segunda-feira, 4 de julho de 2016

Leitura: 2 anos , 8 meses e 28 dias

1o livro de Salman Rushdie que leio. Já li melhores . O livro mostra certo esforço na busca por uma boa literatura .Mas apenas isto .O livro se arrasta tentando nos levar para antigos contos árabes mas falha terrivelmente




Resenha:
Depois de uma tempestade em Nova York, fatos estranhos começam a ocorrer. Um jardineiro percebe que seus pés não tocam mais o chão. Um quadrinista acorda ao lado de um personagem que parece um de seus desenhos. 

Ambos são descendentes dos djinn, figuras mágicas que vivem num mundo apartado do nosso por um véu. Séculos atrás, Dunia, princesa dos djinn, apaixonou-se por um filósofo. Juntos, tiveram filhos que se espalharam pelo mundo humano. 

Quando o véu é rompido, tem início uma guerra que se estende por mil e uma noites — ou dois anos, oito meses e vinte e oito noites. Mais uma vez, Salman Rushdie cria uma obra-prima sobre os conflitos ancestrais que permanecem no mundo contemporâneo.

domingo, 12 de junho de 2016

Leitura - Bagulho


Gosto de livros policiais e em particular os que tem o Rio de janeiro como pano de fundo.  Esta novela de Muniz Sodré eh bem fraca e como disse o editor Gordon Lish este sábado no OGlobo: " a minha impressão eh que os editores não estão mais editando e os revisores revisando" . Bem ruim: sem pé nem cabeça


Resenha:

O autor, jornalista, sociólogo, professor de Comunicação na UFRJ e autor de obras muito referidas pelo público especializado nessa matéria, faz aqui sua segunda incursão na área de ficção. 
O cenário é o Rio de Janeiro e os personagens e temas são multicoloridos: frequentadores do cais do Porto, policiais, curtidores de jazz, malandros, advogados. O estilo é leve e saboroso.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Leitura- Abuso da Beleza

Nova leitura sobre Arte . Um otimo livro bastante conceitual sobre estetica e conceitos de arte e beleza.



Resenha:
Danto apresenta a evolução do conceito de beleza durante o último século. Mostra que ela foi removida da definição de arte: antes era quase unânime que o propósito final de uma obra de arte era ser bela; no século XX, essa ideia foi refutada e a beleza destronada, chegando, em alguns casos, a ser considerada um crime estético. 

Para Danto, a beleza não deve ser a finalidade da obra de arte, e muito menos ser evitada. Ele expande esta reflexão sobre a importância da beleza comentando as ideias de artistas e críticos como Rimbaud, Fry, Matisse, os Dadaístas, Duchamp e Greenberg, além dos filósofos Hume, Kant e Hegel.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Leitura - O Livro da Literatura

Este livro eh uma mini enciclopedia de Livros. Vale para acrescentar alguns conceitos sobre a evolução da Literatura ao longo dos tempos e conhecer alguns poucos nomes



Resenha:
Livro da série que já vendeu mais de 1 milhão de exemplares no Brasil. O mais novo volume da coleção As grandes ideias de todos os tempos é dedicado ao estudo das grandes obras e autores da literatura mundial. O livro da literatura é uma viagem pelas grandes obras da humanidade, desde a Ilíada à Paixão Segundo G. H., e explora os romances, os contos e as poesias mais importantes de cada época. A edição inclui alguns dos principais escritores brasileiros, como Machado de Assis, Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos e Clarice Lispector.

domingo, 8 de maio de 2016

Leitura - O que eh arte

Lendo um pouco mais sobre arte me deparei com este livro de Tolstoi. A despeito de nos trazer visões e conceitos estéticos com base nos melhores críticos e em seu estudo de mais de 15 anos traz uma visão pessoal bem limitada e mostra muito bem como a religião de alguma forma mesmo em pessoas bem intencionadas pode divulgar conceitos ultrapassados e conservadores. O conceito defendido esta muito em linha com a visão pessoal do autor acerca de religião. Por outro lado nos  também nos mostra e nos faz refletir acerca do mercado e da arte em geral e esclarece que grandes mestres também produzem muito material ruim( nao so ele )  e que como todo meio dominado pelo capital distorce e reafirma padrões que buscam manter o valor investido acima da qualidade.
Arte enfim eh tudo que nos mobiliza de alguma forma .


