terça-feira, 15 de agosto de 2023

Leitura- Cenas de um Crime - Patrick Modiano

 


Na verdade este livro e o anterior deviam fazer parte de um único livro. Excessivamente curtos e altamente conectados na montagem de imagens do passado e lembranças. 






Resenha: Em Cena de um crime, o Nobel de Literatura, Patrick Modiano, explora os enigmas do tempo e da memória em um romance perturbador. O período de memórias fugidias e acontecimentos obscuros narrado por Patrick Modiano em seus três aclamados romances semiautobiográficos — Primavera de cão, Remissão da pena e Flores da ruína — é retomado em Cena de um crime. O autor Nobel de Literatura revisita lugares e eventos de sua infância na rue du Docteur-Kurzenne, numa época marcada por mães substitutas, eventos misteriosos e um roubo infame jamais solucionado pela polícia. Neste livro, Modiano evoca o desdobrar daqueles anos. Jean Bosmans, agora com vinte e poucos anos, se vê em uma série de coincidências perturbadoras que envolvem uma mulher elusiva, a casa onde passou parte de sua infância e um grupo de personagens que lhe parecem excessivamente interessados em seu passado, por motivos que ele é incapaz de compreender. Conforme atravessa os ecos da memória, passado e presente se entrelaçam cada vez mais, formando uma teia que abrange meio século de sua vida. Com o suspense de um romance policial, Cena de um crime aos poucos remove as camadas do tempo e do esquecimento para revelar os legados aterrorizantes, ameaçadores e trágicos do que se pensa que se sabe da própria vida. “Modiano, com sua escrita repleta de elisões e pausas silenciosas, é um mestre em criar uma atmosfera. Sua Paris é incandescente com uma ameaça noir, um palimpsesto perfeito para as memórias de Bosmans.” - New York Times Book Review

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Leitura- Flores da ruína- Patrick Modiano



Excelente livro de Modiano. Sua literatura eh similar ao flanar nas ruas de Paris . Entre as visões das pessoas e locais pensamentos entremeiam o andar. Ótimo




Resenha : Em 24 de abril de 1933, dois jovens cônjuges se suicidam em seu apartamento em Paris. Naquela noite, eles teriam se encontrado com diversas pessoas e foram dançar.

Trinta anos depois, o narrador tenta reconstruir a história deles, que parece se cruzar com a sua própria. Cada pergunta suscita outras, como um eco, ao curso de andanças fantasmagóricas por Paris, de lembranças que retornam à memória... Remissão da Pena, Flores da Ruína e Primavera de Cão são histórias independentes mas formam a “trilogia essencial” da obra de Patrick ModianoResenha: 

sábado, 29 de julho de 2023

Leitura- 451-No71

 




#71

FOLHA DE ROSTO
Rita Lee — Renato Parada

FICHAMENTO
Micheliny Verunschk — Iara Biderman 

CRÍTICA CULTURAL
Saia da frente do meu sol, de F. Charbel, e Une archive, de M. Lindon — Paulo Roberto Pires

ONDE QUEREMOS VIVER
Amar não morre — Djaimilia Pereira de Almeida
Sorte moral — Humberto Brito

DESLEMBRAMENTOS
Por exemplo: o amor — Ondjaki 

PERSPECTIVA AMEFRICANA
Cida Bento e o pacto da branquitude — Juliana Borges

AS CIDADES E AS COISAS
A terra dá, a terra quer, de A. B. dos Santos — Bianca Tavolari
Entrevista com L. A. Simas — Marília Kodic

DESIGUALDADES
A expansão inédita dos programas de redistribuição de renda — Pedro H. G. Ferreira de Souza

LAUT - LIBERDADE E AUTORITARISMO
O girassol que nos tinge, de O. Pilagallo — Marina Slhessarenko Barreto

LIVROS E LIVRES
Meu irmão, eu mesmo, de J. S. Trevisan — Renan Quinalha e Amauri Arrais

