sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Podcast- Vinte Mil Léguas temporada 1 - Darwin





Me apaixonei pelo Podcast da Serrapilheira . Recomendo a todos para entender como a mente de ser humano evolui com o tempo 




Resenha : Vinte mil léguas | primeira temporada

Charles Darwin e A origem das espécies (1859) são o tema da temporada de estreia do Vinte Mil Léguas. Guiados por Leda Cartum e Sofia Nestrovski, entramos no universo em que o naturalista britânico viveu, lemos os livros que ele leu, conhecemos os escritores que foram influenciados por ele, investigamos a gênese de suas ideias.

Produzida pela Quatro Cinco Um em parceria com a Megafauna e apoio do Instituto Serrapilheira, a primeira temporada do Vinte Mil Léguas foi ao ar em 2020.

Comece por aqui!

“Apressa-te lentamente”: este é um podcast para ouvir no seu tempo. Você vai ouvir sobre assuntos que conversam com os dias de hoje, mas vai chegar até o presente passando por outros séculos. Você vai ouvir sobre o tempo longo de concepção da teoria da Seleção Natural, e sobre os livros que conversam com o livro “A origem das espécies”.

Um navio com nome de cachorro (1)

Quem foi Charles Darwin e como ele foi parar no navio Beagle? Neste primeiro episódio, embarcamos com o naturalista britânico em sua volta ao mundo. O isolamento e as descobertas a bordo do navio com nome de cachorro seriam a pedra fundamental da revolução científica de Darwin.

Um navio com nome de cachorro (2)

Você já foi à Bahia? Darwin já! “Difícil manter a dignidade”, comentou sobre o Carnaval. Neste episódio, ouvimos sobre a passagem de Darwin por Salvador, Fernando de Noronha e Rio de Janeiro, e também sobre como ele vivenciou o temor e o tremor de um terremoto histórico e desistiu de virar padre — não necessariamente nessa mesma ordem. 

Participação: Amyr Klink, navegador e autor de livros como Cem dias entre céu e mar.

Um novo estoque de metáforas (1)

Como eram as ciências antes de Darwin aparecer? Neste episódio, exploramos as ideias que constituíam a base da biologia ocidental na época em que ele formulou sua teoria da evolução. Para isso, voltamos até a Grécia Antiga e investigamos também por que a ciência é uma fonte inesgotável de metáforas poéticas.

Participação: Pedro Paulo Pimenta, doutor em filosofia pela USP e tradutor de A origem das espécies.

Um novo estoque de metáforas (2)

Seguimos com o mergulho no mundo intelectual em que Darwin nasceu. Mais do que uma época, o protagonista deste episódio é o tempo em si. O tempo como criador e revelador das coisas, o tempo na vida de cada um de nós, e o tempo geológico, profundo.

Cambaxirras, bicudos, papa-figos e tentilhões (1)

De volta à Inglaterra, em 1836, Charles Darwin tinha uma cabeça fervendo com novas ideias e uma coleção cheia de espécimes. Mas como examinar e estudar tanto material completamente novo?

Cambaxirras, bicudos, papa-figos e tentilhões (2)

É a partir de todos os manuscritos deixados por Darwin que pesquisadores conseguem traçar os caminhos que o levaram a elaborar sua teoria da seleção natural.

Participação: Maria Isabel Landim, bióloga e curadora do Museu de Zoologia da USP.

Os marcianos saíram do cilindro (1)

No século 19, os pesadelos dos ingleses mudavam frente a um novo mundo que surgia. Revolução industrial, crescimento populacional, pobreza urbana — tudo contribuía para criar um ambiente de terror. Homem do seu tempo, Darwin não foi indiferente a essas mudanças e tingiu de medo o mundo natural, como mostramos neste episódio.

Os marcianos saíram do cilindro (2)

Charles Darwin tinha medo de suas próprias ideias. Ele sabia que sua teoria era revolucionária demais para ser apresentada sem uma estratégia adequada, e por isso, enquanto o mundo acelerava, passou quase 20 anos se preparando para a hora certa de lançar A origem das espécies.