Resenha:
Sucesso nos anos 2000, a Coleção Clássicos Ilustrados está ganhando nova vida pelas mãos da Nova Fronteira. Marcando esse retorno, chega às livrarias a versão repaginada de O que é arte?, que traz a polêmica visão de Leon Tolstói. Durante as décadas em que ficou famoso pelos clássicos Guerra e paz e Anna Karenina, Tolstói também desfrutou de notoriedade como sábio e pregador. Escreveu vários ensaios sobre temas ligados à justiça social, à religião e à moralidade, que culminaram no livro O que é arte?. As obras de diversos artistas e mesmo seus próprios livros são duramente questionados no curso de sua apaixonada redefinição da arte como força propulsora do bem, da fraternidade, da ética e do progresso do homem. O texto é entremeado por imagens que ajudam na compreensão do que é abordado. Um clássico imperdível.

domingo, 1 de maio de 2016

Leitura - Passado Perfeito

2o livro policial de Padura para minha lista de leituras .  Razoável para literatura  policial mas abaixo dos grandes mestres.
Resenha:
Em Passado perfeito, o peculiar personagem Mario Conde nos apresenta uma Havana atual muito diferente do que mostram os folhetos turísticos. Conde é daquela espécie de detetives durões cuja metodologia escapa à lógica dedutiva típica dos primeiros detetives do gênero. 
Passado perfeito transcende o romance policial. A investigação de Mario Conde tem a força de uma viagem ao passado: o desaparecimento de Rafael Morín Rodríguez, colega do tempo do colégio, conduz o detetive a Tamara, mulher que ele sempre amou e que agora é casada com Rodríguez. 
Em um cenário de sonhos, repleto de lembranças e frustrações, a investigação se transforma em viagem ao passado. Conde está diante da possibilidade de reviver sua adolescência e, por que não, corrigi-la.

"Conde é um herói cético, honesto e teimoso que se encontra na melhor tradição do romance noir." - El Mundo

"O protagonista possui o caráter de um herói admirável, íntegro e difícil de esquecer." - El País
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domingo, 24 de abril de 2016

Leitura- O Rabo da Serpente

Este eh 2o livro de Padura que leio e desta vez fui para sua linha Policial tao premiada . Nada de especial mas dentro do que se espera de uma literatura policial : crimes, sexo , investigação , seitas e tudo mais


Resenha:
O detetive Mario Conde não consegue ter sossego – nem durante suas tão merecidas férias. Patricia Chion, sua sedutora colega de trabalho na polícia cubana, resolve interromper seu descanso e pedir sua ajuda para investigar um crime ocorrido no velho Bairro Chinês de Havana. Pedro Cuang, 78 anos, fora encontrado morto em casa em condições bastante bizarras: enforcado, sem nenhuma roupa no corpo e com um estranho símbolo talhado no peito – além de ter o dedo indicador de sua mão esquerda cortado. Outro detalhe perturbador: seu cachorro também fora assassinado.

A princípio convencido de que se trata de um crime da máfia chinesa, Conde pede o auxílio de Juan Chion, seu grande amigo e pai de Patricia. Juan o apresenta a antigos rituais e santos chineses, na tentativa de explicar o significado do símbolo no peito do morto, e logo o detetive se vê compelido a conhecer mais sobre os misteriosos rituais africanos de palo monte, nganga... Teria tudo isso alguma ligação com o crime? Ou seria apenas algo para despistar a polícia?

