sábado, 29 de fevereiro de 2020

Leitura- Uzumaki a Espiral do Horror


Mais um quadrinho recomendado de Junji Ito . Impressiona um pouco a abordagem do horror e da critica social : costumes , segregação , racismo e desigualdade 

Resenha: Acontecimentos grotescos começam a surgir em Kurôzu, a pequena localidade onde Kirie Goshima nasceu e cresceu. O vento sopra em curvas, folhas e ramos se enrolam e a fumaça expelida do crematório sobe desenhando redemoinhos funestos. Logo os humanos também são afetados pelo fenômeno helicoidal. Cabelos se revolvem em círculos, corpos se retorcem e pessoas se convertem em caracóis... Kirie tenta escapar da cidade para fugir da maldição da espiral...

Este clássico mangá de terror, que profetizou o clima claustrofóbico e a desigualdade da atual sociedade japonesa, é uma das principais obras do mestre do horror, Junji Ito.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Leitura- Pontos de Fuga



Creio que ja li todos os livros de Milton Hatoum. Acho  um dos melhores escritores brasileiros . Mas deste livro nao gostei muito. Achei excessivamente repetitivo e desprovido de  maior conteudo. Podia ter e metade do tamanho que tem que seria mais interessante
Resenha:
Segundo volume da trilogia de Milton Hatoum, que entrelaça o período da ditadura militar brasileira aos anos de formação de um grupo de jovens acossados pelo golpe e pelos sonhos de liberdade.
A empreitada literária O Lugar Mais Sombrio, trilogia que acompanha a formação sentimental, cultural e política do jovem Martim durante a ditadura militar brasileira, teve início com o romance A noite da espera (2017), que se desenrola nos anos 1960 na recém-construída capital do país. Neste segundo volume, o protagonista deixa Brasília e retorna a São Paulo, sua cidade, onde ingressa na faculdade de arquitetura da USP e passa a morar numa república de estudantes no bairro da Vila Madalena — um grupo que lhe trará novas vivências e grandes companheiros para a vida.
Agora distante do pai opressor e dos amigos de Brasília, e sobretudo afastado de Dinah, a atriz militante com quem sua relação ficou estremecida, ele acompanha o endurecimento do regime autoritário no país, ao mesmo tempo que experimenta as agruras e adversidades da vida adulta, sempre assombrado pela incógnita do desaparecimento de sua mãe.
Um dos maiores nomes da literatura brasileira contemporânea, Milton Hatoum volta a mostrar neste romance a força de seus personagens e a incrível capacidade de reencenar a história com sua ficção magistral.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Leitura- Black Hole


Esta Graphic Novel eh excelente e aterradora. Retrato  critica do  sociedade e juventude americana e de  um pequeno libelo da Aids - que similarmente -assustava e excluia -  nao apenas os adolescentes mas a sociedade gay . Muito bem desenhado e escrito. Altamente recomendado


Resenha:
Black Hole se passa nos arredores de Seattle, extremo noroeste dos Estados Unidos, em meados da década de 1970, quando uma praga inominável e traiçoeira se alastra entre os adolescentes locais através do contato sexual e parece não poupar ninguém. Ela se manifesta de maneira diferente em cada um dos infectados - enquanto alguns apresentam apenas manchas na pele, algo sutil e fácil de ocultar, outros se transformam em grotescas aberrações, vagas lembranças do que foram um dia. E uma vez que você foi contaminado, não há mais volta. Para estes seres monstruosos, não há alternativa além do auto-exílio em acampamentos precários, na floresta que circunda a região.

Conforme vamos nos familiarizando com os diversos protagonistas da história - garotos e garotas que foram infectados, outros que não foram e aqueles que estão prestes a ser -, o clima de horror, delírio e insanidade toma conta dos adolescentes. Black Hole apresenta um retrato soberbo e inquietante da alienação dos tempos colegiais, repleto de selvageria e crueldade e hormônios à flor da pele, que dialogam com a angústia, o tédio e as necessidades mais profundas de nossa própria aceitação que dominam essa época da vida.

