Relembrando as teorias importantes que formam a base de probabilidades e de Estatística. Excelente livro russo da década de 70 .
Resenha:
Probabilidades, regras de adição e multiplicação , probabilidade condicionada , etc
Relembrando as teorias importantes que formam a base de probabilidades e de Estatística. Excelente livro russo da década de 70 .
Resenha:
Probabilidades, regras de adição e multiplicação , probabilidade condicionada , etc
Nelson eh nosso grande teatrólogo e escritor . Seus contos são excelentes e quase todos mereciam peças ou filmes. Imperdível
Resenha: Nelson Rodrigues já era Nelson Rodrigues quando, em 1961, organizou esta antologia, que reunia em livro pela primeira vez parte da série 'A vida como ela é'. Samuel Wainer, dono da 'Última Hora', queria em seu jornal uma coluna em que o autor de 'Vestido de Noiva', 'Anjo Negro' e 'Álbum de família', retratasse, com um toque ficcional, uma história da vida real. Combinação perfeita para um dramaturgo sofisticado que, desde sempre, respirava jornal. A vida como ela é estreou em 1950 e em pouco tempo era um sucesso popular. Como o melhor jornalismo, falava direto ao público; como a literatura mais sofisticada, fazia tremer suas convicções. Por seu alcance e perenidade, teve várias encenações em mais de 50 anos. Foi programa de rádio nos anos 1960, narrado por Procópio Ferreira e disco, lançado pela Odeon. Foi transformada em fotonovela. Deu origem a um dos grandes sucessos do cinema brasileiro, A dama do lotação. Na década de 90, foi grande sucesso no teatro, em encenação premiada de Luiz Arthur Nunes. E, em XX, chegou ao horário nobre na fidelíssima adaptação dirigida por Daniel Filho.
Excelente romance policial. Nada a dever ao mestre Rubem Fonseca .Noir tipicamente nacional.
Resenha : O retorno de Marçal Aquino à cena literária, dezesseis anos depois do sucesso de Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios.
O ano é 1973, um dos períodos mais duros da ditadura militar no Brasil. É num ambiente contaminado pela paranoia que se move Miguel, um agente do setor de Inteligência da polícia civil cuja especialidade é se infiltrar em quadrilhas sob investigação. Numa das operações, ele se aproxima de um grupo de ladrões de carga, tornando-se íntimo de Ingo, o chefe, que não só apadrinha sua entrada no bando como lhe apresenta a irmã, Nádia, com quem Miguel inicia um relacionamento que tem no sexo seu ponto de combustão.
Profissionalmente vaidoso, Miguel acredita que, na hora adequada, não terá dificuldades para romper os laços surgidos durante a operação. Mas as coisas não saem como ele imagina: apaixonado por Nádia, o policial se vê surpreendido por dúvidas sobre de que lado irá ficar quando o cerco se fechar sobre a quadrilha.
Com uma prosa ágil e intensa, Aquino confirma seu nome entre os melhores da ficção brasileira contemporânea. O mundo do crime nunca foi tão sensual quanto em Baixo esplendor.
Nelson eh nosso dramaturgo grego . Uns dos maiores senão o maior . Sua Literatura capta a natureza profunda da alma e cria personagens de inigualável marca. Capta a sociedade pelo seu lado mais obscuro e cínico ." Somos todos uns leprosos" eh ótimo.
Excelente livro Resenha: A apenas um dia do casamento de Glorinha e Teófilo, o médico da noiva avisa ao pai dela que seu futuro genro foi flagrado em um incidente homossexual. Esse é o ponto de partida para Nelson Rodrigues desfilar sua genialidade irônica e o humor negro tão característicos de sua narrativa. Escrito por encomenda para Carlos Lacerda, 'O casamento', único romance de Nelson, foi publicado em 1966 e alcançou sucesso extraordinário em poucas semanas. O autor já se preparava para uma brilhante carreira nas livrarias quando foi tomado de surpresa pela notícia da morte de Mário Filho poucos dias após o lançamento do livro. Antes que pudesse se recuperar da perda de seu irmão, o romance foi proibido pelo ministro da Justiça do governo de Castello Branco, tendo sido considerado subversivo e indecoroso.
