sexta-feira, 24 de junho de 2022

Leitura- Na Mesa do Lobo- Rosella Postorino

 


Talvez por ser best-seller este livro eh tão ruim. O gosto da maioria das pessoas eh medíocre como não poderia deixar de ser. Um livro vazio que nada acrescenta a estória real das provadoras

Resenha :

Best-seller internacional, inspirado na história de Margot Wölk e de outras mulheres obrigadas a provarem a comida antes que os grandes oficiais nazistas (e o próprio Hitler) a comessem “Chamavam-na de Wolfsschanze, Toca do Lobo. Lobo era o seu apelido. Ingênua como a Chapezinho Vermelho, vim parar na sua barriga. Uma legião de caçadores procuravam pelo Führer. Se o tivessem em mãos, acabariam comigo também.” Alemanha, 1943: Os pais de Rosa Sauer, uma jovem de 26 anos, se foram. Seu marido Gregor está longe de casa, lutando pelo Reich na linha de frente da Segunda Guerra Mundial. Pobre e sozinha, ela toma a difícil decisão de deixar Berlim, cidade devastada pela guerra, para morar com seus sogros no campo, pensando que lá encontraria refúgio. Mas, uma manhã, Rosa é procurada pela SS, a polícia militar do regime nazista: ela fora recrutada para ser uma das provadoras de comida de Hitler. Três vezes por dia, ela e outras mulheres são levadas à Toca do Lobo, o bunker do Führer, para experimentar suas refeições – potencialmente envenenadas. Forçadas a comer o que pode até mesmo matá-las, as provadoras começam a se dividir em aquelas leais a Hitler e mulheres que, como Rosa, insistem não serem nazistas... mesmo que arrisquem sua sobrevivência todos os dias pela vida do Führer.

terça-feira, 21 de junho de 2022

Leitura- Tudo é Rio

 



Excelente escritora . Livro que lembra Nelson Rodrigues devido a tramas porém com escrita mais poética e refinada . Esperemos que nao seja a escritora de um único livro

Resenha : Tudo é rio é o livro de estreia de Carla Madeira. Com uma narrativa madura, precisa e ao mesmo tempo delicada e poética, o romance narra a história do casal Dalva e Venâncio, que tem a vida transformada após uma perda trágica, resultado do ciúme doentio do marido, e de Lucy, a prostituta mais depravada e cobiçada da cidade, que entra no caminho deles, formando um triângulo amoroso.

Na orelha do livro, Martha Medeiros escreve: “Tudo é rio é uma obra-prima, e não há exagero no que afirmo. É daqueles livros que, ao ser terminado, dá vontade de começar de novo, no mesmo instante, desta vez para se demorar em cada linha, saborear cada frase, deixar-se abraçar pela poesia da prosa. Na primeira leitura, essa entrega mais lenta é quase impossível, pois a correnteza dos acontecimentos nos leva até a última página sem nos dar chance para respirar. É preciso manter-se à tona ou a gente se afoga.”

A metáfora do rio se revela por meio da narrativa que flui – ora intensa, ora mais branda – de forma ininterrupta, mas também por meio do suor, da saliva, do sangue, das lágrimas, do sêmen, e Carla faz isso sem ser apelativa, sem sentimentalismo barato, com a habilidade que só os melhores escritores possuem.

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Leitura- Quando deixamos de entender o Mundo - Benjamin Labatut

 





Excelente livro. Lembra o estilo de Sebald com seu maravilhoso " Os anéis de Saturno" . 

Resenha: Em 2012, o matemático japonês Shinichi Mochizuki publicou artigos provando uma das mais importantes conjecturas da teoria dos números. Quando sua prova foi considerada impossível de entender pelos maiores especialistas da área, Mochizuki terminou por se excluir da sociedade, evocando o autoexílio de outro matemático, o lendário Alexander Grothendieck. Haveria alguma conexão enigmática entre esses dois homens?

Esse é o ponto de partida de "O coração do coração", uma das narrativas que o chileno Benjamín Labatut reuniu neste livro que o tornaria uma sensação mundial. Elementos parecidos figuram nos outros textos: cientistas tão geniais quanto atormentados perseguem suas ambições ao custo da saúde física e mental, enquanto os desdobramentos pessoais e históricos de suas descobertas atravessam o tempo e o espaço.

Baseando-se em biografias e teorias reais, mas recorrendo à ficção para produzir efeitos estéticos e associações de ideias, o autor explora em seus relatos o entrelaçamento entre a vida íntima e o desbravamento científico. Com um estilo em que ouvimos ecos de W. G. Sebald e Roberto Bolaño, o leitor pode sentir que está diante da montagem hábil de "um quebra-cabeça cuja tampa se perdeu" — para aproveitar a metáfora com que Labatut descreve o jovem Heisenberg brincando com as matrizes que o levarão a for mular a mecânica quântica.

