio da ficção. 


RESENHA: K. foi lançado originalmente em 2011, pela editora Expressão Popular. Em 2013, ganhou nova edição, pela CosacNaify, e finalmente, em 2016, chegou à Companhia das Letras. Ao longo desses anos, só fez reforçar sua condição de clássico contemporâneo. Em 1974, a irmã do autor, professora de Química na Universidade de São Paulo, foi presa pelos militares ao lado do marido. Desapareceu sem deixar rastros – foram anos até que a família pudesse aceitar que tinha sido executada. K. é a história do pai do autor em busca do paradeiro da filha. Dono de uma loja no Bom Retiro, judeu imigrante que na juventude fora preso por suas atividades políticas, ele se depara com a muralha de silêncio em torno do desaparecimento dos presos políticos. O livro é a história dessa busca.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Leitura- 451No 103

 

Resenha :


Esta é Patti Smith • A edição de março da Quatro Cinco Um traz na capa Patti Smith, que lança neste mês Pão dos anjos. Em entrevista a Iara Biderman, a multiartista estadunidense fala de literatura e política, das pessoas de sua vida e de como se tornou quem é. O especial traz ainda uma resenha desse novo livro de memórias, por Aparecida Vilaça. Foto da capa: Marin Driguez.

Gisèle Pelicot • Mano Brown • Zila Mamede • Manuel Bandeira • Can Xue • Jon Fosse •
Minae Mizumura • Sérgio Sister • Catarina Gomes • Laurent Binet

E mais: a crítica literária Beatriz Resende em entrevista a Adriana Ferreira Silva; textos sobre a pesquisa-retrato de Regina Dalcastagnè acerca da literatura brasileira contemporânea, por Élvio Cotrim; e os relatos de crianças e adolescentes palestinos, por Cristiane Tavares. No mês do Oscar, a revista traz ainda críticas dos filmes Pecadores, que reencena o trauma fundacional dos EUA, por Juliana Borges; e Hamnet, com a tragédia pessoal de Shakespeare, por Nara Vidal

domingo, 1 de março de 2026

Leitura- Até o último fantasma- O Henry




Achei um Literatura altamente rebuscada e um tipo de estória que pouco me interessa e sem a criatividade necessária. demais. Não gostei 

RESENHA: O ponto alto da vertente fantástica de Henry James.


Os cinco contos reunidos em Até o último fantasma representam o que há de melhor na obra de caráter fantasmático de Henry James, um dos mais influentes autores de língua inglesa do século XIX. Selecionados, traduzidos e apresentados por José Paulo Paes, os textos foram escritos entre 1891 e 1908 e, em tom de fina ironia, mesclam realidade e imaginação de forma brilhante.

“Sir Edmund Orne” abre a coleção com um fantasma que aparece para sua ex-noiva e para o narrador, que acaba de se apaixonar por ela. Em “A coisa realmente certa”, um espectro tenta evitar que sua biografia seja escrita. Já em “Os amigos dos amigos”, o universo parece conspirar para que duas pessoas com muito em comum não consigam se encontrar, e “O grande e bom lugar” narra com humor as queixas de um escritor cansado do sucesso. Por fim, considerado o auge da representação do fantástico na obra do autor, “A bela esquina” fecha o volume com o encontro de um homem e seu próprio fantasma.

Leitura- Nossas Noites = Kent Haruf

  Uma leitura delicada que mostra como podemos aproveitar os pequenos momentos simples da vida de forma a tornar todos muito especiais. Boa ...