terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Leitura-Torto Arado


Um dos melhores livros da literatura nacional que li nos últimos anos. O livro tem uma falha que o tornaria quase perfeito:  o narrador não usa a linguagem que deveria ser daquelas pessoas simples do interior , mas sim usa uma linguagem mais rebuscada. Porém esta pequena falha não interfere na estoria de nosso povo mais simples :sempre explorado e escravizado ate os dias de hoje

Resenha:
Um texto épico e lírico, realista e mágico que revela, para além de sua trama, um poderoso elemento de insubordinação social. Nas profundezas do sertão baiano, as irmãs Bibiana e Belonísia encontram uma velha e misteriosa faca na mala guardada sob a cama da avó. Ocorre então um acidente. E para sempre suas vidas estarão ligadas - a ponto de uma precisar ser a voz da outra. Numa trama conduzida com maestria e com uma prosa melodiosa, o romance conta uma história de vida e morte, de combate e redenção.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Leitura- Memorias da Plantação

Este livro , considerando as novas formas de abordagem do racismo , eh um verdadeiro soco naqueles que não são negros. Mostra todos os tipos de discurso raciais e de gênero  e suas formas sutis que foram incorporadas na cultura e na linguagem .Leitura oportuna e importante. 


Resenha:
Memórias da Plantação é uma compilação de episódios cotidianos de racismo, escritos sob a forma de pequenas histórias psicanalíticas. Das políticas de espaço e exclusão às políticas do corpo e do cabelo, passando pelos insultos raciais, Grada Kilomba desmonta, de modo incisivo, a normalidade do racismo, expondo a violência e o trauma de se ser colocada/o como Outra/o. Publicado originalmente em inglês, em 2008, Memórias da Plantação tornou-se uma importante contribuição para o discurso acadêmico internacional. Obra interdisciplinar, que combina teoria pós-colonial, estudos da branquitude, psicanálise, estudos de gênero, feminismo negro e narrativa poética, esta é uma reflexão essencial e inovadora para as práticas descoloniais.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Leitura- Engenheiros do Caos

Excelente livro que explica como funciona o mundo das fakenews. Explorando Big Data, Estatísticas , Redes Sociais e Marketing estes engenheiros manipulam a Democracia a seu favor explorando as técnicas dos meios acima para direcionar as pessoas para suas ideias. Na verdade estão matando a Democracia , pois exploram as deficiências das pessoas que se usam das Redes Sociais para seu interesse particular como se vendessem produtos usando métodos sofisticados e direcionados para pessoas e grupos específicos singularizando as informações




Resenha:
“Uma mentira pode dar a volta ao mundo no mesmo tempo que a verdade leva para calçar seus sapatos.”
Mark Twain
Aos olhos dos seus eleitores, as *deficiências* dos líderes populistas se transformam em qualidades, sua inexperiência demonstra que não pertencem ao círculo da “velha política”, e sua incompetência é uma garantia da sua autenticidade. As tensões que causam em nível internacional são vistas como mostras de sua independência, e as fakeNews, marca inequívoca de sua propaganda, evidenciam sua liberdade de pensamento.
No mundo de Donald Trump, Boris Johnson, Matteo Salvini e Jair Bolsonaro, cada dia traz sua própria gafe, sua própria polêmica, seu próprio golpe brilhante. No entanto, por trás das manifestações desenfreadas do carnaval populista, está o trabalho árduo de ideólogos e, cada vez mais, de cientistas e especialistas do Big Data, sem os quais esses líderes nunca teriam chegado ao poder.
É o retrato desses engenheiros do caos que Giuliano da Empoli nos apresenta, através de uma investigação ampla e contundente que vai muito além do caso Cambridge Analytica e remonta ao início dos anos 2000, quando o movimento populista global, hoje em pleno curso, dava seus primeiros passos na Itália.
O resultado é uma galeria de personagens variados, quase todos desconhecidos do público em geral, mas que vêm mudando as regras do jogo político e a face das nossas sociedades.