Em meio à investigação, abastecida por muitas doses de álcool, Conde acaba descobrindo conexões e relacionamentos inesperados, negócios secretos, atividades ilegais, além de uma história de honra e desgraça que lhe faz finalmente entender a realidade de muitas famílias imigrantes asiáticas. Uma vigorosa história de mistério, que não deixa dúvidas de que Leonardo Padura é, como disse o jornal inglês The Guardian, o Dashiell Hammett de Havana.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Leitura - Um reporter na Montanha Magica


Um livro que nos mostra as relações entre os 1% mais ricos  , as Multinacionais e o grandes fundos de investimentos detentores da maior parte do capital do mundo. Uma quantidade muito grande de informação apresentada de forma um pouco desordenada e pouco didática porem que de alguma forma atende seu objetivo de expor as mazelas dos grupos acima



Resenha:
Imagine um ambiente onde o cinismo se traveste de filantropia, e o pensamento unilateral, de debate aberto. Um lugar em que Bono Vox e Bill Clinton são tomados como profetas, em que estrelas do jornalismo ignoram seu compromisso com o público, e em que acadêmicos discursam para banqueiros e empresários de todo o mundo sobre os benefícios do sistema capitalista e os infortúnios do intervencionismo. Pois você acaba de imaginar as reuniões do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Andy Robinson penetrou neste labiríntico centro de convenções para denunciar com ironia os males endêmicos do sistema que nos governa - ou pelo menos suas incoerências - e mostrar como essa elite do 1% mais rico assegura seu futuro à custa do cidadão médio, apoiando medidas que continuam a aumentar a polarização da renda e o crescimento de sua própria riqueza. Vagando pelos corredores do evento, surpreendendo incautos figurões perdidos nas cafeterias ou fingindo falar ao celular para captar diálogos furtivamente, o repórter nos apresenta a uma variada gama de figuras da nova elite global, como "o bilionário sem teto", conhecido por viver em constante deslocamento, entre jatos de luxo e hotéis cinco estrelas. Se o clássico romance "A Montanha Mágica", de Thomas Mann, funciona como uma metáfora da decadência histórica da elite europeia no século XX, neste livro-reportagem de Andy Robinson temos a trilha para o contundente naufrágio da economia no século XXI.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Leitura- 41 inicios falsos

1o livro de Janet que leio e me pareceu  excepcional. Para quem gosta de literatura , arte , discussões criticas e excelente jornalismo não pode deixar de ler. Janet nos lembra os grandes críticos que tivemos no Brasil e que de certa fora desapareceram de nossos jornais . Suas matérias são perfeitas e instigantes e fazem refletir



Resenha:
O trabalho da jornalista norte-americana Janet Malcolm já foi descrito como uma mistura de reportagem, biografia, crítica literária e psicanálise, com pitadas do romance realista do século XIX. Nesta coletânea, essa junção única - marca registrada de uma das maiores escritoras de não ficção de nossos tempos - pode ser verificada a cada página. O volume reúne ensaios publicados ao longo de várias décadas, sobretudo na New Yorker, berço do jornalismo literário, e na New York Review of Books, bíblia da intelectualidade nova-iorquina. São textos que refletem o interesse da autora por pintores, fotógrafos, escritores, críticos, e pelas particularidades do ofício criativo. Malcolm explora a obsessão dos integrantes de Bloomsbury - o célebre grupo a que pertenceram Virginia Woolf e Lytton Strachey - com a construção do efeito “literário”; as apaixonadas colaborações por trás dos nus retratados pelo fotógrafo Edward Weston; ou a “banalidade” que tanto incomodava J. D. Salinger. Sob seu olhar, o pintor Julian Schnabel tem o ar modestamente satisfeito de um empreendedor bem-sucedido. O fotógrafo alemão Thomas Struth, flagrado ao citar Proust sem tê-lo lido, percebe que sua declaração será presa inevitável do oportunismo jornalístico. No perfil que dá título ao livro, o artista David Salle ganha 41 versões para sua trajetória declinante. A cada ensaio, como diz o crítico Ian Frazier na introdução, Malcolm demonstra que a não ficção - um livro-reportagem, um artigo em uma revista, o que lemos todos os dias - pode ser alçada à literatura de mais alto nível. Não à toa, Janet Malcolm vem estimulando gerações de jornalistas e escritores a romper com as convenções dos textos não ficcionais. Seu trabalho caminha no sentido contrário às crenças estabelecidas sobre as artes e a escrita, com olhar arguto para o detalhe inesperado e a disposição constante para surpreender o leitor.

