Livro interessante apenas pela forma de contar suas estorias . Nada especial
Resenha:
A menina de apenas catorze anos que foi a primeira pessoa a se apresentar como “homem bala”, quando essa bizzara profissão acabava de ser inventada. O jovem e brilhante cientista que teve que ser uma espécie de babá da primeira bomba atômica durante uma perigosa tempestade que poderia botar tudo a perder. A jovem imigrante italiana, recém-chegada a Nova York, que se apaixona à primeira vista por um guerreiro zulu exposto num circo de excentricidades. A linda história de amor entre o dono de um nightclub e sua dançarina – anos mais tarde avós do autor deste livro cheio de histórias arrebatadoras. Seleção de algumas das narrativas apresentadas por Nate DiMeo em The Memory Palace, um dos podcasts de maior sucesso dos Estados Unidos, O palácio da memória reúne, pela primeira vez em livro, um conjunto absolutamente viciante de histórias sobre pessoas comuns que enfrentaram – com coragem, paixão e inteligência – as vicissitudes, grandes e pequenas, oferecidas pela vida.
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
sábado, 27 de janeiro de 2018
Leitura - Homens elegantes

Um pouco longo este livro de Samir Machado. Uma elegia aos gays e seu universo , o livro eh rico de aventuras e atua em periodo pouco explorado de nossa historia em ternos de literatura . Como o 4 soldados uma boa leitura .
Resenha:
Escritor e roteirista nascido em Porto Alegre, Samir Machado arrebanhou elogios da crítica com o romance Quatro soldados. Agora, em sua estreia na Rocco, o gaúcho confirma que é uma das vozes mais originais da literatura nacional com um romance histórico que se filia à melhor tradição do gênero. Na trama, um soldado brasileiro é enviado a Londres com a missão de investigar uma rede de contrabando de livros eróticos para o Brasil, em 1760, e se deslumbra com os luxos e excessos da alta sociedade europeia. Uma legítima aventura de capa e espada, com direito a duelos e perseguições a cavalo, apimentada pela literatura pornográfica iluminista e pelo universo LGBT do século XVIII. A obra foi adquirida para adaptação cinematográfica pela RT Features, responsável por sucessos internacionais como Frances Ha, de Noah Baumbach, entre outros.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Leitura - O crime da Gavea
Vi o filme e li o livro . Mais um livro de roteirista sem o brilho de escritor. Um livro feito para virar filme e não para ser literatura .DescartávelResenha:
Um misterioso assassinato, paixões e traição são alguns dos ingredientes do romance de estreia do roteirista Marcílio Moraes, publicado originalmente em 2003 e prestes a virar filme. O narrador se vê preso numa teia de suspeitas em torno da morte de sua mulher e resolve investigar o crime por conta própria. Suas descobertas irão levá-lo até o alto da Pedra da Gávea, e a um desfecho surpreendente.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Leitura - Macumba
Muito interessante este policial de Rodrigo Santana. Explora o universo do Candomblé e Umbanda para criar um thriller num cenário pouco explorado . De quebra nos ensina bastante sobre estas religiões afro brasileiras
Resenha:
HOJE
Um detetive evangélico se depara com estranhas e peculiares mortes.
O cenário é o mesmo: centros de candomblé e umbanda no Rio de Janeiro.
Sem poder negar o que seus olhos veem, mesmo com todas as pré-concepções que sua religião o imputa, ele começa a investigar o que parece ser “impossível” de acontecer a olhos humanos.
ONTEM
O maior feiticeiro da África é capturado e arrastado para o outro lado do oceano, sob a chaga da escravidão, sofre sob o julgo de seus senhores e morre, vítima de uma traição.
Ele, decepcionado e sentindo-se abandonado por seus, antes, adorados deuses, promete vingança, vendeta esta que o acompanha em sua pós morte.
AGORA
Uma cultura milenar é posta em xeque ao ser perigosamente atropelada pelo desconhecido. Na configuração macabra que se apresenta ninguém está seguro. Qualquer médium pode ser a próxima vítima e só um homem temente a Deus pode salvá-la – mesmo que sua fé seja outra.
