Resenha:
sábado, 6 de dezembro de 2014
Leitura- Concerto Barroco
Resenha:
Em inícios do século XVIII, um milionário da prata mexicana, neto de conquistador maltrapilho, aristocrata há uma geração apenas, deixa a terra natal para uma temporada de luxos e prazeres em Veneza. Chegando à cidade em pleno Carnaval, o Amo e seu criado Filomeno serão protagonistas de um concerto sem igual, que reunirá os maiores prodígios da Europa barroca, mas também a música do Velho e do Novo Mundo.
domingo, 30 de novembro de 2014
Leitura - A Casa do Califa
Esta eh mais uma recomendação da Cora Ronai que li em um de seus artigos e que tambem aparecem expostos na Travessa.A 1a recomendação dela me fez ler todos os livros de Camilleri que são livros excelentes principalmente os relativos ao Delegado Montalbano.
Este livro , baseado em fatos reais eh lido de forma ligeira pois são como cronicas relativas a passagem de Tahir em Casablanca .As obras de adaptação da casa que adquiriu e sua relação com a vizinhanca e viagens são boas para entender as caracteristicas do povo árabe e marroquino .Boa leitura para viagens .
Resenha:
Tahir Shah, delirantemente desejoso de deixar para trás a Londres opressiva e chuvosa, busca as referências ensolaradas e aventurescas de sua infância – quando, com a família de origem afegã, visitava o Marrocos nas férias.
Investindo todo o dinheiro que ele e sua mulher de origem indiana, Rachana, haviam reunido, o autor inglês compra Dar Khalifa, uma mansão em ruínas no meio de uma favela e de frente para o mar de Casablanca – um lugar mágico e louco onde o banal e o insólito, o medieval e o moderno caminham lado a lado. O livro descreve, com o mais refinado humor, o ano em que a família se dedica a restaurar a Casa do Califa, mergulhando nos costumes locais e enfrentando todo tipo de situação.
domingo, 16 de novembro de 2014
Leitura - Um Lugar Perigoso
Mais uma aventura do delegado Espinosa por Copacabana.Desta vez um caso de um doente de síndrome de Korsakov . Leitura amena e leveResenha:
São muitos os lugares perigosos deste livro. O primeiro é o próprio Rio de Janeiro, onde a história se desenrola. Como de costume nos romances de Garcia-Roza, a cidade é protagonista e sua geografia se torna parte indissociável da trama.
Outro lugar de perigos insondáveis é a memória do professor Vicente, figura central neste enredo. Afastado da universidade em razão de problemas de saúde, ele passa os dias em casa e ganha a vida como tradutor, numa rotina aparentemente tranquila. Até que se depara com uma lista cheia de nomes de mulheres.
Quem são elas? Foram suas colegas na universidade? Alunas? Por que ele as reuniu numa lista e que relação manteve com elas? São questões que ele não tem como desvendar, pois sofre de uma síndrome em que as lembranças se apagam e a imaginação toma o lugar dos fatos.
Vicente busca a ajuda do delegado Espinosa para descobrir o paradeiro das mulheres listadas. Mas a investigação traz à tona os cantos obscuros de sua mente e pode revelar a origem de crimes que nada têm de imaginários.
Na décima primeira aventura do delegado Espinosa, Garcia-Roza mostra por que é um dos renovadores do gênero policial no Brasil e um de seus artífices mais talentosos.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Leitura - O que o cerebro tem para contar
Este eh o 2o livro de Ramachandran que leio.O 1o foi Fantasmas no Cérebro. Ambos muito bons sobre o avanço da neurociencia , que tanto pavor causa aos psicólogos e sobre o conhecimento atual do funcionamento do cérebro. Para que gosta de ciência como eu uma ótima leitura .