terça-feira, 1 de março de 2016

Leitura - O Pavilhao Dourado



Este eh o 30 livro de Mishima que leio . Para mim eh o mais fraco dos 3 livros.  Porem a leitura de Mishima traz um que de delicadeza  da cultura japonesa que cultiva valores como o belo.Beleza que nos ocidentais não captamos no dia a dia pois esta associada a visão zen budista em prolongar as ações ao máximo e de enxergar  a beleza em detalhes não perceptíveis para nos ocidentais ate mesmo no mal e nas cerimonias de harakiri


Resenha:

Imagem relacionadaDurante a Segunda Guerra, em Quioto, um jovem assistente de sacerdote frequenta o templo do Pavilhão Dourado, ambiente antes cultuado por seu pai como o lugar mais belo do mundo. Ali, Mizoguchi, adolescente inseguro, introspectivo, que sofre de gagueira e é incapaz de estabelecer verdadeiras amizades, encontra refúgio para suas aflições. Quando conhece Kashiwagi, deficiente físico mais experiente no mundo e no sexo, Mizoguchi desperta para o que chama de mal absoluto. O conhecimento do mal, associado à ideia de perfeita beleza, princípio básico do Pavilhão Dourado, faz com que o jovem alimente sonhos de destruição e autodestruição, conjecturas sexuais e reflexões sobre o significado dos valores universais, numa tortura mental que revela que o mal e a beleza não estão tão distantes quanto parecem.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Leitura -Pescando Tolos

Livro escrito por liberais adeptos da economia de mercado que tenta mostrar todas as pegadinhas que os tolos -que somos nos- caem nos contos do vigário da economia de mercado,
Vale a leitura para aprender e evitar as arapucas montadas pela economia de mercado que vive pescando bobos que se encontram a solta como nos e que mostra porque o livre mercado eh uma balela . E cada u8m que se vire da melhor forma para se livrar das armadilhas que vivem nos colocando



Resenha:
Quando empresários escolhem qual linha de negócios tentar – assim como onde expandir, ou contrair, seu negócio existente -, eles escolhem as melhores oportunidades. Isso cria um equilíbrio. Qualquer oportunidade para lucros incomuns é retirada rapidamente da mesa, levando a uma situação na qual tais oportunidades são difíceis de encontrar. Esse princípio, com o conceito de equilíbrio requerido, está no coração da economia.
O princípio também se aplica à pescaria de todos. Isso significa que, se tivermos uma fraqueza ou outra – algum modo de podermos ser pescados como tolos para algum lucro incomum – no equilíbrio da pescaria, alguém irá tirar vantagem disso. Entre todos os empresários que chegam olhando ao redor e decidindo onde gastar seus dólares de investimento, alguém procurará ver se existem lucros incomuns e nos pescar como tolos. E, se ele virem tal oportunidade para adquirir lucros em algum tolo, esse será escolhido, e as economias terão um equilíbrio da pescaria, no qual toda chance de lucro incomum será utilizada.

Livro -Submissao


Esta eh o 3o livro de Houellebecq que leio . Realmente provocador . Coloca em xeque a  visão da  classe media burguesa questionando sua postura submissa as questões mundanas colocando em 3o plano a questão  politica . Retrato fiel no mundo facebookeano que vivemos.