Protagonizado não somente por cientistas famosos como Einstein e Schrödinger, mas também por figuras menos conhecidas e igualmente fascinantes, o livro é uma investigação literária sobre homens que atingiram o "ponto de não retorno" do pensamento e nos revelaram em alguma medida o "núcleo escuro no centro das coisas".

sábado, 18 de junho de 2022

Leitura- Uma longa e estranha viagem- Tony Horwitz

 

Gostei do livro: Importante conhecer além da história americana um pouco de sua formação e de entender sua cultura e valores. Recomendo


Resenha: 

O jornalista ganhador do Prêmio Pulitzer, Tony Horwitz, apresenta neste livro o que pode ser descrito como um guia para os desbravadores da história do século perdido, aquele entre a primeira viagem de Cristóvão Colombo e a fundação de Jamestown, nos Estados Unidos, em 1607. Determinado a desvendar os mistérios dessa época, o autor embarca em uma aventura seguindo os passos dos europeus que precederam os peregrinos na América. Nesta combinação de romance e diário de viagem, narrados com muito humor, ele explora o vão entre o que conhecemos e aquilo que foi esquecido, redescobrindo façanhas notáveis de vikings, conquistadores e viajantes franceses. Horwitz escreveu também Latitudes azuis – Incursões audaciosas por onde passou o capitão Cook, lançado no Brasil pela Editora Rocco.

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Leitura - 451 no # 58

 

Excelente este numero; Muitas boas resenhas e artigos. Acabei comorando "Quando deixamos de entender o mundo " e Sobrevidas .Vou comprar SAMARCANDA de Maalouf


Indice do No 58

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Leitura- Sobrevidas - Abdulrazak Gurnah


 

Excelente livro. No estilo de romances históricos tipo o Tempo e o Vento mostra a história da Tanzânia misturada com as vida de pessoas simples recortada pela forte cultura islâmica. Recomendo 



Do vencedor do prêmio Nobel de literatura, um romance arrebatador que tem como pano de fundo os efeitos brutais do colonialismo na África Oriental.

Deutsch-Ostafrika, início do século XX. Os colonizadores avançam violentamente pela África, dizimando povos e impondo regras e costumes. No litoral do oceano Índico, Khalifa e Asha estão tentando ter o primeiro filho e logo conhecem Ilyas, que chega à cidade para trabalhar. Ainda menino, ele fora raptado por um askari das tropas coloniais e anos depois descobre que os pais morreram e que sua irmã, Afiya, está vivendo em condições deploráveis. Já Hamza chega em busca de emprego e segurança e lá acaba se apaixonando por Afiya. Num período de lembranças traumáticas, ele integrara a Schutztruppe, lutando contra o próprio povo ao lado dos colonizadores.

Neste romance magistral, Abdulrazak Gurnah joga luz sobre as consequências devastadoras da opressão e do colonialismo sobre todo um continente. Enquanto os personagens vivem, trabalham e se apaixonam, pairam sobre eles o fantasma da guerra e a possibilidade de que novos combates arrasem a vida de todos mais uma vez.

“Um relato compassivo do que há de incomum nas vidas comuns, Sobrevidas combina uma narrativa apaixonante com uma prosa cuja rara precisão emocional confirma o lugar de Gurnah entre os mais destacados estilistas da literatura inglesa contemporânea.” — Evening Standard"

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Leitura -Veneno Fatal - Dorothy Sayers




Livro muito recomendado como um dos melhores romances policiais.  Não escreve com a mesma desenvoltura de Agatha Christie e outros mas eh um bom romance


Resenha: Harriet Vane é uma talentosa autora de romances policiais. Os seus enredos - em que "usa" generosas quantidades de veneno - são populares e fazem dela uma mulher independente. Ou melhor, faziam… Harriet está agora presa, acusada de assassinar o noivo que, curiosamente, morreu envenenado, numa tragédia que parece reproduzir à letra uma das suas obras. Não ajuda nada o facto de ela, na altura da morte de Philip, ter arsénico em casa. Todos os indícios apontam para a sua culpa. Harriet Vane corre o sério risco de morrer na forca. Por sorte, um membro do júri não está convencido. E Lord Peter Wimsey, cujo comportamento perante a ré é ainda mais extravagante do que em circunstâncias normais, também não. Juntos, tentarão provar a inocência da jovem. Mas o tempo escasseia, e o nó da corda parece apertar-se a cada dia que passa...

