sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Leitura - 451 No 62







Muito fraca esta edição da 451. Pouca ficção literária e muita ficção política. 


Resenha : 

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Leitura- Contos de Cantuaria - Geoffrey Chaucer

 




Resenha: O texto mais importante do período medieval europeu, que definiu toda a literatura como a conhecemos hoje.
Escritos entre 1386 e 1389, os 24 textos que compõem os Contos de Cantuaria foram escritos por Geoffrey Chaucer ao estilo das grandes narrativas medievais e descrevem de forma mordaz a sociedade inglesa de então.
Um conjunto de peregrinos encontra-se numa estalagem e é desafiado para um concurso de histórias que terá como prémio um almoço gratuito nesse estabelecimento quando do seu regresso de Cantuaria, para uma visita ao túmulo de São Thomas Becket. As histórias dos peregrinos constituem o retrato notável de uma sociedade ao mesmo tempo distante e próxima da nossa, permitindo diversos níveis de leitura e de interpretação. Contribuem também para a fixação das bases da narrativa moderna nos mecanismos de narração que empregam e nas estratégias e formas de estabelecer os diálogos.
A obra foi construída à semelhança do Decameron, de Boccaccio, que Chaucer terá lido quando da sua missão diplomática em Itália, no ano de 1372. Este clássico da literatura universal inspirou óperas e adaptações ao teatro, à televisão e ao cinema, entre as quais se destacam, neste último caso, o filme realizado por Michael Powell e Emeric Pressburger – uma mistura de comédia, drama e mistério – ou ainda a película de Pier Paolo Pasolini. É também de salientar uma famosa homenagem musical feita por Sting.
A edição da E-Primatur conta com a tradução do poeta e tradutor premiado Daniel Jonas e as ilustrações de Edward Burne-Jones, preparadas para a Kelmscott Press, fundada pelo célebre escritor William Morris.

«Estes contos são o Decameron da literatura inglesa [...] e são a primeira narrativa em verso escrita em vernáculo. A sua fama e alcance histórico, social e cultural ultrapassam qualquer outro texto desta época, sendo o primeiro deles verdadeiramente universal.» Harold Bloom



quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Leitura- O Sonambulo Amador- José Luiz Passos

 



Resenha : Final dos anos 1960. Jurandir é um funcionário humilde da indústria têxtil pernambucana. Ao perder a sanidade, esmagado por eventos trágicos, é internado numa clínica em Recife.Com a ajuda de um enfermeiro e uma interna, ele tentar aceitar o passado e conviver com o presente. São narrados os feitos nem sempre memoráveis de um homem marcado pela perda, mas que, apesar de suas crises e incertezas, tenta sempre se corrigir, sempre acertar - como marido, como funcionário, como amigo e até como herói.

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Leitura- Com todo meu rancor- Bruna Maia

 

O livro começa muito bem mas no final se perde. Para ser um libelo contra o machismo deve ser lido como uma alegoria em face da pouca verossimilhança das ações feitas pela personagem .É um um livro que nos prende até o fim. 


Resenha ;Ana é detestável. No começo, você até pensa que Matheus tinha razão no que dizia: que Ana era tóxica, cheia de ódio e morte no prato. Uma pessoa sem alma que só quer vingança, só quer ferir, cuja felicidade parece morar no sofrimento daquele ex infeliz que teve o azar de cruzar o caminho dela. Essa desequilibrada. Doida. Maravilhosa. Assustadora. Mas aí as coisas vão sendo reveladas e você acaba pensando que o que Ana faz é até pouco. Se não pudermos nos vingar em personagens e na ficção, vamos correr pra onde?

Entre equipamentos de vigilância, abuso psicológico, violência física, aborto, drogas prescritas e recreativas, um coração de boi, amizades lindas, uma égua, Toddynho adulterado, ASMR de frango frito e um cheirinho de Medeia no ar, a narrativa é envolvente como um romance policial e absurda como o excelente Meu ano de descanso e relaxamento, de Ottessa Moshfegh, que também envolve drogas e ideias malucas de uma mulher deprimida.