CRÍTICA LITERÁRIA
Ler Pessoa, de J. Pizarro — Kelvin Falcão Klein 

MEMÓRIA
A lista infinita de Boris Schnaiderman — Luana Chnaiderman 

LITERATURA
A honestidade de A. Ernaux — Rachel Cusk 
Paixão simples, de A. Ernaux, e Cara paz, de L. Ginzburg — Francesca Angiolillo 
Uma mulher singular, de V. Gornick — Isabel Lucas 

LITERATURA JAPONESA
Entrevista com M. Kawakami — Milena Buarque

LITERATURA BRASILEIRA
Violeta: uma novela, de A. Martins — Wagner G. Barreira 

REBENTOS
A costura, de Isol, e Doutor Sumiço, de C. Galhardo — Marília Kodic 

Leitura - E do meio do Mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto -Rubem Fonseca

 


Um dos melhores livros de Rubem Fonseca . Seu estilo me parece o mesmo de Houlebecq. Claro que o noso começou antes.  Muito legal sua digressão sobre : charutos . mulheres , foder , comer e escrever . Uma aula de boa Literatura

Resenha : Assim como o criminoso sempre volta ao local do crime, Rubem Fonseca retorna a personagens de romances anteriores. Neste volume, reencontramos o escritor Gustavo Flávio, de Bufo & Spallanzani, um permanente suspeito de assassinato graças ao acaso e ao seu apetite compulsivo por mulheres que tendem a morrer em circunstâncias misteriosas. Para ajudá-lo a se desenredar de seus espantosos tormentos, Gustavo busca o auxílio do advogado Mandrake, que conhecemos de A grande arte, com quem compartilha, além dos apetites eróticos, uma refinada paixão por charutos. Entre coronas, Panatelas e reflexões sobre a arte de escrever e de amar, a trama avança pelos corredores obscuros do desejo, que Rubem Fonseca ilumina com a luz sem complacência de sua prosa.

terça-feira, 25 de julho de 2023

Leitura - Crônicas Exusíacas - Luiz Antônio Simas






Dos últimos que li este é um dos piores do Luiz Antônio Simas. Muito superficial e pouco acrescenta a tudo que ja havia escrito. Muito repetitivo . Precisa de um pouco mais de profundidade. O que vale eh que Simas é uma enciclopédia daqueles que ficam fora do circuito cultural da branquitude social. Importante como ele diz ensinar estes estórias na escola pois são parte de nossa História excluida pela inteligentzia do circuito oficial erroneamente .


Resenha :  Inédito de Luiz Antonio Simas, o historiador que é referência sobre cultura popular brasileira. Crônicas exusíacas e estilhaços pelintras reúne registros de assombro e alumbramento sobre a cultura e a gente brasileira. Tocado por Exu – orixá mensageiro, senhor das encruzilhadas – e de seu Zé Pelintra – protetor do povo das ruas -, o historiador Luiz Antonio Simas compartilha visões e táticas fresteiras contra a mortandade produzida pelo desencanto do mundo.Nos 77 textos que compõem o livro, passeiam personagens vivíssimos – deste ou de outros mundos –, como Jaiminho Alça de Caixão, o “inventor” da profissão de papagaio de pirata; o maestro Tom Jobim tomando uísque com o imperador Nero incorporado em um médium; e a descida da entidade Nelson Rodrigues na Penha Circular. Aparecem também temas como a violência do capital sobre corpos, culturas e territórios, a força do encanto, o samba e o jogo do bicho.Para o pedagogo e escritor Luiz Rufino, que assina o texto de orelha, “Nos pontos riscados por Luiz Antonio Simas – professor amigo da rua –, as sabedorias praticadas no trivial enredam histórias confiadas com graça, afeto, cisma e firmeza, que honram as memórias plantadas nos quatros cantos da sua aldeia.”

segunda-feira, 24 de julho de 2023

Leitura - Afetos Ferozes- Vivian Gornick

Excelente livro. Recheado com a costumeira visão crítica e engraçada dos judeus que riem de sua própria cultura . Recomendado demais