As histórias não nascidas (1)

Você já ouviu falar em Alfred Russel Wallace? Neste episódio, comentamos sobre como uma carta do jovem naturalista britânico escrita em meio a um delírio de febre influenciou Darwin a acelerar a publicação de A origem das espécies.

As histórias não nascidas (2)

Na sequência final, apresentamos mais histórias que puxam outras histórias que puxam outras… tudo a partir de A origem das espécies.

Bioma, viroma, cultura 

Como é a formação de um cientista no Brasil atualmente? No penúltimo episódio, damos um salto no tempo e abordamos quais são alguns dos caminhos possíveis para tornar as ciências mais acessíveis para todos.

Participação: Nurit Bensusan, bióloga, mestre em ecologia e doutora em educação pela UNB.

Massacres e libertos 

Na despedida da primeira temporada do Vinte Mil Léguas, o foco é racismo científico. Como a ciência legitimou o discurso racista no período pós-abolição no Brasil e o que Darwin teve a ver com isso? 

Participação: Matheus Gato de Jesus, sociólogo e autor de Massacres e libertos (2020).

 

Podcast - Vinte Mil Léguas - T2- Humbolt



 Excelente temporada sobre a vida de Humbolt .Recomendo fortemente


Resenha : 

Vinte Mil Léguas | segunda temporada

De novembro de 2021 a março de 2022, embarcaremos em uma nova aventura. Passaremos por mares revoltos, matas fechadas da Amazônia, estepes e montanhas imensuráveis. Vamos conhecer criaturas nascidas de dentro das pedras e plantas que se reproduzem misteriosamente, aprender a usar uma bússola de inclinação, entender o que é um pé inglês e o que é uma polegada francesa cúbica. E, é claro, vamos destrinchar diversos livros. 

Nosso guia será Alexander von Humboldt (1769-1859), explorador alemão cujos relatos de viagem e experimentos marcaram o nascimento de muitas das ciências modernas, como geografia, geologia, zoologia, botânica, meteorologia e antropologia. 

A segunda temporada do Vinte Mil Léguas é uma realização da Megafauna, com apoio do Instituto Serrapilheira e da Vita Investimentos. Agradecemos também a todos os apoiadores que colaboraram com nossa campanha de financiamento coletivo.

Uma temporada sobre tudo

Das cordilheiras dos Andes às cavernas onde vivem os guácharos, das nebulosas ao musgo, embarque com o Vinte mil léguas numa grande viagem. E descubra quem será o guia desta temporada.

[Som dos guácharos captado por Felipe Arantes, em Gran Sabana, Venezuela, em 2017. Steatornis caripensis Humboldt, 1817. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/2632689]

Fora do círculo estreito da vida sedentária

Antes de se tornar um dos mais importantes exploradores da história, Alexander von Humboldt era um jovem entediado que ansiava descobrir o mundo e as conexões secretas entre todas as coisas. Este é um episódio dedicado à juventude de Humboldt, aos mineiros e à mineralogia.

Leia a newsletter do episódio #1 para conteúdos extras.

Visita guiada ao centro da Terra

Saiba o que as cavernas têm a ver com as montanhas e o que o Romantismo alemão tem a ver com a mineração. E conheça as histórias das sereias de dentro da Terra e das flores azuis dos túneis subterrâneos.

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Casamentos clandestinos

O que as plantas têm a ver com as relações humanas experimentais? Entre casamentos clandestinos e uma “liga da virtude”, você vai descobrir outras vidas possíveis, olhando para o salão de Henriette Herz em Berlim e para a sexualidade daquilo que Lineu chamou de “plantas criptogâmicas”.

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Somos todos liquens

Olhe de perto para seres que estão por toda a parte, nos vulcões e nas florestas e também ao seu redor – os liquens. E descubra o que é que você tem a ver com isso, passando por autores como Merlin Sheldrake e Gregory Bateson. Participação da bióloga e professora da Universidade Federal do Sergipe, Marcela Cáceres.