Hipnótico e aterrador, a graphic novel que consagrou Charles Burns transcende seu gênero ao explorar com habilidade um momento cultural específico americano, quando não era mais bacana ser hippie, e David Bowie ainda era um pouco estranho para estes jovens, a liberdade sexual começava a se transformar em um pesadelo e a vida adulta cobrava o seu preço pelos traumas reais da infância - traumas da perda e da sensação de absurdo existencial.

Leitura - O Fio do Vento



Mais uma Graphic Novel recomendada. Na verdade eh um mini romance bem construido a partir de quadrinhos . Nao eh tão boa quanto BONE mas  recomendo.

Resenha:
“Camilo Solano está no caminho certo” diz Robert Crumb, “ele é muito atento para o mundo ao seu redor, luta para descobrir seu lugar nele, e está colocando tudo isso em alguns quadros em sequência, não é tão fácil quanto parece”. Uma das mais celebradas revelações do novo quadrinho brasileiro, Camilo Solano, apesar de jovem, já coleciona elogios, como este de Crumb, e também diversas indicações aos principais prêmios de livros e quadrinhos, como HQ Mix e o Jabuti. Agora, ele surge com Fio do Vento, um trabalho em que não se desvia de seu caminho tão próprio, mas no qual demonstra um grande amadurecimento como narrador e desenhista.

Fio do Vento flui como o assobio do vento, contando uma história de amizades: as velhas, as novas, as recauchutadas, as amizades que se manifestam na forma de eternas discussões e, principalmente, a amizade entre pais e filhos.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Leitura -Bone


Não foi a toa que Bone ganhou tantos premios . Uma estoria muito criativa, humana e divertida. Um dos melhores quadrinhos que já  li.

Resenha:
Um dos mais cultuados quadrinhos de todos os tempos, "Bone" foi publicado em 25 países, vendeu milhões de exemplares e ganhou dezenas de prêmios. A grande aventura vai começar. Expulsos da cidade de Boneville, os primos Fone, Phoney e Smiley se veem perdidos num enorme deserto. Eles acabam chegando ao Vale, uma região misteriosa e repleta de criaturas fantásticas. Ao lado da garota Espinho, da vovó Ben e do Grande Dragão Vermelho, os primos se verão embrenhados em um conflito entre os cidadãos de Vale e um exército de ratazanas liderado pelo temível Kingdok. Ao mesmo tempo, forças infinitamente mais tenebrosas parecem ressurgir das sombras e uma grande guerra se anuncia no horizonte. Esta edição reúne os três primeiros volumes da saga vencedora de dez prêmios Eisner e onze prêmios Harvey.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Leitura- Verifique se o mesmo


Este livro recebeu resenhas elogiosas em 2019 e foi considerado um dos melhores do ano.  Elaborado  a partir de ensaios do autor para apresentações de mostras em centros culturais e exposições e artigos para jornais e revistas , apresenta alguns ensaios muito bons e outros muito chatos com uma exagerada verborragia estética . Mas da para ler 

Resenha:
Ensaios que trazem uma visão original e poderosa sobre a cultura brasileira. Literatura, artes plásticas, cinema, futebol, canção popular. São muitos os temas de interesse de Nuno Ramos, mas uma obsessão é comum a todos os textos: O Brasil. Por trás de ensaios sobre tunga, Caetano Veloso e Glauber Rocha, há uma interpretação complexa e vertiginosa do país. Capaz de condensar reflexões de alto grau de abstração, referências diversas da cultura popular e voz autoral numa prosa cristalina e jamais previsível, Nuno deixa claro neste livro que além de grande artista e ficcionista de mão cheia, é também um dos maiores ensaístas atuais.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Leitura-Graphic Novel - Fragmentos do Horror

Pretendo retomar leituras de Graphic Novels . Meu critério sao de estorias sempre premiadas ou altamente recomendadas .Ja tenho uma lista e irei lendo e postando em breve
Esta de Junji Ito eh muito legal e criativa . A leitura eh de tras para frente , exige costume pois parece arabe . Mas as estorias de terror sao muito bacanas e criativas . Vale a leitura