Excelente surpresa este livro de Estevão Azevedo. Tão raro encontrar Literatura de verdade ,seja na criação dos personagens , na construção do espaço . na sofisticação do relato e na criação da estória. Altamente recomendado para leitura e para uma mini série, de preferencia com atores a altura do texto e dos personagens.
Resenha:
Nova capa, orelha e posfácio inéditos, deste romance vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura
Uma vila desgastada pelo garimpo é controlada por um inclemente coronel. A desesperança convive com a busca incansável pelos últimos diamantes, e o que move os moradores é o desejo por sexo, poder e fortuna. As pedras simbolizam tudo e determinam as relações. O ódio declarado entre Diogo e Gomes, dois velhos garimpeiros, alimenta a simbiose tóxica entre seus respectivos filhos, Rodrigo e Ximena. Envolta em uma árida atmosfera de vingança, a pulsão erótica definirá o
destino de ambos. Neste romance vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, com palavras de pedra lapidadas de forma extraordinária, Estevão Azevedo conduz habilmente o leitor por uma narrativa poética que apresenta uma realidade brasileira e universal.
Mais um 451 . Gostei bastante do artigo do Epalanga e do PRP sobre perder um amigo.Gostei da resenha do livro Sovietistão e do Marçal Aquino
Gostei da leitura , apesar de ser excessivamente baseado em Pedro Paramo em sua linha principal , O livro eh bom mas perde por não ter um caminho próprio do roteiro .Porém eh boa escritora. Serve como exercício de escrita criativa .
Resenha:
Pouco antes de morrer, a mãe de Samuel lhe faz um último pedido: que ele vá encontrar a avó e o pai que nunca conheceu. Mesmo contrariado, o rapaz cumpre a promessa e faz a pé o caminho de Juazeiro do Norte até a pequena cidade de Candeia, sofrendo todas as agruras do sol impiedoso do sertão do Ceará. Ao chegar àquela cidade quase fantasma, ele encontra abrigo num lugar curioso: a cabeça oca e gigantesca de uma estátua inacabada de santo Antônio, que jazia separada do resto do corpo. Mas as estranhezas não param aí: Samuel começa a escutar uma confusão de vozes femininas apenas quando está dentro da cabeça. Assustado, se dá conta de que aquilo são as preces que as mulheres fazem ao santo falando de amor.
Seu primeiro contato na cidade será com Francisco, um rapaz de quem logo fica amigo e que resolve ajudá-lo a explorar comercialmente o seu dom da escuta, promovendo casamentos e outras artimanhas amorosas. Antes parada no tempo, a cidade aos poucos volta à vida, à medida que vai sendo tomada por fiéis de todos os cantos, atraídos pelo poder inaudito de Samuel. Em meio a esse tumulto, ele irá descobrir a verdade sobre o desaparecimento do pai e se apaixonar por uma voz misteriosa que se destaca entre as tantas outras que ecoam na cabeça do santo.
Já consagrada por seus livros infantojuvenis, a escritora Socorro Acioli agora lança este seu primeiro romance dirigido ao público adulto, que foi desenvolvido na oficina Como Contar um Conto, promovida por Gabriel García Márquez em Cuba.
Excelente livro e mais uma boa surpresa .Franklin através de seu defunto mirim nos traz uma visão da vida e da morte , uma efêmera e fugaz , outra eterna .Ambas as vezes tristes e patéticas mas com olhos críticos sobre nós .Com lirismo e criatividade aborda um tema tão usado - defunto contando estórias- mas sem ser piegas nem repetitivo.