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Um monstro muito triste

Nesse especial de fim de ano, vamos nos perguntar: de onde vem a vida? Você vai ser transportado para um ano que não teve verão, ouvir a história de como um vulcão na Indonésia afetou a viagem de ingleses na Suíça; ver o nascimento de um novo gênero na literatura e conhecer como eram feitos os primeiros experimentos com eletricidade, usando patas de rãs e rabos de rato. E vai acompanhar a criação de um monstro. Participação da professora de história da física da Universidade Estadual da Paraíba, Ana Paula Bispo.

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A partida

A aventura pela qual Humboldt ficou famoso enfim começa. Embarque no navio Pizarro, com Humboldt e seu companheiro Bonpland, em direção à América do Sul. Através dos escritos de Humboldt, você vai conhecer um sapateiro sábio e saber mais sobre os guácharos que vivem nas cavernas. Neste episódio, que fala também da tristeza que existe no fundo de toda alegria, você ouve sobre as dificuldades de se viajar de navio no século 18, e descobre como era medir o mundo antes do estabelecimento do sistema métrico.

[Som dos guácharos captado por Felipe Arantes, em Gran Sabana, Venezuela, em 2017. Steatornis caripensis Humboldt, 1817. Disponível em: http://www.wikiaves.com.br/2632689

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Inimigos mortais das palavras ocas

A viagem de Goethe à Itália e a viagem de Humboldt e Bonpland pelas Américas. Duas experiências cheias de inquietude. Para falar da história da ciência, este episódio se dedica a contar histórias de pessoas: figuras singulares, como o botânico José Celestino Mutis, que viveram em um período complexo da colonização espanhola. De quebra, você ainda ouve sobre como Humboldt foi tachado de espião ao tentar entrar no Brasil.

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Jardins suspensos da Amazônia

Começa a aventura pela floresta amazônica a bordo de uma canoa instável. Como contraponto à visão de Humboldt, este episódio traz uma entrevista com o arqueólogo e professor da Universidade de São Paulo, Eduardo Neves. Você vai ouvir sobre castanhais e manejo indígena; sobre a terra preta da floresta e os missionários que quiseram plantar legumes europeus dentro de canoas. E vai escutar o que Euclides da Cunha teve a dizer a respeito da “opulência” e “monotonia” que disse ter encontrado por lá. 

Leia a newsletter do episódio #8 para conteúdos extras.

Uma floresta escrita

Este episódio se dedica a ler a floresta Amazônica através de alguns de seus intérpretes em livros: Mário de Andrade, Arthur Conan Doyle, Alfred Russel Wallace e, é claro, Alexander von Humboldt. Como a literatura moldou a visão da floresta? E como as descobertas recentes de arqueologia questionam essa visão? Participação do arqueólogo e professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, Eduardo Neves.

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A flor azul e a maior montanha do mundo

Desta vez, vamos às alturas dos Andes para pensar nas profundezas. Escale a montanha mais alta do mundo (ou quase) com Humboldt e seus companheiros nos arredores de Quito. Saiba a importância de representar visualmente o conhecimento, e descubra as conexões entre a paisagem e a vida. Participação do professor de geografia da Universidade de São Paulo, Jurandyr Ross.

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Da nebulosa ao musgo

No último episódio da temporada, nos despedimos de Alexander von Humboldt, mas ficamos com sua ideia de que tudo está conectado numa ordem cósmica. Conheça alguns ecos contemporâneos disso na Teoria de Gaia, e explore novas aberturas da árvore da vida através dos trabalhos sobre simbiose da bióloga Lynn Margulis.

Leia a newsletter do episódio #11 para conteúdos extras.

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Leitura - Kyoto - Yasunari Kawabata


Ler novamente Kawabata é  como sair do mundo e entrar num universo paralelo de doçura suavidade e beleza . 