sábado, 11 de janeiro de 2020

Leitura- Idéias para adiar o fim do mundo

Um livro para repensar a vida. Aílton pergunta que  Terra  queremos entregar para nossos filhos netos e bisnetos. Chama a atenção para a Terra construída  pelos colonizadores  no século XV .Que terra eh esta hoje ? Uma terra onde o homem caminha para sua extinção .Um Mundo construído com bases completamente desprovidas de respeito pela Natureza e pela exploração do Homem pelo Homem
Um excelente livrinho

Resenha:

Uma parábola sobre os tempos atuais, por um de nossos maiores pensadores indígenas.
Aílton Krenak nasceu na região do vale do rio Doce, um lugar cuja ecologia se encontra profundamente afetada pela atividade de extração mineira. Neste livro, o líder indígena critica a ideia de humanidade como algo separado da natureza, uma “humanidade que não reconhece que aquele rio que está em coma é também o nosso avô”.
Essa premissa estaria na origem do desastre socioambiental de nossa era, o chamado Antropoceno. Daí que a resistência indígena se dê pela não aceitação da ideia de que somos todos iguais. Somente o reconhecimento da diversidade e a recusa da ideia do humano como superior aos demais seres podem ressignificar nossas existências e refrear nossa marcha insensata em direção ao abismo.
“Nosso tempo é especialista em produzir ausências: do sentido de viver em sociedade, do próprio sentido da experiência da vida. Isso gera uma intolerância muito grande com relação a quem ainda é capaz de experimentar o prazer de estar vivo, de dançar e de cantar. E está cheio de pequenas constelações de gente espalhada pelo mundo que dança, canta e faz chover. [...] Minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história.”
Desde seu inesquecível discurso na Assembleia Constituinte, em 1987, quando pintou o rosto com a tinta preta do jenipapo para protestar contra o retrocesso na luta pelos direitos indígenas, Krenak se destaca como um dos mais originais e importantes pensadores brasileiros. Ouvi-lo é mais urgente do que nunca.
Ideias para adiar o fim do mundo é uma adaptação de duas conferências e uma entrevista realizadas em Portugal, entre 2017 e 2019.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Leitura- A Literatura Nazista na América


Com Bolano não tem erro. A meu ver o maior escritor da Literatura Latino Americana dos últimos 100 anos. Sua construção literária eh impecável construindo com maestria personagens e estorias maravilhosas. quem nos fazem viajar na sua escrita
Resenha:
Este livro é, nas palavras do autor, “uma antologia vagamente enciclopédica da literatura nazista produzida na América entre 1930 e 2010”. Com a publicação desta coletânea de escritores fictícios e infames, Roberto Bolano chamou pela primeira vez a atenção da crítica, que o saudou por sua “originalidade e imaginação brilhante”.
Organizada como uma antologia de escritores simpáticos ao horror, esta engenhosa obra compila perfis dedicados à vida e aos livros de autores de um cânone fictício e delirante. Ao antecipar todas as temáticas que viriam a ser recorrentes na obra do autor, A literatura nazista na América é um livro-chave e cada vez mais atual na sua reflexão sobre o mal e a violência. As vidas imaginárias perfiladas neste livro — que pode ser lido como um volume de contos, mas, principalmente, como um romance, como queria seu autor — irão se converter numa paródia sombria (e atual) da história real da literatura e da política do continente.
“Neste livro, Bolano radicaliza seu projeto de tirar a literatura do pedestal e mostrar como ela é também cúmplice da barbárie. O nazifascismo não morreu: sua ideologia persiste difusa em toda cultura.” — Antônio Xerxenesky
“O autor chileno escancara a debilidade e hipocrisia de nossas sociedades letradas quando se trata de sua relação com o poder.” — Edmundo Paz Soldán
“Na obra de Bolano, a literatura é uma compulsão indigna e não particularmente agradável, como fumar.” — N+1
“Sua maneira de construir textos ao mesmo tempo desconcertantes, brilhantes e infinitamente próximos é uma forma de resistir ao mal, à adversidade, à mediocridade.” — Le Monde

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Leitura- Sobre os ossos dos mortos


Excelente esta história policial de Olga Tokarczuk. Aborda a novela policial  de forma pouco convencional trazendo uma nova forma de abordagem. Quase como um romance convencional. 