Em seu novo romance, Rodrigo Santos constrói um thriller policial baseado na riqueza cultural das religiões afro-brasileiras. Escravidão, orixás, religiosidade e paixão, em um embate sagrado, onde o que está em jogo é a sobrevivência do importante legado trazido pelos nossos ancestrais africanos, os diferentes ritos pejorativamente conhecidos como Macumba.
Resenha:
HOJE
Um detetive evangélico se depara com estranhas e peculiares mortes.
O cenário é o mesmo: centros de candomblé e umbanda no Rio de Janeiro.
Sem poder negar o que seus olhos veem, mesmo com todas as pré-concepções que sua religião o imputa, ele começa a investigar o que parece ser “impossível” de acontecer a olhos humanos.
ONTEM
O maior feiticeiro da África é capturado e arrastado para o outro lado do oceano, sob a chaga da escravidão, sofre sob o julgo de seus senhores e morre, vítima de uma traição.
Ele, decepcionado e sentindo-se abandonado por seus, antes, adorados deuses, promete vingança, vendeta esta que o acompanha em sua pós morte.
AGORA
Uma cultura milenar é posta em xeque ao ser perigosamente atropelada pelo desconhecido. Na configuração macabra que se apresenta ninguém está seguro. Qualquer médium pode ser a próxima vítima e só um homem temente a Deus pode salvá-la – mesmo que sua fé seja outra.
Em seu novo romance, Rodrigo Santos constrói um thriller policial baseado na riqueza cultural das religiões afro-brasileiras. Escravidão, orixás, religiosidade e paixão, em um embate sagrado, onde o que está em jogo é a sobrevivência do importante legado trazido pelos nossos ancestrais africanos, os diferentes ritos pejorativamente conhecidos como Macumba.
sábado, 30 de dezembro de 2017
Leitura- De que serve ser culto?

Bem legal este livro . Coloca em questão a falta de cultura e o que isto pode causar .O que eh cultura , como adquirir e o que ela causa . A cultura segrega? Eh elitista ? ou ajuda a formar povos? Bem legal a discussão pois mexe um pouco com nossos pré- conceitos e preconceitos. Além disto o canadense eh engraçado e gozador
Resenha:
Dependendo de onde se está, a falta de cultura pode se configurar em grande pecado. Mas por que é dada tanta importância à aquisição desta dita cultura? E quem afinal detém o privilégio de definir o que deve ser lido, compreendido e assimilado por todos os bons cidadãos? Partindo de fatos corriqueiros ou privados, polêmicos ou midiáticos, como o de um político francês que confundiu o nome de seu livro preferido com uma marca de roupas, Normand Baillargeon procura responder de forma ágil, com toques de humor e ironia, a essas perguntas que soam mais do que necessárias em nossa época imersa num oceano de informações. Escrito em linguagem simples e repleto de referências a boas fontes (Chomsky, Deleuze, Dewey, Montaigne), De que serve ser culto? se apresenta como mais do que um folhear de conceitos ensacados e pouco visitados. Ao questionar que papel tem a cultura no jogo social, político, econômico e pedagógico, a obra lança esclarecimentos inéditos e perspectivas incomuns do alto de suas pouco mais de cem páginas. Num cenário em que as humanidades parecem agonizar numa terra devastada e a internet acena como um sedutor atalho para a aquisição de conhecimento, De que serve ser culto? surge como um generoso convite ao pensamento crítico e à atitude atrevida diante das ideias dadas e dos clichês do bem-pensar.