Resenha : Ambientado no período pós-guerra, o livro narra a trajetória de Chieko, filha adotiva de Takichiro, um comerciante de quimonos, e de sua esposa, Shige. Chieko é uma jovem que trabalha na loja da família e a vê em processo de falência, assim como vários outros pontos comerciais da antiga capital japonesa, em razão de mudanças nos valores culturais, agora fortemente influenciados pelo Ocidente. Durante um passeio pela aldeia de Kitayama, região montanhosa na periferia de Kyoto onde são cultivados cedros, Chieko acidentalmente conhece sua irmã gêmea, Naeko. Separadas ainda quando bebês, criadas em ambientes hierarquicamente distantes entre si, as irmãs agora tentam se aproximar, e se deparam com a inevitabilidade do destino, o afloramento da sexualidade e o surpreendente curso do acaso.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Leitura - Os Supridores - José Falero




Apesar dos elogios de resenhas não achei um autor tão especial assim. É um bom autor mas a estória me parece um pouco inverossível e até um pouco simplória na forma como aborda as relações dos protagonistas com os traficantes . 



Resenha : Com este seu primeiro romance, José Falero já se apresenta como um dos nomes mais relevantes da nova literatura brasileira. Ao criar um narrador culto e perspicaz — que contrasta com o dialeto a um só tempo urbano e filosófico da periferia —, o autor mostra seu talento incomum, fazendo uma verdadeira arqueologia da pobreza. Falero nos leva direto ao supermercado Fênix, na região central de Porto Alegre. É ali que trabalham Pedro e Marques, dupla que aos poucos veste a carapuça de um Dom Quixote e de um Sancho Pança amotinados. Moradores de "vila" (a favela no Sul), eles invertem o jogo mesmo que as consequências sejam graves. "Preciso dar um jeito de experimentar as coisa que faz a existência valer a pena, e não vai ser trabalhando que eu vou conseguir isso." Os dois conhecem pessoas que traficam na periferia onde moram, por isso insistem em se manter na legalidade. Mas, diante de uma "seca" de maconha devido ao desinteresse dos traficantes em comercializá-la, e já cansados da exploração do trabalho, os dois amigos decidem entrar para o tráfico. É a única opção para melhorar de vida. E também uma recusa à desumanização do trabalho assalariado. Uma recusa a todo o processo de exploração.

domingo, 10 de novembro de 2024

Leitura-Misericórdia - Lídia Jorge

 Muito bom romance. Nada como se basear em diários de pessoas comuns para sair excelentes livros . Armadilha para Lamartine é outro exemplo .




Resenha :

Grande Prêmio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores 2022
Prêmio Transfuge de Melhor Livro Lusófono 2023
Prêmio de Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues 2023
Prêmio Eduardo Lourenço 2023
Prêmio PEN Clube Português de Narrativa 2023
Prêmio Literário Fernando Namora 2023
Prêmio Médicis Étranger 2023

Um hino à empatia e ao que nos faz humanos, um relato a um só tempo doce, brutal, irônico e amável sobre a vida que se vive até o fim. Inesquecível.

Residente de um lar para idosos, uma mulher registra, em um pequeno gravador de voz, o diário de seu último ano de vida. Sua filha, autora deste romance, transcreve essa memória, atribuindo-lhe força literária na forma de um condensado de incrível vitalidade, ironia, revolta e fé na vida.

A história se passa no Hotel Paraíso, e a conhecemos por meio do olhar de Maria Alberta Nunes Amado, a dona Alberti, figura extraordinária, de complexidade notável, que narra os principais acontecimentos do local: as visitas, quem chega para ficar, quem parte (e quem tenta fugir), a convivência com as amigas mais próximas, com outros moradores e cuidadores - tudo permeado por sua curiosidade inesgotável, por sua pulsão de vida e pela força de sua mente, na contramão do corpo que, às vezes, insiste em fraquejar.

Acompanham Maria Alberta personagens que desfazem qualquer ideia maniqueísta que se possa ter sobre lares como esse e seus habitantes, pessoas demasiado humanas em suas contradições, vivências, medos e anseios, gente que, mesmo com pouco futuro pela frente, ainda sonha.