Resenha:
Com uma linguagem colorida, lírica e densa, Céus e terra conta a história de três mortes ocorridas em 1974: um cigano, um menino e um lavrador. O menino, chamado Galego, filho de família muito humilde, é decapitado por acidente logo no início da obra, quando então descobrimos que é esse pequeno defunto o narrador de toda a história. Sem piedade pela própria morte e sem sofrimento algum, o fantasma mirim acompanha a vida da cidade: o restaurante que se inaugura no velho casarão, o movimento da barbearia e da farmácia, a morte dos habitantes, os casamentos, a chegada e partida do circo. Nesta trama conduzida com leveza e agilidade, acompanhamos a trajetória do menino sem cabeça que vai se tornando um mito dentro da cidade e um sábio dentro dele mesmo, como se a morte pudesse, de fato, conter a chave de todos os mistérios.
Livro interessante mas fraco. Vale a leitura pois eh rápida . Mas acrescenta pouco e parece uma coletânea de artigos
Resenha:
A ciência vem sendo maltratada. Negacionismo, achismos, falta de investimento: ela tem precisado lutar pelo que antes era óbvio, pois vivemos em um momento em que fatos inquestionáveis são... questionados. Os prejuízos desse desapego pela ciência são sentidos duramente nos dias atuais e amplificados pelas redes sociais. Que remédio há para esses males? Quanto mais as pessoas aprenderem a pensar criticamente, menos gente propagará a desinformação. Este livro é um convite ao leitor curioso que deseja desenvolver o pensamento crítico contra a atual onda anticientífica. Escrito em linguagem acessível pelo professor de Física e reitor da Unicamp Marcelo Knobel, ele mostra como a ciência permeia o nosso dia a dia, reflete sobre a importância do trabalho dos pesquisadores e alerta para o perigo das pseudociências para todos nós, cientistas ou não.
Nao gostei do livro. Parece uma literatura rococó ,Excesso de descrições e floreios .Similar a uma Escola de Samba. Alias daria um bom enredo. Mas como literatura nada que salve , excetos as descrições de batalhas , ornamentos dos guerreiros , vestimentas ,etc . As figuras de estilo são até engraçadas .Se fosse no Oscar ganharia o de Figurinos e nada mais .
Resenha:
Escritor francês Gustave Flaubert nasceu em Rouen em 21 de dezembro de 1821 e morreu em Croisset em 8 de maio de 1880. Abandonou cedo os estudos de direito em Paris e, para superar as desilusões de 1848 e as de um ano infeliz fez uma viagem a África do norte e ao Oriente próximo. Retirou-se depois para seu sitio em Croisset, decepcionado pela vida que mal conhecera, dedicando os restantes trinta anos de vida ao trabalho literário, em solidão quase total. Flaubert foi um grande estudioso da estupidez humana. Para ele, o lugar onde a estupidez mais abundava era a província. E é a província o pano de fundo de seu romance mais famoso, "Madame Bovary". No ano em que o livro "Madame Bovary" foi publicado na França, houve um grande interesse pelo romance. A obra foi considerada imoral pelo governo francês, que decidiu mover um processo contra o autor e o editor do livro. Foram, porém, absolvidos pelos juízes que, como se fossem personagens de "Madame Bovary", atestaram ao autor "fins morais e instrutivos". Em 1869 publicou o romance "A Educação Sentimental" um grande documento humano. Depois dessas obras Flaubert não parecia poder dizer mais nada sobre suas experiências e sua época. Abandonou os temas do Realismo. Dedicou-se ao estudo do passado histórico. Em "Salambô" panorama fascinante e horripilante da queda de uma civilização, da antiga Cartago, Flaubert o mestre do estilo em prosa, encontra-se com seus contemporâneos de estilo algo semelhante em versos, os parnasianos. Como eles, interessa-se pelo oriente, por nações bárbaras e pelas ilusões que lhe ofereciam as religiões.
