domingo, 19 de abril de 2026

Leitura -Música de mortos suaves -Ricardo Guilherme Dicke

 






Contos são de temática muito criativa, mas achei a escrita extremamente rebuscada


RESENHA: Organizado postumamente, Música de mortos suaves, de Ricardo Guilherme Dicke, grande nome da prosa brasileira, reúne catorze contos — doze deles inéditos — encontrados por Rodrigo Simon de Moraes ao vasculhar os alfarrábios deixados pelo autor após sua morte, em 2008.

Natural de Chapada dos Guimarães e figura central da literatura mato-grossense, Dicke construiu ao longo da vida uma obra marcada pela experimentação, pelo mergulho no inconsciente e por uma prosa que desafia os limites do real. Essa reunião de contos se impõe como uma porta de entrada poderosa para seu universo literário, dialogando tanto com a tradição quanto com o delírio. O conto que dá título ao livro inaugura a atmosfera que atravessa todo o volume: um território onírico, entre o surrealismo e o realismo mágico.

“Nestes contos encontrados no espólio do autor, anteriores à sua estreia no romance com Deus de Caim em 1968 — chancelada pelo Prêmio Walmap, cujos jurados eram ninguém menos que Guimarães Rosa, Jorge Amado e Antonio Olinto —, vibram com eloquência as rigorosas obsessões de Ricardo Guilherme Dicke, o sertão, a morte, o sexo e a fúria da linguagem, em palavras rutilantes como esmeraldas na escuridão da mina.” Joca Reiners Terron, na orelha de Música de mortos suaves

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