Resenha : Publicado em 1987, é uma verdadeira obra-prima entre os livros de memórias. Um clássico dos nossos dias. “Mal me lembro dos homens. Eles estavam por toda parte, lógico - maridos, pais, irmãos -, mas só me lembro das mulheres”, escreve Vivian Gornick a certa altura deste livro. O território é o Bronx nova-iorquino da década de 1940, um lugar cercado de mulheres ansiosas e boas de briga, destacando-se entre elas a indomável mãe judia da autora. Afetos ferozes é a história de um elo delicado e muitas vezes exaustivo, a crônica de uma ligação que define e limita ao mesmo tempo. É também o retrato de uma sociedade e de uma era em que as mulheres começaram a se tornar protagonistas de suas próprias histórias - além de uma das mais profundas meditações sobre a experiência de ser mulher. Crítica, jornalista e ensaísta experiente, Gornick perambula pelas ruas de Manhattan com sua mãe idosa. Ao longo desses passeios repletos de histórias, lembranças, reprimendas e cumplicidades, conhecemos a história da luta — ferrenha e muitas vezes dolorosa — de uma filha para encontrar o seu lugar e a sua voz no mundo. Desde cedo, a pequena Vivian sofre a influência de dois modelos femininos bastante distintos: o da mãe neurótica, teimosa e inteligente; e o de Nettie, sua apaixonada vizinha, viúva, mãe de um bebê, perfeitamente consciente de sua própria sensualidade. Essas duas figuras representam padrões que a jovem Gornick a um só tempo anseia e detesta, e que vão determinar seu relacionamento futuro com os homens, com o trabalho e com outras mulheres pelo resto da sua vida. Escrito com uma clareza atordoante que fascina desde a primeira linha, Afetos Ferozes pode ser lido como um grande romance da tradição literária norte-americana do século XX. Mas um romance de não ficção em que a memória, a família, a palavra escrita e a força inesgotável das mulheres são as grandes protagonistas.

quarta-feira, 19 de julho de 2023

Leitura- Adeodato de volta ao Inferno- Nilson Cesar Fraga

 

Continuação de Adeodato o líder do Contestado

Resenha : Adeodato parou de fugir. Foi mais um entre os capturado pelos jagunços que percorrem o Planalto e a Serra Acima catarinense, cumprindo as ordens dos coronéis locais para (re)estabelecer seu domínio no território caboclo. Preso, Adeodato foi o único caboclo a responder criminalmente por crimes cometidos durante a Guerra do Contestado, embora a acusação que o condenou seja questionável. Na sequência da trilogia, Nilson Cesar Fraga instiga o leitor a tirar suas próprias conclusões sobre o julgamento de Adeodato e sua pena.

Leitura- Adeodato - A Redenção - Nilson Cesar Fraga

 


Ultima parte do minúsculo livro. Mas bom 

Resenha : Adeodato entra na parte final da sua epopeia. Enquanto o poder oficial acreditava se livrar do Demônio do Planalto enviando-o para Lages, o caboclo segue sentindo o chamado da liberdade. Em Adeodato, a Redenção, Nilson Cesar Fraga continua a apontar as contradições da sociedade catarinense e brasileira, e provoca o leitor a refletir sobre o alcance da justiça.

Leitura- Adeodato O Homem que fugiu do Inferno-Nilson Cesar Fraga

 

Livro pequeno demais sobre a vida de Adeodato líder da revolta do Contestado 


Resenha : Adeodato é um sobrevivente em fuga. Primeiro fugiu da desconfiança, depois do Exército. Fugiu da fome, depois da morte. Quando a Guerra do Contestado terminou, Adeodato fugiu do inferno dos redutos incendiados para tentar sobreviver mais uma vez. Em seu enredo de ficção histórico-geográfica, Nilson Cesar Fraga convida a conhecer um Adeodato humanizado que apresenta o desenrolar da Guerra sob sua ótica, em uma noite à beira da fogueira no centro da floresta de araucárias.