Sacks contava os casos muito estranhos em seus livros e Ramachandram explica o porque destes casos
Resenha:
Nesse livro surpreendente e, em muitos aspectos, perturbador, V.S. Ramachandran investiga casos neurológicos desconcertantes: pacientes que acreditam estar mortos, ou que desejam ter um membro saudável amputado, entre outros. Além de proporcionar ao leitor comum uma incrível turnê pela neurociência e por seus avanços recentes, Ramachandran revela o que esses casos incomuns podem nos ensinar sobre o cérebro normal e sua evolução, chegando a revelações inéditas sobre os mistérios da nossa mente.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Leitura- Thomas Piketty e o segredo dos ricos

Li muitas resenhas sobre o trabalho de Piketty tanto a direita quanto a esquerda . Percebo bastante consistencia em seus argumentos e fatos . Não há como negar a acumulação de riqueza na mão de poucos. Este livro com resenhas sobre a teoria e a acumulação de capital me pareceu pouco profundo e alguns artigos ate pueris e planfetarios . Pareceu montado as pressas para aproveitar o momento. Uma pena pois poderia ter mais consistencia.
Resenha:
A publicação dos estudos do francês Thomas Piketty a respeito da desigualdade social e da crescente
concentração de riqueza ganharam as manchetes de jornais do mundo inteiro. E catalisou um debate que já estava em andamento as respeito dos efeitos disso na economia, no meio ambiente e no próprio exercício da democracia. Este livro, organizado pelo Le Monde Diplomatique Brasil, é uma apresentação desse debate, com textos do próprio Piketty e diversos outros dos principais pensadores sociais de nosso tempo. Entre eles Samuel Pinheiro Guimarães, Ladislau Dowbor, Russell Jacoby, Kostas Vergopoulos e Luiz Gonzaga Belluzzo
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Livro -Aguapes - Jumpha Lahiri
Resolvi ler este livro por conta da visita a Flip e do Booker Prize. Inicialmente o livro não pega você muito mas a medida do desenvolvimento vai nos envolvendo emocionalmente. Muito denso , humano e de uma simplicidade alucinante com relação a visão da vida que cada um de nos leva . Empurrado pela existência e por decisões emocionais. Muito Bom
Resenha\;
Neste novo país enorme, parecia não haver lugar para o país anterior. Não havia nenhuma ligação entre os dois; a única ligação era ele. Aqui a vida deixava de tolhê-lo ou de atacá-lo. Aqui a humanidade não estava sempre empurrando, forçando, correndo como que perseguida por um fogaréu." Dificilmente outras palavras narrariam tão bem a sensação de estar em outro país, o choque cultural, a memória longe, 'em casa'. E o que é uma casa afinal? É onde está o coração? Essas e outras questões são postas a exame no novo romance de Jhumpa Lahiri, Aguapés, finalista do Man Booker Prizer e do National Book Award de 2013. Lahiri amplia o terreno de sua ficção nesta história que se passa tanto na Índia como nos Estados Unidos, com os ingredientes das tradições ocidental e oriental - a jornada de dois irmãos rumo ao desconhecido, ao risco, os conflitos de uma mulher ainda presa ao passado e o aspecto político de um país no caos de uma revolução. Pelas aventuras e escolhas de Subhash e Udayan Mitra, um nos Estados Unidos e outro na Índia, acompanhamos o quanto a perspectiva pessoal e subjetiva desses dois irmãos ecoa em uma base histórica, da fundação da Índia como um todo e de sua relação com os ingleses e com a língua inglesa, em que as geografias são reatualizadas a cada instante. Exílio, retorno e destino, temas fundadores da literatura clássica, passam por reavaliação em Aguapés, em um processo de descobertas pessoais e paixões de seus personagens e da própria narrativa, que nos conta tudo com uma voz suave e comovente.