Resenha: 
A aclamada autora mistura thriller e humor nesta reflexão sobre a condição humana e a natureza.
Vencedor do NOBEL DE LITERATURA.
Vencedor do MAN BOOKER INTERNATIONAL PRIZE 2018.
Subversivo, macabro e discutindo temas como mundo natural e civilização, este livro parte de uma história de crime e investigação convencional para se converter numa espécie de suspense existencial. “Uma das grandes vozes humanistas da Europa”, segundo o jornal The Guardian, Olga Tokarczuk oferece um romance instigante sobre temas como loucura, injustiça e direitos dos animais.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Leitura- O Vermelho e o Negro


Esta era uma falha de minhas leituras. Não conhecia a história do meu clube de coração .O Mengão ! Agora eh possível entender de onde vem a mistica e as raízes da Nação Rubro-Negra. Como eh uma edição de 2001 não tem as glorias ate 2019 que aumentaram bastante e muito as nossas glórias



Resenha: 
Sua camisa vermelha e preta viaja de canoa pelos igarapés, galopa pelas coxilhas, caminha pelos sertões, colore todas as praias, está nos barracos e nas coberturas. Suas cores vestem homens e mulheres, famosos e anônimos, pobres e ricos, idosos e crianças, feios e bonitos. Quem é? Leva o prêmio quem disser Flamengo.

É o clube de maior torcida do Brasil e — por que ser modesto? — do mundo. Com seus quase 40 milhões de adeptos, chega perto da população inteira da Espanha. E, apesar de cobrir todo o território, é surpreendentemente una. (Como se explica que um rubro-negro do Acre ou de Caxias do Sul reaja exatamente como um rubro-negro do Leblon?) No dia em que se estudar a fundo a integração nacional à luz da modernidade, vai-se descobrir que, além do Flamengo, talvez só a Igreja Católica e o jogo do bicho sejam tão abrangentes. Não por acaso, as três instituições se alimentam da mesma matéria-prima: a fé.

O vermelho e o negro (originalmente editado pela DBA, em 2001) é uma narrativa ágil, alegre e informativa da (mais que centenária) trajetória do Flamengo, por um escritor de pele decididamente rubro-negra: Ruy Castro. Sim, é o livro de um torcedor do Flamengo. Mas para ser lido também pelos torcedores dos times adversários e até pelos que não torcem por time nenhum — e que, depois disso, talvez entendam melhor a magia que o futebol desperta.

domingo, 22 de dezembro de 2019

Leitura- Valsa Brasileira


Excelente livro da economista Laura Carvalho. Um brilhante resumo da economia Brasileira dos anos do PT e Temer no governo apontando erros e acertos de forma clara e objetiva com vários dados para corroborar as teses. As propostas para economia também são muito boas mostrando que algumas delas não são mais objeto apenas da esquerda e que , esperemos , a redução da desigualdade seja  um projeto para o Brasil


 Resenha: Entre 2006 e 2017, a economia brasileira viveu numa montanha russa. Do segundo mandato de Lula ao impeachment de Dilma Rousseff, o país passou por alguns dos anos de maior prosperidade de sua história, mas também viveu uma crise sem precedentes. O que aconteceu? Este livro sugere uma resposta. Segundo a autora, os obstáculos para a continuidade do crescimento inclusivo de 2006 e 2010 eram superáveis, mas optou-se por fazer deles pretexto para uma malsucedida mudança de rumo. Laura Carvalho não se limita ao diagnóstico, e propõe uma nova agenda, partindo do princípio de que o aprofundamento da democracia cabe, sim, no orçamento. A tese é simples: uma agenda para todos, que não tema os investimentos públicos nem o Estado de bem-estar social. É com esse espírito polêmico e propositivo que Laura Carvalho dá sua contribuição no momento em que, chacoalhado por convulsões políticas, o Brasil está na encruzilhada do futuro.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Leitura-Cumbe