É uma delícia ver um romance de estreia com uma protagonista tão perturbada e distante dos estereótipos femininos que o patriarcado aprova ― a mulher dócil, servil, frágil e sempre pronta para perdoar e pedir desculpas por existir. Com Ana não tem arrego. Nem com Bruna, essa escritora que não tem medo e nem vergonha da raiva. Cuidado com elas.
― Clara Averbuck, Toureando o diabo

Com todo o meu rancor é um romance ácido, violento e hilário sobre a força do ódio, o poder da vingança e a busca por identidade em uma conturbada jornada anti-heroica.

"Bruna Maia não faz prisioneiros em Com todo o meu rancor, verdadeira pornografia de vingança em forma de romance. Fantástico e perturbador." ― Arnaldo Branco, roteirista

"A narrativa sagaz de Bruna Maia, seu humor ácido e sua fúria sofisticada nos entorpecem e, quando você se dá conta, está sentindo prazer com 'O Plano' de Ana e torcendo por essa justiceira contra os males do patriarcado. Se você acha que uma mulher deve ser somente um coração bondoso e resiliente, vá ver um filme de princesas. Você não está preparado para essa conversa." ― Júlia Rabello, atriz

"A inteligência de Bruna Maia, já conhecida dos quadrinhos, agora se volta para o romance, com um enredo que instiga e perturba, comove e diverte. Ana encarna os principais dilemas do amor nos tempos do capitalismo tardio, expondo as entranhas do patriarcado sem pudor e sem pena." ― Natalia Timerman, Copo vazio

"Nesta narrativa galopante, com sua realidade delirante ou delírio lúcido, a vingança não é um prato que se come frio. A refeição é uma sopa escaldante, lisérgica, e nunca termina." ― Andréa del Fuego, A pediatra

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Leitura - A Casa e o Mundo - Rabindranath Tagore


Hoje este romance  parece meio anacrônico na forma de expressão das pessoas e  na construção dos personagens . Porém não deixa de ser uma obra que coloca questões importantes na postura individual  quanto a atitudes e visões na  condução do Pais no rumo da independência

Resenha :Rabindranath Tagore foi a figura literária mais importante da literatura bengali. Como poeta, romancista, músico e dramaturgo, Tagore reformulou a literatura e a música bengali no final do século XIX e início do século XX. A Casa e o Mundo é um romance de 1916 que ilustra a batalha que Tagore travou consigo mesmo, entre as ideias da cultura ocidental e a revolução contra essa mesma cultura. A obra foi um grande sucesso mundial e esteve entre as selecionadas em uma lista do "The Telegraph" com os 10 maiores romances asiáticos de todos os tempos. Um feito muito relevante, mas não extraordinário para um escritor que, em 1915, foi laureado com o Prêmio Nobel de Literatura.

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Leitura- Os melhores contos de Rabindranath Tagore

 

Comprei um 2o livro sobre Tagore pois este foi muito curto .Mas já da ideia da força literária do autor. Seus contos nos deixam meio aturdidos pelas surpresas ao fim dos mesmos . As vezes são contos apenas para registro das questões éticas e morais da cultura Indiana . 



Rabindranath Tagore (1861-1941) foi um talentoso homem da Renascença Bengali, distinguindo-se como filósofo, reformador social e político e um notório escritor em todos os gêneros literários. Tagore influenciou Gandhi e os fundadores da Índia moderna. Em sua prolífica vida literária, Tagore deixou um legado de canções, versos, romances de qualidade e ensaios que he valeram a distinção de ser o primeiro escritor asiático a receber o Prêmio Nobel de Literatura em 1913.. Neste ebook, o leitor encontrará uma primorosa seleção dos Melhores Contos de Rabindranath Tagore.

