terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Leitura- O Vermelho e o Negro


Esta era uma falha de minhas leituras. Não conhecia a história do meu clube de coração .O Mengão ! Agora eh possível entender de onde vem a mistica e as raízes da Nação Rubro-Negra. Como eh uma edição de 2001 não tem as glorias ate 2019 que aumentaram bastante e muito as nossas glórias



Resenha: 
Sua camisa vermelha e preta viaja de canoa pelos igarapés, galopa pelas coxilhas, caminha pelos sertões, colore todas as praias, está nos barracos e nas coberturas. Suas cores vestem homens e mulheres, famosos e anônimos, pobres e ricos, idosos e crianças, feios e bonitos. Quem é? Leva o prêmio quem disser Flamengo.

É o clube de maior torcida do Brasil e — por que ser modesto? — do mundo. Com seus quase 40 milhões de adeptos, chega perto da população inteira da Espanha. E, apesar de cobrir todo o território, é surpreendentemente una. (Como se explica que um rubro-negro do Acre ou de Caxias do Sul reaja exatamente como um rubro-negro do Leblon?) No dia em que se estudar a fundo a integração nacional à luz da modernidade, vai-se descobrir que, além do Flamengo, talvez só a Igreja Católica e o jogo do bicho sejam tão abrangentes. Não por acaso, as três instituições se alimentam da mesma matéria-prima: a fé.

O vermelho e o negro (originalmente editado pela DBA, em 2001) é uma narrativa ágil, alegre e informativa da (mais que centenária) trajetória do Flamengo, por um escritor de pele decididamente rubro-negra: Ruy Castro. Sim, é o livro de um torcedor do Flamengo. Mas para ser lido também pelos torcedores dos times adversários e até pelos que não torcem por time nenhum — e que, depois disso, talvez entendam melhor a magia que o futebol desperta.

domingo, 22 de dezembro de 2019

Leitura- Valsa Brasileira


Excelente livro da economista Laura Carvalho. Um brilhante resumo da economia Brasileira dos anos do PT e Temer no governo apontando erros e acertos de forma clara e objetiva com vários dados para corroborar as teses. As propostas para economia também são muito boas mostrando que algumas delas não são mais objeto apenas da esquerda e que , esperemos , a redução da desigualdade seja  um projeto para o Brasil


 Resenha: Entre 2006 e 2017, a economia brasileira viveu numa montanha russa. Do segundo mandato de Lula ao impeachment de Dilma Rousseff, o país passou por alguns dos anos de maior prosperidade de sua história, mas também viveu uma crise sem precedentes. O que aconteceu? Este livro sugere uma resposta. Segundo a autora, os obstáculos para a continuidade do crescimento inclusivo de 2006 e 2010 eram superáveis, mas optou-se por fazer deles pretexto para uma malsucedida mudança de rumo. Laura Carvalho não se limita ao diagnóstico, e propõe uma nova agenda, partindo do princípio de que o aprofundamento da democracia cabe, sim, no orçamento. A tese é simples: uma agenda para todos, que não tema os investimentos públicos nem o Estado de bem-estar social. É com esse espírito polêmico e propositivo que Laura Carvalho dá sua contribuição no momento em que, chacoalhado por convulsões políticas, o Brasil está na encruzilhada do futuro.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Leitura-Cumbe


Vou retomar a leitura de graphic novels pois algumas tem sido muito recomendadas . Esta em particular ganhou muitos prêmios e foi traduzida para vários países do mundo. Excelente

Resenha: 
Em Cumbe, Marcelo D’Salete retrata de forma inovadora a luta dos negros no Brasil colonial contra a escravidão. O livro traz histórias em quadrinhos emocionantes, protagonizadas por escravizados, mostrando a resistência contra a violência das senzalas brasileiras. Cumbe, a palavra banto que dá nome à obra, é rica em sentidos: é o Sol, o dia, a luz, o fogo e a maneira de compreender a vida e o mundo. Também é um sinônimo de quilombo. Esta segunda edição traz novo posfácio do autor e desenhos inéditos.