Vou retomar a leitura de graphic novels pois algumas tem sido muito recomendadas . Esta em particular ganhou muitos prêmios e foi traduzida para vários países do mundo. Excelente

Resenha: 
Em Cumbe, Marcelo D’Salete retrata de forma inovadora a luta dos negros no Brasil colonial contra a escravidão. O livro traz histórias em quadrinhos emocionantes, protagonizadas por escravizados, mostrando a resistência contra a violência das senzalas brasileiras. Cumbe, a palavra banto que dá nome à obra, é rica em sentidos: é o Sol, o dia, a luz, o fogo e a maneira de compreender a vida e o mundo. Também é um sinônimo de quilombo. Esta segunda edição traz novo posfácio do autor e desenhos inéditos.

domingo, 15 de dezembro de 2019

Leitura- Luiza Mahin


Muito fraco este livro que descreve a revolta dos Males e parte da vida de Luiza Mahin uma das heroínas do Brasil. O autor escreve mas força demais a barra nos diálogos e imagens . Uma literatura de 2a categoria mais aos estilo de estudantes secundários . O assunto ótimo mas a escrita péssima
Resenha:
Em janeiro de 1835, quase mil escravos, todos vestidos de branco e com armas nas mãos, tomaram a cidade de Salvador por um dia com o objetivo de libertar os escravos e criar um Estado Islâmico no Brasil. E entre eles havia uma mulher: uma guerreira negra, linda e sensual, de nome Luiza Mahin. Esse livro conta sua luta e seus amores e a saga dos negros que se rebelaram em nome da liberdade. Luiza Mahin é um símbolo da emancipação das mulheres e traz no sangue a sensualidade das heroínas de Jorge Amado e a força das dezenas de negras que morreram lutando pela liberdade.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Leitura- Espaço e Poder

Muito bom este livro sobre a evolução da Cidade Do Rio de Janeiro desde sua fundação.Com mapas , quadros e fotos esclarece como se deu o desenvolvimento da Cidade suas razões e motivações


Resenha:
Em suas linhas gerais, este trabalho trata da contribuição de marcos edificados para a formação de configurações historicamente significantes. Mais especificamente, ele estuda os centros, dos quais há remanescentes no Centro do Rio de Janeiro, formados por marcos representativos do poder para sucessivos períodos político- administrativos e, como complementos indissociáveis desse centro, as unidades espaciais neles centradas. O seu desenvolvimento obedeceu a um critério histórico - abordando-se as condições de formação de cada centro e de seu âmbito de centralidade.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Leitura- Enterre seus Mortos

Muito boa surpresa esta escritora . Criativa , com estilo e vida próprio . Cria um Universo e personagens únicos . Se aproxima e fica no nível de Cormac Macarthy. Altamente recomendada . Acima de Rubem Fonseca .Grande escritora


Resenha:
Uma habilidosa mescla de novela policial, faroeste de horror e romance filosófico, escrito por uma das vozes mais originais da literatura brasileira contemporânea.
Edgar Wilson é “um homem simples que executa tarefas”. Trabalha no órgão responsável por recolher animais mortos em estradas e levá-los para um depósito onde são triturados num grande moedor. Seu colega de profissão, Tomás, é um ex-padre excomungado pela Igreja Católica que distribui extrema unção aos moribundos vítimas de acidentes fatais que cruzam seu caminho.
A rotina de Edgar Wilson, absurda em sua pacatez, é alterada quando ele se depara com o corpo de uma mulher enforcada dentro da mata. Quando descobre que a polícia não possui recursos para recolhê-lo — o rabecão está quebrado —, o funcionário é incapaz de deixá-lo à mercê dos abutres e decide rebocar o cadáver clandestinamente até o depósito, onde o guarda num velho freezer, à espera de um policial que, quando chega, não pode resolver a situação.
Nos próximos dias, o improvisado esquife receberá ainda outro achado de Wilson, o lacônico herói deste desolador romance kafkiano: desta vez o corpo de um homem. Habituados a conviver com a brutalidade, Edgar e Tomás não se abalam diante da morte, mas conhecem a fronteira, pela qual transitam diariamente, entre o bem e o mal, o homem e o animal. Enquanto Tomás se empenha em salvar a alma, Edgar se preocupa com a carcaça daqueles que cruzam seu caminho. Por isso, os dois decidem dar um fim digno àqueles infelizes cadáveres.
Em sua tentativa de devolvê-los ao curso da normalidade, palavra fugidia no universo que Ana Paula Maia constrói magistralmente, os dois removedores de animais mortos conhecerão o insalubre destino de seus semelhantes. Com uma linguagem seca, que mimetiza as estradas pelas quais o romance se desenrola, a autora faz brotar questões existenciais de difícil resolução. O resultado é uma inusitada mescla de romance filosófico e faroeste que revela o poderoso projeto literário de Maia.

