domingo, 11 de fevereiro de 2024

Leitura- 451# 78



Umas das melhores 451 que li. Resenhas fantásticas super- bem elaboradas e que enriquecem nosso conhecimento Literário e do Mundo




Resenha :  #78

FOLHA DE ROSTO
Ferréz — Renato Parada 

FICHAMENTO
Vinicius Calderoni — Iara Biderman 

CRÍTICA CULTURAL
Lançamentos sobre samba e Carnaval — Paulo Roberto Pires

ONDE QUEREMOS VIVER
Exílio contínuo — Djaimilia Pereira de Almeida 
Desportos ocidentais — Humberto Brito 

DESLEMBRAMENTOS
lembro-me de uma casa — Ondjaki 

PERSPECTIVA AMEFRICANA
O jogo do bicho, bicho — Juliana Borges 

LIVROS E LIVRES
Triângulo rosa, de R. Brazda — Renan Quinalha

DESIGUALDADES
Uma breve história da igualdade, de T. Piketty — Pedro H. G. Ferreira de Souza

LAUT — LIBERDADE E AUTORITARISMO
Confrontando o Leviatã, de D. Runciman — Felipe Freller

POESIA
Palindroma, de H. Jahn e C. de Moraes — Fernando Paixão 

PSICOLOGIA
A mulher em mim, de B. Spears — André Alves 

CRÔNICA DE ÓBIDOS
Um rolê literário em Portugal — Paulo Werneck

AS CIDADES E AS COISAS • CAPA
História: Metrópole, de B. Wilson — Bianca Tavolari 
Casa: Arquitetura, sexualidade e mídia, de B. Colomina — Maíra Rosin e Leonardo Novo 
Floresta: Um rio um pássaro, de A. Krenak — Jefferson Barbosa 
Recife: Retratos fantasmas, de Kleber Mendonça Filho — Joice Berth 
Viagem: Montevidéu, de E. Vila-Matas — Gabriela Aguerre 
Praia: Entrevista com A. Pauls — Iara Biderman 

LITERATURA
O gaucho insofrível, de R. Bolaño — Schneider Carpeggiani 
Entrevista com L. Slimani — Adriana Ferreira Silva 

LITERATURA JAPONESA
Doce amanhã, de B. Yoshimoto — Fabiane Secches

REBENTOS – LITERATURA INFANTOJUVENIL
Os filhos da coruja, de G. Ramos — Cristiane Tavares

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Leitura -Maniac - Benjamin Labatut

 


Mais um ótimo livro de Labatut . Construção imagética de Von Neumann. 

Resenha: Um menino-prodígio húngaro se encanta com o tear mecânico que o pai, um rico banqueiro judeu, mostra em casa para a família. A máquina é capaz de produzir tapeçarias automaticamente a partir de cartões perfurados, e o menino percebe que ''qualquer padrão, fosse natural ou artificial, poderia ser decomposto e traduzido para a ''linguagem'' do tear''.
Décadas mais tarde, trabalhando para o governo americano no despertar da Guerra Fria, aquele menino inventaria algo capaz de ''transformar todas as áreas do pensamento humano e agarrar a ciência pela garganta, liberando o poder do cálculo ilimitado'': o primeiro computador digital.
O menino é o matemático John von Neumann, personagem central deste novo romance de Benjamín Labatut. Além de inventar o computador moderno como o conhecemos, Von Neumann contribuiu para os fundamentos da física quântica, teve importante participação no Projeto Manhattan, que desenvolveu a bomba atômica, e foi um dos criadores da teoria dos jogos, que exerceu enorme influência em áreas como a economia e a inteligência artificial.
Ao se debruçar sobre a trajetória conturbada de uma das maiores mentes que o mundo já viu, Labatut está menos interessado em exaltar um gênio particular do que em desvelar as consequências perturbadoras de uma quantificação excessiva do mundo, que em Von Neumann tinha a contrapartida de uma ''quase infantil cegueira moral'', capaz de ver inevitabilidade lógica no apocalipse nuclear ou na nossa substituição por máquinas autorreplicantes que se espalhariam pelo cosmo.
Narrado do ponto de vista de uma ampla galeria de figuras reais que determinaram os rumos do conhecimento no último século, e trazendo a hipnotizante modulação entre realidade e invenção que deu fama mundial a Labatut, MANIAC é um thriller sobre o passado e o futuro de uma humanidade que teve a alma capturada pelo feitiço das operações matemáticas. Não por acaso, os eletrizantes capítulos finais, em que humanos e computadores se enfrentam em partidas de go pela supremacia das faculdades do raciocínio, têm algo da tensão pesarosa de um julgamento.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Leitura- Kwaidan - Lafcádio Hearn