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Leitura - Mais forte que a espada -Vol2 - Hiroshi Hirata






Resenha : 

Por que as pessoas fazem guerra? Como governar um território sem ser na base do medo? Vivendo no Período Sengoku (1467 – 1615), o mais longo período japonês de guerras civis, esses são os questionamentos que Hisa e seu filho Matataro Shimizu se fazem o tempo todo, buscando encontrar aquilo que é MAIS FORTE QUE a ESPADA. Hiroshi Hirata, o maior mestre dos mangás de samurai ambientados no passado do Japão, está de volta ao Brasil com mais uma de suas consagradas séries baseadas em fatos históricos. P Em meados da década de 1540, Hisa, uma jovem criada para ser a dedicada esposa de uma família nobre, se casa com Yasuhide Shimizu (1532 – 1591), destinado a se tornar o soberano e general da província de Izu, a serviço do clã Hojo. Não tarda a comprovação de que sua nova vida não terá nada de pacata, quando a festa de casamento sofre um atentado, e que fazer parte de uma família de senhores de terra a colocará em meio a intrigas e derramamento de sangue. A partir de então, ela se revela uma mulher de pulso firme e força física avassaladora, capaz de lutar contra adversários masculinos em pé de igualdade e até deter sozinha um boi enfurecido. P Contudo, força bruta e violência não são a resposta para tudo, e Hisa vai aprender a duras penas como apoiar ou contestar seu companheiro — que carrega o peso de ter que atender ao chamado de seu superior para a guerra—, além de lidar não apenas com a criação de seus filhos, como também com a segurança e bem-estar dos habitantes de seu território, que se encontram sob sua responsabilidade enquanto Yasuhide se ausenta para batalhar. P Mais Forte que a Espada: Kairiki no Haha é um clássico gekigá (mangá de temática realista), publicado originalmente no Japão de 1993 a 1996 e agora apresentado aos leitores brasileiros em uma coleção fechada de dois volumes, com sobrecapa com verniz localizado, papel polén de alta gramatura, miolo colado e costurado para o melhor manuseio na leitura, e marcadores de páginas exclusivos.

Leitura- MAUS - Art Spiegelman

 



Livro muito recomendado e excelente . Transmite com simplicidade todo drma dos judeus durante a 2a guerra . A Vida do pai de Art eh mais que um romance é uma lição de sobrevivência de de vida 

Resenha: MAUS ("rato", em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Foi publicado em duas partes, a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, o livro ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer de Literatura.

A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas - história, literatura, artes e psicologia. Em nova tradução, o livro é agora relançado com as duas partes reunidas num só volume. Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos, poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto.

Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável.

domingo, 22 de maio de 2022

Leitura- As Flores do Mal - Baudelaire

 



Imagino que poesia eh a sublime expressão de uma língua viva ou morta . Logo a tradução retira pelo menos metade de seu caráter divino e sobre-humano. Traduzir Dante , Virgílio , Baudelaire Blake e Whytman não eh tarefa fácil. Mas sempre se consegue se absorver ao menos a mensagem do poeta mas não seu sublime . Por isto os poetas em língua portuguesa para mim são melhores .Se expressam em nossa língua.

Grafado pelo autor originalmente com letra maiúscula, o “Mal” de Baudelaire é um conceito, uma percepção que perpassa a sua obra e expõe o caráter humano. Livro inovador, que nas palavras de Marcel Raymond e Paul Valéry funda uma espécie de “movimento poético contemporâneo”, As flores do mal foi responsável por uma escandalosa transformação da literatura mundial ao misturar estilos elevados e populares, influenciando escritores como André Gide, Marcel Proust, James Joyce, Thomas Mann, entre outros.

A primeira edição, publicada em 1857, quando Baudelaire tinha 36 anos, logo se torna objeto de um processo judicial que culmina na proibição de seis poemas. A segunda edição, de 1861, suprime os poemas censurados e inclui outros 35. O poeta — também tradutor de Edgar Allan Poe e crítico de arte — foi alvo de discórdia também nos círculos literários. Conhecido por encarar a vida com uma paixão enfastiada, Baudelaire transformou o universo a sua volta em uma poesia forte, visceral e por vezes perniciosa.

