segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Leitura - Kyoto - Yasunari Kawabata


Ler novamente Kawabata é  como sair do mundo e entrar num universo paralelo de doçura suavidade e beleza . 


Resenha : Ambientado no período pós-guerra, o livro narra a trajetória de Chieko, filha adotiva de Takichiro, um comerciante de quimonos, e de sua esposa, Shige. Chieko é uma jovem que trabalha na loja da família e a vê em processo de falência, assim como vários outros pontos comerciais da antiga capital japonesa, em razão de mudanças nos valores culturais, agora fortemente influenciados pelo Ocidente. Durante um passeio pela aldeia de Kitayama, região montanhosa na periferia de Kyoto onde são cultivados cedros, Chieko acidentalmente conhece sua irmã gêmea, Naeko. Separadas ainda quando bebês, criadas em ambientes hierarquicamente distantes entre si, as irmãs agora tentam se aproximar, e se deparam com a inevitabilidade do destino, o afloramento da sexualidade e o surpreendente curso do acaso.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Leitura - Os Supridores - José Falero




Apesar dos elogios de resenhas não achei um autor tão especial assim. É um bom autor mas a estória me parece um pouco inverossível e até um pouco simplória na forma como aborda as relações dos protagonistas com os traficantes . 



Resenha : Com este seu primeiro romance, José Falero já se apresenta como um dos nomes mais relevantes da nova literatura brasileira. Ao criar um narrador culto e perspicaz — que contrasta com o dialeto a um só tempo urbano e filosófico da periferia —, o autor mostra seu talento incomum, fazendo uma verdadeira arqueologia da pobreza. Falero nos leva direto ao supermercado Fênix, na região central de Porto Alegre. É ali que trabalham Pedro e Marques, dupla que aos poucos veste a carapuça de um Dom Quixote e de um Sancho Pança amotinados. Moradores de "vila" (a favela no Sul), eles invertem o jogo mesmo que as consequências sejam graves. "Preciso dar um jeito de experimentar as coisa que faz a existência valer a pena, e não vai ser trabalhando que eu vou conseguir isso." Os dois conhecem pessoas que traficam na periferia onde moram, por isso insistem em se manter na legalidade. Mas, diante de uma "seca" de maconha devido ao desinteresse dos traficantes em comercializá-la, e já cansados da exploração do trabalho, os dois amigos decidem entrar para o tráfico. É a única opção para melhorar de vida. E também uma recusa à desumanização do trabalho assalariado. Uma recusa a todo o processo de exploração.

domingo, 10 de novembro de 2024

Leitura-Misericórdia - Lídia Jorge

 Muito bom romance. Nada como se basear em diários de pessoas comuns para sair excelentes livros . Armadilha para Lamartine é outro exemplo .




Resenha :

Grande Prêmio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores 2022
Prêmio Transfuge de Melhor Livro Lusófono 2023
Prêmio de Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues 2023
Prêmio Eduardo Lourenço 2023
Prêmio PEN Clube Português de Narrativa 2023
Prêmio Literário Fernando Namora 2023
Prêmio Médicis Étranger 2023

Um hino à empatia e ao que nos faz humanos, um relato a um só tempo doce, brutal, irônico e amável sobre a vida que se vive até o fim. Inesquecível.

Residente de um lar para idosos, uma mulher registra, em um pequeno gravador de voz, o diário de seu último ano de vida. Sua filha, autora deste romance, transcreve essa memória, atribuindo-lhe força literária na forma de um condensado de incrível vitalidade, ironia, revolta e fé na vida.

A história se passa no Hotel Paraíso, e a conhecemos por meio do olhar de Maria Alberta Nunes Amado, a dona Alberti, figura extraordinária, de complexidade notável, que narra os principais acontecimentos do local: as visitas, quem chega para ficar, quem parte (e quem tenta fugir), a convivência com as amigas mais próximas, com outros moradores e cuidadores - tudo permeado por sua curiosidade inesgotável, por sua pulsão de vida e pela força de sua mente, na contramão do corpo que, às vezes, insiste em fraquejar.