terça-feira, 18 de julho de 2023

Leitura - Triste nao é ao certo a palavra- Gabriel Abreu


Todo livro que sai sobre esta doença terrível dentro do possível leio. Este eh criativo e sensível na forma de construir o personagem e que mostra como reconstruir uma relação entre mãe e filho- tal como filho e pai a partir não da inter-relação pessoal mas de fragmentos . Relação que ate a velhice eh superficial ,entrecortada e que  nao expõe a na maioria das vezes os reais sentimentos ao  longo da vida . 

Resenha: 

 Um mosaico que extrapola a forma narrativa para construir um retrato delicado mas feroz sobre legado, memória e amor na relação entre mãe e filho. Um diário, centenas de fotografias e sessenta e oito cartas é tudo que G. tem de sua mãe, além das lembranças de um passado comum. A caixa de papelão que contém todos esses elementos guarda também as expectativas e as angústias de um filho que tenta construir sua própria identidade e recuperar o contato que se faz ausente. Partindo em busca dessa mulher — de quem ela foi antes da maternidade, da mãe que nasceu com ele, dos mistérios da individualidade —, G. revira bulas de remédio, diagnósticos médicos, mapas astrais, redige cartas, e-mails, questiona a si mesmo. E conclui: “Escrevo e envio esta carta para você para tentar reencontrar, em minha própria voz, a tua. ”Neste sensível e ousado romance de estreia, Gabriel Abreu monta um emocionante quebra-cabeças de registros, afetos e lembranças que apenas um filho, em vias de perder a mãe, pode ter. “De uma angústia tão delicada quanto a própria estrutura da memória, Triste não é ao certo a palavra é sobre dar voz. Ao filho, enquanto ele ainda não aprendeu a falar. À mãe, a partir do momento em que ela já não pode mais falar. Já, ainda. São modos de imergir no tempo que Gabriel integra, aproxima, transpõe. Este livro é todo pelo desejo de dar borda, narrar a mãe adentrando seus arquivos é uma estratégia lírica de tornar a mãe possível, continuamente.” — Aline Bei“ Gabriel Abreu inventa neste livro uma nova língua, a dos sentimentos indizíveis. Um livro único, feito por um raro observador das emoções humanas.” — Juliana Leite

sábado, 8 de julho de 2023

Leitura- Contestado a Guerra dos equívocos - Walmor Santos



Excelente livro romanceando a Guerra do Contestado. Não tem como nao comparar com o livro de Vargas Lhosa sobre Canudos. Ambos no mesmo nível de literatura e que esclarecem bem os aspectos culturais e econômicos das guerras que aliás se assemelham demais em vários aspectos. 


Resenha :  Episódio histórico, a Guerra do Contestado — conflito armado entre a população cabocla e o poder estadual e federal nos estados do Paraná e Santa Catarina no começo do século XX — foi um dos mais importantes movimentos sociais do país. Com narrativa ágil e fluente, Walmor Santos, neste primeiro volume do grande romance sobre o Contestado, recria o universo da época e arrebata completamente o leitor.

quarta-feira, 5 de julho de 2023

Leitura - Saia da frente do meu sol- Felipe Charbel

 


Excelente este livro. Quem nunc teve um agregado em casa que jogue a 1a pedra. Felipe Charbel levanta questões sobre3 o tio que são nossas .Quem conhece completamente alguém? Como completar as lacunas de algum parente ou conhecido ? 

Resenha : Uma investigação sobre o segredo que moldou a vida de um homem, um romance especulativo, uma biografia fotográfica e, ao mesmo tempo, um relato autobiográfico que suscita, sem necessariamente responder, importantes questões: é possível conhecer alguém? É possível escrever uma vida? É possível narrar o outro sem narrar a si mesmo?