Resenha\;Neste novo país enorme, parecia não haver lugar para o país anterior. Não havia nenhuma ligação entre os dois; a única ligação era ele. Aqui a vida deixava de tolhê-lo ou de atacá-lo. Aqui a humanidade não estava sempre empurrando, forçando, correndo como que perseguida por um fogaréu." Dificilmente outras palavras narrariam tão bem a sensação de estar em outro país, o choque cultural, a memória longe, 'em casa'. E o que é uma casa afinal? É onde está o coração? Essas e outras questões são postas a exame no novo romance de Jhumpa Lahiri, Aguapés, finalista do Man Booker Prizer e do National Book Award de 2013. Lahiri amplia o terreno de sua ficção nesta história que se passa tanto na Índia como nos Estados Unidos, com os ingredientes das tradições ocidental e oriental - a jornada de dois irmãos rumo ao desconhecido, ao risco, os conflitos de uma mulher ainda presa ao passado e o aspecto político de um país no caos de uma revolução. Pelas aventuras e escolhas de Subhash e Udayan Mitra, um nos Estados Unidos e outro na Índia, acompanhamos o quanto a perspectiva pessoal e subjetiva desses dois irmãos ecoa em uma base histórica, da fundação da Índia como um todo e de sua relação com os ingleses e com a língua inglesa, em que as geografias são reatualizadas a cada instante. Exílio, retorno e destino, temas fundadores da literatura clássica, passam por reavaliação em Aguapés, em um processo de descobertas pessoais e paixões de seus personagens e da própria narrativa, que nos conta tudo com uma voz suave e comovente.
domingo, 14 de setembro de 2014
Leitura- Dostoieski Trip
Este eh meu 1o livro de Sorokin. Tivemos que esperar a Flip para que seus livros fossem publicados aqui. Este livro não da para perceber a literatura de Sorokin em sua totalidade. Porem já se percebe sua critica acida a sociedade.Talvez pelas criticas e por sua literatura crua seja tao odiado na Rússia pelo governo. Eh leitura para reflexão. Eh um livro curto praticamente na verdade uma peça de teatro.Espero um livro mais denso na próxima
Resenha:
Em um lugar indefinido, cinco homens e duas mulheres aguardam ansiosos a chegada de um incerto vendedor. Enquanto isso, conversam, discutem e até brigam acerca de grandes nomes da literatura mundial (Kafka, Púchkin, Céline...) e seus supostos efeitos nos leitores-consumidores. Não se trata, porém, de uma tertúlia amistosa entre amantes das letras, e sim de um bando de junkies que mal se conhecem, unidos apenas pela condição de viciados em literatura, todos ávidos pela próxima dose.
Nesta peça em um ato, que se lê como um romance ou novela curta, Vladímir Sorókin, um dos nomes mais importantes - e radicais - da literatura russa atual, lança personagens e leitores em uma jornada tensa e intensa pelo universo de Dostoiévski, de seus dilemas filosóficos e existenciais, que ele aprofunda, potencializa, transcende e transporta para as formas do mundo e da literatura contemporânea.
Lírico e pornográfico, escatológico e sublime, divertido e visceral, Dostoiévski-trip bate forte e tem efeito prolongado. Mas aqui não há lugar para cautela ou moderação.
Boa viagem.
Nesta peça em um ato, que se lê como um romance ou novela curta, Vladímir Sorókin, um dos nomes mais importantes - e radicais - da literatura russa atual, lança personagens e leitores em uma jornada tensa e intensa pelo universo de Dostoiévski, de seus dilemas filosóficos e existenciais, que ele aprofunda, potencializa, transcende e transporta para as formas do mundo e da literatura contemporânea.
Lírico e pornográfico, escatológico e sublime, divertido e visceral, Dostoiévski-trip bate forte e tem efeito prolongado. Mas aqui não há lugar para cautela ou moderação.
Boa viagem.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Leitura- A Loura de Olhos Negros
Este novo livro de Banville eh excelente como . Nos traz de volta Philip Marlowe de Chandler em grande estilo. Para quem gosta vale muito a pena a leitura e aquele estilo tao particular de literaturaResenha:
Com o pseudônimo de Benjamin Black, o premiado irlandês John Banville conquistou os leitores e a crítica com surpreendentes tramas policiais. Em A loura de olhos negros, Black se lança numa empreitada ainda mais desafiadora: dar vida a Philip Marlowe, o incomparável detetive particular criado pelo norte-americano Raymond Chandler.