Acompanham Maria Alberta personagens que desfazem qualquer ideia maniqueísta que se possa ter sobre lares como esse e seus habitantes, pessoas demasiado humanas em suas contradições, vivências, medos e anseios, gente que, mesmo com pouco futuro pela frente, ainda sonha.

Imersos no Hotel Paraíso, somos impelidos a refletir sobre a condição humana em tempos incertos, sobre a velhice, os momentos fugazes da velhice e seus becos sem saída. Misericórdia é, entre tantas outras coisas, um diálogo entre a força e a fragilidade, o que se vive e o que se escreve, o que se sabe e o que se intui.

domingo, 3 de novembro de 2024

Leitura- Agora , Agora e mais Agora - Rui Tavares

 

Um dos livros mais instigantes e brilhantes que li nos últimos ano. Nada como um livro que nos faz repensar os conceitos e passar a enxergar o mundo a partir de novas ideias. 


Resenha : Historiador irrequieto, ensaísta brilhante e fundador de um partido político em Portugal, Rui Tavares se mostrou um irresistível podcaster com Agora, agora e mais agora, programa produzido pelo jornal Público durante a pandemia da Covid-19 e que será lançado em 2024 em livro homônimo pela Tinta-da-China Brasil.

A “densidade informativa e a qualidade literária” do podcast, destacadas por uma crítica da Folha de S.Paulo, estão igualmente presentes na narrativa de Tavares. Agora, agora e mais agora percorre a história das ideias, social, cultural e política, tratando de temas como o fanatismo contra a filosofia, a globalização e a soberania, o ódio e a fraternidade, a imigração e os refugiados.

Tavares oferece seis “memórias” do último milênio que, além de histórias divertidas, são uma compilação de pessoas de épocas variadas reagindo a desafios de seu tempo. O repertório múltiplo e erudito de Tavares se oferece também como uma história alternativa da modernidade. Tais memórias tentam responder à pergunta que o historiador português recupera do passado de sua própria família, e que primeiro foi formulada por sua bisavó: Agora, agora e mais agora?
Tavares oferece seis “memórias” do último milênio que, além de histórias divertidas, são uma compilação de pessoas de épocas variadas reagindo a desafios de seu tempo. Da Ásia Central ao Mediterrâneo, Tavares recupera um Iluminismo perdido no Oriente, passa pela Peste Negra e por Robinson Crusoé, até chegar na Declaração Universal dos Direitos Humanos. O repertório múltiplo e erudito de Tavares se oferece também como uma história alternativa da modernidade.

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Leitura- 451 n# 86

 

A 451 esta excessivamente inclusiva. Reservando nichos para  livros de minorias . Isto provoca claramente  uma mudança drástica nas críticas literárias onde este passou a ser um fator chave para se definir "boa " literatura . Similar ao que ocorre com comentaristas que evitam certas discussões para nao ser lacrados .Se não é do nicho não parece bom o suficiente . É como se fizéssemos uma leitura da Mâe de Gorki como se não fosse um livro apesar de bom  ,de uma grosseira propaganda política . Os leitores em sua maioria principalmente os amantes de livros sabem reconhecer e separar o joio do trigo. Hoje em dia graças as Redes Sociais qq pessoa eh : bom jogador de futebol , bom comentarista de qq coisa , bom conselheiro e por ai vai . Pobre mundo onde os medíocres - falando no conceito meramente estatístico -são os vencedores de tudo e se acham o máximo . Fico pensando o que os Paulo Francis e Paulo Roberto Pires que são intelectuais brilhantes pensam disto. Acho que eles nao tem mais espaço no mundo dos medíocres sem ofensa aos medíocres claro. Eu amo livros e leio em media uns 70 por ano .Confesso que nao tenho dialogo com a maioria de amigos que sequer leem os 120 caráteres do Twitter . Leio de tudo e de todos mas me afasto da propaganda politica 

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Leitura- Peitos e Ovos- Mieko Kawakami

 


Gosto bastante da antiga e nova literatura japonesa. Mieko é mais um boa escritora 



Resenha : Romance japonês narra questões femininas contemporâneas com sensibilidade e força.