“Quando eu tinha vinte anos, minha mãe avisou que meu tio-avô viria morar com a gente. Ele era, como se dizia na época, ‘esquisitão’: um tipo calado, um solteirão convicto, alguém que morou a vida inteira de favor no quartinho de fundos da irmã mais nova. Além disso, ele tinha uma paralisia nas pernas, possivelmente causada pela sífilis, e empurrava com os pés um balde de urina. Isso fazia com que ele se fechasse no seu próprio mundo.

Ao mesmo tempo, várias histórias circulavam à boca miúda sobre o seu passado: como ele foi um homem bonito, boêmio, um pé de valsa, como teve um ‘convívio respeitoso’ com os malandros da Lapa. O tio Ricardo morou lá em casa por cinco anos, tempo suficiente para que gostássemos um do outro, mesmo sem trocar quase nenhuma palavra.

No seu enterro, éramos apenas cinco ou seis pessoas. Vinte e tantos anos depois, encontrei uma caixa de sapatos no armário que tinha sido da minha avó. Nessa caixa, estavam as fotos do meu tio e os seus documentos. Revirando tudo, comecei a imaginar a vida que ele pode ter vivido e consegui enxergar aquilo que era o seu segredo.”

domingo, 2 de julho de 2023

Leitura- O Fascínio -Tabajara Ruas





 Razoável este livro de Tabajara Ruas. Novela excessivamente curta

Resenha : Mistura de romance noir americano com novela gótica o livro conta a historia de um empresário falido que herda uma fazenda nos pampas e acaba por se envolver em uma trama perigosa.

domingo, 25 de junho de 2023

Leitura- O que eu gostaria que as pessoas soubessem sobre dêmencia - Wendy Mitchell



Mais uma leitura sobre dêmencia para que cada dia mais eu saiba como lidar e conviver com esta doença terrível. O livro das bastante dicas importantes e  mostra como a pessoas com a doença lida com seus efeitos no corpo. 

Resenha :

Em O que eu gostaria que as pessoas soubessem sobre demência, a autora e pesquisadora Wendy Mitchell revela os desafios de viver com o diagnóstico e traz informações valiosas que toda pessoa deveria saber sobre a doença. Aos 58 anos, Wendy Mitchell recebeu o diagnóstico de demência de início precoce. Viver com a doença e se adaptar às mudanças já era uma reviravolta desafiadora por si só, mas ela descobriu que as maiores dificuldades se encontravam na precariedade de informações que as pessoas tinham sobre a demência. Seja por parte da sociedade, seja por parte dos profissionais da saúde e hospitais, a autora percebeu que a falta de informações estimula estereótipos sobre quem vive com a doença e cria barreiras para que elas possam desfrutar a vida como qualquer outra pessoa. Com o objetivo de combater estereótipos e dar início a discussões mais profundas sobre a demência, a renomada autora e pesquisadora Wendy Mitchell escreveu O que eu gostaria que as pessoas soubessem sobre demência. Mitchell deixa de lado a abordagem acadêmica e genérica utilizada por outras obras a respeito do tema e traz à luz informações desconhecidas pela sociedade — inclusive por muitos cuidadores, médicos e enfermeiros. A autora aborda o assunto com leveza e a intimidade que só alguém que convive com o diagnóstico poderia ter. Em O que eu gostaria que as pessoas soubessem sobre demência, Wendy Mitchell traz uma narrativa descontraída, otimista e conscientizadora sobre recuperar o sentido da própria existência e a importância de a sociedade conhecer e compreender essa doença, já que, mais do que os desafios internos, são os desafios externos que criam as maiores barreiras entre a pessoa que recebe o diagnóstico e uma vida mais prazerosa. Com muito bom humor e sensibilidade, a autora dá destaque ao tema da demência e traz uma importante mensagem: existe vida após o diagnóstico.