 Excelentes compilação de estórias de terror japonesas. Apesar de serem de terror a delicadeza e a beleza da cultura sempre prevalecem nas tramas. Bonito ver como se cultuam as cosias belas , puras e fugazes





Resenha :No Japão houve uma época em que a fantasia e o assombro estavam muito mais presentes no cotidiano das pessoas que nos dias de hoje. Histórias fantásticas, do folclore japonês, eram passadas, oralmente, de geração em geração. Nestas narrativas, o mundo da realidade consensual e o mundo do incrível, da imaginação, se entrecruzam, se comunicam - fantasmas, insetos, e mesmo árvores, como o salgueiro, relacionam-se com seres humanos. Este livro traz histórias que referem-se ao passado do Japão, mais precisamente ao período Edo (XVII-XIX), governado pelo xogunato Tokugawa; quando o país ainda vivia em um regime feudal. Os contos são enriquecidos com histórias que compreenderam o livro Estudo de insetos, no qual o autor discorre sobre as avançadas civilizações das formigas, os problemas que os mosquitos trazem para o povo japonês, além de apresentar várias poesias sobre as borboletas e muitos dos significados deste inseto no imaginário japonês. São contos fantásticos, curiosos e misteriosos que prendem a atenção do leitor do início ao fim da obra, ora provocando arrepios, ora fascinando e encantando pela poesia e originalidade que contêm.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Leitura- 451 N# 77

 







REBENTOS • LIVROS INFANTOJUVENIS

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Leitura- É a Ales -Jon Fosse

 


Leitura interessante. Memórias e reflexões despejados na escrita . Mistura de tempos e  momentos como nosso fluxo  interminável  pensamentos que habitam nossa alma humana. 


Resenha : Um romance hipnótico e inesquecível de um dos grandes nomes da ficção literária norueguesa. Livro vencedor do Norwegian Critic’s Prize e finalista do International Booker Prize.Signe está deitada em um banco de sua casa no fiorde e tem uma visão de si mesma há mais de vinte anos: parada na janela esperando por seu marido Asle, no fatídico dia de novembro quando ele saiu com seu barco e nunca mais voltou. Suas memórias se ampliam para incluir a vida do casal e mais: os laços de família e os dramas que remontam a cinco gerações, até Ales, a trisavó de Asle. Na prosa vívida e alucinante que fez de Jon Fosse um dos mais destacados autores contemporâneos, esses momentos — assim como os fantasmas do presente e do passado — coexistem no mesmo espaço. É a Ales é uma obra-prima visionária e oferece uma reflexão assombrosa sobre o amor, a perda e o legado de nossos antepassados.“Um dos maiores escritores da Europa.” — Karl Ove Knausgård“O Beckett do século XXI.” — Le Monde“Os encantamentos de Fosse são tão indecifráveis quanto as sinfonias de Philip Glass ou as tomadas de Béla Tarr.” — The Paris Review“Como os melhores trabalhos de Faulkner, É a Ales trata de nossa relação inescapável com o passado e do reverberar misterioso da história através das gerações. Por meio de vozes e narrativas que se interrompem e interferem umas nas outras, Fosse retrata a dor — e o amor — que nunca podem ser expressos em palavras.” — The Atlantic

domingo, 14 de janeiro de 2024

Leitura- Contos de Fadas Japonese- Yei Theodora Ozaki

 


Muito bom. Os contos japoneses e chineses tem um dom de misturar seres encantados , representantes de forças da natureza e animais  e algo de fantástico que encantam 

Resenha : “Há muito, muito tempo, vivia no Japão...”
Para além das histórias em quadrinhos, dos mangás e animes, a cultura japonesa se encontra em diversas vias e formas. Seres míticos e alheios à nossa cultura, se tornam velhos conhecidos e novas impressões e interesses vêm com eles, nos fornecendo um novo olhar para um povo e uma literatura que pode nos parecer distante, mas que, com sua magia e fiel inspiração nas crenças, nos leva adentrar em um mundo que evoca a natureza, o fantástico, a bondade humana e o folclore em sua mais pura forma.
Nesta compilação criada por Yei Theodora Ozaki, uma das mais celebres autoras anglo-japonesas de contos de fadas, trazemos alguns dos melhores contos de fadas japoneses para aqueles que desejam conhecer um pouco mais da literatura do Japão ou àqueles que desejam embarcar em uma viagem fantástica rumo a seres míticos e jornadas fabulosas.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Leitura - Latim em Pó- Caetano W Galindo

 




Excelente leitura . Importante saber que a formação de nossa língua como não poderia deixar de ser tem o mesmo caldo de nossa miscigenação de raças . Recomendo demais 


Resenha :