Em um dia sufocante de verão, Makiko viaja de Osaka a Tóquio para visitar a irmã mais nova, Natsu, e a surpreende com a informação de que gostaria de aproveitar a oportunidade para fazer uma cirurgia de aumento dos seios. Acompanhada pela filha Midoriko, uma adolescente que há alguns meses só se comunica com a mãe por escrito, Makiko compartilha com a irmã a frustração que sente pelo comportamento da garota, desconhecendo o sofrimento pelo qual ela passa ao ser incapaz de verbalizar as pressões avassaladoras da puberdade. Sob o ponto de vista de Natsu, uma aspirante a escritora de trinta anos assombrada pelas dificuldades sofridas na juventude, desenrola-se a história dessas três mulheres reunidas em um bairro pobre de Tóquio. Ao longo dos poucos dias que passam juntas, o silêncio de Midoriko será um catalisador para que cada uma delas enfrente os próprios medos e dissabores.

Oito anos após a visita de Makiko e Midoriko, em mais um dia de verão intenso, Natsu — agora finalmente estabelecida como escritora e tendo desenvolvido algumas poucas amizades — faz o caminho inverso ao da primeira parte do livro e viaja de volta à cidade natal. Imersa em dúvidas e confrontando a ansiedade de envelhecer sozinha e sem filhos, em meio às opressões sociais que cercam a vida das mulheres no Japão, ela precisa decidir o que fazer para lidar com o desejo de ter filhos e assumir os rumos da própria vida.

Uma das escritoras contemporâneas mais aclamadas, Mieko Kawakami mistura criatividade estilística, humor ácido e profundidade emocional para contar uma história cujo cerne gira em torno da feminilidade contemporânea no Japão. Peitos e ovos narra a jornada íntima de três mulheres em busca de paz e de um futuro sobre o qual elas possam exercer algum controle.

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Leitura- Filosofia Medieval-Andres Martinez Lorca

 


Resolvi ler para conhecer os pensamentos dos principais filósofos medievais .

Resenha :A Filosofia Medieval constitui um dos períodos mais instigantes da história da filosofia. Abrange um milênio de pensamento. De Agostinho a Tomás de Aquino, inclui pensadores do Ocidente Latino, e também pensadores islâmicos e judeus, como Avicena e Maimônides. Os problemas filosóficos e o vigor do pensamento que esse longo período medieval abriga são valiosos. Os preconceitos caem quando se descobre a densidade da reflexão. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Leitura- Bobby Fisher ensina xadrez - Bobby Fisher

 

Excelente livro par quem quer aprender ou para revisar conceitos e técnicas do jogo .Por este livro aprendi a jogar razoavelmente .


Resenha : Aprenda a jogar xadrez do jeito Bobby Fischer com o método mais rápido, eficiente e agradável já criado. Quer você esteja apenas aprendendo o jogo ou procurando estratégias mais complexas, esses problemas e exercícios práticos ajudarão você a dominar a arte do xeque-mate. Este livro ensina por meio de um método de aprendizado programado: ele faz uma pergunta. Se você der a resposta certa, ele passa para a próxima pergunta. Se você der a resposta errada, ele explica por que a resposta está errada e pede para você voltar e tentar novamente. Graças à formatação exclusiva do livro, você trabalhará nos exercícios do lado direito, com a resposta correta escondida na próxima página. As páginas do lado esquerdo são impressas intencionalmente de cabeça para baixo; depois de chegar à última página, simplesmente vire o livro de cabeça para baixo e volte. Quando terminar, você não só será um jogador de xadrez muito melhor, como poderá até derrotar Bobby Fischer em seu próprio jogo!

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Leitura- O Turista Aprendiz - Mario de Andrade

 Depois de ler Macunaíma me interessou ler mais de Mario de Andrade. Eh um exercício de curiosidades brasileiras de um Brasil que nao se vê mais , infelizmente 




Resenha : O Turista Aprendiz'' é uma obra do escritor brasileiro Mário de Andrade, publicada em 1929. Neste livro, o autor propõe uma viagem pelo Brasil, explorando suas diversas regiões, costumes, tradições e manifestações culturais. Com um olhar atento e curioso, Mário de Andrade nos guia por um país rico em diversidade.