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Leitura - Lazarilho de Tormes- Anonimo

 




Resenha :Narrativa anônima do século XVI, Lazarilho de Tormes constitui um marco no panorama da literatura universal. Inovador em numerosos aspectos, é uma das raízes do romance como gênero e, além disto, o fundador da picaresca espanhola. Divertida e por vezes comovente, a história do garoto Lázaro e das inúmeras artimanhas a que recorre em sua luta pela sobrevivência possui também, por trás de sua aparente simplicidade, um alto teor de crítica social, o que faria com que, poucos anos depois de seu surgimento, o livro fosse proibido pela Inquisição.
Embora se conservassem exemplares de três edições de 1554, a versão original nunca foi encontrada. Em 1992, porém, descobriu-se, escondida atrás de uma parede falsa de uma casa em Barcarrota, na Espanha, uma outra edição de 1554, impressa em Medina del Campo, e logo considerada por alguns especialistas como a que mais se aproximaria da princeps. Foi este texto, desconhecido durante séculos, que serviu de base para a presente edição - bilíngue, acompanhada de notas e estudo crítico - de Lazarilho de Tormes.


quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Leitura- A Celestina - Fernando Rojas

 

Clássico da Idade Média este livro possui o humor característico da época : muito sarcasmo em face da hipocrisia religiosa e social


Resenha: Na Espanha da virada do século XV para o XVI, surge a história de amor de Calisto e Melibéia: ele é um burguês que se apaixona perdidamente pela moça; ela é filha de um nobre e rejeita o amor de Calisto. Na esperança de obter ajuda, ele procura Celestina, dona de um prostíbulo e também uma espécie de casamenteira. Não tardará para que os dois jovens fiquem cegos pela paixão. Discute-se se a primeira edição da obra – anônima e com 16 atos – é de 1499 ou 1500, mas em 1502 foi publicada em Sevilha a Tragicomédia de Calisto e Melibéia, agora com 21 atos, versão a partir da qual foi feita a presente tradução. Essa trama de amor malogrado marcou a história da literatura e do teatro ocidental devido à construção dos personagens e às novas ideias de unidade e coerência que inaugura. A peça também marca o final da literatura medieval e o início de uma nova fase na cultura espanhola, antecipando traços, características estilísticas e mesmo temáticas que apareceriam depois em Dom Quixote e Lazarilho de Tormes.

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Leitura- Abaixo as verdades Sagradas - Harold Bloom

 




Autor de livros que ajudaram a expandir o horizonte da teoria literária, transformando-a numa verdadeira crítica das ciências humanas, Harold Bloom é capaz de abordar grandes temas sem reduzi-los, descobrindo novas perspectivas de análise e observação. Nesta obra, Bloom se debruça sobre textos e mestres da literatura universal — o Antigo Testamento, Homero, Kafka, Beckett, Dante, Shakespeare, Freud e outros — em busca de matrizes de representação que até hoje determinam nossas concepções da realidade e do sublime. Dono de vasta erudição, com extrema coerência ele discerne de modo agudo o sentido moral e intelectual de cada texto.


domingo, 11 de setembro de 2022

Leitura- 451No #61

 




Resenha :

FOLHA DE ROSTO     Marcelo Rubens Paiva — Renato Parada 


FICHAMENTO    Lourenço Mutarelli — Iara Biderman 


COLUNAS    Casa assombrada [Tema Livre] — Djaimilia Pereira de Almeida

                     O funk na batida, de D. Cymrot [As cidades e as coisas] — Bianca Tavolari

                     Galeria a céu aberto [As cidades e as coisas] — Carol Macedo, Janaína Macruz e Priscila Amoni