Este volume bilíngue reúne toda a poesia de Baudelaire: As flores do mal tal como publicado em 1861 e os poemas acrescidos à edição póstuma de 1868, em uma edição especial que demonstra toda a potência de um autor ainda hoje “maldito”.


terça-feira, 17 de maio de 2022

Leitura- Gordon Pym - Edgar Alan Poe

 




Resenha :
Publicado originalmente em 1838, este é o único romance do grande contista norte-americano Edgar Allan Poe (1809-1849), primeiro escritor a influenciar os rumos da literatura além das fronteiras de seu país. Gordon Pym, capitão de um grande veleiro americano, narra o motim e o massacre ocorridos em seu navio durante rota pelos mares do sul, e as terríveis aventuras da tripulação sobrevivente após seu resgate por uma escuna inglesa.


Leitura -Escritos Policiais - Elísio de Carvalho

 


Bem interessante este livro. São crônicas sobre a marginalidade , suas características , formas de atuação da policia e dos marginais e vários malfeitores. Como sempre sempre de preconceito principalmente devido a ser feito por policial . Mas uma leitura bem legal para entender a época

Resenha : 


Este volume reúne seis séries de crônicas publicadas por Elísio de Carvalho na imprensa carioca entre 1910 e 1913. Parte de um conjunto mais vasto saído nos jornais da então capital federal, os textos são atravessados pela emergência de uma criminalidade sofisticada e pretensamente civilizada, e a aspiração a uma modernização da polícia que permitisse combatê-la. Elísio se nutria tanto de observações diretas do mundo de criminosos e policiais, fruto de sua atuação como diretor do Gabinete de Identificação e Estatística da Polícia do Rio de Janeiro, quanto da leitura de criminologistas da moda e de livros surgidos no então incipiente campo internacional da chamada “polícia científica”.


O acesso aos arquivos da polícia e a inúmeros prontuários de criminosos presos na Casa de Correção, onde se localizava o Gabinete de Identificação e Estatística, permitiu ao autor não apenas reconstituir histórias de ladrões, estelionatários e falsários que alcançaram certa projeção nesse período, mas também apresentar a seus leitores um universo delitivo no qual se misturavam prostitutas, proxenetas, jogadores, tatuadores e consumidores de morfina e de ópio, entre outros personagens em geral desconsiderados do mundo urbano no Rio de Janeiro da Primeira República.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Leitura- Croniquetas - Artur Azevedo

 




Muito bom ler estas crônicas para entender um pouco de nossa história e formação . Ademais são muito bens escritas : um misto de noticias , informações e comentários sobre fatos ocorridos e a ocorrer na cidade e no Mundo

Resenha :


Sob o pseudônimo Elói, o herói, Artur Azevedo publicou quinzenalmente, de 15 de dezembro de 1885 a 30 de junho de 1903, suas “Croniquetas” na revista feminina A Estação: Jornal Ilustrado para a Família. Este volume apresenta 87 delas, escritas do início de sua produção até a última de 1889. Ao longo desse período, a cidade do Rio de Janeiro, a princípio a Corte imperial de uma sociedade escravista, transformou-se na capital federal de um país que acabara de abolir o trabalho escravo e experimentara um golpe militar pelo qual a República se instaurou. As crônicas aqui reunidas se configuram, assim, num meio privilegiado para acompanhar a lógica desse processo, tal como testemunhado pelo olhar atento do cronista.


Com humor, ironia e alguma acidez, seu texto trata dos principais acontecimentos da cidade e do país, à luz de um enfoque que buscava atender aos interesses do público feminino para o qual o periódico se destinava. Em linguagem coloquial e, por vezes, em tom pedagógico, Artur Azevedo se propunha a ler os fatos do mundo para suas leitoras, mesmo que estes supostamente fugissem às atribuições que lhes cabiam. É sobre os ombros delas, portanto, que temos hoje a chance de saber o que, de seu observatório, Elói, o herói lhes escrevia a cada duas semanas.

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Leitura- 451 No 57


 A Literatura ficcional cede terreno a Literatura sócio- politica a a ensaios e estudos sociais. Pouco ou quase nada de resenha de livros de ficção 

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Leitura- Contos Vol 3 -H P Lovecraft

 



Resenha :
Nesta edição, volume III da coleção, reunimos alguns dos contos mais famosos de H. P. Lovecraft, que fazem parte de seu “Horror Cósmico”. O volume contém “A cidade sem nome”; “A coisa na soleira da porta”; “O cão de caça”; “O depoimento de Randolph Carter” e “Os sonhos na casa da bruxa”. Mais uma leitura imperdível para os amantes do horror.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Leitura- Niketche- Paulina Chiziane

 