domingo, 15 de dezembro de 2019

Leitura- Luiza Mahin


Muito fraco este livro que descreve a revolta dos Males e parte da vida de Luiza Mahin uma das heroínas do Brasil. O autor escreve mas força demais a barra nos diálogos e imagens . Uma literatura de 2a categoria mais aos estilo de estudantes secundários . O assunto ótimo mas a escrita péssima
Resenha:
Em janeiro de 1835, quase mil escravos, todos vestidos de branco e com armas nas mãos, tomaram a cidade de Salvador por um dia com o objetivo de libertar os escravos e criar um Estado Islâmico no Brasil. E entre eles havia uma mulher: uma guerreira negra, linda e sensual, de nome Luiza Mahin. Esse livro conta sua luta e seus amores e a saga dos negros que se rebelaram em nome da liberdade. Luiza Mahin é um símbolo da emancipação das mulheres e traz no sangue a sensualidade das heroínas de Jorge Amado e a força das dezenas de negras que morreram lutando pela liberdade.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Leitura- Espaço e Poder

Muito bom este livro sobre a evolução da Cidade Do Rio de Janeiro desde sua fundação.Com mapas , quadros e fotos esclarece como se deu o desenvolvimento da Cidade suas razões e motivações


Resenha:
Em suas linhas gerais, este trabalho trata da contribuição de marcos edificados para a formação de configurações historicamente significantes. Mais especificamente, ele estuda os centros, dos quais há remanescentes no Centro do Rio de Janeiro, formados por marcos representativos do poder para sucessivos períodos político- administrativos e, como complementos indissociáveis desse centro, as unidades espaciais neles centradas. O seu desenvolvimento obedeceu a um critério histórico - abordando-se as condições de formação de cada centro e de seu âmbito de centralidade.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Leitura- Enterre seus Mortos

Muito boa surpresa esta escritora . Criativa , com estilo e vida próprio . Cria um Universo e personagens únicos . Se aproxima e fica no nível de Cormac Macarthy. Altamente recomendada . Acima de Rubem Fonseca .Grande escritora


Resenha:
Uma habilidosa mescla de novela policial, faroeste de horror e romance filosófico, escrito por uma das vozes mais originais da literatura brasileira contemporânea.
Edgar Wilson é “um homem simples que executa tarefas”. Trabalha no órgão responsável por recolher animais mortos em estradas e levá-los para um depósito onde são triturados num grande moedor. Seu colega de profissão, Tomás, é um ex-padre excomungado pela Igreja Católica que distribui extrema unção aos moribundos vítimas de acidentes fatais que cruzam seu caminho.
A rotina de Edgar Wilson, absurda em sua pacatez, é alterada quando ele se depara com o corpo de uma mulher enforcada dentro da mata. Quando descobre que a polícia não possui recursos para recolhê-lo — o rabecão está quebrado —, o funcionário é incapaz de deixá-lo à mercê dos abutres e decide rebocar o cadáver clandestinamente até o depósito, onde o guarda num velho freezer, à espera de um policial que, quando chega, não pode resolver a situação.
Nos próximos dias, o improvisado esquife receberá ainda outro achado de Wilson, o lacônico herói deste desolador romance kafkiano: desta vez o corpo de um homem. Habituados a conviver com a brutalidade, Edgar e Tomás não se abalam diante da morte, mas conhecem a fronteira, pela qual transitam diariamente, entre o bem e o mal, o homem e o animal. Enquanto Tomás se empenha em salvar a alma, Edgar se preocupa com a carcaça daqueles que cruzam seu caminho. Por isso, os dois decidem dar um fim digno àqueles infelizes cadáveres.
Em sua tentativa de devolvê-los ao curso da normalidade, palavra fugidia no universo que Ana Paula Maia constrói magistralmente, os dois removedores de animais mortos conhecerão o insalubre destino de seus semelhantes. Com uma linguagem seca, que mimetiza as estradas pelas quais o romance se desenrola, a autora faz brotar questões existenciais de difícil resolução. O resultado é uma inusitada mescla de romance filosófico e faroeste que revela o poderoso projeto literário de Maia.

domingo, 8 de dezembro de 2019

Leitura- O Planeta do Insetos

Se trata na verdade de um  livro com curiosidades sobre insetos e não um livro cientifico com novidades. Apesar disto vale a leitura e em saber por exemplo que "se  o mundo ficar sem os humanos não fara a menor diferença para eles porem se ficarmos sem eles não resistiríamos 6 meses vivos" .Muitas informações bacanas de uma especie que da banho na nossa pois já esta por aqui tem mais de 100 milhões de anos.