Resenha:
Kowai! É assim que se diz "assustador" em japonês. E poucas coisas podem ser mais kowai do que um mangá assinado por Junji Ito. Mestre do terror em quadrinhos, Ito combina o surrealismo e o escatológico em suas histórias. O resultado é sempre bizarro, mas ainda assim — ou quem sabe até por isso mesmo — belo.
FRAGMENTOS DO HORROR é uma coleção de histórias curtas, perfeitas para quem quer experimentar o que essa mente tão delirante é capaz de produzir. Ito-san oferece ao leitor nove encontros com o desconhecido. Cada quadrinho pode ser fatal, 
Entre as histórias da coletânea, temos uma mansão velha de madeira que gira sobre seus habitantes. Uma turma de dissecação com um assunto nada comum. Um funeral em que os mortos definitivamente não são postos para descansar. Variando do aterrorizante ao cômico, do erótico para o repugnante, essas histórias apresentam o retorno de Junji Ito há muito aguardado para o mundo do horror.


Leitura- Metropole a Beira -Mar

Sempre bom ler livros de Ruy Castro. Principalmente sobre o Rio e nossa história. Bem documentado e detalhista o livros nos mostra um pouco de uma epoca que ainda erramos uma potencia . Porem como sempre , muito focado no Rio e mostrando como o Pais funcionava .A partir do umbigo na nação e um Pais ainda altamente conservador


Resenha:
O que aconteceu no Rio entre o carnaval de 1919 e a Revolução de 30?Tudo.
Uma cidade em convulsão na imprensa, na literatura, na música popular, na ópera, no teatro, nas artes plásticas, no cinema, na caricatura, na praia, na ciência, na arquitetura, no futebol, na luta das mulheres, nos costumes, no sexo e nas drogas. Se o Brasil dos anos 20 ainda engatinhava rumo à modernização, o Rio de Janeiro tinha vida própria e já era sinônimo de arrojo e vanguarda.
É essa capital fer
vilhante o cenário e a protagonista do novo livro de Ruy Castro.
Em Metrópole à beira-mar, um de nossos maiores biógrafos faz uma saborosa reconstituição histórica dos anos loucos cariocas, entrelaçando eventos políticos e culturais à trajetória dos personagens — os lembrados e os esquecidos —, que fizeram e mudaram a história.
Quem fez o Rio dos anos 20:
Adalgisa Nery ◦ Adhemar Gonzaga ◦ Agrippino Grieco ◦ Alvaro Moreyra ◦ Aracy Cortes ◦ Benjamin Costallat ◦ Bertha Lutz ◦ Bidu Sayão ◦ Carlos Chagas ◦ Carmen Miranda ◦ Cecilia Meirelles ◦ Di Cavalcanti ◦ Elsie Houston ◦ Eugenia Alvaro Moreyra ◦ Francisco Alves ◦ Gilka Machado ◦ Ismael Nery ◦ Ismael Silva ◦ J. Carlos ◦ Jayme Ovalle ◦ João do Rio ◦ Laurinda Santos Lôbo ◦ Lima Barreto ◦ Manuel Bandeira ◦ Mario Reis ◦ Murilo Mendes ◦ Orestes Barbosa ◦ Oswaldo Goeldi ◦ Patrocinio Filho ◦ Pixinguinha ◦ Procopio Ferreira ◦ Ronald de Carvalho ◦ Roquette-Pinto ◦ Sinhô ◦ Théo-Filho ◦ Vera Janacopoulous ◦ Villa-Lobos

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Leitura-Outras Mentes

Muito legal  conhecer um pouco da formação das mentes dos animais . Este livro aborda como foram desenvolvidas estas mentes e como funcionam . Mostra que polvos são quase alienígenas comparados a nós humanos.Dois pontos  curiosos que achei na leitura foram   o aspecto da consciencia e como o cerebro se desenvolveu ao longo de bilhoes de anos .Bacana  a leitura