Na trama, ambientada na Los Angeles dos anos 1950, enquanto investiga o desaparecimento de um homem a pedido de uma nova cliente, Marlowe se vê envolvido com a família mais rica da região, capaz de tudo para proteger sua fortuna. A loura de olhos negros traz de volta Philip Marlowe com todo o charme e estilo originais, numa aventura afiada e moderna.
sábado, 30 de agosto de 2014
Leitura- Nao me Abandone Jamais

Li muitos elogios de Ishiguro. Mas achei este livro um pouco esticado demais. Uma intenção seria mostrar de uma forma literária a vida tao anodina e acomodada de seus personagens . Mas a mensagem poderia ser passada em novela mais curta
Resenha:
Kathy H. tem 31 anos e está prestes a encerrar sua carreira de "cuidadora". Enquanto isso, ela relembra o tempo que passou em Hailsham, um internato inglês que dá grande ênfase às atividades artísticas e conta, entre várias outras amenidades, com bosques, um lago povoado de marrecos, uma horta e gramados impecavelmente aparados. No entanto esse internato idílico esconde uma terrível verdade: todos os "alunos" de Hailsham são clones, produzidos com a única finalidade de servir de peças de reposição.
Assim que atingirem a idade adulta, e depois de cumprido um período como cuidadores, todos terão o mesmo destino - doar seus órgãos até "concluir". Embora à primeira vista pareça pertencer ao terreno da ficção científica, o livro de Ishiguro lança mão desses "doadores", em tudo e por tudo idênticos a nós, para falar da existência. Pela voz ingênua e contida de Kathy, somos conduzidos até o terreno pantanoso da solidão e da desilusão onde, vez por outra, nos sentimos prestes a atolar.
sábado, 16 de agosto de 2014
Leitura -Amsterdan
Esta nosa leitura de Ian nos revela seu brilhantismo. Seus personagens nos parecem por demais reais, .Tao bom quanto Reparação este romance nos faz buscar mais leituras de Ian.Resenha:
Com Amsterdam, Ian McEwan passou a ser reconhecido como um dos grandes nomes da literatura inglesa contemporânea. O livro, premiado com o Booker Prize em 1998, o mais importante prêmio recebido pelo autor, marca seu aprofundamento naquilo que é sua marca registrada: thrillers em que as escolhas dos personagens revelam seu verdadeiro caráter e constroem uma crítica social.
A trama consiste de uma fábula moral sobre dois amigos: Clive Linley, compositor de música erudita, e Vernon Halliday, jornalista. Ambos estão em momentos cruciais de suas vidas. Clive precisa concluir uma sinfonia para a virada do milênio que, espera, irá consagrá-lo. Vernon é editor do importante, mas decadente, jornal The Judge. Após o funeral de Molly Lane, ex-amante de ambos que sofreu longo e humilhante declínio mental antes de morrer, os dois fazem um pacto: caso um deles venha a padecer da mesma agonia, o outro deve libertá-lo, facilitando a eutanásia.
São muitos os temas polêmicos aqui presentes, como o aquecimento global e o papel da Inglaterra na Europa. Sem Amsterdam, já revelou McEwan, não haveria Reparação, seu consagrado romance seguinte. Em um complexo exercício criativo, o autor denuncia a vaidade e a busca pela fama a qualquer preço.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Leitura - Os Reis Malditos - Os Venenos da Coroa
Já havia lido de uma carreira só os 7 volumes,Emprestamos e não sabemos onde foi parar. Só encontrei nas livrarias a partir do 3o volume.Druon esta vários níveis l acima dos demais que escrevem com base em fatos históricos . Nos cativa com fatos e pouco inventa .Como só coloca fatos seus livros tem muita ação decorrente da própria realidade captada nas pesquisas .Eh de tirar o folego e uma aula de governança ( pelos erros e acertos dos Reis) .É uma leitura imperdível.