Resenha :
Uma incrível viagem ao mundo de estranhas, maravilhosas e surpreendentes vidas. Criaturas pequenas, mas poderosas, que mantêm o mundo em que vivemos. Muitas vezes fora do nosso campo de visão, sob nossos pés, além de ligeiros em seus voos, os insetos ocupam um mundo oculto e são essenciais para nossa existência. Eles estão aqui há milhões de anos, sobreviveram aos dinossauros e ficarão depois de nós. Trabalhando calma e incessantemente, eles garantem nossos alimentos, sustentam nossos ecossistemas, curam nossas feridas e até mesmo digerem plástico. Eles também podem nos fornecer novas soluções para a crise dos antibióticos, ajudar em zonas de desastre e inspirar engenheiros da força aérea com suas técnicas de voo. Suas vidas, além de correrem perigo em razão da atuação humana, também são cheias de diversão, intriga e maravilhosos rituais de acasalamento. Quer você goste ou não, a Terra é o planeta dos insetos, e esta é a sua extraordinária e imperdível história.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Leitura- Do que eu falo quando eu falo de corrida


Gosto demais do Murakami . Fui atras deste livro pois ele fala do hábito de correr . Eu que pratico corrida desde  81 não poderia deixar de gostar deste livro .Recomendo a todos os corredores
Resenha : Em 1982, Haruki Murakami decidiu vender seu bar de jazz em Tóquio para se dedicar à escrita. Nesse mesmo período, começou a correr para se manter em forma. Um ano mais tarde, ele completou, sozinho, o trajeto entre Atenas e a cidade de Maratona, na Grécia, e viu que estava no caminho certo para se tornar um corredor de longas distâncias.
Os anos se passaram, e os romances de Murakami ganharam o mundo. Traduzido em 38 idiomas, ele é um dos autores mais importantes da atualidade. É também um maratonista experimentado e um triatleta. Agora, ele reflete sobre a influência que o esporte teve em sua vida e, sobretudo, em seu texto.
Este é um livro bem-humorado e sensível, filosófico e revelador, tanto para os fãs deste grande e reservado escritor quanto para as inúmeras pessoas que encontram satisfação semelhante nas corridas.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Leitura- Minha querida Konbini


Muito elogiado ele livro da Murata quando foi lançado . Todos nos estamos de uma forma ou de outra dentro de nossas konbinis. Esta sensação de inadaptação ao mundo vez ou outra nos envolve. Um livro cativante e merecedor dos elogios.

Resenha: 
Irasshaimasê! Observando as konbinis japonesas (abreviação do termo em inglês para loja de conveniência) Sayaka Murata identificou o cenário perfeito para seu romance. As onipresentes cadeias de minimercados são parte fundamental da vida urbana no Japão: refeições prontas, revistas, artigos de higiene pessoal, peças de roupa, serviços como entregas ou pagamentos de contas, tudo isso é oferecido, 24 horas por dia, 365 dias por ano.
A protagonista e narradora de Querida konbini é Keiko Furukura. Aos 36 anos, Keiko nunca se envolveu romanticamente e, desde os 18, trabalha numa konbini – todos insistem que ela arranje um trabalho sério ou, pior ainda, um marido. Keiko, no entanto, está satisfeita consigo mesma. Deslocada desde a infância, é na loja, com regras estritas para os funcionários e dinâmica precisa de funcionamento, que ela consegue pela primeira vez se sentir uma peça no mecanismo do mundo.
Para que as pessoas normais finalmente parem de se meter em sua vida, ela inicia um relacionamento de fachada com Shiraha, ex-colega de trabalho misógino e sociopata. Apesar de o pretendente e a situação estarem bem longe de oferecer a Keiko qualquer melhora em seu cotidiano, família e amigos respiram aliviados pelo fato de ela se aproximar um pouco mais da normalidade.
Pelo olhar único de sua protagonista, Murata cria um retrato realista e absurdo da vida contemporânea, satirizando nossas obsessões e abordando temas essenciais: normalidade e estranheza, relações de trabalho e de gênero, e a forma como as pessoas (em particular as mulheres) são pressionadas para atender às expectativas alheias. Questões complexas como a repulsa ao sexo e os hikikomori, pessoas que se isolam do convívio social, também estão presentes. Ao escancarar os pequenos rituais, fingimentos e meandros da busca por um lugar ao sol na sociedade, a autora nos coloca frente a frente com a pergunta: o que é, afinal, ser normal?