Grata surpresa esta recomendação da 451 .Seus contos são ótimos e nós remetem as visões críticas sobre a pobreza no interior do Ceará e a natureza das pessoas em contos comoventes nos chamando para ver um Brasil pouco conhecido como na época de Canudos
Resenha: Uma das principais vozes da literatura contemporânea, Jarid Arraes traz um livro de contos sobre mulheres brasileiras que não se encaixam em padrões e desafiam expectativas.
Escritora conhecida por seus cordéis, Jarid Arraes estreia no gênero dos contos em Redemoinho em dia quente. Focando nas mulheres da região do Cariri, no Ceará, os contos de Jarid desafiam classificações e misturam realismo, fantasia, crítica social e uma capacidade ímpar de identificar e narrar o cotidiano público e privado das mulheres.
Uma senhora católica encontra uma sacola com pílulas suspeitas e decide experimentar um barato que a leva até o padre Cícero, uma lavadeira tenta entender os desejos da filha, uma moto táxi tenta começar um novo trabalho e enfrenta os desafios que seu gênero representa — Jarid Arraes narra a vida de mulheres com exatidão, potência e uma voz única na literatura brasileira contemporânea.
“O leitor se surpreenderá com a originalidade e a fluência da voz que aqui, nestes contos, enfrenta e revela o emaranhado de contradições que cada um de nós carrega.” – Maria Valéria Rezende
Gosto demais da Literatura Nigeriana. A descoberta de Chinua mostra de onde vem tantos bons literatos. Retrata com simplicidade a realidade tribal numa Nigéria em transformação e nos mostra as forças em disputa de forma a criar uma atmosfera onde os vencedores na verdade são na prática destruidores de culturas milenares
Resenha :
O mundo se despedaça conta a história de um patriarca guerreiro chamado Okonkwo, da etnia ibo, estabelecida no sudeste da Nigéria, às margens do rio Níger. O momento que a narrativa retrata é o da gradual desintegração da vida tribal, graças à chegada ao local do colonizador branco.
O delicado equilíbrio de costumes do clã vinha sendo mantido por gerações, mas então atravessa um momento de desestabilização, pois os missionários europeus e seus seguidores começam a acorrer às aldeias de Umuófia pregando em favor de uma nova crença, organizada em torno de um único Deus. A nova religião contraria a crença nas forças anímicas e na sabedoria dos antepassados, em que acreditam os ibos. Além disso, os homens brancos trazem novas instituições: a escola, a lei, a polícia.
Okonkwo é dos principais opositores dos missionários, mas ele não contava com a adesão à nova crença de muitos de seus conterrâneos, vizinhos e companheiros de aldeia. Entre eles está ninguém menos que seu primogênito, Nwoye. Também aderem à religião do homem branco aqueles que foram marginalizados pela sociedade tradicional, os párias ou osus, as mulheres, os jovens sem perspectiva.
Como escreve o diplomata e estudioso das literaturas africanas Alberto da Costa e Silva no prefácio ao livro, o romance de Achebe é uma das obras fundadoras do romance nigeriano contemporâneo. Segundo ele, o livro “narra a desintegração de uma cultura, com a chegada do estrangeiro, com armas mais poderosas e de pele, costumes e ideias diferentes”.
Mas, para o ensaísta, Chinua Achebe, que escreve em inglês, “é cidadão de uma Nigéria criada pelo colonizador” e sabe que a “História não é boa nem má, nascemos dela, de seus sofrimentos e remorsos, de seus sonhos e pesadelos”.
O romance é considerado um dos livros mais importantes da literatura africana do século XX. Foi publicado originalmente em 1958, dois anos antes da independência da Nigéria. Primeiro romance do autor, foi publicado em mais de quarenta línguas.
Melhor que o melhor dos teatros gregos. Engraçadinha eh um dos grandes livros de nossa Literatura e Nelson seu grande autor .Excelente
Resenha:
Engraçadinha. Mais que um nome ou apelido, Nelson Rodrigues fez de uma aparentemente pacata mãe de família - vivida por Claudia Raia na minissérie de TV - um marco da literatura brasileira. Um texto visceral, que expôs a alma humana em amores e pecados, sem distinção. Uma das mais marcantes obras do gênio do teatro nacional.