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
Leitura - As Garotas
Excelente este livro de Emma Cline. Eh basicamente um livro sob a ótica feminina de uma adolescente em busca de afirmação , como qualquer outra .Ocorre que eh um livro que nos mostra como os homens são estúpidos e preconceituosos com seu pobre mundinho. Uma critica muito feroz a visão machista do mundo. ignorando a visão e força das mulheresResenha:
No final da década de 1960, a jovem Evie Boyd vive sozinha com a mãe no norte da Califórnia. Aos quatorze anos, imersa em inúmeras questões de autoaceitação, ela se sente muito desconfortável com o próprio corpo e tem apenas uma pessoa com quem contar: Connie, sua amiga de infância. No início do verão, uma briga faz com que as duas se afastem, e Evie encontra um novo grupo: garotas que demonstram extrema liberdade, usam roupas desleixadas e emanam uma atmosfera de abandono que a deixa fascinada. A jovem logo percebe que já está sob o poder e o domínio de Suzanne, a mais velha do grupo, e acaba entrando em um culto sombrio, liderado pelo carismático Russell Hadrick.
O rancho do grupo é um lugar estranho e decadente, mas, aos olhos da adolescente, parece exótico, com uma energia singular. Evie descobre que as garotas cozinham, limpam e prestam até mesmo serviços sexuais para Russell, que proclama um desejo de libertar as pessoas do sistema. Evie quer apenas ser aceita pelos outros integrantes, principalmente por Suzanne. É sua chance de se sentir amada e pertencente a algo. Conforme sua obsessão por Suzanne se intensifica, ela não percebe que se aproxima de uma violência inacreditável. Contada por Evie já adulta e ainda abalada, a narrativa é um impressionante retrato de garotas que se tornam mulheres.
Denso e de ritmo surpreendente, o romance de estreia de Emma Cline é escrito com precisão e perspicácia ao construir os perfis psicológicos dos personagens. As garotas aborda mais que uma noite de violência – é sobretudo um relato do mal que causamos a nós mesmos e aos outros na ânsia por pertencimento e aceitação.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
Leitura- Sempre vivemos num Castelo

Sensacional esta recomendação de leitura que tive neste fim de ano . Considerada uma grande autora americana Shirley Jackson equilibra uma visão familiar aristocrática , pueril e feliz com as diferenças sociais de pequenas cidades americanas mostrando o mais escuro da alma . Uma critica feroz a forma de viver repressiva em que vivem os americanos : um por fora outro por dentro
Resenha:
Morando na casa da família Blackwood com Constance, a irmã mais velha, e o tio Julian, Merricat só quer manter o delicado equilíbrio conquistado pelos três. Mas, desde que Constance foi acusada de assassinar o restante da família, ninguém deixa os Blackwood em paz. Quando o primo Charles chega à cidade, tentando fazer amizade com Constance e despedaçar tudo o que Merricat conquistou, ela entende que precisa fazer o possível para proteger o que sobrou de sua família - e isso pode levar a atitudes inesperadas. Com um humor macabro, Sempre vivemos no castelo conta a história deliciosamente sombria de Constance e Merricat Blackwood, uma das maiores anti-heroínas da literatura americana.
domingo, 17 de dezembro de 2017
Leitura- Neve Negra
Dentro do estilo literário em que se insere excelente este livro de Santiago Nazarin. Mestre no Terror .Já havia lido Biofobia dele em que mostra sua qualidade de escritor com outro tipo de propostaResenha:
Na noite mais fria do ano, na cidade mais fria do Brasil, um pai de família volta para casa. Pintor de sucesso, passa boa parte de seu tempo em feiras e exposições no exterior. E na sua cidade natal, na Serra Catarinense, se depara com o inesperado.
Enquanto a neve cai lá fora, sua família dorme. Mas quando seu filho de sete anos desperta é que começa um pesadelo que acabará com o aconchego do lar.
Neste habilidoso misto de terror psicológico e drama familiar, o leitor se depara com paranoias e dúvidas ancestrais da paternidade. É também um raro registro da neve no Brasil, num romance no qual questões existenciais se mesclam com o humor negro de que só Nazarian é capaz.