Resenha:

O novo romance do vencedor do Prêmio Goncourt Michel Houellebecq, o livro mais polêmico do ano.Uma sátira incisiva na tradição de Orwell e Huxley.
“Se há qualquer um hoje em dia, não só na literatura francesa como na mundial, que reflita sobre a enorme mutação em curso que todos nós sentimos e não sabemos como analisar, esse escritor é Houellebecq.” - Emmanuel Carrère, Le Monde.
França, 2022. Depois de um segundo turno acirrado, as eleições presidenciais são vencidas por Mohammed Ben Abbes, o candidato da chamada Fraternidade Muçulmana. Carismático e conciliador, Ben Abbes agrupa uma frente democrática ampla. Mas as mudanças sociais, no início imperceptíveis, aos poucos se tornam dramáticas.
François é um acadêmico solitário e desencantado, que espera da vida apenas um pouco de uniformidade. Tomado de surpresa pelo regime islâmico, ele se vê obrigado a lidar com essa nova realidade, cujas consequências — ao contrário do que ele poderia esperar — não serão necessariamente desastrosas.
Comparado a 1984, de George Orwell, e a Admirável mundo novo, de Aldous Huxley, Submissão é uma sátira precisa, devastadora, sobre os valores da nossa própria sociedade. É um dos livros mais impactantes da literatura atual.

Leitura - O Absoluto fragil

Este livro de Zsizek eh uma reflexao sobre nosso mundo atual e ajuda a entender a  modernidade tao confusa. Usando conceitos  filosoficos Lacanianos além de outros e pensamento marxista , as teses em determinados pontos se tornam confusas e de dificil  entendimento  para quem nao eh um profundo conhecedor de Lacan. Porem na maioria das questões da para perceber a posição sustentada.


Resenha:
O absoluto frágil, do filósofo esloveno Slavoj Žižek, mostra como o cristianismo e o marxismo podem estar lado a lado na luta contra o fundamentalismo e defende que o legado cristão teria um núcleo subversivo essencial para a constituição de uma política de emancipação universal. O filósofo traz o materialismo à luz dos dias atuais, sem perder de vista “a história espectral que assombra o espaço da tradição religiosa judaica” e a importância da filosofia de Hegel para uma análise do capitalismo contemporâneo. Um ensaio ousado, que fez com que Terry Eagleton chamasse seu autor de "um ativista intelectual frenético, que sempre parece estar em seis lugares do planeta ao mesmo tempo, como Sócrates pós-esteróides".
Conhecido pela originalidade de seu pensamento crítico, o filósofo esloveno Slavoj Žižek parte aqui de uma abordagem desafiadora para discutir o fundamentalismo e a violência praticada em nome deste. Na tentativa de entender como a espectralidade funciona na ideologia, o autor analisa as narrativas bíblicas à luz do marxismo e do cristianismo sob o argumento de que ambos “deveriam lutar do mesmo lado da barricada contra o furioso ataque dos novos espiritualismos”. Sem se submeter ao espírito de uma época que se considera pós-secular, Žižek faz uma crítica de dentro das religiões islâmica, judaica e cristã para mostrar como o conceito fenomenológico de sacrifício e a figura freudiana do Deus-Pai podem ser usados para entender os conflitos étnicos e culturais que vivemos hoje.
“Como devemos interpretar medidas administrativas como a do Estado francês, que proibiu jovens muçulmanas de usar o hijab nas escolas?” “E por que as mulheres no Islã são uma presença tão traumática, um escândalo tão ontológico, que precisam ser veladas?” Não há uma resposta fácil para essas questões ¬– daí a recusa do autor a reduzir acontecimentos como a exposição do islã à modernização ocidental ou a desintegração da Iugoslávia e a defesa do humanismo militarista à crença de que é com a tolerância que se combate o ódio.
Cruzando psicanálise lacaniana, filosofia hegeliana e exemplos que vão da arte moderna ao cinema de Lars Von Trier, Krzysztof Kie?lowski e Alfred Hitchcock, Žižek elabora em O absoluto frágil uma teoria crítica da alteridade na chamada sociedade de risco. Como diz Paulo Gajanigo no posfácio deste livro, O Absoluto Frágil pode ajudar a pensar em como grupos conservadores e o neopentecostalismo vêm galgando espaço na sociedade brasileira. Além disso, chama a atenção para maneiras de estabelecer com o Outro uma relação que não se dê pela aceitação da semelhança ou da diferença. Entender a fé no século XX pode ser, nesse sentido, uma importante ferramenta na busca pela liberdade