Imersos no Hotel Paraíso, somos impelidos a refletir sobre a condição humana em tempos incertos, sobre a velhice, os momentos fugazes da velhice e seus becos sem saída. Misericórdia é, entre tantas outras coisas, um diálogo entre a força e a fragilidade, o que se vive e o que se escreve, o que se sabe e o que se intui.

domingo, 3 de novembro de 2024

Leitura- Agora , Agora e mais Agora - Rui Tavares

 

Um dos livros mais instigantes e brilhantes que li nos últimos ano. Nada como um livro que nos faz repensar os conceitos e passar a enxergar o mundo a partir de novas ideias. 


Resenha : Historiador irrequieto, ensaísta brilhante e fundador de um partido político em Portugal, Rui Tavares se mostrou um irresistível podcaster com Agora, agora e mais agora, programa produzido pelo jornal Público durante a pandemia da Covid-19 e que será lançado em 2024 em livro homônimo pela Tinta-da-China Brasil.

A “densidade informativa e a qualidade literária” do podcast, destacadas por uma crítica da Folha de S.Paulo, estão igualmente presentes na narrativa de Tavares. Agora, agora e mais agora percorre a história das ideias, social, cultural e política, tratando de temas como o fanatismo contra a filosofia, a globalização e a soberania, o ódio e a fraternidade, a imigração e os refugiados.

Tavares oferece seis “memórias” do último milênio que, além de histórias divertidas, são uma compilação de pessoas de épocas variadas reagindo a desafios de seu tempo. O repertório múltiplo e erudito de Tavares se oferece também como uma história alternativa da modernidade. Tais memórias tentam responder à pergunta que o historiador português recupera do passado de sua própria família, e que primeiro foi formulada por sua bisavó: Agora, agora e mais agora?
Tavares oferece seis “memórias” do último milênio que, além de histórias divertidas, são uma compilação de pessoas de épocas variadas reagindo a desafios de seu tempo. Da Ásia Central ao Mediterrâneo, Tavares recupera um Iluminismo perdido no Oriente, passa pela Peste Negra e por Robinson Crusoé, até chegar na Declaração Universal dos Direitos Humanos. O repertório múltiplo e erudito de Tavares se oferece também como uma história alternativa da modernidade.

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Leitura- 451 n# 86

 

A 451 esta excessivamente inclusiva. Reservando nichos para  livros de minorias . Isto provoca claramente  uma mudança drástica nas críticas literárias onde este passou a ser um fator chave para se definir "boa " literatura . Similar ao que ocorre com comentaristas que evitam certas discussões para nao ser lacrados .Se não é do nicho não parece bom o suficiente . É como se fizéssemos uma leitura da Mâe de Gorki como se não fosse um livro apesar de bom  ,de uma grosseira propaganda política . Os leitores em sua maioria principalmente os amantes de livros sabem reconhecer e separar o joio do trigo. Hoje em dia graças as Redes Sociais qq pessoa eh : bom jogador de futebol , bom comentarista de qq coisa , bom conselheiro e por ai vai . Pobre mundo onde os medíocres - falando no conceito meramente estatístico -são os vencedores de tudo e se acham o máximo . Fico pensando o que os Paulo Francis e Paulo Roberto Pires que são intelectuais brilhantes pensam disto. Acho que eles nao tem mais espaço no mundo dos medíocres sem ofensa aos medíocres claro. Eu amo livros e leio em media uns 70 por ano .Confesso que nao tenho dialogo com a maioria de amigos que sequer leem os 120 caráteres do Twitter . Leio de tudo e de todos mas me afasto da propaganda politica 

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Leitura- Peitos e Ovos- Mieko Kawakami

 


Gosto bastante da antiga e nova literatura japonesa. Mieko é mais um boa escritora 



Resenha : Romance japonês narra questões femininas contemporâneas com sensibilidade e força.