domingo, 8 de dezembro de 2019

Leitura- O Planeta do Insetos

Se trata na verdade de um  livro com curiosidades sobre insetos e não um livro cientifico com novidades. Apesar disto vale a leitura e em saber por exemplo que "se  o mundo ficar sem os humanos não fara a menor diferença para eles porem se ficarmos sem eles não resistiríamos 6 meses vivos" .Muitas informações bacanas de uma especie que da banho na nossa pois já esta por aqui tem mais de 100 milhões de anos.

Resenha :
Uma incrível viagem ao mundo de estranhas, maravilhosas e surpreendentes vidas. Criaturas pequenas, mas poderosas, que mantêm o mundo em que vivemos. Muitas vezes fora do nosso campo de visão, sob nossos pés, além de ligeiros em seus voos, os insetos ocupam um mundo oculto e são essenciais para nossa existência. Eles estão aqui há milhões de anos, sobreviveram aos dinossauros e ficarão depois de nós. Trabalhando calma e incessantemente, eles garantem nossos alimentos, sustentam nossos ecossistemas, curam nossas feridas e até mesmo digerem plástico. Eles também podem nos fornecer novas soluções para a crise dos antibióticos, ajudar em zonas de desastre e inspirar engenheiros da força aérea com suas técnicas de voo. Suas vidas, além de correrem perigo em razão da atuação humana, também são cheias de diversão, intriga e maravilhosos rituais de acasalamento. Quer você goste ou não, a Terra é o planeta dos insetos, e esta é a sua extraordinária e imperdível história.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Leitura- Do que eu falo quando eu falo de corrida


Gosto demais do Murakami . Fui atras deste livro pois ele fala do hábito de correr . Eu que pratico corrida desde  81 não poderia deixar de gostar deste livro .Recomendo a todos os corredores
Resenha : Em 1982, Haruki Murakami decidiu vender seu bar de jazz em Tóquio para se dedicar à escrita. Nesse mesmo período, começou a correr para se manter em forma. Um ano mais tarde, ele completou, sozinho, o trajeto entre Atenas e a cidade de Maratona, na Grécia, e viu que estava no caminho certo para se tornar um corredor de longas distâncias.
Os anos se passaram, e os romances de Murakami ganharam o mundo. Traduzido em 38 idiomas, ele é um dos autores mais importantes da atualidade. É também um maratonista experimentado e um triatleta. Agora, ele reflete sobre a influência que o esporte teve em sua vida e, sobretudo, em seu texto.
Este é um livro bem-humorado e sensível, filosófico e revelador, tanto para os fãs deste grande e reservado escritor quanto para as inúmeras pessoas que encontram satisfação semelhante nas corridas.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Leitura- Minha querida Konbini


Muito elogiado ele livro da Murata quando foi lançado . Todos nos estamos de uma forma ou de outra dentro de nossas konbinis. Esta sensação de inadaptação ao mundo vez ou outra nos envolve. Um livro cativante e merecedor dos elogios.