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Leitura- Mil e uma noites -Traduzido do árabe - Mamede Mustafá Jarouche

 


Um dos melhores livros já feitos pelo homem. Todos deveriam ler 




Resenha : Imaginemos um jogo entre pessoas cultas, em que cada participante eleja os dez maiores clássicos da literatura universal. Não importa o lugar, não importa a época, não importam as pessoas: o único título comum a todas essas listas será, necessariamente, o Livro das mil e uma noites. Embora seja uma obra essencialmente árabe, pelo espírito e pela língua, muita gente ainda parece obstinada em lhe apontar as “fontes”, que vão buscar na Índia ou na Pérsia antiga. Com isso, negam aos árabes o mérito de uma de suas maiores criações.

É curioso que esses mesmos sábios nunca tenham se preocupado em encontrar as fontes árabes de clássicos como o Decamerão, a Divina Comédia, o Poema de El-Cid, o Livro do Conde Lucanor e mesmo Robinson Crusoé — todos eles recheados de histórias, argumentos e ideias preexistentes na literatura árabe. É, como se percebe, uma discussão estéril. Mas houve mesmo um livro persa das Mil noites (que infelizmente se perdeu); e, antes dele, um livro árabe das Mil noites, de que nos resta um quase ilegível fragmento. Estão neles as mais antigas referências a uma célebre contadora de histórias — que adia, com sua arte, noite após noite, a própria morte. Falo, naturalmente, de Xerazade.

Não é dela, contudo, a primazia. Velhos contos beduínos, que circulavam séculos antes, narram casos de condenados à morte que se salvavam contando histórias extraordinárias. Há nisso uma teoria bem sutil: a de que a vida humana só é comutável com a ficção; que o homem é, portanto, sua própria narratividade. Mas é uma circunstância aparentemente fortuita que faz das Mil e uma noites o mais árabe dos livros. Na longa história da composição e transmissão da obra, houve um momento em que certo copista (e talvez também autor) decidiu mudar o título de Livro das mil noites para o das Mil e uma noites. Criou, talvez, o título dos títulos. Mas, o que teria vindo à mente do copista, para pôr uma noite a mais num livro que já tinha mil?

Desde os tempos pré-islâmicos, os árabes associam os múltiplos de dez à perfeição, à plenitude, a coisas que estão completas. E basta, como exemplo máximo, lembrar que Allah tem nada menos que cem nomes. O acréscimo da unidade a números como cem ou mil é, segundo o mesmo princípio, um signo do infinito. O Livro das mil e uma noites é, portanto, um título subversivo: se a perfeição divina pode estar contida no Alcorão, as Mil e uma noites são a tentativa de fazer a infinitude humana ser contida também num livro único.

Há muito tempo a comunidade de língua portuguesa — idioma que tanto deve ao árabe — merecia uma tradução digna da grandeza do livro. Mamede Mustafa Jarouche acaba de concluir essa proeza. Nosso tradutor pertence a uma classe de intelectuais cada vez mais raros: a dos que são capazes de ir a bibliotecas do outro lado do mundo para compulsar manuscritos; que não apenas conhecem um idioma, mas dominam sua história; que não apenas estudaram uma literatura, mas sabem cabalmente inseri-la no imenso âmbito da cultura universal.

Além de enriquecida com notas e apêndices que nos ajudam a compreender a gênese e os aspectos mais complexos do texto, esta tradução tem o mérito de recuperar todo o sabor do original, livrá-lo de todas as censuras, restituir sua sabedoria, sua licensiosidade e, principalmente, o seu bom-humor.

sábado, 21 de setembro de 2024

Leitura - 451 n# 85

 




Mais uma excelente 451 . Me interessei por Rui Tavares e seu Blog/livro : Agora , Agora e mais agora. Como sempre dica de PR

Leitura- Pedacinhos - Shintaro Kago

 


Realmente a criatividade e o inesperado fazem de usa obra algo surpreendente. Não eh para qq pessoa . Mas eh muito bom



Resenha : O grande nome do body horror japonês na DarkSide® Books

Uma série de assassinatos assusta os moradores da região do distrito de Setagaya, em Tokyo, onde são encontradas mulheres com os corpos divididos ao meio. O autor dos crimes, ainda não identificado, é apelidado de Maníaco Fatiador.

