Comprei o livro de contos indígenas para Magali e já havia lido o de Marcelo Da `Salete : Mutanda Tiodora e Paraíso de Gurnah e vou comprar o de Sarr que já esta na lista
segunda-feira, 4 de dezembro de 2023
Leitura- A Água é uma máquina do tempo- Aline Motta
Muito recomendado e uma excelente surpresa. Prosa poesia ou poesia prosa. Multi-arte ? Aline consegue transmitir pela poesia fotos e recortes uma visão de suas raízes e conta sua estória muito sofrida de uma forma extremamente criativa
Resenha : Entre palavra e imagem, entre arquivo e fabulação, A água é uma máquina do tempo, de Aline Motta, reúne diversas linguagens artísticas e reconfigura memórias ao se valer de uma percepção não-linear do tempo.
Construindo um mosaico fluido de épocas a partir de documentos históricos, a artista-escritora cruza diversos planos entre si, num percurso que passa pelo luto por sua mãe e vai até o Rio de Janeiro de fins do século XIX, através dos fragmentos que reconstroem as vidas de Ambrosina e Michaela, antepassadas da autora.
Ao aliar criação e pesquisa, Aline Motta expõe as várias formas de rasura que a herança colonial impõe à nossa história. Na orelha do livro, Ricardo Aleixo escreve: “No afã de dar corpo a esse ‘tentar narrar’ o talvez inenarrável – as lacunas, fendas, dobras, os invisíveis liames, os desvãos da história –, Aline nos oferta uma obra que, em suas palavras, resulta de um processo de criação tão obsessivo e extenuante que bem pode ser definido como uma espécie de possessão”.
Comovente e contundente, A água é uma máquina do tempo funde o poético e o documental e faz da imaginação um ato político de transformação.
Leitura - Éramos mais unidos aos Domingos - Sèrgio Porto
Excelentes crônicas de Sergio Porto; Conhecia mais suas estórias sobre politica e outros de forma satírica .Porém suas crônicas mais digamos sérias são de um grande escritor.
Resenha : Um dos mais divertidos de nossos cronistas, numa seleção com textos engraçados, líricos ou francamente debochados. Eis a receita que, até hoje, faz do carioca Sérgio Porto (1923-1968) ser reconhecido como um dos mestres desse tipo de texto leve que fala do cotidiano de todos nós. E sua escrita vai além: a linguagem das ruas, as situações inusitadas do dia-a-dia, a comédia da vida privada, as transformações dos costumes nas grandes cidades brasileiras, as mentiras que contamos para os outros, a convivência com os vizinhos. Tudo isso vem recuperado numa prosa deliciosa, que demonstra um ouvido apurado para capturar a realidade, transformando-a em literatura e em diversão.
segunda-feira, 27 de novembro de 2023
Leitura - O homem ao lado - Sergio Porto
Resenha : Sérgio Porto atacava em todas: TV, rádio, teatro, shows, cinema. Mas sobretudo deixou algumas das mais hilariantes e afiadas crônicas da literatura brasileira. Seu olhar para captar o humor nas relações sociais, sua habilidade em desnudar — sempre com riso — as imposturas de nossos políticos e seu ouvido para captar as irresistíveis expressões inventadas no dia a dia do Rio de Janeiro dos anos 1950 e 1960 o entronizaram no panteão de nosso melhor humor literário.
O homem ao lado reúne crônicas com as melhores características de um autor que foi campeão de audiência: desde pequenas ficções sobre personagens e situações do Brasil e escrachos sobre personagens da História até um lado mais nostálgico e lírico. O conjunto é impressionante ao mostrar as diferentes e criativas maneiras do carioca de construir seus textos.
Midas do humor, Sérgio Porto injetava graça em tudo o que tocava. Suas crônicas eram comentadas quando saíam nos jornais e, suprema glória para um autor, faziam parte da conversa cotidiana de brasileiros de todas as classes sociais. Agora, com o início da reedição de sua obra pela Companhia das Letras, novas gerações de leitores poderão se deliciar com essa escrita irresistível.
domingo, 19 de novembro de 2023
Leitura- Crônica do Pássaro de corda- Haruki Murakami
è fácil perceber um verdadeiro Literato .Murakami passeia pelo texto , brinca com leitor e mostra como deve ser a Literatura : um viagem sem fim....
Resenha: Toru Okada é um jovem casado e sem filhos, que leva uma vida banal em Tóquio. Quando seu gato desaparece, ele vê seu cotidiano se transformar. A partir disso, personagens cada vez mais estranhos começam a aparecer, transformando a realidade em algo digno de sonho. Com seus fantasmas invadindo o mundo real, Toru Okada é obrigado a enfrentar os problemas que carregou consigo por toda a vida.