sábado, 23 de novembro de 2019

Leitura- Tristessa


Neste Livro Kerouac mergulha no mundo dos viciados e na mais completa degradação humana . Na viagem ainda encontra espaço para o amor e compaixão . Curioso o nome da viciada real: Esperança

Resenha:
Tristessa é uma junkie decaída, viciada em morfina, que vive na Cidade do México, e por ela se apaixona Jack, o protagonista deste romance, um poeta norte-americano. Publicado pela primeira vez em 1960 e baseado em fatos autobiográficos (em 1955 Kerouac apaixonou-se por uma prostituta índia chamada Esperanza), 'Tristessa' é um belo exemplo da prosa poética do autor. O narrador do livro é todo compaixão ao descrever a sórdida vida de Tristessa, sua inocência corrompida e a peregrinação dos dois e de seus amigos (entre eles Allen Ginsberg) pelo submundo da capital mexicana. Um romance triste, de linguagem pulsante, cheio de ensinamentos budistas e repleto de compaixão pelo sofrimento humano.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Leitura - A Máquina de Fazer Espanhóis


O 3o livro que leio de VHM . Seu lirismo e delicadeza movem sua literatura. Tema importante principalmente para nós o velhos. 

Resenha:A potência afetiva misturada ao grande trabalho de linguagem das obras do escritor português agora fazem parte do catálogo da Biblioteca Azul. Definido por José Saramago como um “tsunami linguístico”, o escritor Valter Hugo Mãe já levou o Prêmio Portugal Telecom, com a máquina de fazer espanhóis, e o Prêmio Literário José Saramago, por O remorso de Baltazar Serapião.

sábado, 16 de novembro de 2019

Leitura- O Corpo Encantado das Ruas


Sempre achei a história oficial falsa ou melhor meia -história .A outra a história dos excluídos esta sendo escrita aos poucos e tomando seu lugar na Historia do Brasil. Resgatando seus verdadeiros heróis : Cunhambebe ,Zumbi ,Tia Ciata , Zélio Fernandino e vários outros .  Simas faz parte da construção deste resgate que tem além de rico valor Cultural e que efetivamente eh o caldo em que se construiu a Nação Brasileira 

Resenha :

As ruas, como vistas por Luiz Antônio Simas, incorporam o movimento. São terreiro de encontros improváveis, território de Exu, que se manifesta na alteridade da fala e na afluência das encruzilhadas. Do Centro ao subúrbio, as tramas das ruas cariocas confundem-se com sua escrita.

Se João do Rio foi o cronista da alma encantada carioca do início do século XX, Luiz Antônio Simas aparece, cem anos depois, como o historiador do corpo do Rio de Janeiro atravessado pelas flechas do capital cultural e financeiro global. Por isso, contra a barbárie civilizatória, surgem suspiros e mariolas nas sacolinhas de São Cosme e Damião, a simpatia de São Brás para não engasgar, as conversas na feira, o cotidiano da quitanda e o boteco da esquina.