Em um dia sufocante de verão, Makiko viaja de Osaka a Tóquio para visitar a irmã mais nova, Natsu, e a surpreende com a informação de que gostaria de aproveitar a oportunidade para fazer uma cirurgia de aumento dos seios. Acompanhada pela filha Midoriko, uma adolescente que há alguns meses só se comunica com a mãe por escrito, Makiko compartilha com a irmã a frustração que sente pelo comportamento da garota, desconhecendo o sofrimento pelo qual ela passa ao ser incapaz de verbalizar as pressões avassaladoras da puberdade. Sob o ponto de vista de Natsu, uma aspirante a escritora de trinta anos assombrada pelas dificuldades sofridas na juventude, desenrola-se a história dessas três mulheres reunidas em um bairro pobre de Tóquio. Ao longo dos poucos dias que passam juntas, o silêncio de Midoriko será um catalisador para que cada uma delas enfrente os próprios medos e dissabores.

Oito anos após a visita de Makiko e Midoriko, em mais um dia de verão intenso, Natsu — agora finalmente estabelecida como escritora e tendo desenvolvido algumas poucas amizades — faz o caminho inverso ao da primeira parte do livro e viaja de volta à cidade natal. Imersa em dúvidas e confrontando a ansiedade de envelhecer sozinha e sem filhos, em meio às opressões sociais que cercam a vida das mulheres no Japão, ela precisa decidir o que fazer para lidar com o desejo de ter filhos e assumir os rumos da própria vida.

Uma das escritoras contemporâneas mais aclamadas, Mieko Kawakami mistura criatividade estilística, humor ácido e profundidade emocional para contar uma história cujo cerne gira em torno da feminilidade contemporânea no Japão. Peitos e ovos narra a jornada íntima de três mulheres em busca de paz e de um futuro sobre o qual elas possam exercer algum controle.

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Leitura- Filosofia Medieval-Andres Martinez Lorca

 


Resolvi ler para conhecer os pensamentos dos principais filósofos medievais .

Resenha :A Filosofia Medieval constitui um dos períodos mais instigantes da história da filosofia. Abrange um milênio de pensamento. De Agostinho a Tomás de Aquino, inclui pensadores do Ocidente Latino, e também pensadores islâmicos e judeus, como Avicena e Maimônides. Os problemas filosóficos e o vigor do pensamento que esse longo período medieval abriga são valiosos. Os preconceitos caem quando se descobre a densidade da reflexão. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Leitura- Bobby Fisher ensina xadrez - Bobby Fisher

 

Excelente livro par quem quer aprender ou para revisar conceitos e técnicas do jogo .Por este livro aprendi a jogar razoavelmente .


Resenha : Aprenda a jogar xadrez do jeito Bobby Fischer com o método mais rápido, eficiente e agradável já criado. Quer você esteja apenas aprendendo o jogo ou procurando estratégias mais complexas, esses problemas e exercícios práticos ajudarão você a dominar a arte do xeque-mate. Este livro ensina por meio de um método de aprendizado programado: ele faz uma pergunta. Se você der a resposta certa, ele passa para a próxima pergunta. Se você der a resposta errada, ele explica por que a resposta está errada e pede para você voltar e tentar novamente. Graças à formatação exclusiva do livro, você trabalhará nos exercícios do lado direito, com a resposta correta escondida na próxima página. As páginas do lado esquerdo são impressas intencionalmente de cabeça para baixo; depois de chegar à última página, simplesmente vire o livro de cabeça para baixo e volte. Quando terminar, você não só será um jogador de xadrez muito melhor, como poderá até derrotar Bobby Fischer em seu próprio jogo!

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Leitura- O Turista Aprendiz - Mario de Andrade

 Depois de ler Macunaíma me interessou ler mais de Mario de Andrade. Eh um exercício de curiosidades brasileiras de um Brasil que nao se vê mais , infelizmente 




Resenha : O Turista Aprendiz'' é uma obra do escritor brasileiro Mário de Andrade, publicada em 1929. Neste livro, o autor propõe uma viagem pelo Brasil, explorando suas diversas regiões, costumes, tradições e manifestações culturais. Com um olhar atento e curioso, Mário de Andrade nos guia por um país rico em diversidade.