Resenha:
Neste volume da série 'Os Reis Malditos', o novo monarca, Luís X, o Cabeçudo, livre da esposa adúltera, não tem outros pensamentos senão seu novo casamento, dessa vez com Clemência de Hungria. Preparadas as núpcias e a recepção da noiva na França, Luís X será capaz de adiar, em pleno campo de batalha, um confronto armado entre o maior exército jamais visto na França e os rebeldes flamengos, muitos dos quais ele prometia exterminar. Passional e imaturo, o rei não sabia que viria a se apaixonar por uma jovem princesa pura, cujo coração e pensamentos voltavam-se para a justiça, a paz, o espírito e a felicidade de seus súditos.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Leitura -Biofobia
Este eh meu 1o livro de Santiago Nazarin. Bom livro, denso ,uma mistura de angustia com filme de terror . Bem escrito nos prende ate o fim ,deixando uma duvida Resenha:
Após o suicídio da mãe, uma conhecida escritora, André, um roqueiro decadente, vai passar alguns dias na casa de campo em que a mãe passou os últimos anos. O que deveria ser apenas um fim de semana entediante transforma-se em um pesadelo, quando a casa e a natureza circundante parecem se voltar contra André. Entre garrafas de vodca, restos de drogas, telefonemas para a ex-namorada, visitas passageiras de conhecidos, ele enfrenta os fantasmas de suas lembranças, encara a descrença no futuro e experimenta o medo do desconhecido que o cerca. Repleto do sarcasmo característico se Santiago Nazarian, Biofobia é um thriller eletrizante sobre o confronto entre homem e natureza.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Leitura -Homens e Mulheres da Idade Media
Este livro de Le Goff eh como uma mini enciclopedia da Idade Media. A tese de época de ouro e estudos e reforçada pelos vários personagens das mais diversas áreas. Uma leitura amena mas que agrega bastante informaçãoResenha:
Jacques Le Goff (nascido em 1924), historiador francês internacionalmente conhecido, fez dos estudos medievais, em particular os séculos XII e XIII, a obra de sua vida. Ele contesta a Idade Média "negra" e catastrófica e destaca sua realizações e progressos nas mais diversas áreas.
sábado, 5 de julho de 2014
Leitura- Flores Artificiais
Mais um excelente livro de Ruffato. Hoje um dos grandes nomes de nossa Literatura. Seus personagens impregnados de vida são marcantes.Bobby e Luís Gordo são figuras inesqueciveis .Leitura envolvente
Resenha:
O escritor Luiz Ruffato recebe em sua casa a correspondência de um desconhecido. Trata-se de um manuscrito, uma compilação de memórias que Dório Finetto, funcionário graduado do Banco Mundial, redigiu a partir de suas muitas viagens de trabalho. Como consultor de projetos na área de infraestrutura, Finetto percorreu meio mundo numa sucessão de simpósios, reuniões e congressos. A mente de engenheiro, no entanto, esconde um observador arguto e sensível, uma dessas pessoas capazes de se misturar com naturalidade num grupo de desconhecidos.
De Beirute a Havana, passando por Hamburgo, Timor Leste, Buenos Aires e incontáveis lugares mundo afora, Finetto colecionou grandes histórias e pequenos acontecimentos. Foi tão capaz de se misturar à vida local quanto de saber a hora exata em que o prudente é tomar distância e não se envolver. Por alguns momentos, fez parte da vida dessas pessoas. Em outros, foi protagonista involuntário do drama alheio. Às vezes, assistiu a essas realidades quase como de um periscópio.
Foi a partir dessas observações que Finetto compôs seu Viagens à terra alheia, o manuscrito que mandou ao conterrâneo Luiz Ruffato. E é este livro dentro do livro que Ruffato irá transformar no romance Flores artificiais. Partindo de um esqueleto ficcional, Ruffato - o autor, e não o personagem do próprio livro - irá embaralhar as fronteiras entre ficção e realidade, sem jamais perder de vista a força literária que é a grande marca de sua obra.