Resenha: 
Combinando história natural e filosofia, Peter Godfrey-Smith conta uma nova história da consciência e traz ao centro do debate um dos mais fascinantes membros do reino animal: o polvo. Embora os mamíferos e as aves sejam considerados as criaturas mais inteligentes da Terra, tem se tornado cada vez mais claro que um ramo muito distante da árvore da vida também gerou uma inteligência superior: os cefalópodes, grupo do qual fazem parte os polvos. Sabemos que em cativeiro eles identificam pessoas, atacam tanques vizinhos para roubar comida, tapam drenos e realizam fugas ousadas. Em Outras mentes, Peter Godfrey-Smith, filósofo da ciência e mergulhador, mostra como organismos primitivos no oceano se tornaram complexos e adquiriram a inteligência necessária para sobreviver. Como o polvo, uma criatura solitária com pouca vida social, se tornou tão inteligente? Comparando os seres humanos com nossos notáveis parentes animais, o autor lança uma nova e crucial luz sobre a mente dos polvos – e, por consequência, da nossa própria consciência.

domingo, 26 de janeiro de 2020

Leitura -Marron e Amarelo

1o livro que leio de Paulo Scott. Li pelos elogios e por  ser considerado um dos melhores de 2020 . Paulo eh um excelente escritor e constrói uma trama social sobre o racismo .A abordagem  busca mostrar todos os pontos da questão daqueles  que sofrem do mal na própria carne. Gostei muito do livro e li de uma só tacada

Resenha:
Um romance impactante, sem paralelos na literatura contemporânea, sobre dois irmãos marcados pela discriminação racial no Brasil.
Os irmãos Federico e Lourenço são muito diferentes. Federico, um ano mais velho, é grande, calado e carrega uma raiva latente. Lourenço é bonito, joga basquete e é “muito gente boa”. Federico é claro, “de cabelo lambido”. Lourenço é preto. Filhos de pai preto, célebre diretor-geral do instituto de perícia do Rio Grande do Sul, eles crescem sob a pressão da discriminação racial. Lourenço tenta enfrentá-la com naturalidade, e Federico se torna um incansável ativista das questões raciais.
Federico, o narrador desta história, foi moldado na violência dos subúrbios de Porto Alegre. Carrega uma dor que vem da incompletude nas relações amorosas e, sobretudo, dos enfrentamentos raciais em que não conseguiu se posicionar como achava que deveria.
Agora, com 49 anos, é chamado para uma comissão em Brasília, instituída pelo novo governo, para discutir o preenchimento das cotas raciais nas universidades. Em meio a debates tensos e burocracias absurdas, ele se recorda de eventos traumáticos da infância e da juventude. E as lembranças, agora, voltam para acossá-lo.
Marrom e amarelo é um livro que retrata diferentes aspectos de um Brasil distópico, conflagrado, da inércia do comando político à crônica tensão racial de toda a sociedade. É um romance preciso, que nos faz mergulhar nos abismos expostos do país."

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Leitura-Torto Arado


Um dos melhores livros da literatura nacional que li nos últimos anos. O livro tem uma falha que o tornaria quase perfeito:  o narrador não usa a linguagem que deveria ser daquelas pessoas simples do interior , mas sim usa uma linguagem mais rebuscada. Porém esta pequena falha não interfere na estoria de nosso povo mais simples :sempre explorado e escravizado ate os dias de hoje

Resenha:
Um texto épico e lírico, realista e mágico que revela, para além de sua trama, um poderoso elemento de insubordinação social. Nas profundezas do sertão baiano, as irmãs Bibiana e Belonísia encontram uma velha e misteriosa faca na mala guardada sob a cama da avó. Ocorre então um acidente. E para sempre suas vidas estarão ligadas - a ponto de uma precisar ser a voz da outra. Numa trama conduzida com maestria e com uma prosa melodiosa, o romance conta uma história de vida e morte, de combate e redenção.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Leitura- Memorias da Plantação

Este livro , considerando as novas formas de abordagem do racismo , eh um verdadeiro soco naqueles que não são negros. Mostra todos os tipos de discurso raciais e de gênero  e suas formas sutis que foram incorporadas na cultura e na linguagem .Leitura oportuna e importante. 