O corpo encantado das ruas reivindica a riqueza dos saberes, práticas, modos de vida, visões de mundo das culturas que não podem ser domados pelo padrão canônico. Dá um olé na historiografia oficial. Aqui, tambor e livro são tecnologias contíguas. O Parque Shanghai é tão importante quanto o Cristo Redentor. Bach é um gênio como Pixinguinha. O Museu Nacional, um território sagrado, que acumulava o axé proporcionado pelos ancestrais à comunidade.

Não é um livro sobre resistir. É sobre reexistir. Reinventar afetos, aprender a gramática dos tambores, sacudir a vida para que surjam frestas. Para que corpos amorosos, corpos de festa e de luta se lancem ao movimento e jamais deixem de ocupar a rua.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Leitura- A Vida de vernon Subutex

Despentes  me pareceu um Balzac do submundo de Paris  .Seus personagens emanam encantos e nos seduzem . A Vida de Subutex não podia nos ser mostrada por quem não viveu estas estorias .Muito bom livro
Resenha:
Uma lenda urbana que é também uma engrenagem da cidade, Vernon Subutex é um espelho de todos nós, e sua narrativa é uma crítica pungente à sociedade moderna. Retratando uma geração que se entregou à contracultura, Despentes consegue trabalhar como poucos a linguagem das ruas e da modernidade.
Vernon Subutex faz parte de uma espécie em vias de extinção: dono de uma loja de vinis, aproveitou tudo o que os anos anteriores tinham a oferecer — sexo, drogas e rock ‘n’ roll estão no seu sangue. Mas agora, nos inóspitos anos 2000, ele precisa enfrentar um novo mundo: sua loja já não vende mais o suficiente para que ele consiga sobreviver, a maioria dos seus amigos já morreu e Alex Bleach — músico de sucesso que sempre o ajudou em suas crises — acaba de ser vitimado por uma overdose.
Sem emprego, sem casa e sem amigos, Vernon passa a viver nas ruas de Paris. Ele já não consegue mais pagar um plano de internet, e por isso não sabe que, graças a um comentário deixado no Facebook, todos estão à sua procura.
Com a sorte prestes a mudar, Vernon se vê enredado numa trama de estrelas pornô, fãs enlouquecidos e magnatas da indústria fonográfica. Todos tentam sobreviver na selva da cidade grande, enquanto mantêm um pouco de seu coração intacto — nem que seja através de um pouco de loucura.

domingo, 3 de novembro de 2019

Leitura- O Balneario


O melhor livro do manuel Montalban que li. Neste livro se percebe claramente a influencia que ele teve sobre Leonardo Padura. Livro cômico , com estorias criativas sobre a motivação , ambientação e de  uma construção literária perfeita para cenário de crimes 

Resenha;
Os triglicérides são uma desgraça. Mais ainda se o mau colesterol e a glicose também resolvem fazer das suas. É o que conclui o detetive Pepe Carvalho ao se instalar por quinze dias num balneário, famoso no passado pelos banhos de lama e hoje pelas dietas minimalistas de folhas e gelatina. O veredicto do médico-chefe é implacável: Carvalho é uma bomba-relógio ambulante e precisa urgentemente purificar seu organismo. Logo ele, um gourmet de grande estilo, tem de se submeter às mesmices do regime vegetariano. Carvalho já sonha com o roteiro gastronômico que cumprirá ao sair, e que inclui, é claro, uma escala no El Bulli de Ferran Adrià.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Leitura- Museu do Romance da Eterna


Achei o livro muito pretensioso. Feito para impressionar os intelectuais , para divertir uns poucos em roda de intelectuais e  para brincar  e para não  ser publicado . Na maioria das vezes chato , confuso e com metalinguagem para dar um grau de sofisticação .Mas não mais eh que um livro ruim. Leitura que vai por goela abaixo.