Resenha:
O escritor Luiz Ruffato recebe em sua casa a correspondência de um desconhecido. Trata-se de um manuscrito, uma compilação de memórias que Dório Finetto, funcionário graduado do Banco Mundial, redigiu a partir de suas muitas viagens de trabalho. Como consultor de projetos na área de infraestrutura, Finetto percorreu meio mundo numa sucessão de simpósios, reuniões e congressos. A mente de engenheiro, no entanto, esconde um observador arguto e sensível, uma dessas pessoas capazes de se misturar com naturalidade num grupo de desconhecidos.
De Beirute a Havana, passando por Hamburgo, Timor Leste, Buenos Aires e incontáveis lugares mundo afora, Finetto colecionou grandes histórias e pequenos acontecimentos. Foi tão capaz de se misturar à vida local quanto de saber a hora exata em que o prudente é tomar distância e não se envolver. Por alguns momentos, fez parte da vida dessas pessoas. Em outros, foi protagonista involuntário do drama alheio. Às vezes, assistiu a essas realidades quase como de um periscópio.
Foi a partir dessas observações que Finetto compôs seu Viagens à terra alheia, o manuscrito que mandou ao conterrâneo Luiz Ruffato. E é este livro dentro do livro que Ruffato irá transformar no romance Flores artificiais. Partindo de um esqueleto ficcional, Ruffato - o autor, e não o personagem do próprio livro - irá embaralhar as fronteiras entre ficção e realidade, sem jamais perder de vista a força literária que é a grande marca de sua obra.
sábado, 28 de junho de 2014
Leitura - A 1a historia do Mundo

Este novo livro de Mussa eh interessante . Vale como registro histórico aliado a ficção. Mas achei meio confuso com excesso de personagens que acabam nos confundindo e tiram o brilho da estória.
Resenha:
O romance baseia-se em parte da documentação de um caso real – o primeiro registro formal de um assassinato no Rio de Janeiro, de 1567, crime passional, história de adultério, que enredou, entre acusados e testemunhas, espantosos 15% da população [que não passava de 400] da cidade então – para tecer uma deliciosa trama policial, em que os mitos fundadores do Brasil, sobretudo os indígenas, associados à própria tradição do gênero literário policial, serão fundamentais para a solução do caso.
A primeira história do mundo é, sem dúvida, o mais popular dos livros do autor.
domingo, 15 de junho de 2014
Este eh p 1o livro de Will Self que leio. Realmente se trata de excelente escritor. O conto Ala 9 eh um dos mais impactantes que já li ate hoje . O clima , os personagens e a estoria são brilhantes e não nos deixam sossegados nem durante a leitura nem depois dela .
Resenha:
Em termos de experiência ficcional, Will Self está criando um dos terrenos mais incomuns e desafiadores ao redor.” – New York Times Book Review
“Self é um autor de talento sobrenatural. Em praticamente qualquer página de sua ficção, é possível encontrar imagens surpreendentes, comentários cruelmente cortantes e uma pontiaguda observação da sociedade.” – GQ
Desde o seu primeiro livro de contos, Will Self é considerado um mestre na arte da narrativa curta. Agora, pela primeira vez, uma seleção de suas histórias é publicada no Brasil. O Self essencial procura mostrar a faceta marcante — cômica, muitas vezes desconcertante — de um dos escritores ingleses mais vibrantes de sua geração.
Em seus textos, o autor apresenta personagens inusitados e sempre fora dos padrões sociais. Ex-traficantes descobrem uma jazida de crack no subsolo de sua casa; um especialista em arte-terapia mergulha na irrealidade de um pavilhão de loucos em que pode ficar eternamente aprisionado; uma paciente terminal inglesa viaja à Suíça atrás de uma morte assistida, mas encontra um estranho milagre de cura.