Pedacinhos se desenrola em meio a esses misteriosos assassinatos, alternando duas narrativas paralelas ― episódios ficcionais que se entrelaçam com a própria vida do mangaká. Uma delas é contada pela perspectiva de Kotaro, um garçom aficionado por filmes de terror, enquanto a outra apresenta Shintaro Kago, o próprio autor da história, que se incorpora à trama como um artista em meio a uma crise, buscando experimentar novos estilos de mangá.

Um dos principais autores japoneses de mangá ero guro ― gênero que enfatiza as dimensões eróticas e grotescas ―, Shintaro é também o grande representante do body horror oriental, quebrando tabus e se dissociando da realidade. Considerando a bagagem do autor, é com naturalidade que sua editora propõe a ele, dentro da narrativa, que desenhe um mangá inspirado nos casos de esquartejamento de mulheres perpetrados pelo Maníaco Fatiador.

Contudo, o que o mangaká busca é algo mais ousado: criar um mangá de mistério usando técnicas específicas que podem ser empregadas apenas em quadrinhos, a fim de abrir novos caminhos e surpreender o leitor. Partindo da autoficção, o personagem Shintaro Kago começa a analisar os principais aspectos e truques geralmente usados na literatura e em filmes de mistério e horror, como as obras de Agatha Christie e Dario Argento, estudando as possibilidades e limitações para o seu trabalho.

Enquanto isso, Kotaro e sua colega Fujioka conduzem investigações sobre os assassinatos em série, mas acabam envolvidos em eventos sinistros, e o caso toma um rumo ainda mais intrigante. Quando as duas narrativas se cruzam, todos os mistérios convergem para uma conclusão arrebatadora, como não poderia ser diferente numa obra do autor, marcada pela imprevisibilidade.

Não por acaso, Pedacinhos conquistou o 3º Prêmio Mundial Baka-misu, concedido a obras de mistério nas quais a ênfase está não só no suspense e na sua solução, mas sobretudo em proporcionar entretenimento por meio de tramas que desafiam a lógica, muitas vezes tendendo para o absurdo. Um livro para quem se encanta pelo mestre Junji Ito e pelos contos de Fragmentos de Horror .

O volume contém outros quatro contos: “O Homem que Retornou”, que retrata o dia a dia de um veterano de guerra com deficiência física e sua mulher; “Tremor”, em que as pessoas desenvolvem espasmos que não conseguem controlar; “Colapso”, sobre uma mulher atormentada por estranhas obsessões, e “Comichão”, que mostra como a sensação de desconforto pode ser relativa.

A singularidade desta obra está na habilidade do autor em mesclar o grotesco com o humor, brincando ao construir não apenas uma história de detetive, mas transformando a própria narrativa em um grande quebra-cabeça, onde não podemos confiar no que vemos. Sua abordagem, que não se limita ao bizarro, brutal e erótico e sempre procura inserir aspectos cômicos, não só tem forte influência de Monty Python, grupo britânico de humoristas que ganhou notoriedade fazendo sátiras e comédias de conteúdo surreal e absurdo, mas sobretudo de Yasutaka Tsutsui, escritor japonês de ficção científica conhecido pelo estilo nonsense e pelo aguçado senso de humor ácido.

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Leitura- A História do mundo em 100 objetos

 

784 páginas e 1,5 kg de peso não eh para qq um. Mas vale a pena o esforço físico para ler este livro . Excelente 



Resenha : Em 'A história do mundo em 100 objetos', viajamos de volta no tempo e cruzamos o globo terrestre para ver como o ser humano moldou o mundo e foi moldado por ele nos últimos dois milhões de anos. A obra conta a história da humanidade a partir de cem objetos escolhidos no acervo do museu, todos de diferentes momentos da nossa jornada. O historiador Neil MacGregor nos conduz pelos mais variados artefatos que o homem produziu, concebidos cuidadosamente para diversos usos. Apresentando desde as tabuletas de argila para escrever até o onipresente cartão de crédito da atualidade, este livro é um olhar inusitado e profundamente revelador sobre a nossa civilização.