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Leitura- Mil e uma noites -Traduzido do árabe - Mamede Mustafá Jarouche

 


Um dos melhores livros já feitos pelo homem. Todos deveriam ler 




Resenha : Imaginemos um jogo entre pessoas cultas, em que cada participante eleja os dez maiores clássicos da literatura universal. Não importa o lugar, não importa a época, não importam as pessoas: o único título comum a todas essas listas será, necessariamente, o Livro das mil e uma noites. Embora seja uma obra essencialmente árabe, pelo espírito e pela língua, muita gente ainda parece obstinada em lhe apontar as “fontes”, que vão buscar na Índia ou na Pérsia antiga. Com isso, negam aos árabes o mérito de uma de suas maiores criações.

É curioso que esses mesmos sábios nunca tenham se preocupado em encontrar as fontes árabes de clássicos como o Decamerão, a Divina Comédia, o Poema de El-Cid, o Livro do Conde Lucanor e mesmo Robinson Crusoé — todos eles recheados de histórias, argumentos e ideias preexistentes na literatura árabe. É, como se percebe, uma discussão estéril. Mas houve mesmo um livro persa das Mil noites (que infelizmente se perdeu); e, antes dele, um livro árabe das Mil noites, de que nos resta um quase ilegível fragmento. Estão neles as mais antigas referências a uma célebre contadora de histórias — que adia, com sua arte, noite após noite, a própria morte. Falo, naturalmente, de Xerazade.

Não é dela, contudo, a primazia. Velhos contos beduínos, que circulavam séculos antes, narram casos de condenados à morte que se salvavam contando histórias extraordinárias. Há nisso uma teoria bem sutil: a de que a vida humana só é comutável com a ficção; que o homem é, portanto, sua própria narratividade. Mas é uma circunstância aparentemente fortuita que faz das Mil e uma noites o mais árabe dos livros. Na longa história da composição e transmissão da obra, houve um momento em que certo copista (e talvez também autor) decidiu mudar o título de Livro das mil noites para o das Mil e uma noites. Criou, talvez, o título dos títulos. Mas, o que teria vindo à mente do copista, para pôr uma noite a mais num livro que já tinha mil?

Desde os tempos pré-islâmicos, os árabes associam os múltiplos de dez à perfeição, à plenitude, a coisas que estão completas. E basta, como exemplo máximo, lembrar que Allah tem nada menos que cem nomes. O acréscimo da unidade a números como cem ou mil é, segundo o mesmo princípio, um signo do infinito. O Livro das mil e uma noites é, portanto, um título subversivo: se a perfeição divina pode estar contida no Alcorão, as Mil e uma noites são a tentativa de fazer a infinitude humana ser contida também num livro único.

Há muito tempo a comunidade de língua portuguesa — idioma que tanto deve ao árabe — merecia uma tradução digna da grandeza do livro. Mamede Mustafa Jarouche acaba de concluir essa proeza. Nosso tradutor pertence a uma classe de intelectuais cada vez mais raros: a dos que são capazes de ir a bibliotecas do outro lado do mundo para compulsar manuscritos; que não apenas conhecem um idioma, mas dominam sua história; que não apenas estudaram uma literatura, mas sabem cabalmente inseri-la no imenso âmbito da cultura universal.

Além de enriquecida com notas e apêndices que nos ajudam a compreender a gênese e os aspectos mais complexos do texto, esta tradução tem o mérito de recuperar todo o sabor do original, livrá-lo de todas as censuras, restituir sua sabedoria, sua licensiosidade e, principalmente, o seu bom-humor.

sábado, 21 de setembro de 2024

Leitura - 451 n# 85

 




Mais uma excelente 451 . Me interessei por Rui Tavares e seu Blog/livro : Agora , Agora e mais agora. Como sempre dica de PR

Leitura- Pedacinhos - Shintaro Kago

 


Realmente a criatividade e o inesperado fazem de usa obra algo surpreendente. Não eh para qq pessoa . Mas eh muito bom



Resenha : O grande nome do body horror japonês na DarkSide® Books

Uma série de assassinatos assusta os moradores da região do distrito de Setagaya, em Tokyo, onde são encontradas mulheres com os corpos divididos ao meio. O autor dos crimes, ainda não identificado, é apelidado de Maníaco Fatiador.