Humor negro, situações grotescas, cenas que invertem a banalidade do dia a dia — tudo narrado com uma inventividade linguística que só Will Self é capaz de conceber.
domingo, 18 de maio de 2014
Leitura - Lionel Asbo
Martin Amis eh um bom escritor. Esta fabula moderna nos coloca face a face com aspectos atuais da vida: violência , exposição a mídia. celebridades, futilidades do jornalismo , classe media se entupindo de chavões no consumo de bens e artigos de luxo. Uma amostra da pobreza de nossa sociedade atual.
Resenha:
Lionel Asbo sobrevive de negócios escusos no subúrbio de Londres. Mas o que ele mais gosta de fazer mesmo é espancar aqueles que ousam se colocar em seu caminho no distrito de Diston Town, onde mora com o sobrinho Desmond Pepperdine e seus doispitbulls, Joe e Jeff. A vida na pequena criminalidade é uma verdadeira vocação. Desde a infância, ele acumula episódios de arruaça e passagens por diversas prisões inglesas. Não à toa, decidiu mudar seu registro de batismo, adotando como sobrenome a sigla Asbo (em inglês, Condição de Comportamento Antissocial).
Filho caçula de sete irmãos (todos, menos ele e a irmã Cilla, batizados com nomes dos Beatles: John, Paul, George, Ringo e até o “esquecido” Stuart), Lionel tem uma namorada, Cynthia, que conhece desde a infância. Mas a pessoa mais próxima dele é o sobrinho Desmond, em tudo diferente do tio.
Se Lionel tem um físico atarracado e pálido, típico dos ingleses de classe média baixa, Desmond chama a atenção por seu porte esguio e por sua pele morena, herdada do pai (um negro que sua mãe não encontrou mais que duas vezes na vida). Sem ter conhecido o pai, Desmond perde também a mãe na adolescência. A partir de então, algumas de suas características se acentuam: a timidez, o romantismo, a dedicação aos estudos e o cuidado com os outros, especialmente com seu tio arruaceiro, que Desmond tenta manter sob controle.
Desmond é a esperança da família, ainda que entre os Pepperdine apenas a avó Grace pareça dar a ele o seu devido valor. Para complicar as atribulações de Lionel e Desmond, uma das primeiras namoradas do rapaz é ninguém menos que a própria avó Grace, ainda inteirona na casa dos quarenta anos. A história incestuosa com a mãe de seu tio facínora irá atormentar a consciência torturada e retraída de Desmond, até que um acontecimento imprevisível mudará completamente os rumos desta história: Lionel Asbo ganha 140 milhões de libras na loteria.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Leitura - Mil Tsurus
Este romance de Kawabata nos parece um pouco com aqueles da época Vitoriana porem com acento japonês. Uma prosa muito suave que fala de uma forma de relacionamento pessoal que já se perdeu no tempo. Nos transmite também como se perdem as tradições e costumes de um povo que vãi se adaptando aos novos tempos , A nova geração por força de contestação rompe com o passado numa forma de se criar novos padroes de comportamento.