Resenha: 
Irasshaimasê! Observando as konbinis japonesas (abreviação do termo em inglês para loja de conveniência) Sayaka Murata identificou o cenário perfeito para seu romance. As onipresentes cadeias de minimercados são parte fundamental da vida urbana no Japão: refeições prontas, revistas, artigos de higiene pessoal, peças de roupa, serviços como entregas ou pagamentos de contas, tudo isso é oferecido, 24 horas por dia, 365 dias por ano.
A protagonista e narradora de Querida konbini é Keiko Furukura. Aos 36 anos, Keiko nunca se envolveu romanticamente e, desde os 18, trabalha numa konbini – todos insistem que ela arranje um trabalho sério ou, pior ainda, um marido. Keiko, no entanto, está satisfeita consigo mesma. Deslocada desde a infância, é na loja, com regras estritas para os funcionários e dinâmica precisa de funcionamento, que ela consegue pela primeira vez se sentir uma peça no mecanismo do mundo.
Para que as pessoas normais finalmente parem de se meter em sua vida, ela inicia um relacionamento de fachada com Shiraha, ex-colega de trabalho misógino e sociopata. Apesar de o pretendente e a situação estarem bem longe de oferecer a Keiko qualquer melhora em seu cotidiano, família e amigos respiram aliviados pelo fato de ela se aproximar um pouco mais da normalidade.
Pelo olhar único de sua protagonista, Murata cria um retrato realista e absurdo da vida contemporânea, satirizando nossas obsessões e abordando temas essenciais: normalidade e estranheza, relações de trabalho e de gênero, e a forma como as pessoas (em particular as mulheres) são pressionadas para atender às expectativas alheias. Questões complexas como a repulsa ao sexo e os hikikomori, pessoas que se isolam do convívio social, também estão presentes. Ao escancarar os pequenos rituais, fingimentos e meandros da busca por um lugar ao sol na sociedade, a autora nos coloca frente a frente com a pergunta: o que é, afinal, ser normal?

sábado, 23 de novembro de 2019

Leitura- Tristessa


Neste Livro Kerouac mergulha no mundo dos viciados e na mais completa degradação humana . Na viagem ainda encontra espaço para o amor e compaixão . Curioso o nome da viciada real: Esperança

Resenha:
Tristessa é uma junkie decaída, viciada em morfina, que vive na Cidade do México, e por ela se apaixona Jack, o protagonista deste romance, um poeta norte-americano. Publicado pela primeira vez em 1960 e baseado em fatos autobiográficos (em 1955 Kerouac apaixonou-se por uma prostituta índia chamada Esperanza), 'Tristessa' é um belo exemplo da prosa poética do autor. O narrador do livro é todo compaixão ao descrever a sórdida vida de Tristessa, sua inocência corrompida e a peregrinação dos dois e de seus amigos (entre eles Allen Ginsberg) pelo submundo da capital mexicana. Um romance triste, de linguagem pulsante, cheio de ensinamentos budistas e repleto de compaixão pelo sofrimento humano.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Leitura - A Máquina de Fazer Espanhóis


O 3o livro que leio de VHM . Seu lirismo e delicadeza movem sua literatura. Tema importante principalmente para nós o velhos. 

Resenha:A potência afetiva misturada ao grande trabalho de linguagem das obras do escritor português agora fazem parte do catálogo da Biblioteca Azul. Definido por José Saramago como um “tsunami linguístico”, o escritor Valter Hugo Mãe já levou o Prêmio Portugal Telecom, com a máquina de fazer espanhóis, e o Prêmio Literário José Saramago, por O remorso de Baltazar Serapião.

sábado, 16 de novembro de 2019

Leitura- O Corpo Encantado das Ruas


Sempre achei a história oficial falsa ou melhor meia -história .A outra a história dos excluídos esta sendo escrita aos poucos e tomando seu lugar na Historia do Brasil. Resgatando seus verdadeiros heróis : Cunhambebe ,Zumbi ,Tia Ciata , Zélio Fernandino e vários outros .  Simas faz parte da construção deste resgate que tem além de rico valor Cultural e que efetivamente eh o caldo em que se construiu a Nação Brasileira 

Resenha :

As ruas, como vistas por Luiz Antônio Simas, incorporam o movimento. São terreiro de encontros improváveis, território de Exu, que se manifesta na alteridade da fala e na afluência das encruzilhadas. Do Centro ao subúrbio, as tramas das ruas cariocas confundem-se com sua escrita.