Conjugando os elementos mais marcantes da obra de Haruki Murakami, Crônica do Pássaro de Corda fala sobre a efemeridade do amor, a maldade que permeia a sociedade moderna e o legado violento que o Japão trouxe de suas guerras. Cativante, profético, cômico e impressionante, é um tour de force sem paralelos na literatura atual.
sábado, 18 de novembro de 2023
Leitura- Um antídodo contra solidão - David Foster Wallace
Umas das mentes mais brilhantes da literatura americana contemporânea. Vale tudo que foi escrito. Uma viagem na mente de um crítico da vida burguesa de todos nós
A ficção trata do que é ser uma p*rr@ de um ser humano, afirma David Foster Wallace (1962-2008) — romancista, ensaísta, ironista e mago da vertiginosa autoconsciência —, em um momento de suas investigações sem fim sobre o ofício de escrever. E o leitor deste Antídoto poderá acompanhar muitos outros momentos assim, conduzidos por mentes intrigadas e ávidas por desvendar o pensamento de um dos autores norte-americanos mais talentosos da virada do século. Assim como a sua prosa, trazida à luz em The Broom of the System, de 1987, e amplificada com o monumental Graça infinita, de 1996, suas ideias captam e tentam organizar a profusão de ruídos aos quais estão expostos os habitantes do novo milênio. As entrevistas acompanham os lançamentos literários de Wallace e à medida que passam os anos, e as páginas, é possível perceber respostas mais reflexivas, mais precisas, mais comoventes — como se o autor fosse abandonando a ironia, marca de sua geração, para alcançar aquilo que nos identifica e nos une. David Foster Wallace foi um autor avesso à exposição de sua vida pessoal, o que gerava ainda mais curiosidade no público leitor, e essas linhas funcionam como vias de acesso a uma intimidade inquieta, a uma solidão profunda em busca de qualquer coisa que a espante ou suavize.
terça-feira, 31 de outubro de 2023
Leitura-Gambé - Fred Di Giacomo Rocha
Resenha : Uma estória pensada nos termos de um Mano Brown e contada no espírito de Guimarães Rosa. Isso é Gambé.Houve um tempo em que a tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, a ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), atendia pelo nome de “Batalhão de Caçadores Tobias de Aguiar”. Não eram animais o que caçavam.Gambé integra essa corporação, é nosso homem na estrada. Seu destacamento aterrorizava os sertões de São Paulo na virada para o século XX, tempo vivo do pós-abolição e de invenção da República. Ordem e progresso eram o lema. Modernidade. A função na polícia nesse arranjo era simples: manter o povo manso e longe de rebeldias.Homens armados e em uniforme, inflados em seus egos — e testículos — pela miragem de serem detentores do monopólio legítimo da violência. O risco de liberação de sadismos é enorme. É que trazem consigo suas dores e desejos, suas frustrações e inseguranças, seus machos temores. Tudo com a mão no coldre.Gambé não nasceu pra isso. Como haver-se então com essa vida? Encontrar refrigério ou redenção? Sim, ele é polícia-caçador. Mas aprecia reconhecer suas cisões, os vários eus que carrega em si. E mesmo sabendo que não é inteiro, almeja ser íntegro. É essa sua saga e seu desafio — que é também o de cada um de nós.“Cartografia de um Brasil áspero, do qual outros Brasis não têm senão pálida notícia de tempos em tempos. Um sertão aberto como ferida pelo empenho de bandeirantes e outros mateiros, de benzedeiras, indígenas, negros, gente da roça e dos polícias. Gambé, o protagonista, traz no corpo e na memória a exata medida da tragédia desse lugar, onde não há bondade que subsista. Um grande romance por um dos autores que mais vêm me impressionando nos últimos tempos.” — Micheliny Verunschk“No mundo literário, há quem escreve bonito, há quem escreve certo e, em número bem reduzido, quem escreve de verdade. Depois de iniciada a leitura deste romance do talentoso Fred Di Giacomo, é impossível largar. Já testemunhei muita coisa boa na literatura brasileira contemporânea; acompanho de perto. E garanto: este livro é escrita como poucas vezes se encontra, é um feito, tem potência, é genuíno e vem para ficar.” —Paulo Scott
domingo, 22 de outubro de 2023
Leitura- 451 No 74
#74
- FOLHA DE ROSTO
Marcia Tiburi — Renato Parada
- FICHAMENTO
Fred Di Giacomo Rocha — Amauri Arrais
- CRÍTICA CULTURAL
De uma ilha a outra, de Ana Martins Marques; Sobre aquilo em que eu mais penso: ensaios, de Anne Carson e Uma prosa apaixonada, de Virginia Woolf — Paulo Roberto Pires