Resenha:
Memórias da Plantação é uma compilação de episódios cotidianos de racismo, escritos sob a forma de pequenas histórias psicanalíticas. Das políticas de espaço e exclusão às políticas do corpo e do cabelo, passando pelos insultos raciais, Grada Kilomba desmonta, de modo incisivo, a normalidade do racismo, expondo a violência e o trauma de se ser colocada/o como Outra/o. Publicado originalmente em inglês, em 2008, Memórias da Plantação tornou-se uma importante contribuição para o discurso acadêmico internacional. Obra interdisciplinar, que combina teoria pós-colonial, estudos da branquitude, psicanálise, estudos de gênero, feminismo negro e narrativa poética, esta é uma reflexão essencial e inovadora para as práticas descoloniais.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Leitura- Engenheiros do Caos

Excelente livro que explica como funciona o mundo das fakenews. Explorando Big Data, Estatísticas , Redes Sociais e Marketing estes engenheiros manipulam a Democracia a seu favor explorando as técnicas dos meios acima para direcionar as pessoas para suas ideias. Na verdade estão matando a Democracia , pois exploram as deficiências das pessoas que se usam das Redes Sociais para seu interesse particular como se vendessem produtos usando métodos sofisticados e direcionados para pessoas e grupos específicos singularizando as informações




Resenha:
“Uma mentira pode dar a volta ao mundo no mesmo tempo que a verdade leva para calçar seus sapatos.”
Mark Twain
Aos olhos dos seus eleitores, as *deficiências* dos líderes populistas se transformam em qualidades, sua inexperiência demonstra que não pertencem ao círculo da “velha política”, e sua incompetência é uma garantia da sua autenticidade. As tensões que causam em nível internacional são vistas como mostras de sua independência, e as fakeNews, marca inequívoca de sua propaganda, evidenciam sua liberdade de pensamento.
No mundo de Donald Trump, Boris Johnson, Matteo Salvini e Jair Bolsonaro, cada dia traz sua própria gafe, sua própria polêmica, seu próprio golpe brilhante. No entanto, por trás das manifestações desenfreadas do carnaval populista, está o trabalho árduo de ideólogos e, cada vez mais, de cientistas e especialistas do Big Data, sem os quais esses líderes nunca teriam chegado ao poder.
É o retrato desses engenheiros do caos que Giuliano da Empoli nos apresenta, através de uma investigação ampla e contundente que vai muito além do caso Cambridge Analytica e remonta ao início dos anos 2000, quando o movimento populista global, hoje em pleno curso, dava seus primeiros passos na Itália.
O resultado é uma galeria de personagens variados, quase todos desconhecidos do público em geral, mas que vêm mudando as regras do jogo político e a face das nossas sociedades.

sábado, 11 de janeiro de 2020

Leitura- Idéias para adiar o fim do mundo

Um livro para repensar a vida. Aílton pergunta que  Terra  queremos entregar para nossos filhos netos e bisnetos. Chama a atenção para a Terra construída  pelos colonizadores  no século XV .Que terra eh esta hoje ? Uma terra onde o homem caminha para sua extinção .Um Mundo construído com bases completamente desprovidas de respeito pela Natureza e pela exploração do Homem pelo Homem
Um excelente livrinho

Resenha:

Uma parábola sobre os tempos atuais, por um de nossos maiores pensadores indígenas.
Aílton Krenak nasceu na região do vale do rio Doce, um lugar cuja ecologia se encontra profundamente afetada pela atividade de extração mineira. Neste livro, o líder indígena critica a ideia de humanidade como algo separado da natureza, uma “humanidade que não reconhece que aquele rio que está em coma é também o nosso avô”.
Essa premissa estaria na origem do desastre socioambiental de nossa era, o chamado Antropoceno. Daí que a resistência indígena se dê pela não aceitação da ideia de que somos todos iguais. Somente o reconhecimento da diversidade e a recusa da ideia do humano como superior aos demais seres podem ressignificar nossas existências e refrear nossa marcha insensata em direção ao abismo.
“Nosso tempo é especialista em produzir ausências: do sentido de viver em sociedade, do próprio sentido da experiência da vida. Isso gera uma intolerância muito grande com relação a quem ainda é capaz de experimentar o prazer de estar vivo, de dançar e de cantar. E está cheio de pequenas constelações de gente espalhada pelo mundo que dança, canta e faz chover. [...] Minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história.”
Desde seu inesquecível discurso na Assembleia Constituinte, em 1987, quando pintou o rosto com a tinta preta do jenipapo para protestar contra o retrocesso na luta pelos direitos indígenas, Krenak se destaca como um dos mais originais e importantes pensadores brasileiros. Ouvi-lo é mais urgente do que nunca.
Ideias para adiar o fim do mundo é uma adaptação de duas conferências e uma entrevista realizadas em Portugal, entre 2017 e 2019.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Leitura- A Literatura Nazista na América