Pedacinhos se desenrola em meio a esses misteriosos assassinatos, alternando duas narrativas paralelas ― episódios ficcionais que se entrelaçam com a própria vida do mangaká. Uma delas é contada pela perspectiva de Kotaro, um garçom aficionado por filmes de terror, enquanto a outra apresenta Shintaro Kago, o próprio autor da história, que se incorpora à trama como um artista em meio a uma crise, buscando experimentar novos estilos de mangá.

Um dos principais autores japoneses de mangá ero guro ― gênero que enfatiza as dimensões eróticas e grotescas ―, Shintaro é também o grande representante do body horror oriental, quebrando tabus e se dissociando da realidade. Considerando a bagagem do autor, é com naturalidade que sua editora propõe a ele, dentro da narrativa, que desenhe um mangá inspirado nos casos de esquartejamento de mulheres perpetrados pelo Maníaco Fatiador.

Contudo, o que o mangaká busca é algo mais ousado: criar um mangá de mistério usando técnicas específicas que podem ser empregadas apenas em quadrinhos, a fim de abrir novos caminhos e surpreender o leitor. Partindo da autoficção, o personagem Shintaro Kago começa a analisar os principais aspectos e truques geralmente usados na literatura e em filmes de mistério e horror, como as obras de Agatha Christie e Dario Argento, estudando as possibilidades e limitações para o seu trabalho.

Enquanto isso, Kotaro e sua colega Fujioka conduzem investigações sobre os assassinatos em série, mas acabam envolvidos em eventos sinistros, e o caso toma um rumo ainda mais intrigante. Quando as duas narrativas se cruzam, todos os mistérios convergem para uma conclusão arrebatadora, como não poderia ser diferente numa obra do autor, marcada pela imprevisibilidade.

Não por acaso, Pedacinhos conquistou o 3º Prêmio Mundial Baka-misu, concedido a obras de mistério nas quais a ênfase está não só no suspense e na sua solução, mas sobretudo em proporcionar entretenimento por meio de tramas que desafiam a lógica, muitas vezes tendendo para o absurdo. Um livro para quem se encanta pelo mestre Junji Ito e pelos contos de Fragmentos de Horror .

O volume contém outros quatro contos: “O Homem que Retornou”, que retrata o dia a dia de um veterano de guerra com deficiência física e sua mulher; “Tremor”, em que as pessoas desenvolvem espasmos que não conseguem controlar; “Colapso”, sobre uma mulher atormentada por estranhas obsessões, e “Comichão”, que mostra como a sensação de desconforto pode ser relativa.

A singularidade desta obra está na habilidade do autor em mesclar o grotesco com o humor, brincando ao construir não apenas uma história de detetive, mas transformando a própria narrativa em um grande quebra-cabeça, onde não podemos confiar no que vemos. Sua abordagem, que não se limita ao bizarro, brutal e erótico e sempre procura inserir aspectos cômicos, não só tem forte influência de Monty Python, grupo britânico de humoristas que ganhou notoriedade fazendo sátiras e comédias de conteúdo surreal e absurdo, mas sobretudo de Yasutaka Tsutsui, escritor japonês de ficção científica conhecido pelo estilo nonsense e pelo aguçado senso de humor ácido.

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Leitura- A História do mundo em 100 objetos

 

784 páginas e 1,5 kg de peso não eh para qq um. Mas vale a pena o esforço físico para ler este livro . Excelente 



Resenha : Em 'A história do mundo em 100 objetos', viajamos de volta no tempo e cruzamos o globo terrestre para ver como o ser humano moldou o mundo e foi moldado por ele nos últimos dois milhões de anos. A obra conta a história da humanidade a partir de cem objetos escolhidos no acervo do museu, todos de diferentes momentos da nossa jornada. O historiador Neil MacGregor nos conduz pelos mais variados artefatos que o homem produziu, concebidos cuidadosamente para diversos usos. Apresentando desde as tabuletas de argila para escrever até o onipresente cartão de crédito da atualidade, este livro é um olhar inusitado e profundamente revelador sobre a nossa civilização.

Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

  Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido  RESENHA :  Com o inevitável e fatídico final do du...