- ONDE QUEREMOS VIVER
A vida imaginada — Djaimilia Pereira de Almeida Encontrar, depois, procurar — Humberto Brito
- DESLEMBRAMENTOS
Mas lembro-me do cabrito — Ondjaki
- PERSPECTIVA AMEFRICANA
Diálogos feministas e antirracistas (e nada fáceis) com as crianças, de Bianca Santana — Juliana Borges
- AS CIDADES E AS COISAS
O jacaré fujão no Triângulo, de Sabrina Fontenele — Bianca Tavolari A Porto Alegre de Raymundo Faoro — Paulo Augusto Franco de Alcântara
- LIVROS E LIVRES
Quarto aberto, de Tobias Carvalho — Renan Quinalha
- LAUT — LIBERDADE E AUTORITARISMO
Luto sob custódia — Ana Clara Klink e Viviane Balbuglio
- HISTÓRIA
Nós, filhos de Eichmann, de G. Anders — Michel Gherman e Júlia Amaral
- DESIGUALDADES
How The World Became Rich: The Historical Origins of Economic Growth, de Mark Koyama e Jared Rubin e A jornada da humanidade: as origens da riqueza e da desigualdade, de Oded Galor — Rafael Cariello
- POLÍTICA
Manifesto antimaternalista: Psicanálise e políticas da reprodução, de Vera Iaconelli — Carol Pires
- REBENTOS — LITERATURA INFANTOJUVENIL
Apresentação: o livro ilustrado —O livro da história do livro e O livro da história da comunicação, de Ruth Rocha e Otávio Roth — Ana Paula Campos O vermelho vaidoso, de Alejandra González e Daniel Kondo — Daniel Trench Um senhor notável, de Olga Tokarczuk e Joanna Concejo — Juliana Leite Lá fora, os fantasmas e A memória do bosque, de Sara Bertrand — Paula Carvalho A menina dos cabelos d’água, de Sidnei Nogueira — Jaqueline Silva Criança-borboleta, de Marc Majewski — Renata Nakano Mari hi: a árvore dos sonhos, de Hanna Limulja — Rita Carelli Cada remada uma história. Vol. 76, de Tiago Hakiy, Daniel Munduruku, Cristino Wapichana e Roni Wasiry — Carola Saavedra Gnomos, de Wil Huygen e Rien Poortvliet — Carol Chiovatto Mamãe está cansada, de Vanessa Barbara — Anna Virginia Balloussier Leitores de carteirinha: outubro 2023 — Pedro Vieira de Miranda, Gabriel Henrique N. da Silva e Ana Clara da Silva dos Santos Seleção de 22 lançamentos infantojuvenis —
- LITERATURA BRASILEIRA
Como se fosse um monstro, de Fabiane Guimarães — Francesca Angiolillo
- LITERATURA JAPONESA
As últimas crianças de Tóquio, de Yoko Tawada — Aparecida Vilaça
- LITERATURA
Últimos contos, de Anton Tchékhov — Gustavo Pacheco
Leitura- O Deserto e sua semente - Jorge Baron Biza
Estupendo ! Excelente obra .Uma dilaceração do espírito .Literatura no mais alto nível .
Resenha : Contundente e controverso, este romance autobiográfico causou furor por onde passou. Uma mulher tem o rosto desfigurado depois de ser atacada com ácido pelo marido. Ao seu lado está o filho, que a partir de então a acompanhará no lento processo de reconstrução de sua identidade.
Baseado em catastróficos episódios reais, vividos pelo autor e por seus pais na Argentina dos anos 1960, O deserto e sua semente é um romance assombroso e comovente. No centro da tragédia está Eligia, que sofre um ataque brutal. Quando estão prestes a oficializar o divórcio, o marido, Arón, com quem fora casada por vinte e oito anos, arremessa contra o rosto da mulher uma jarra de ácido sulfúrico. No dia seguinte, o homem se suicida com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia.“Que nos oculta a pele?”, indaga o médico responsável pela tentativa de reconstruir o rosto de Eligia. A certa altura, ele propõe que se plante a semente no deserto, para que se comece algo do zero. Enquanto o narrador, o filho do casal, Mario, vaga de hospital em hospital, primeiro na cidade de Buenos Aires e mais tarde em Milão, em busca da reconstrução física de sua mãe, somos arremessados numa narrativa maior de desintegração, tanto pessoal quanto social. Depois de ser rejeitado por diversas editoras, O deserto e sua semente foi publicado em 1998, numa edição custeada pelo autor. “O livro foi bem recebido, sim. Mas lido numa chave muito autobiográfica, e o sofrimento não legitima a literatura. O que legitima a literatura é o texto”, declarou Jorge Baron Biza numa entrevista, em 1999. Três anos depois da publicação, tendo recebido uma avalanche de boas críticas pela obra, o autor se suicidou, lançando-se do 12o andar de um prédio — o mesmo no qual seu pai havia se matado. Um romance que expõe a dor e o horror a ponto de parecer anular o sentido humano dos acontecimentos. Uma obra-prima sinistra e absolutamente única.