LAUT — LIBERDADE E AUTORITARISMO

Diante do fascismo, de P. R. Pires — José Guilherme Pereira Leite

Punir, de D. Fassin — Luiz Guilherme Mendes de Paiva


DESIGUALDADES

Portas fechadas, de A. Tooze — Pedro H. G. Ferreira de Souza


CIÊNCIAS SOCIAIS

Depois do fim, de F. Secches (org.) — Nara Vidal 

Vale da estranheza, de A. Wiener — Antonio Mammi 


POLÍTICA

 Nada será sagrado? — Salman Rushdie


PÁGINAS DA INDEPENDÊNCIA

O grito do Ipiranga nas escolas — Fernanda Carpegiani 

Império em disputa, de T. Krause e R. G. Soares  — Thales Zamberlan Pereira 

D. Pedro 1o no cinema — Ana Carolina de Moura Delfim Maciel 

Independência do Brasil, de H. M. Starling  e A. Pellegrino (orgs.) — Keila Grinberg 


LITERATURA

Autismo, de V. Romão — Paulo Scott

Os abismos, de P. Quintana — Marcella Franco 

Outono, de K. O. Knausgård — Natalia Timerman 

domingo, 4 de setembro de 2022

Leitura - O Clube dos Jardineiros da Fumaça- Carol Bensimon

 





Resenha: Ambientado na Califórnia e tendo como pano de fundo a descriminalização da maconha, O clube dos jardineiros de fumaça é um retrato magistral da geração hippie. Vencedor do Prêmio Jabuti 2018 na categoria Romance.

Em um cenário formado por coníferas milenares, estradas sinuosas e falésias, a região californiana do Triângulo da Esmeralda concentra a maior produção de maconha dos Estados Unidos. É lá que o jovem professor brasileiro Arthur busca recomeçar a vida, depois dos acontecimentos que o levaram a deixar Porto Alegre. Aos poucos, ele se insere na dinâmica local e passa a fazer parte de uma história que começa com a contracultura dos anos 1960 e se estende até o presente.

À vida de Arthur e daqueles com quem estabelece vínculos — o atormentado Dusk, a solitária Sylvia, a indecisa Tamara — mistura-se a de personagens reais que participaram do embate que levou à descriminalização do uso da maconha, fazendo deste um poderoso romance panorâmico. Cruzando história e ficção, com uma linguagem original e ousada, a meio caminho entre Brasil e Estados Unidos, Carol Bensimon compõe em O clube dos jardineiros de fumaça um brilhante retrato da geração hippie e de seu legado.

Leitura= Diorama- Carol Bensimon

 


Um dos melhores romances brasileiros que li nos últimos anos. Tem um que de David Foster Wallace e Jonathan Franzen . Muito bem construído , envolvente e marcante , Uma brilhante escritora

Resenha: Inspirado em um crime real ocorrido na capital gaúcha, Diorama é um misto de coming of age e romance policial, marcado por deslocamentos, questões de sexualidade e feridas que nunca cicatrizam; um estudo único sobre as marcas deixadas em famílias desfeitas pelo crime e pelo preconceito.Uma caçada em família no pampa gaúcho. Uma taxidermista restaurando animais em um museu de história natural. Um deputado morto com um tiro de espingarda na retomada da democracia brasileira. Um romance que precisa ser mantido em segredo devido ao preconceito. Essas cenas tão vívidas são apenas algumas das que se entrelaçam em um livro sensível e envolvente, o primeiro desde que Carol Bensimon venceu o prêmio Jabuti de melhor romance com O clube dos jardineiros de fumaça.Narrado por Cecília Matzenbacher, Diorama percorre os meandros de uma existência marcada por um crime brutal. Enquanto a protagonista adulta tenta manter de pé a vida refeita nos Estados Unidos, sua versão criança leva o leitor de volta à Porto Alegre dos anos 1980, revelando pouco a pouco os detalhes íntimos e políticos de um assassinato que marcou o Rio Grande do Sul. Somam-se a isso múltiplas vozes de testemunhas e envolvidos, que erguem um universo agridoce de relações estilhaçadas, segredos e violência sempre à espreita.Em uma prosa cinematográfica, embalada a rock e entremeada por reflexões sobre a natureza e sobre as fraturas que carregamos, Bensimon constrói em Diorama uma comovente história familiar.

Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

  Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido  RESENHA :  Com o inevitável e fatídico final do du...