Leitura- Na escuridao da mente

Li este livro por recomendação de colunistas. Apesar de ter ganho um premio de ficção de terror não chega a ser brilhante. Ate a metade se arrasta um pouco e parece um livro juvenil . No fim melhora e surpreende .Se fosse o mesmo tema na mão de um bom escritor seria bem diferente ( Henry James)
Resenha:
A vida dos Barrett é virada do avesso quando Marjorie, de 14 anos, começa a demonstrar sinais de esquizofrenia aguda. Depois que os médicos se mostram incapazes de deter os acessos bizarros e o declínio de sua sanidade, o lar se transforma em um circo de horrores, e a família se vê recorrendo a um padre da região. Acreditando que seja um caso de possessão demoníaca, o padre Wanderly sugere um exorcismo e entra em contato com uma produtora que está ávida para documentar tudo. Com o pai de Marjorie desempregado e as dívidas se acumulando, a família hesitantemente aceita, sem imaginar que A Possessão se tornaria um sucesso imediato. Quinze anos depois, uma autora best-seller entrevista Merry, a irmã mais nova de Marjorie. Ao se recordar dos acontecimentos de sua infância, uma narrativa alucinante de terror psicológico é desencadeada, levantando questões sobre memória e realidade, ciência e religião... e sobre a real natureza do mal.
sábado, 9 de dezembro de 2017
Leitura- O Brasil antes de Cabral

Excelente este livro que conta nossa pre-historia . Conhecemos muito a história do homem em outros continentes mais pouco sobre a aventura humana na America do Sul
Resenha:
Se você acha que a pré-história brasileira não passou de um interminável marasmo, povoado por pequenas tribos de índios nus que viviam em ocas rudimentares e assavam lambaris no espeto para o jantar, está na hora de ler este livro. Um conjunto impressionante de novos estudos arqueológicos tem revelado que o Brasil anterior à chegada de Cabral, longe de ser um vazio primitivo, tinha populações densas, tradições artísticas vibrantes e “super-aldeias” que mais pareciam cidades em plena Amazônia. Nestas páginas, você vai acompanhar toda a saga dos primeiros povoadores deste pedaço da América do Sul, da chegada a um continente então dominado por dentes-de-sabre e tatus gigantes ao surgimento de sociedades complexas e construtoras de grandes monumentos.
domingo, 19 de novembro de 2017
Leitura: Hibisco Roxo
Excelente este livro da nigeriana Chimamanda. Ele nos mostra de forma pouco sutil como funcionam as formas de dominação . E como seguir cegamente dogmas de qualquer tipo , seja religiosa , partidária entre outras levam a mais barbara ditadura seja do comportamento seja de visão de mundo.Um livro que nos toca e faz pensar nestas formas de dominação criadas pelo homem. Mostra também que as pessoas supostamente mais corretas na visão da sociedade também são as mais barbaras entre 4 paredes.
Resenha:
Protagonista e narradora de Hibisco roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país.
Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.
“Uma história sensível e delicada sobre uma jovem exposta à intolerância religiosa e ao lado obscuro da sociedade nigeriana.” - J.M. Coetzee
Resenha:
Protagonista e narradora de Hibisco roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país.
Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.
“Uma história sensível e delicada sobre uma jovem exposta à intolerância religiosa e ao lado obscuro da sociedade nigeriana.” - J.M. Coetzee
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Leitura- O Enigma Quantico
Sensacional este livro de física. Apesar de não ser mais atual , nos mostra as varias interpretações da mecânica quântica , seus dilemas e aplicações praticas. Clarifica o enigma e claramente nos deixa ver que muito ainda esta por vir
Resenha:
Uma apresentação extraordinária e fácil de ler.” Charles Townes, ganhador do Prêmio Nobel de Física. Desenvolvida no começo do século XX para explicar fenômenos microscópicos, a mecânica quântica é a teoria mais testada e mais bem-sucedida da ciência. Nem uma única de suas previsões jamais esteve errada. No entanto, a teoria também exibe um enigma. Ela argumenta que a observação influencia o que é observado. Em O enigma quântico, os renomados professores Bruce Rosenblum e Fred Kuttner explicam esse encontro da física com a consciência, distinguindo especulações de fatos. Para isso, após um breve passeio pela física clássica, eles revelam em linguagem clara, objetiva e não técnica o surpreendente e curioso universo da teoria quântica, que tem entre seus principais expoentes Albert Einstein, Niels Bohr e Erwin Schrödinger. Capaz de ser entendido em sua totalidade até mesmo por aqueles sem conhecimentos prévios de física, este livro faz com que os leitores cheguem a suas próprias conclusões a respeito desse enigma quântico.