Resenha:
Não é exagero dizer que a literatura argentina seria impensável sem Macedonio Fernández e seu Museu do Romance da Eterna. Para entendermos Borges, Cortázar e todos que fizeram desta uma das literaturas mais inventivas do século XX, o Museu é um livro incontornável.
Escrito de 1904 até o fim da vida de Macedonio, que não chegou a vê-lo publicado (a obra só ganhou uma edição em 1967, quinze anos depois da morte do autor), o Museu do Romance da Eterna avança a partir de uma série de prólogos que precedem uma história que parece nunca chegar – a história de um homem, que depois da morte da esposa, decide deixar a cidade e refugiar-se no campo, em uma estância cujo nome é O Romance.
Mas “avançar” talvez não seja o verbo mais adequado: se Macedonio nos ensina algo, é que o romance moderno se faz de retalhos, desvios, digressões. O inacabado aqui não é fruto de negligência, mas sim, como no Kafka de O castelo, a chave que abre a literatura à modernidade.
Este caráter de manuscrito e obra inacabada inspirou o projeto gráfico da edição, com páginas não refiladas e texto por toda parte. Com tradução de Gênese Andrade e apresentação de Damián Tabarovsky, o livro, inédito no Brasil, é o primeiro do autor publicado pela Cosac Naify.

Leitura- Os Mares do Sul

Dos livros de Montalbán este eh o melhor que li. Trama construída com o que se espera de um livro policial : Investigação , comida boa , pista interessantes e bons personagens em um livro sem falhas

Resenha:
Barcelona , 1979 ,véspera da eleição municipal. Em meio a acalorado clima politico , o detetive Pepe Carvalho investiga um assassinato. .O empresario Stuart Pedrell foi encontrado morto, esfaqueado , depois de 1 ano de ausência - supostamente em viagem pelos Mares do sul. Carvalho descobre que Pedrell não saiu do Pais . A única chave para o mistério são algumas palavras rabiscadas num pedaço de papel: " Ninquem mais me levara ao Sul"

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Leitura - O 3o Tira

Um livro muito engraçado e surreal este de Flann O`Brien ou Brian O `Nolan . Uma estoria fantástica e das melhoras da Literatura deste tipo. A ideia de Inferno ,morte e purgação contorna a vida do protagonista  que vive uma situação kafkiana e insólita. As teorias do cientista  preferido do protagonista são atuais e  tipicas dos terra planistas além de muito engraçadas .Recomendo muito


Resenha:
O terceiro tira, do irlandês Flann O’Brien (1911-1966), é um dos mais insólitos romances em língua inglesa, verdadeira alegoria do absurdo somente comparável a Alice no País das Maravilhas. Trata-se de uma genial e cômica história sobre a natureza do crime, da morte e da existência, contada por um narrador que cometeu um homicídio brutal. O romance acompanha esse insólito protagonista em suas aventuras em uma delegacia de polícia de duas dimensões e seu confronto com as mais disparatadas teorias, como a Teoria Atômica, a relação desta com bicicletas, a existência da eternidade e a opinião do filósofo-cientista De Selby de que a Terra não é esférica, mas do formato de uma salsicha.

Com ajuda da sua recém-encontrada alma, chamada “Joe”, nosso anti-herói se debate com as charadas e enigmas que três excêntricos policiais lhe apresentam. Um vertiginoso e refinado livro que leitor algum poderá esquecer. Craig Wright, roteirista da série norte-americana "Lost", incluiu, no terceiro episódio da segunda temporada (que foi ao ar nos Estados Unidos em outubro de 2005 e que foi veiculado no Brasil pelo canal de TV a cabo AXN em março de 2006) um exemplar de O terceiro tira, de Flann O’Brien. E mais: declarou, em entrevista ao jornal Chicago Tribune, que o livro foi escolhido “muito especialmente por uma razão” e que quem o ler terá “mais munição” para especular sobre os enigmas da série. Em "Lost", os supostos sobreviventes de um acidente aéreo encontram-se em uma ilha aparentemente deserta que, no entanto, se mostra cada vez mais perigosa.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Leitura- A cada um o seu


Muito bom este livro de Sciascia. Trata-se de uma visão altamente critica da Itália e de seus valores e de como são falsos aspectos de relacionamento social que encobrem verdades que todos conhecem que são expostos como fofocas mas não socialmente quando deparados com violência e injustiça.