Resenha :
Um dos romances moçambicanos mais renomados do século XX, agora em edição de bolso.Rami é uma esposa fiel e subserviente. Ela faz o que manda a tradição, mas nem assim consegue ser amada por Tony, com quem é casada há vinte anos. Certo dia, Rami descobre que o marido tem várias amantes — e filhos — por todo o Moçambique, e decide conhecê-las uma a uma. “Eu, Rami, sou a primeira-dama, a rainha mãe. […] O nosso lar é um polígono de seis pontos. É polígamo. Um hexágono amoroso”, diz. A partir desse encontro surpreendente, todas terão suas vidas completamente transformadas.De origem humilde, Paulina Chiziane foi a primeira mulher moçambicana a publicar um romance — apesar de não se considerar romancista, mas uma contadora de histórias. Em Niketche, ela mistura bom humor, consciência social e lirismo para traçar um vigoroso painel da condição feminina e da sociedade de seu país.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Leitura-Romances de Patrick Melrose- Vol 2 - Edward St Aubyn


Este complemento do Romance não se equipara ao 1o Volume .Mas se trata de ótimo escritor e um bom romance


Resenha :  Por quase duas décadas, Edward St. Aubyn inspirou-se na própria história para retratar a vida de Patrick Melrose e o universo da elite inglesa numa aclamada empreitada literária. Mantendo a elegância e a inteligência características do primeiro volume, esta continuação dos Romances de Patrick Melrose reúne os dois títulos que encerram a série.

Em O leite da mãe, Patrick, agora casado e pai de dois meninos, teme que a relação conturbada que teve com o pai envenene o seu próprio exercício de paternidade. Ao mesmo tempo, sua esposa Mary volta-se inteiramente ao cuidado das crianças; sua mãe, Eleanor, deseja realizar um suicídio assistido; e os filhos sempre parecem entender muito mais do que deveriam.

O último livro, Enfim, é ambientado no funeral de Eleanor Melrose. Enquanto encara a perda da mãe, Patrick começa a aceitar e compreender os motivos que tornaram seus pais o que foram. Sozinho em seu quarto, pode finalmente vislumbrar a perspectiva de liberdade que há tanto tempo almeja.

Leitura -Os Coadjuvantes -Clara Drummond

 


Excelente este livro de Clara Drummond. Num estilo corrosivo e auto destrutivo similar ao de Reinaldo Moraes de Pornopopeia só sob a ótica da classe A . 

Resenha : Cômico e melancólico, sensível e cruel, um romance corrosivo sobre o mundo da arte, o Brasil dos privilégios e uma geração perversamente obcecada por imagem e virtude.
Vivian é uma jovem curadora de trinta e poucos anos que vive entre Rio e São Paulo. Seu currículo impecável só existe por conta dos diversos trabalhos mal remunerados em instituições prestigiadas, uma vez que vive do dinheiro da família. Quando um episódio trágico faz com que sua vida se cruze com a de Darlene, uma ambulante que vende cervejas em frente a seu apartamento, o mundo de Vivian ganha um rumo sombrio e imprevisível. O elo invisível entre seu conforto financeiro e a violência que mora ao lado nos convida a uma jornada ímpar na literatura brasileira contemporânea. Entre o delírio narcisista, personagens obcecados por manter sua posição social a qualquer custo e um retrato cáustico do universo de pais e filhos ricos e privilegiados, a narradora de Clara Drummond nos convida a olhar para a tragédia humana e de um país.
“Amparada por uma tradição que flagra com tintas satíricas, entre o riso e a crueldade, o esboroamento de certa classe proprietária brasileira, Clara Drummond conduz esse processo até o século XXI e os primeiros passos do nosso mais novo ensaio de Estado policial. Nesse palco, descortina o circuito das artes e das festas, apresentando uma geração que experimenta uma vaga rebelião, que possui uma vaga consciência do mal-estar, mas que segue com a dança, com tudo o que ela tem de mais perverso, porque, como diz a narradora acerca de si, é ‘muito insegura para não ser superficial’.” — Marcelo Pen

“Os coadjuvantes é o retrato de uma geração, mas também de uma cidade e de uma classe social que raramente se vê retratada com tanta precisão e mordacidade. O livro é engraçado de rir em voz alta — como diz a narradora e protagonista: ‘meio cômico, meio triste’. É surpreendente, divertido e muito bem escrito.” — Branca Vianna

“Com sua cabeça curiosa e repertório incomum, Clara Drummond capturou meu foco e meu desvio com uma literatura ferina e cordial. Um pequeno grandioso livro.” — Letrux

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Leitura - 451n# 56

 

A resenha de PRP me leva a comprar Os amnesicos . A entrevista com Clara Drumond seu O Coadjuvantes eo passeio no Japão de Muriel Barbery Uma Rosa só 

Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

  Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido  RESENHA :  Com o inevitável e fatídico final do du...