“Este livro é único. A exposição mais clara que já vi.” George Greenstein, professor de Astronomia da Amherst College
“Vívido e instigante.” The Washington Times
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Leitura - A noite da espera

Novo livro de Hatoum e a mesma experiencia : Literatura de alto nível . Já li todos os livros anteriores dele:
Relato de um certo Oriente, Dois Irmãos , Cinzas do Norte , Órfãos do Eldorado e a Cidade Ilhada . Em todos eles a mesma agradável surpresa. Hatoum eh hoje uma dos 10 melhores escritores brasileiros
Resenha :
Nove anos após a publicação de Órfãos do Eldorado, Milton Hatoum retorna à forma da narrativa longa em uma série de três volumes na qual o drama familiar se entrelaça à história da ditadura militar para dar à luz um poderoso romance de formação.
Nos anos 1960, Martim, um jovem paulista, muda-se para Brasília com o pai após a separação traumática deste e sua mãe. Na cidade recém-inaugurada, trava amizade com um variado grupo de adolescentes do qual fazem parte filhos de altos e médios funcionários da burocracia estatal, bem como moradores das cidades-satélites, espaço relegado aos verdadeiros pioneiros da capital federal, migrantes desfavorecidos.
Às descobertas culturais e amorosas de Martim contrapõe-se a dor da separação da mãe, de quem passa longos períodos sem notícias. Na figura materna ausente concentra-se a face sombria de sua juventude, perpassada pela violência dos anos de chumbo.
Neste que é sem dúvida um dos melhores retratos literários de Brasília, Hatoum transita com a habilidade que lhe é própria entre as dimensões pessoal e social do drama e faz de uma ruptura familiar o reverso de um país cindido por um golpe.
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Leitura- O Livro de Ouro da Mitologia
Excelente este livro sobre Mitologia de vários povos . Eh bem completo razoavelmente profundo e ajuda a completar lacunas de nosso conhecimentoResenha:
A guerra de Tróia, Hércules, Minerva, Midas, as divindades rurais, a mitologia oriental e nórdica, os druidas são alguns dos temas tratados nessa obra que conquistou milhares de pessoas no Brasil e no mundo. O leitor ficará fascinado com as mais encantadoras histórias e adquirirá conhecimentos indispensáveis à sua formação cultural. O autor, Thomas Bulfinch pensou nesta obra para desvendar alguns mistérios sobre a mitologia grega. O livro conta a história de vários deuses e heróis da Grécia antiga.
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Leitura- Candido , ou o Otimismo
Finalmente li Cândido. Um livro para ser lido com todas as referencias para não se perder historicamente a quem se dirigem as criticas . A visão de Voltaire eh acida e critica apesar dele mesmo ser um tanto preconceituosa e bem atual em face do conservadorismo que nos cercaResenha:
Até ser expulso de um lindo castelo na Westfália, o jovem Cândido convivia com sua amada, a bela Cunegunda, e tinha a felicidade de ouvir diariamente os ensinamentos de mestre Pangloss, para quem “todos os acontecimentos estão encadeados no melhor dos mundos possíveis”.
Apesar da crença absoluta na doutrina panglossiana , do primeiro ao último capítulo, Cândido sofre um sem-fim de desgraças: é expulso do castelo; perde seu amor; é torturado por búlgaros; sobrevive a um naufrágio para em seguida quase perecer em um terremoto; vê seu querido mestre ser enforcado em um auto da fé; é roubado e enganado sucessivas vezes.