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Leitura- O Homem que amava os cachoros

Resisti  a esta leitura pelo tamanho do livro.Porem foi um prazer enorme encontrar Leonardo Padura e sua literatura. O romance tem estoria , romance policial e sabor humano . Por ele ouvimos a  voz dos cubanos silenciados por anos de revolução , de sua vida dificil e de uma literatura que nos mostra mais um escritor que faz juz a tradicao cubana de excelentes escritores. Um livro para se refletir sobre a historia , sobre o que move os homens e sobre nos mesmos




Resenha:
A história é narrada, no ano de 2004, pelo personagem Iván, um aspirante a escritor que atua como veterinário em Havana e, a partir de um encontro enigmático com um homem que passeava com seus cães, retoma os últimos anos da vida do revolucionário russo Leon Trotski, seu assassinato e a história de seu algoz, o catalão Ramón Mercader, voluntário das Brigadas Internacionais da Guerra Civil Espanhola e encarregado de executá-lo. Esse ser obscuro, que Iván passa a denominar 'o homem que amava os cachorros', confia a ele histórias sobre Mercader, um amigo bastante próximo, de quem conhece detalhes íntimos. Diante das descobertas, o narrador reconstrói a trajetória de Liev Davidovitch Bronstein, mais conhecido como Trotski, teórico russo e comandante do Exército Vermelho durante a Revolução de Outubro, exilado por Joseph Stalin após este assumir o controle do Partido Comunista e da URSS, e a de Ramón Mercader, o homem que empunhou a picareta que o matou, um personagem sem voz na história e que recebeu, como militante comunista, uma única tarefa - eliminar Trotski. São descritas sua adesão ao Partido Comunista espanhol, o treinamento em Moscou, a mudança de identidade e os artifícios para ser aceito na intimidade do líder soviético, numa série de revelações que preenchem uma história pouco conhecida e coberta, ao longo dos anos, por inúmeras mistificações. As duas trajetórias ganham sentido pleno quando Iván projeta sobre elas sua própria experiência na Cuba moderna, seu desenvolvimento intelectual e seu relacionamento com 'o homem que amava os cachorros'.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Leitura - O ultimo Teorema de Fermat

Muito bom este livro sobre a história da Matemática contada através da prova do Teorema de Fermat.  De alguma forma começamos a entender uma das mais férteis criações humanas eh que eh responsável por grande parte do desenvolvimento humano


Resenha:

O Último Teorema de Fermat, como ficou conhecido, tornou-se o santo graal da matemática. Vidas inteiras foram devotadas- e até mesmo sacrificadas- à busca de uma demonstração para um problema aparentemente simples. Várias pessoas tentaram demonstrá-lo mais não conseguiram até que surgiu, um professor de Princeton, Andrew Wiles, que sonhava em demonstrar o Último Teorema de Fermat desde que o vira pela primeira vez, ainda menino, na biblioteca de sua cidade. Com medo da sucessão de fracassos de seus antecessores, durante sete anos publicou artigos sobre outros assuntos, de modo a despistar os colegas, enquanto trabalhava em sua obsessão. Em 1993, passados 356 anos desde o desafio de Fermat, Wiles assombrou o mundo ao anunciar a demonstração. Mas sua luta ainda não tinha terminado. Um erro o fez voltar às pesquisas por mais quatorze meses, até que em 1995 ele ganhou as páginas de jornais do mundo inteiro e 50 mil libras da Fundação Wolfskehl. 'O Último Teorema de Fermat' é a história da busca épica para resolver o maior problema de matemática de todos os tempos. Um drama humano de grandes sonhos, brilho intelectual e extraordinária determinação.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Leitura - Boneco de Neve