“Um romance desprovido de sentimentalismo e, ao mesmo tempo, dotado de uma sensibilidade extrema.” — Mercedes Cebrián
“Jorge Baron Biza escreveu o livro que estava condenado a escrever — um romance, e não uma autobiografia: não testemunhamos os fatos nus, mas o desejo de contar uma história que se recusa a ser contada.” — Alejandro Zambra
“Sensacional, excepcional.” — Alan Pauls
“Uma obra-prima cult.” — Enrique Vila-Matas
quarta-feira, 18 de outubro de 2023
Leitura- o Rio de Janeiro no Tempo dos Vice Reis -Luis Edmundo
Luis Edmundo eh um excelente historiador e amante da cidade do Rio . Excelente livro
Resenha :
Nesta obra, Luís Edmundo, historiador e memorialista – também autor de O Rio de Janeiro do meu tempo e de A Corte de Dom João no Rio de Janeiro, apresenta ensaios sobre os costumes da vida cotidiana na capital da colônia portuguesa na América, à época dos vice-reis, cobrindo o período que vai da transferência da sede metropolitana de Salvador para o Rio de Janeiro em 1763, até a chegada da Família Real ao Brasil em 1808. Revelam-se neste volume: aspectos da cidade, suas ruas e os transportes; as festas populares e as alegorias; as cavalhadas, as touradas e as congadas; a serração da velha; o Imperador do Divino; a moda masculina e a feminina, e as cabeleiras; as cortesias e as obrigações; o namoro e o casamento, a cozinha e a mesa; o teatro e a medicina; a justiça, as assembleias, o pelourinho e a forca. O estilo de Luís Edmundo é vivo e colorido.
Leitura - O Decamerão - Giovanni Boccaccio
Uma leitura obrigatória para todo amante da Literatura .Junto com a Divina Comedia , Contos de Cantuária e o Livro do Travesseiro de Sei Shonagon , livros que abriram caminhos para a Literatura atual
Resenha : Giovanni Boccaccio é considerado uma das grandes vozes do Renascimento italiano – ao lado de Dante e Petrarca – e, com O Decamerão, que inaugurou a prosa de ficção ocidental, foi capaz como poucos de canalizar um manancial de narrativas em uma estrutura complexa, mas ao mesmo tempo acessível e atrativa.
As cem histórias desta obra monumental versam sobre os mais variados traços da vida humana, com suas riquezas e contradições, suas paixões e armadilhas. A obra-prima de Boccaccio, ao se desprender da moral medieval e abrir caminho rumo ao realismo, tornou-se um marco singular na literatura e uma fonte de influência para luminares como Shakespeare e Cervantes, além de muitos modernos que vieram posteriormente.
sexta-feira, 6 de outubro de 2023
Leitura - Longas Lâminas - Irvine Welsh
Excelente livro policial. Foge do padrão pela forma criativa de narração .
Resenha : Do mesmo autor de Trainspotting. Às vezes, a justiça é uma lâmina cega.
“São homens como ele que geralmente narram a história. Nos negócios. Na política. Na mídia. Mas não desta vez: repito, não é ele quem está escrevendo esta história.”O membro do Parlamento Ritch Gulliver está morto – seu corpo castrado foi abandonado em um armazém vazio. Depravado, racista e corrupto, a opinião geral é de que ele fez por merecer. Mas ninguém poderia ter previsto o nível de brutalidade.
Pela vida que Gulliver levava, os suspeitos são muitos: empresários rivais, oponentes políticos, os incontáveis grupos que ele ofendeu. Sem contar com os vulneráveis e marginalizados, que pagavam o preço por sua crueldade: aqueles sem voz, sem escolha, sem oportunidades.
Enquanto o detetive Ray Lennox busca a verdade sobre o que aconteceu, a lista de ataques brutais continua aumentando. Lennox sabe que precisa deixar de lado todos os seus sentimentos pessoais para resolver esse caso, mas uma pergunta se recusa a calar: quem são as verdadeiras vítimas nessa situação?
Leia também Crime, a primeira aventura do detetive Ray Lennox.
Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima
Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido RESENHA : Com o inevitável e fatídico final do du...
-
Excelente livro .Literatura pura na veia . Um dos melhores que ja li. Este eh a 1a parte do romance Resenha O romance "O Sonho da Câ...