Com Bolano não tem erro. A meu ver o maior escritor da Literatura Latino Americana dos últimos 100 anos. Sua construção literária eh impecável construindo com maestria personagens e estorias maravilhosas. quem nos fazem viajar na sua escrita
Resenha:
Este livro é, nas palavras do autor, “uma antologia vagamente enciclopédica da literatura nazista produzida na América entre 1930 e 2010”. Com a publicação desta coletânea de escritores fictícios e infames, Roberto Bolano chamou pela primeira vez a atenção da crítica, que o saudou por sua “originalidade e imaginação brilhante”.
Organizada como uma antologia de escritores simpáticos ao horror, esta engenhosa obra compila perfis dedicados à vida e aos livros de autores de um cânone fictício e delirante. Ao antecipar todas as temáticas que viriam a ser recorrentes na obra do autor, A literatura nazista na América é um livro-chave e cada vez mais atual na sua reflexão sobre o mal e a violência. As vidas imaginárias perfiladas neste livro — que pode ser lido como um volume de contos, mas, principalmente, como um romance, como queria seu autor — irão se converter numa paródia sombria (e atual) da história real da literatura e da política do continente.
“Neste livro, Bolano radicaliza seu projeto de tirar a literatura do pedestal e mostrar como ela é também cúmplice da barbárie. O nazifascismo não morreu: sua ideologia persiste difusa em toda cultura.” — Antônio Xerxenesky
“O autor chileno escancara a debilidade e hipocrisia de nossas sociedades letradas quando se trata de sua relação com o poder.” — Edmundo Paz Soldán
“Na obra de Bolano, a literatura é uma compulsão indigna e não particularmente agradável, como fumar.” — N+1
“Sua maneira de construir textos ao mesmo tempo desconcertantes, brilhantes e infinitamente próximos é uma forma de resistir ao mal, à adversidade, à mediocridade.” — Le Monde

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Leitura- Sobre os ossos dos mortos


Excelente esta história policial de Olga Tokarczuk. Aborda a novela policial  de forma pouco convencional trazendo uma nova forma de abordagem. Quase como um romance convencional. 

Resenha: 
A aclamada autora mistura thriller e humor nesta reflexão sobre a condição humana e a natureza.
Vencedor do NOBEL DE LITERATURA.
Vencedor do MAN BOOKER INTERNATIONAL PRIZE 2018.
Subversivo, macabro e discutindo temas como mundo natural e civilização, este livro parte de uma história de crime e investigação convencional para se converter numa espécie de suspense existencial. “Uma das grandes vozes humanistas da Europa”, segundo o jornal The Guardian, Olga Tokarczuk oferece um romance instigante sobre temas como loucura, injustiça e direitos dos animais.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Leitura- O Vermelho e o Negro


Esta era uma falha de minhas leituras. Não conhecia a história do meu clube de coração .O Mengão ! Agora eh possível entender de onde vem a mistica e as raízes da Nação Rubro-Negra. Como eh uma edição de 2001 não tem as glorias ate 2019 que aumentaram bastante e muito as nossas glórias



Resenha: 
Sua camisa vermelha e preta viaja de canoa pelos igarapés, galopa pelas coxilhas, caminha pelos sertões, colore todas as praias, está nos barracos e nas coberturas. Suas cores vestem homens e mulheres, famosos e anônimos, pobres e ricos, idosos e crianças, feios e bonitos. Quem é? Leva o prêmio quem disser Flamengo.

É o clube de maior torcida do Brasil e — por que ser modesto? — do mundo. Com seus quase 40 milhões de adeptos, chega perto da população inteira da Espanha. E, apesar de cobrir todo o território, é surpreendentemente una. (Como se explica que um rubro-negro do Acre ou de Caxias do Sul reaja exatamente como um rubro-negro do Leblon?) No dia em que se estudar a fundo a integração nacional à luz da modernidade, vai-se descobrir que, além do Flamengo, talvez só a Igreja Católica e o jogo do bicho sejam tão abrangentes. Não por acaso, as três instituições se alimentam da mesma matéria-prima: a fé.