sábado, 31 de agosto de 2024

Leitura- Contos Fantàsticos Japoneses - Coletânea de Márcia Hitomi Namekata

 


Muitos contos já conhecia . Mas acho incrível a mitologia japonesa riquissíma  


Resenha: Nesta edição, juntamos toda a admiração que os japoneses têm pela natureza, expressa nas estações em forma de contos que tem alguma relação com a primavera, o verão, o outono e o inverno, seja ela mais íntima, apenas um cenário ou quem sabe relações sutis do enredo…

Foram selecionados 33 contos fantásticos tradicionais japoneses que, de alguma forma indicam as estações em que ocorrem ou mesmo tem uma relação intricadas com elas.

Parte desses contos vem de antigos registros como Otogizôshi e avulsos do período Muromachi (séc XIV-XVI), contando também com registros do século XIX e início do XX feitos por Richard Gordon Smith, Yei Theodora Ozeki e Grace James, além de um conto de um dos mais renomados escritores japoneses, Natsume Sôseki e um registro do poeta e monge Inô Sôgi. Também temos contos raros e arcaicos recolhidos pela professora e pesquisadora Márcia Hitomi Namekata.

sábado, 24 de agosto de 2024

Leitura - Cinco Anéis - Miyamoto Musashi

 




As vezes nos deparamos com pérolas de Literatura .Este livro é uma delas. Escrito por volta de 1500 traz um pouco da riqueza da cultura japonesa .Neste caso a cultura Samurai. 

Resenha : O Livro dos Cinco Anéis'' é mais do que um simples manual de artes marciais. É um guia filosófico que busca transmitir as lições de Musashi sobre a excelência pessoal, a estratégia de combate e a busca da verdade interior. Suas ideias continuam a influenciar pessoas em diferentes áreas até os de hoje.

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Leitura- Introdução ao Budismo- Geshe Kelsang Gyatso





Li este livro para entender melhor a religião e seus conceitos. Tinha uma idéia completamente errada do Budismo. Talvez levado pela ficção de Herman Hesse -Sidarta - que romantiza Buda . Mas como toda religião que conheço e nao gosto traz concepções de vida que não me agradam e não me convencem. Um exemplo é da reencarnação em outros corpos : de animais ou pessoas e os locais de reencarnação . 


Resenha : Geshe Kelsang Gyatso introduz o leitor à vida e aos ensinamentos de Buda Shakyamuni de uma maneira simples e profunda. Aqueles que são novos no budismo vão encontrar neste livro um guia ideal para compreender o que é o estilo de vida budista.

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Leitura- A viagem do Beagle - Charles Darwin

 




O Livro é esclarecedor das fontes da elaboração da origem das espécies. A riqueza acumulada por Darwin na viagem e a análise de aspectos geográficos , culturais e  da flora e fauna através da comparação dos diversos locais no mundo possibilitou a obra criativa .



Resenha : Esta obra traz o diário de Charles Darwin sobre a expedição de cinco anos realizada a bordo do navio HMS Beagle . As observações registradas pelo naturalista inglês resultariam, anos mais tarde, na elaboração da Teoria da Evolução , que transformaria a ciência para sempre.

A par do histórico de depressão e suicídio do primeiro capitão do Beagle , o novo capitão, Robert FitzRoy, almejava ter uma companhia erudita que amenizasse a solidão em sua viagem. Por esse motivo, convidou o jovem Darwin para acompanhá-lo em sua jornada pela América do Sul. Um lance de sorte para a história das ciências naturais.

Além da pesquisa científica, a segunda missão do Beagle teve ainda a tarefa de transportar de volta à Terra do Fogo três indígenas que haviam sido levados à Inglaterra quando do retorno da primeira expedição. Justamente este impacto sobre os povos originários é analisado no prefácio desta edição, redigido pelo pesquisador argentino Héctor Palma, autor de inúmeras obras sobre o tema.