O idioma que usamos todos os dias é aqui explicado por Caetano W. Galindo, um dos maiores tradutores do país, com maestria e desenvoltura. Com o intuito de expor o trajeto de formação da língua portuguesa, o novo livro do professor, tradutor, pesquisador e escritor Caetano W. Galindo instiga o leitor a se questionar sobre o idioma que utiliza no dia a dia.Através de uma prosa fluida e envolvente, Galindo não só reconstitui a história de nosso idioma como também fala sobre os desvios, muitas vezes considerados “erros”, que formam e modificam a língua desde sua criação.Começando pela Europa e pelo latim, com especial atenção a Roma, passando pela Reconquista e pelo colonialismo na África e na América Latina, o autor traça um panorama amplo e compreensível da nossa língua materna. “Não contente em ser um dos melhores tradutores do país, Caetano Galindo também nos presenteia com uma das melhores leituras da nossa língua, sua história, seus aspectos e usos. Este livro é um passeio, uma navegação pelo português e pelo Brasil.” — Noemi Jaffe

sábado, 6 de janeiro de 2024

Leitura - Fuga da Sibéria - Liev Davidovitch Bronstein- Trotski

 


Muito bom este relato. Mostra um pouco da força do jovem Trotski e como são os jovens que impulsionam a história .Exemplos nao faltam : Alexandre o Grande , Gengis Khan e outros mostram que a força e os sonhos da juventude impulsionam grandes feitos 




Muito antes de liderar o Exército Vermelho na vitoriosa Revolução de 1917, o jovem Liev Trótski já participava dos levantes populares contra o regime tsarista. Preso como dissidente político em dezembro de 1905, aos 25 anos, é condenado ao exílio perpétuo na Sibéria. Em 1907, fortemente escoltado, é levado em direção à remota localidade de Obdorsk, situada vários graus ao norte do Círculo Polar Ártico. Ao longo do trajeto, Trótski planeja uma perigosa fuga.

O livro é concebido em duas partes com estilos distintos: a ida, em formato de cartas que informam cada passo da jornada e o plano de escape; e a volta, uma crônica da fuga narrada em primeira pessoa que envolve enganar oficiais, contratar um extravagante guia com um trenó de renas e atravessar as paisagens nevadas e isoladas da Sibéria. Irônico e atento a detalhes, Trótski é um exímio narrador. Seu texto é perpassado de descrições inesquecíveis da natureza selvagem e das observações sobre o comportamento dos animais, bem como dos costumes dos habitantes de região, submetidos ao frio extremo, a uma pobreza crônica e a um isolamento só vencidos pelo calor proporcionado pelo álcool e pela solidariedade mútua. Um capítulo pouco conhecido da vida dramática e romanesca de um dos maiores personagens do século XX.

Com apresentação de Leonardo Padura e notas de Horacio, esta breve narrativa surge como uma inesperada fenda que nos permite sondar a personalidade íntima do homem político e revolucionário em tempo integral e suas relações com a condição humana.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Leitura- Me Chama de Cassandra - Marcial Gala

 

Romance Razoável. Nada de mais comparado a outros com o mesmo tema . Muitos romances brasileiros sobre identidade tem mais conteúdo e força. Reforça a importância de apoio e de dar cidadania a estas pessoas cujo sofrimento transcende os países



Resenha : Um romance de formação sobre identidade

Raul tem dez anos e é um ávido leitor de literatura clássica. Nasceu biologicamente como homem, mas não se identifica desta forma e sabe que é uma mulher no corpo errado. Além disso, como a mitológica Cassandra, princesa de Troia e sacerdotisa de Apolo, Raul é capaz de prever o futuro, mas não encontra no mundo quem lhe ouça. Sabe sobre a sua morte aos dezoito anos na guerra em Angola, ferido pelo ódio, assim como prevê como cada um de seus familiares e companheiros irá morrer.

Entre o campo de batalha angolano e a pobre cidade cubana de Cienfuegos, entre as margens da antiga Troia e o mundo do século XX, Me chama de Cassandra narra a busca por uma identidade em um ambiente hostil, as batalhas, o preconceito e o drama de uma família pobre em meio ao colapso dos sonhos utópicos de Cuba.

domingo, 31 de dezembro de 2023

Leitura - A Segunda Morte -Roberto Taddei

 

Alguém recomendou este livro como um dos melhores de 23 .Ou recebe jabá , ou eh parente ou lê muito pouco e não sabe reconhecer boa literatura. Um livro para ler e esquecer.


Resenha :  Um homem deixa misteriosamente sua vida pregressa rumo a uma comunidade litorânea. Relato incisivo sobre a desagregação física, familiar e social, A segunda morte traz uma singular descrição da velhice e do encontro humano com a morte.