Laitura- A Ilha das árvores perdidas -Elif Shafak

 







Bom livro este mas nada excepcional. Vale por conhecer os detalhes da revolução e brigas culturais no Chipre 

Resenha:  A história de Ada Kazantzakis começa em um lugar que ela nunca conheceu: a ilha de Chipre, em 1974. Apesar de ser fruto de um amor que começou lá, sabe pouco sobre o lugar e a história de seus pais. O pouco que sabe é que dois jovens apaixonados viviam um amor proibido por serem de origens diferentes, e por isso passaram a se encontrar escondidos debaixo de uma figueira — que agora vive em seu jardim. Mas, depois do último ano, isso não é mais o suficiente: Ada precisa, mais do que nunca, de respostas. Para isso, irá se unir às memórias de uma árvore e a uma parente inesperada para traçar uma linha de volta ao passado longínquo e resgatar tudo o que se perdeu no tempo.

Da premiada best-seller Elif Shafak, autora do emocionante 10 minutos e 38 segundos neste mundo estranho e finalista do Women’s Prize for Fiction, A ilha das árvores perdidas é uma imperdível e fascinante narrativa sobre memória, luto, pertencimento e trauma, além de uma ode à origem, à terra e à importância de preservar a história.

“Um romance adorável de partir o coração, centrado nos segredos obscuros da guerra civil e no perigo do extremismo.” — Margaret Atwood

“A ilha das árvores perdidas não é apenas um romance brilhantemente construído; é sobre a maneira como as histórias são contadas, como o significado é criado e como a devoção persiste. Shafak consegue misturar tragédia e deleite sem amenizar o sabor de nenhum dos dois.”
— New York Times

sábado, 17 de junho de 2023

Leitura -Os assassinos da Lua das Flores - David Grann


Excelente livro: Ele nos mostra que a história de extermínio dos Índios se repete ao longo dos anos atingindo nosso século e o momento atual como ocorreu com os Yanomamis.  Ainda existem aqueles que acham que Índios são como animais e nao pessoas como n´so possuidores de cultura riquíssima . Mostra como o Estado contribui de forma eficiente para este extermínio.


Resenha :  Neste best-seller do New York Times escolhido como o livro do ano por mais de dez jornais e revistas americanas, a impressionante história real da primeira grande investigação de homicídios do FBI é contada por um mestre da não ficção narrativa.

Nos Estados Unidos dos anos 1920, as pessoas com maior renda per capita do mundo eram membros da tribo indígena Osage, de Oklahoma. Depois da descoberta de petróleo sob o solo de sua reserva, esses improváveis milionários andavam em carros de luxo dirigidos por motoristas, viviam em mansões e mandavam seus filhos para estudar na Europa.

Então, um a um, os Osage começaram a ser mortos. As primeiras vítimas são a família de Mollie Burkhart, cujos parentes são sucessivamente envenenados ou assassinados a tiros. E isso era apenas o começo, pois mais e mais membros morreriam nos próximos meses, sempre em condições misteriosas.

Nessa parcela remanescente do Velho Oeste, habitada por notórios malfeitores como Al Spencer, conhecido como “o terror fantasma”, e onde homens do petróleo, como J. P. Getty, fizeram fortuna, muitos dos que ousaram investigar os assassinatos também perderam a vida.

É só quando o número de vítimas ultrapassa a segunda dezena que o FBI assume o caso. Fundado havia menos de duas décadas, o Federal Bureau of Investigation ainda não dispunha da experiência e da fama que tem hoje e seus agentes conduzem mal as investigações. Desesperado, o jovem diretor J. Edgar Hoover recorre à ajuda de um antigo Ranger texano chamado Tom White para solucionar o mistério.

White organiza uma equipe secreta, incluindo um dos únicos agentes indígenas do Bureau. Eles se infiltrariam na região lutando para adotar as mais recentes técnicas de investigação e começariam a expor uma das conspirações mais frias da história dos Estados Unidos.