Resenha:
Publicado originalmente em capítulos por revistas japonesas, este romance foi escrito entre os anos 1949 e 1951, período de reconstrução de um Japão devastado pela Segunda Guerra. Nesse contexto em que a sociedade japonesa se reestruturava e também se defrontava com valores culturais vindos do Ocidente, Kawabata resgata valores tradicionais de seu país, fazendo da cerimônia do chá o pano de fundo para a história de 'Mil tsurus'. Kikuji Mitani é um jovem que, durante uma cerimônia do chá, reencontra duas antigas amantes de seu falecido pai, Chikako Kurimoto e a viúva Ota, e de repente se vê profundamente envolvido com elas. Enquanto Chikako tenta arranjar um casamento para Kikuji, este inicia um inesperado romance com a senhora Ota, que por sua vez tem uma filha chamada Fumiko, de quem Kikuji também irá se aproximar. Mas há ainda Yukiko, a delicada jovem pretendente a se casar com Kikuji, personagem que representa serenidade num ambiente repleto de ressentimentos e intrigas. Não é por acaso que a moça é descrita usando um lenço de seda ilustrado com tsurus, ave que simboliza nobreza e felicidade na tradição japonesa. Nessa história em que o passado, através da figura do pai do protagonista, desperta sentimentos em conflito, Kawabata demonstra seu profundo conhecimento da antiga cultura de seu país e enaltece a importância da arte oriental, representada nas cerâmicas seculares do ritual do chá. Ao mesmo tempo em que discorre sobre a permanência da arte no decorrer dos séculos, sobrevivendo a gerações, o autor nos mostra o lado efêmero da vida e das relações humanas.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Leitura _ Uma Questao Pessoal

Este eh o 2o livro que leio de Kenzaburo. Um tema similar ao 1o sobre seu filho excepcional.
O 1o livro "jovens de um novo tempo Despertai" eh excelente e me levou a aprofundar a leitura de Willian Blake cuja frase neste livro da bem a dimensão de para onde nos quer levar Kenzaburo:
Sooner murder an infant in its cradle than nurse unacted desires.Where man is not, nature is barren.Truth can never be told so as to be understood, and not be believ'd.Enough! or Too much.
Este 2o livro também nos provoca questionamentos como os que assolam Byrd.
Resenha:
A gravidez da mulher acrescenta angústia ao cotidiano de Bird. A idéia de que será pai e chefe de família faz com que se sinta condenado à vida cotidiana. Para piorar, depois do parto, os pais descobrem que uma anomalia cerebral fará o menino ter uma vida vegetativa.
Bird não suporta a possibilidade de se ver atrelado para sempre a um filho anormal. Passa, então, a desejar a morte da criança. Aos poucos, porém, Bird se dá conta de que a crise era uma oportunidade para percorrer um caminho de conquista da realidade, enfrentando os desafios de amadurecimento da vida adulta.
sábado, 19 de abril de 2014
Leitura- Pulp Head
Muito recomendado este livro de Sullivan eh excelente. Cada estoria nos mostra muito da cultura americana pois explora de forma criativa e aberta uma parte da alma americana. Seus ensaios nos permitem entender um pouco mais este povo .Além disto como Foster eh um dos melhores escritores americanos.
Pulphead é a primeira coletânea de ensaios de John Jeremiah Sullivan. Comparado a Tom Wolfe e David Foster Wallace, tem sido considerado um dos renovadores da prosa de não ficção americana.
Os temas de seu livro, como indica o subtítulo “O outro lado da América”, falam dos Estados Unidos: do furacão Katrina a Michael Jackson, de um escritor esquecido do Tennessee à experiência de quase-morte do irmão do autor, seus textos são pequenos espelhos do caleidoscópio que forma a identidade americana.
A abordagem, contudo, é capaz de revelar sempre o lado menos explorado dos assuntos que trata. A atenção ao detalhe, a apuração rigorosa, o tino analítico, o olhar de ficcionista e a mistura com suas memórias pessoais fazem do gênero que ele pratica um formato único.
Sullivan não busca o bizarro dessas experiências: em vez de se julgar superior, iguala-se a elas. É capaz de confessar sua admiração pela banda Guns N’ Roses, pela MTV e até mesmo pelos reality shows.
No primeiro ensaio do livro, por exemplo, passa alguns dias num festival cristão de rock, onde conhece um grupo de rapazes da Virgínia Ocidental que poderiam ser facilmente descritos como broncos e bizarros. Mas o autor não só evita a condescendência como admira os novos amigos.
Poucos ensaístas escrevem com ritmo perfeito. O formato privilegia clareza e precisão, atributos em que Sullivan parece não ter rivais em sua geração. Abra seu livro e verá catorze ensaios que descem redondo como a melhor ficção.
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