“Ele vê a mata escura da serra acender no retrovisor, rajada pelo vermelho das luzes quando pisa no freio, e outra vez o mundo atrás de si desaparece no breu.” Assim começa este breve romance, numa descida, espécie também de fuga, com um personagem que deixa uma vida para trás. Na direção do mar, uma vila de pescadores do litoral, é para onde ruma Gustavo, um homem de quase oitenta anos, na companhia apenas do peso lento do próprio declínio. Com uma prosa direta, Roberto Taddei nos conduz ao território da finitude e do poder masculino devastado. Se é na doença que o corpo percebe mais profundamente a si mesmo, A segunda morte é a narrativa de uma sensibilidade aguçada, que aos poucos vai sendo tocada por tudo ao redor ― da umidade da vegetação costeira às luzes fracas dos barcos no mar; da interação com os habitantes locais à atmosfera misteriosa das trilhas por rochas e encostas. Em suas páginas, o realismo ― e a consciência humana ― se desfaz num tom mágico, de estranhamento. Uma queda e uma ascensão. A dissolução da vida no grande mistério.

“Com uma escrita vigorosa, Roberto Taddei nos apresenta uma espécie de estudo lúcido e honesto sobre a finitude. Trata-se de uma investigação profunda da condição humana e de nossa precariedade diante da vida.” ― Jeferson Tenório

“Gosto da maneira como o autor omite informações que, ainda que pareçam fundamentais, a rigor seriam supérfluas ― o motivo que leva o protagonista a querer desaparecer é uma delas. O livro é muito bom.” ― Paulo Henriques Britto




quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Leitura- O Método Siciliano- Andrea Camilleri

 


Os livros de Camilleri são para os amantes de sua leitura agradável


Resenha : Na Sicília, nem as artes dramáticas estão a salvo da violência

Neste romance, que é o antepenúltimo da série com o célebre comissário Salvo Montalbano, Andrea Camilleri visita, como em poucas obras suas, um universo que lhe era caro e familiar: o teatro e as artes cênicas. Tendo trabalhado com teatro e lecionado direção, Camilleri está à vontade neste romance tragicômico. Aqui o patético da vida humana e da velhice é minuciosamente tecido com a violência social e doméstica tão presente na ­Sicília e com a imorredoura vontade de viver que muitas vezes leva as pessoas a ações tresloucadas.

Mimì Augello, auxiliar de Montalbano, descobre por acaso um cadáver jazendo pacificamente no quarto de um apartamento. Quando a força policial para lá retorna oficialmente, é como se o cadáver tivesse desaparecido num passe de mágica. Em seguida, outro corpo surge, morto por esfaqueamento: o de Carmelo Catalanotti, usurário que dirigia uma companhia de teatro amador com métodos de direção de atores mais do que questionáveis. Estarão as duas mortes relacionadas?

Dramaturgia e realidade se fundem, cadáveres podem desaparecer como numa pantomima e uma colega de trabalho faz com que o comissário sinta um desejo e uma paixão há muito adormecidos – tudo isso em uma narrativa vertiginosa e magistral, digna das melhores obras do autor."

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Leitura- O Diário de um louco - Contos Completos - LU Xun

 Excelente livro de contos . Muito bomk ler livros de cultura variada e conceitos de vida diversos. Recomendo



Resenha : Contos completos de Lu Xun, o principal escritor chinês do século XX, são um retrato agudo das tradições e mitos da China. Considerado o maior escritor chinês do século XX, Lu Xun (1881-1936) se destacou sobretudo por seus contos, reunidos aqui em O diário de um louco – Contos completos de Lu Xun, que compreende as três coletâneas de histórias curtas publicadas pelo autor: O grito, Hesitação e Histórias antigas recontadas. Nelas se encontra um autor irônico e profundamente crítico das tradições de seu país, e também um painel de tintas fortes da cultura chinesa, sua rotina e seus mitos. Lu Xun destacou-se pela sutil mordacidade com que aborda o modo de ser e pensar dos chineses, e procurou trazer para sua obra literária as influências que recebeu de autores europeus, sobretudo os russos, além das novidades da ciência “estrangeira”, como o evolucionismo darwinista e a medicina moderna. Muitos de seus contos abordam costumes arcaicos, entre eles a ingestão de pão embebido em sangue humano como medicamento, a obrigatoriedade draconiana do uso de tranças e a posição subalterna das mulheres na sociedade chinesa. O olhar crítico intercala-se com contos que elogiam o amor conjugal e fraternal; outros ainda abraçam o elemento fantástico das fábulas chinesas.


Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

  Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido  RESENHA :  Com o inevitável e fatídico final do du...