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Leitura- 451 No#70

 




#70

FOLHA DE ROSTO
Padre Júlio Lancellotti — Renato Parada 

FICHAMENTO
Lucrecia Zappi — Iara Biderman 

CRÍTICA CULTURAL
Poco hombre, de Pedro Lemebel — Paulo Roberto Pires

ONDE QUEREMOS VIVER
Morrer de nostalgia — Djaimilia Pereira de Almeida 
Guardar a cabeça — Humberto Brito 

PERSPECTIVA AMEFRICANA
A interseccionalidade segundo Patricia Hill Collins — Juliana Borges

DESLEMBRAMENTOS
A morte é um lugar estranho — Ondjaki 

AS CIDADES E AS COISAS
A luta urbana de Pe. Júlio Lancellotti — Bianca Tavolari

LAUT — LIBERDADE E AUTORITARISMO
O caminho da autocracia, de vários autores — Diego Viana

DESIGUALDADES
Bilionários nazistas, de D. de Jong — Pedro Henrique Pedreira Campos

LIVROS E LIVRES
Ao amigo que não me salvou a vida, de H. Guibert
  — Renan Quinalha
Nova editoria: páginas mais diversas — Amauri Arrais

LITERATURA JAPONESA
Peitos e ovos, de M. Kawakami — Natalia Timerman

A FEIRA DO LIVRO
Introdução 
Listão da Feira 
Mapa da Feira 

A FEIRA DO LIVRO/CIÊNCIAS SOCIAIS
O espírito da floresta, de B. Albert e D. Kopenawa
  — Aparecida Vilaça

A FEIRA DO LIVRO/LITERATURA BRASILEIRA
O retorno de Geni Guimarães — Adriana Ferreira Silva
Milton Hatoum sobre as adaptações de seus contos — Helena Aragão
Ficções amazônicas, de A. Vilaça e F. V. Gaspar
  — Alberto Mussa 
O crime do bom nazista, de S. Machado de Machado — Felipe Charbel

A FEIRA DO LIVRO/LITERATURA
Entrevista com Richard Zenith, intérprete de F. Pessoa — Carlos Adriano

A FEIRA DO LIVRO/POESIA
Troca poética com Jericho Brown sobre A tradição
  — Ricardo Aleixo

A FEIRA DO LIVRO/ALIMENTAÇÃO
Quem vai fazer essa comida?, de B. Gil — Ana Mosquera

REBENTOS

Leitura- O sorriso de Angélica- Andréa Camilleri




Camilleri nao tem erro. Um dos melhores escritores policiais deixando quase todos no chinelo. Sua escrita eh latina captando o jeito italiano sulista de ser . 


Resenha : Em O sorriso de Angelica, de Andrea Camilleri, o carismático comissário Montalbano tem de enfrentar uma gangue que está sempre um passo à sua frente, enquanto tenta desvendar o emaranhado de mentiras da alta sociedade de Vigata. Um jogo de mentiras está prestes a começar.

A alta sociedade de Vigata, na Itália, está ameaçada: uma gangue especializada em roubar residências deixou seus moradores em polvorosa; e cabe a Montalbano pôr um fim nisso.Mas a tarefa do comissário não será fácil. Conforme a investigação avança, Montalbano percebe que existe uma conexão entre as vítimas dos roubos. Um emaranhado de mentiras e segredos as une e isso pode ser a chave para a resolução dos crimes. Mas quem estaria por trás dos arrombamentos? Para complicar a situação, Montalbano se depara com sua paixão platônica — ou melhor, fantasiosa — da juventude, a bela Angelica.Quando cartas anônimas começam a ser enviadas e ameaçam a integridade da carreira do renomado comissário, ele terá de fazer uma escolha difícil: viver sua grande paixão ou desvendar os crimes.O sorriso de Angelica, do renomado Andrea Camilleri, é um romance policial no qual, para desvendar os crimes, o comissário Montalbano terá de pensar além do óbvio e aceitar que a resposta pode não ser a que ele esperava. 

“Sublime... personagens brilhantes e um ritmo elegante.”
— Kirkus Reviews

Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

  Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido  RESENHA :  Com o inevitável e fatídico final do du...