Esta viagem fascinante é apresentada aqui sem cortes, a partir da primeira edição . Enriquecem ainda mais o volume as notas explicativas de Palma, além de imagens e mapas originais. Acompanhe a jornada completa, da Inglaterra ao Brasil, seguindo por Uruguai, Argentina, Chile, Peru e Equador, até o retorno pela Oceania e pelo Sul da África, com uma nova parada em solo brasileiro.

Leitura- Makunaimã -Peça de Teatro

 

Boa peça mas para poucos . 


Resenha:
Macunaíma: o herói sem nenhum caráter, o romance, completou noventa anos com respeito e sucesso nas cores e na voz do gênio Mário de Andrade. Makunáima ou Makunaimã, a divindade indígena do tempo imemorial, habita o Monte Roraima, no extremo norte do Brasil, e faz parte do sagrado de alguns povos indígenas que vivem sob seu cuidado e olhar de menino Deus. Makunaimã: o mito através do tempo, a peça de teatro, traz as vozes indígenas pemon, taurepang, wapichana e macuxi, povos que são herdeiros legítimos de Makunaimã, a reclamar dentro da própria casa de Mário de Andrade o Macunaíma estereotipado, que mistura histórias e culturas indígenas diferentes para compreender a formação do povo brasileiro, a partir do nosso sagrado.


É nessa energia que acontece o diálogo entre o dono da casa, os reclamantes e os convidados — infelizmente, para Mário, sem vinho nem charutos. Makunaimã: o mito através do tempo é um livro revolucionário, que traz à tona vozes e visões do outro lado — o indígena—, que por noventa anos esteve totalmente invisível, sendo reiteradamente desrespeitado em sua existência e em seu sagrado.

— Cristino Wapichana, no prefácio


sábado, 17 de agosto de 2024

Leitura - 451 # 84

 




Sexo no feminino • O prazer na literatura contemporânea, por A.V. Balloussier • Poemas eróticos inéditos, por B. Beber, M. Becker, A. Ivánova e F. Lahuerta • Clitóris intelectual?, por L.G. Diniz • O erotismo de Adélia Prado, por M.L. Dal Farra • A tentação, por G. Núñez

Truman Capote • Jon Fosse • Leiko Gotoda • Bianca Gonçalves • Lélia Gonzalez • Viet Thanh Nguyen • Salman Rushdie • Neca Setubal • Cadão Volpato

Arte da capa: pintura de Lauren dela Roche

Leitura - A Árvore do Mundo e outros feitos - Ciça Fittipaldi

 


Procurei livros sobre as lendas de Macunaíma e achei este .Bom livro que contém mitos de 3 culturas


A Árvore do Mundo e Outros Feitos de Macunaíma - mito-herói dos Macuxi, Taurepang e Arecuna: As façanhas de Macunaíma, narradas com o falar direto e encantatório dos indígenas. O mito-herói revelou e ordenou o mundo. A beleza das ilustrações ilumina o tom mágico e poético do texto.

Bacurau Dorme no Chão - lenda dos Tukano: No princípio do mundo, Bacurau era gente, mas muito preguiçoso. Quando sua maloca ruiu, ele resolveu dormir no chão, só para não ter de consertá-la. Esta lenda procura justificar porque o bacurau é o único pássaro a fazer seu ninho no chão.

A Linguagem dos Pássaros - mito dos Kamaiurá: No começo de tudo, os pássaros não tinham língua própria. Falavam como gente, pois o índio Avatsiú estava guardando dentro de si todas as línguas. Os pássaros resolveram pedir ajuda para acabar com Avatsiú. Um dia, a tribo acordou com a barulhada dos pássaros e então ficou assim para sempre.

Naro, o Gambá - mito dos Yanomami: No tempo em que os bichos eram gente, o Gambá vivia com Mel numa cabana. As moças Flor e Abelha foram à cabana de Gambá, e este se mostrou para elas. Só que elas gostaram de Mel, que era bonito e cheiroso, enquanto Gambá era feio e malcheiroso.

Leitura- O Bebedor de vinho de Palma- Amos Tutuola

RESENHA : Tido pela revista Time como um dos 100 melhores livros de literatura fantástica de todos os tempos, O bebedor de vinho de palma e ...