Cândido só começa a desconfiar do otimismo exacerbado de seu mestre quando ele próprio e todos os que cruzam seu caminho dão provas concretas que o melhor dos mundos possíveis vai, na verdade, muito mal.
Cândido, ou o Otimismo é um retrato satírico de seu tempo. Escrito em 1758, situa o leitor entre fatos históricos como o terremoto que arrasou Lisboa em 1755 e a Guerra dos Sete Anos (1756-63), enquanto critica com bom-humor as regalias da nobreza, a intolerância religiosa e os absurdos da Santa Inquisição. Já o caricato mestre Pangloss é uma representação sarcástica da filosofia otimista do pensador alemão Gottfried Leibniz (1646-1716).
Antecipando o sucesso desbragado e a carreira de escândalo do livro, Voltaire, pseudônimo de François-Marie Arouet, assinou a obra com o enigmático Sr. Doutor Ralph.
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
Leitura- Nadando de volta para casa
Excelente livro da escritora que nos visitou na Flip. Pretendo ler outro livro seu : Coisas que não quero Saber , pois a experiencia com Nadando foi muito boa Nao estava num bom dia para leituras porem a leveza do texto nos leva a entrar na estoriaResenha:
Finalista do Man Booker Prize e eleito livro do ano pelo New York Times Book Review, Nadando de volta para casa, da britânica Deborah Levy, é um romance surpreendente sobre relacionamentos frágeis, segredos de família e o poder do não dito. Com uma trama elíptica e perturbadora, o livro relata o que seria a idílica viagem de um poeta britânico à Riviera Francesa, com amigos e família, até uma jovem aparecer nua, na piscina da casa. Enigmática, Kitty Finch persegue Joe, seu autor favorito, com a intenção de lhe entregar um poema, e toda a narrativa gira em torno do tenso momento em que o escritor expõe sua opinião sobre a obra da jovem, levando a história a um desfecho surpreendente.
terça-feira, 10 de outubro de 2017
Leitura-Os Contos Completos
Mais um livro de Alberto Mussa e mais uma boa surpresa. Creio que já li todos seus livros .A mistura de trabalho de pesquisa e da historia da cidade , índios e negros com uma Literatura de alto nível nos leva a esperar sempre o próximo e a pesquisar todos seus detalhes que ajudam a enriquecer nosso conhecimento sobre estes assuntos
Resenha:
Em sua obra vasta, erudita e tematicamente variada, Alberto Mussa criou esta grande coletânea.
Esta coletânea de contos tem, pelo menos, uma particularidade. Os contos que a compõem são, em sua maioria, retomadas de textos anteriores do autor. Não são simples reedições: são reescrituras, novas versões cujo espectro varia desde a quase literalidade até a completa reformulação, ou a mixagem de textos anteriormente dispersos. Do Brasil recém-descoberto às favelas e bares cariocas, da África profunda aos nossos terreiros de candomblé, da Grécia homérica aos sambas-enredos, do Egito faraônico aos poetas árabes pré-islâmicos, Alberto Mussa recolhe mitos e causos até compor um repertório absolutamente original.
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
Leitura- Quatro Soldados
Excelente recomendação de leitura. Samir Machado eh um alento nas letras .Criativo , estudioso e bom de escrita . Tao bom ou melhor que Tabajara Ruas .RecomendoResenha:
Uma das vozes mais originais e instigantes da nova literatura brasileira, Samir Machado de Machado mescla referências que vão de Shakespeare a Thomas Pynchon, passando por filmes de aventura como Indiana Jones e videogames como Uncharted. Não por acaso, sua obra cruza fronteiras de gênero, flertando com a aventura, o romance histórico e a fantasia, e se situando na fronteira, cada vez mais tênue, entre alta literatura e entretenimento. Primeiro livro do autor, agora publicado pela Rocco, Quatro soldados narra as peripécias de quatro jovens que têm seus destinos entrelaçados no Brasil de 1754, nos últimos anos da guerra contra as Missões Jesuítas: um alferes que ainda adolescente recebe seu primeiro comando, um rígido e melancólico capitão de cavalaria, um desertor que vive do contrabando de livros e um tenente de motivações ambíguas. Através da imaginação fabulosa de um narrador de memória e intenções duvidosas, os quatro passam por longas viagens, batalhas e todo tipo de aventura pelo vasto território brasileiro do século XVIII, das quais nenhum deles sairá incólume.