2o livro de Jo Nesbo que leio, Alem do livro vi o filme Headhunters também dele .Muito bom.
Este livro eh bom como policial porem longo demais ,Se fosse mais curto seria excelente



Resenha:
Tão assustador e eletrizante quanto o silêncio dos inocentes.
Considerado seu livro mais ambicioso pelo jornal inglês The Guardian e comparado a Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris, pelo The Times, Boneco de neve é o seu livro mais arrepiante.
No dia da primeira neve do ano, na fria cidade de Oslo, o inspetor Harry Hole se depara com um psicopata cruel, que cria suas próprias regras; O terror se espalha pela cidade, pois um boneco de neve no jardim pode ser um aviso de que haverá uma próxima vítima. No caso mais desafiador da sua carreira, Hole se envolve em uma trama complexa e mortal, com final surpreendente.
O livro que transformou Jo Nesbo no maior nome do thriller nórdico na Europa.
20 milhões de livros vendidos no mundo.


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Leitura- O Hospicio eh Deus


Este eh o 2o livro que leio de Maura .
O 2o de 2 únicos livros.
Um das experiencias literárias  das melhores que tive , entre tantas que já experimentei.
Maura não tem limites nem fronteiras , talvez a sexual por imposições da época ,  no mais faz sua mente explodir em raciocínios e intelectualidade brilhantes que sobrepujava tudo mais e assim conseguia enxergar o mundo refletindo tudo numa literatura extremamente atual ( veloz , sofrega e dinâmica)  . Criança sem querer ser adulta sofreu demais.


Resenha:
Esgotados há anos, o diário Hospício é Deus (1965) e a coletânea de contos O sofredor do ver (1968), de Maura Lopes Cançado, são relançados pela Autêntica em edição especial, reunidos em uma caixa e acrescidos de um perfil biográfico, escrito pelo jornalista Maurício Meireles. Maura, que ambicionava ser a maior escritora da língua portuguesa e que já na adolescência pilotava aviões, saiu do interior de Minas Gerais para Belo Horizonte e, na década de 1950, mudando-se para o Rio de Janeiro, passou a conviver com poetas, artistas e intelectuais, sobretudo do mundo literário. Aclamada como grande revelação da literatura brasileira em seu tempo, sua obra é fortemente marcada por sua experiência como paciente de hospitais psiquiátricos em Minas e no Rio de Janeiro. Entre romances, escândalos e diversas internações, Maura Lopes Cançado publicou, na década de 1960, seus dois livros, que a tornariam uma das autoras mais comentadas da época. Internada – por vontade própria – inúmeras vezes ao longo da vida, Maura encontrou nas palavras uma maneira de se relacionar com sua doença e sua condição de paciente psiquiátrica.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Leitura- O sofredor do ver

Livro extremamente recomendado pela critica. A estoria pessoal de Maura eh única . Só pessoas assim têm  uma escrita tao forte . De personalidade difícil e desequilibrada teve uma vida plena e atribulada . Leitura para poucos