O vermelho e o negro (originalmente editado pela DBA, em 2001) é uma narrativa ágil, alegre e informativa da (mais que centenária) trajetória do Flamengo, por um escritor de pele decididamente rubro-negra: Ruy Castro. Sim, é o livro de um torcedor do Flamengo. Mas para ser lido também pelos torcedores dos times adversários e até pelos que não torcem por time nenhum — e que, depois disso, talvez entendam melhor a magia que o futebol desperta.

domingo, 22 de dezembro de 2019

Leitura- Valsa Brasileira


Excelente livro da economista Laura Carvalho. Um brilhante resumo da economia Brasileira dos anos do PT e Temer no governo apontando erros e acertos de forma clara e objetiva com vários dados para corroborar as teses. As propostas para economia também são muito boas mostrando que algumas delas não são mais objeto apenas da esquerda e que , esperemos , a redução da desigualdade seja  um projeto para o Brasil


 Resenha: Entre 2006 e 2017, a economia brasileira viveu numa montanha russa. Do segundo mandato de Lula ao impeachment de Dilma Rousseff, o país passou por alguns dos anos de maior prosperidade de sua história, mas também viveu uma crise sem precedentes. O que aconteceu? Este livro sugere uma resposta. Segundo a autora, os obstáculos para a continuidade do crescimento inclusivo de 2006 e 2010 eram superáveis, mas optou-se por fazer deles pretexto para uma malsucedida mudança de rumo. Laura Carvalho não se limita ao diagnóstico, e propõe uma nova agenda, partindo do princípio de que o aprofundamento da democracia cabe, sim, no orçamento. A tese é simples: uma agenda para todos, que não tema os investimentos públicos nem o Estado de bem-estar social. É com esse espírito polêmico e propositivo que Laura Carvalho dá sua contribuição no momento em que, chacoalhado por convulsões políticas, o Brasil está na encruzilhada do futuro.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Leitura-Cumbe


Vou retomar a leitura de graphic novels pois algumas tem sido muito recomendadas . Esta em particular ganhou muitos prêmios e foi traduzida para vários países do mundo. Excelente

Resenha: 
Em Cumbe, Marcelo D’Salete retrata de forma inovadora a luta dos negros no Brasil colonial contra a escravidão. O livro traz histórias em quadrinhos emocionantes, protagonizadas por escravizados, mostrando a resistência contra a violência das senzalas brasileiras. Cumbe, a palavra banto que dá nome à obra, é rica em sentidos: é o Sol, o dia, a luz, o fogo e a maneira de compreender a vida e o mundo. Também é um sinônimo de quilombo. Esta segunda edição traz novo posfácio do autor e desenhos inéditos.

domingo, 15 de dezembro de 2019

Leitura- Luiza Mahin


Muito fraco este livro que descreve a revolta dos Males e parte da vida de Luiza Mahin uma das heroínas do Brasil. O autor escreve mas força demais a barra nos diálogos e imagens . Uma literatura de 2a categoria mais aos estilo de estudantes secundários . O assunto ótimo mas a escrita péssima
Resenha:
Em janeiro de 1835, quase mil escravos, todos vestidos de branco e com armas nas mãos, tomaram a cidade de Salvador por um dia com o objetivo de libertar os escravos e criar um Estado Islâmico no Brasil. E entre eles havia uma mulher: uma guerreira negra, linda e sensual, de nome Luiza Mahin. Esse livro conta sua luta e seus amores e a saga dos negros que se rebelaram em nome da liberdade. Luiza Mahin é um símbolo da emancipação das mulheres e traz no sangue a sensualidade das heroínas de Jorge Amado e a força das dezenas de negras que morreram lutando pela liberdade.

Leitura- O Bebedor de vinho de Palma- Amos Tutuola

RESENHA : Tido pela revista Time como um dos 100 melhores livros de literatura fantástica de todos os tempos, O bebedor de vinho de palma e ...