sábado, 16 de setembro de 2017
Leitura- Janelas da Mente
Comparado com os livros do Oliver Sacks eh bem fraquinho. Os contos são razoáveis mas não cativam .Mas parecem roteiros para TV.
Resenha:
Em seu segundo mergulho na ficção, a psiquiatra e escritora Ana Beatriz Barbosa Silva brinda o leitor com doze contos a respeito dos comportamentos humanos disfuncionais. Este novo livro é fruto de uma parceria com o também escritor e publicitário Eduardo Mello Guimarães. Baseados em casos que Ana Beatriz dissecou ao longo de sua carreira, as histórias tratam de temas polêmicos sem meias-verdades e tabus como compulsão, ninfomania e depressão, porém sem perder a leveza e o bom humor, em um texto ágil e dinâmico. Em meio ao caos do universo urbano e através de uma narrativa inquietante, os autores constroem histórias repletas de drama, humor e emoção que irão fazer com que o leitor se pergunte: onde está o muro que separa a ficção da realidade?
Resenha:
Em seu segundo mergulho na ficção, a psiquiatra e escritora Ana Beatriz Barbosa Silva brinda o leitor com doze contos a respeito dos comportamentos humanos disfuncionais. Este novo livro é fruto de uma parceria com o também escritor e publicitário Eduardo Mello Guimarães. Baseados em casos que Ana Beatriz dissecou ao longo de sua carreira, as histórias tratam de temas polêmicos sem meias-verdades e tabus como compulsão, ninfomania e depressão, porém sem perder a leveza e o bom humor, em um texto ágil e dinâmico. Em meio ao caos do universo urbano e através de uma narrativa inquietante, os autores constroem histórias repletas de drama, humor e emoção que irão fazer com que o leitor se pergunte: onde está o muro que separa a ficção da realidade?
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Leitura -A Hipotese Humana
Este eh o 4o livro de Mussa que leio : O trono da rainha Jinga, A primeira história do mundo e O senhor do lado esquerdo são tao bons quanto este . Mussa sabe muito bem colocar juntos historia, suspense e cultura popular de nossa cidade inigualavelResenha:
Tiros na noite e um crime: são misteriosas as circunstâncias que envolvem o assassinato de Domitila, filha do coronel Chico Eugênio, dentro da chácara da família no Catumbi. A investigação fica a cargo do detetive Tito Gualberto, primo da vítima e hábil capoeira, que tentará completar o quebra-cabeça do crime. De tão real, a ficção de Mussa encontra sua crônica familiar numa ponta da história. Os muitos suspeitos do crime vão sendo revelados aos poucos, levando o leitor num redemoinho que confunde, aprisiona e inquieta.
A hipótese humana é o quarto romance do “Compêndio Mítico do Rio de Janeiro”, série de romances policiais, um para cada século da história carioca, já composta por O trono da rainha Jinga, A primeira história do mundo e O senhor do lado esquerdo.
Utilizando-se com primor da paisagem geográfica do Rio do século XIX e unindo mitologia indígena e africana para criar um cenário mítico tipicamente brasileiro, Alberto Mussa comprova a sua tese de que uma cidade não se define pelo temperamento de seu povo ou pela sua cultura, mas pela história de seus crimes.
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Leitura- O Homem que Sorria Henning Mankell
RESENHA: Henning Mankell confronta o inspetor-chefe da polícia de Ystad com o sempre sorridente e bronzeado Alfred Harderberg. Avesso a to...
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Bons os artigos sobre Guimaraes e adicionei o livro de Tatiana Salem sobre livros em minha lista