Se João do Rio foi o cronista da alma encantada carioca do início do século XX, Luiz Antônio Simas aparece, cem anos depois, como o historiador do corpo do Rio de Janeiro atravessado pelas flechas do capital cultural e financeiro global. Por isso, contra a barbárie civilizatória, surgem suspiros e mariolas nas sacolinhas de São Cosme e Damião, a simpatia de São Brás para não engasgar, as conversas na feira, o cotidiano da quitanda e o boteco da esquina.

O corpo encantado das ruas reivindica a riqueza dos saberes, práticas, modos de vida, visões de mundo das culturas que não podem ser domados pelo padrão canônico. Dá um olé na historiografia oficial. Aqui, tambor e livro são tecnologias contíguas. O Parque Shanghai é tão importante quanto o Cristo Redentor. Bach é um gênio como Pixinguinha. O Museu Nacional, um território sagrado, que acumulava o axé proporcionado pelos ancestrais à comunidade.

Não é um livro sobre resistir. É sobre reexistir. Reinventar afetos, aprender a gramática dos tambores, sacudir a vida para que surjam frestas. Para que corpos amorosos, corpos de festa e de luta se lancem ao movimento e jamais deixem de ocupar a rua.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Leitura- A Vida de vernon Subutex

Despentes  me pareceu um Balzac do submundo de Paris  .Seus personagens emanam encantos e nos seduzem . A Vida de Subutex não podia nos ser mostrada por quem não viveu estas estorias .Muito bom livro
Resenha:
Uma lenda urbana que é também uma engrenagem da cidade, Vernon Subutex é um espelho de todos nós, e sua narrativa é uma crítica pungente à sociedade moderna. Retratando uma geração que se entregou à contracultura, Despentes consegue trabalhar como poucos a linguagem das ruas e da modernidade.
Vernon Subutex faz parte de uma espécie em vias de extinção: dono de uma loja de vinis, aproveitou tudo o que os anos anteriores tinham a oferecer — sexo, drogas e rock ‘n’ roll estão no seu sangue. Mas agora, nos inóspitos anos 2000, ele precisa enfrentar um novo mundo: sua loja já não vende mais o suficiente para que ele consiga sobreviver, a maioria dos seus amigos já morreu e Alex Bleach — músico de sucesso que sempre o ajudou em suas crises — acaba de ser vitimado por uma overdose.
Sem emprego, sem casa e sem amigos, Vernon passa a viver nas ruas de Paris. Ele já não consegue mais pagar um plano de internet, e por isso não sabe que, graças a um comentário deixado no Facebook, todos estão à sua procura.
Com a sorte prestes a mudar, Vernon se vê enredado numa trama de estrelas pornô, fãs enlouquecidos e magnatas da indústria fonográfica. Todos tentam sobreviver na selva da cidade grande, enquanto mantêm um pouco de seu coração intacto — nem que seja através de um pouco de loucura.

domingo, 3 de novembro de 2019

Leitura- O Balneario


O melhor livro do manuel Montalban que li. Neste livro se percebe claramente a influencia que ele teve sobre Leonardo Padura. Livro cômico , com estorias criativas sobre a motivação , ambientação e de  uma construção literária perfeita para cenário de crimes 

Resenha;
Os triglicérides são uma desgraça. Mais ainda se o mau colesterol e a glicose também resolvem fazer das suas. É o que conclui o detetive Pepe Carvalho ao se instalar por quinze dias num balneário, famoso no passado pelos banhos de lama e hoje pelas dietas minimalistas de folhas e gelatina. O veredicto do médico-chefe é implacável: Carvalho é uma bomba-relógio ambulante e precisa urgentemente purificar seu organismo. Logo ele, um gourmet de grande estilo, tem de se submeter às mesmices do regime vegetariano. Carvalho já sonha com o roteiro gastronômico que cumprirá ao sair, e que inclui, é claro, uma escala no El Bulli de Ferran Adrià.

Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

  Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido  RESENHA :  Com o inevitável e fatídico final do du...