Resenha:
Esgotados há anos, o diário Hospício é Deus (1965) e a coletânea de contos O sofredor do ver (1968), de Maura Lopes Cançado, são relançados pela Autêntica em edição especial, reunidos em uma caixa e acrescidos de um perfil biográfico, escrito pelo jornalista Maurício Meireles. Maura, que ambicionava ser a maior escritora da língua portuguesa e que já na adolescência pilotava aviões, saiu do interior de Minas Gerais para Belo Horizonte e, na década de 1950, mudando-se para o Rio de Janeiro, passou a conviver com poetas, artistas e intelectuais, sobretudo do mundo literário. Aclamada como grande revelação da literatura brasileira em seu tempo, sua obra é fortemente marcada por sua experiência como paciente de hospitais psiquiátricos em Minas e no Rio de Janeiro. Entre romances, escândalos e diversas internações, Maura Lopes Cançado publicou, na década de 1960, seus dois livros, que a tornariam uma das autoras mais comentadas da época. Internada – por vontade própria – inúmeras vezes ao longo da vida, Maura encontrou nas palavras uma maneira de se relacionar com sua doença e sua condição de paciente psiquiátrica.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Leitura- Sangue na Neve

Sidnei me recomendou Garganta Vermelha de Jo Nesbo. Comprei Sangue na Neve  sobre um assassino profissional Olav , confesso que o Seminarista do Rubem Fonseca eh bem melhor




Resenha:

O mestre do thriller escandinavo está de volta. Olav tem apenas um talento: matar pessoas a sangue-frio. Não há nada que ele preze mais que ter o poder sobre a vida e a morte. Porém, sua natureza sensível é proporcional às suas habilidades como matador de aluguel. Uma vez tentou roubar bancos, mas não deu certo – ele se sentiu tão culpado que foi visitar uma das vítimas no hospital. Agenciar mulheres para prostituição, idem – Olav se apaixona muito fácil. O assassinato foi tudo que lhe restou.

Ele leva uma vida solitária em Oslo até se ver envolvido em um trabalho importante para um dos mais perigosos chefes do crime organizado na cidade, Daniel Hoffman. Ao aceitá-lo, Olav finalmente conhece a mulher da sua vida, mas logo se depara com dois problemas. O primeiro é que ela é a esposa do chefe. E o segundo é que ele foi contratado para matá-la.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Leitura- O que amar quer dizer

Este livro foi recomendado a Sílvia por uma amiga da UFF. Ambas gostam de Foucault , Deleuze, Felix Guattari entre outros filósofos franceses. Da mesma forma o autor adora Foucault por quem teve uma enorme paixão . O livro que  não me coloca duvida quanto a sua qualidade literária , mas sim ao uso de figuras famosas para se obter sucesso . Se escrevesse a mesma estoria com um filosofo sem expressão teria o mesmo sucesso, o premio  e seria editado? Não sei.Se fosse o filho de quem foi teria? Não sei . De qq forma eh um livro em sua 1a parte sobre a juventude e adolescência e a descoberta e exploração de tudo que eh possível com a vitalidade que só os jovens tem . Mostra uma visão de Foucault a partir de quem tem 24 anos , idealizada e um pouco fora do contexto de produção literária e de extenso estudo de que foi grande parte da vida do filosofo




Resenha:
Ambientado na Paris do fim dos anos 1970 e início dos 80, O que amar quer dizerrepassa os anos de convivência do jornalista cultural Mathieu Lindon com Michel Foucault (1926-1984) e a enorme influência que o filósofo teve sobre sua vida. Filho de Jérôme Lindon, fundador das Editions de Minuit e editor de Samuel Beckett e Marguerite Duras, o autor deste livro rememora as festas no apartamento de Foucault na Rue de Vaugirard em descrições bem-humoradas de sua vivência homossexual em meio a viagens de ácido e música clássica.
 
Em seguida, trata da sombra que surgiu no meio gay quando a aids, que viria a vitimar o filósofo, entrou na pauta da época. A história se desenrola ao redor dessas duas figuras masculinas: de um lado, o pai de “sorriso tímido”, objeto de um amor que não encontra a forma de se expressar; de outro, o amigo de “sorriso escancarado” que lhe ensinou a ser feliz, vivo – e grato. O que amar quer dizer foi publicado na França em 2011, ano em que obteve o Prêmio Médicis.

Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

  Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido  RESENHA :  Com o inevitável e fatídico final do du...