Resenha:
Numa pacata cidadezinha na Sicília, o farmacêutico Manno recebe uma carta anônima que anuncia: “Você vai morrer pelo que fez.” Homem bem casado, discreto e pacato, não pode acreditar que a ameaça seja verdadeira. Mas está enganado. No dia seguinte, sai para caçar com um amigo e ambos são brutalmente assassinados. 
O crime choca o vilarejo e confunde a polícia. Será que o farmacêutico era mesmo tão correto quanto se acreditava? Entre os moradores atraídos pela história está o professor Laurana, solteirão tímido e recluso que, a partir de uma pista inicial, se envolve acidentalmente com uma intriga que se mostrará muito maior do que ele poderia suspeitar. 
Publicado originalmente em 1966, e hoje traduzido em todo o mundo, A Cada um o Seu é considerado uma obra-prima da literatura italiana. Nas mãos de Sciascia, o que parece ser apenas um irônico relato policial se transforma em algo muito mais profundo: uma história que questiona até onde podem chegar a violência e a falsidade humanas.

Leitura- os Anos de Fartura China 2013

Muito bom este Livro  recomendado pelo Guardian. Uma premonição da história  da China e de como o pais evolui socialmente e politicamente .  Mas também como um exemplo de reflexão sobre o que ocorre atualmente no Brasil. Muito similar ao Modelo Chines no que diz respeito ao controle social e dos costumes de seu povo e de como o povo reage ao Estado .

Resenha:

China, 2013. Com o colapso das potências ocidentais após a crise de 2008, o país se tornou a maior economia mundial, gozando de contínuo crescimento e uma harmonia social nunca vista. As maiores fortunas mundiais estão em mãos chinesas. A bebida mais vendida nos cafés Starbucks – agora uma rede chinesa –é o Latte Dragão Negro com Lichia.
É nesse cenário futurista que Chan Koonchungsitua seu protagonista, Lao Chen, um escritor taiwanês de histórias de mistério que vive no exílio. Após reencontrar uma antiga paixão, a Pequena Xi – ex-dissidente e uma das duas únicas pessoas que parecem imunes à alegria eufórica que toma conta de toda a China –, Chen inicia uma investigação para tentar descobrir que fim levaram os 28 dias que desapareceram como que por passe de mágica do calendário, de cujos terríveis acontecimentos ninguém se recorda, e o que causou a aparente amnésia coletiva. E também para entender por que ele mesmo se sente feliz (ou ao menos contente), sem saber exatamente por quê.
Lançado em Hong Kong em 2009 e imediatamente banido pelas autoridades da China continental, onde só foi lido em milhares de cópias contrabandeadas,Os anos de farturatem sido comparado em todo o mundo com grandes romances distópicos como 1984, de George Orwell, e Admirável mundo novo, de Aldous Huxley. Lançando mão de um futuro próximo sombrio, Chan Koonchungconvida o leitor à reflexão não apenas sobre a China de hoje e sobre o preço da opulência e da felicidade, mas também sobre a conveniência da memória e do esquecimento, e sobre o que constitui a identidade de uma nação.

domingo, 6 de outubro de 2019

Leitura- O livro da Mitologia


Uma leitura superficial da mitologia de todos os povos do Mundo .Este livro  permite que possamos comparar de forma isenta , aquelas que foram criadas a partir de visões ocidentais :principalmente dos gregos e  de varias  religiões , cristas ou não divulgadas  por via escrita  e os povos das Américas que criaram visões próprias a divulgadas principalmente   por via oral  e suas visões de mundo em alguns pontos muito similares que registravam as estações , o céu e os eventos da natureza 
Resenha : De Zeus a Thor, de Viracocha a Exu, O livro da mitologia explora cerca de oitenta personagens e mitos de todo o mundo. Escrito em linguagem simples, a obra é composta por gráficos, ilustrações e histórias atraentes.

Um livro fundamental e envolvente tanto para novatos no assunto quanto ávidos estudiosos das tradições e mitos – ou simplesmente para aqueles que se entretém com uma boa narrativa.

Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

  Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido  RESENHA :  Com o inevitável e fatídico final do du...