Resenha: Neste romance embebido de lirismo, Micheliny Verunschk joga luz sobre a história de duas crianças indígenas raptadas no Brasil do século XIX.
Em 1817, Spix e Martius desembarcaram no Brasil com a missão de registrar suas impressões sobre o país. Três anos e 10 mil quilômetros depois, os exploradores voltaram a Munique trazendo consigo não apenas um extenso relato da viagem, mas também um menino e uma menina indígenas, que morreriam pouco tempo depois de chegar em solo europeu.
Em seu quinto romance, Micheliny Verunschk constrói uma poderosa narrativa que deixa de lado a historiografia hegemônica para dar protagonismo às crianças — batizadas aqui de Iñe-e e Juri — arrancadas de sua terra natal. Entrelaçando a trama do século XIX ao Brasil contemporâneo, somos apresentados também a Josefa, jovem que reconhece as lacunas de seu passado ao ver a imagem de Iñe-e em uma exposição.
Com uma prosa embebida de lirismo, este é um livro sem paralelos na literatura brasileira ao tratar de temas como memória, colonialismo e pertencimento.
“Um romance que expande as fronteiras da arte literária ao trazer memória, argumentos antropológicos e o melhor que a ficção pode nos oferecer.” — Itamar Vieira Junior
Resenha:
Toda as histórias deste livro foram extraídas apenas de registros orais. São, portanto, inéditas do amplo trabalho de Ruth. Os contos resultaram de pesquisa de campo, no Médio Vale do Paraíba do Sul, estado de São Paulo, tendo como centro e pião a cidade de Cachoeira Paulista. E, dali, feitas coletas nas cidades vizinhas também, e no litoral. É, claro, vieram também de informantes de outros estados, com predominância de mineiros, donos de parte do Vale.
A autora aproveitou cada reconto quando lhe foram apresentadas duas ou mais variantes, pois isso confirmava a sua aceitação, verdade e importância. Logo, tratou de escolher a variante mais elaborada, e com mais pormenores.
Nada foi acrescentado, nada foi tirado, dos motivos básicos, da sequência, da filosofia. O que era moralizante continuou moralizante; todas as histórias permaneceram completamente isso mesmo que está aí. O que chega em suas mãos é um registro único, escrito por Ruth, que esteve cuidadosamente guardado por anos com seus filhos e que agora é oferecido à apreciação de todos.
Resenha:
Em muitos lugares brasileiros, ainda persiste o costume de contar histórias...
Em geral, em torno de uma fogueira. É só ficar de mão no queixo, sentado em cima das toras, escutando. O círculo das caras atentas arde ao calor das chamas. Todos se voltam para o narrador, num tropismo original.
Não é que o tempo esteja sobrando, não é isso. Em verdade, não existe mais o tempo. Acabou-se o seu império sobre os homens. Não se cuida nem da hora, nem do correr dos instantes. O tempo é o fluir da história. Tempo e espaço se contam na vida dos príncipes e das princesas e do seu povo encantado.
Assim, a história vem lenta. Assim, vem comprida. Com repetidos pormenores, cumulativa, misteriosa e sutil, dentro do sutil da noite misteriosa. Transportamo-nos para um outro mundo habitado por duendes e fantasmas, por espíritos bons, pelos bichos que falam. Coisa linda de se ouvir e de se viver. A empatia é tanta, que estamos tão do lado de lá, quanto Alice no País dos Espelhos. Dá pena haver crianças que nunca ouviram casos narrados assim.
Excelente esta biografia de Jinga de Angola. Rainha negra que tantas influencias teve para o povo de Angola como para os afro-brasileiros e para nossa cultura brasileira.
Resenha :Mulher livre, corajosa e orgulhosa que soube defender ardentemente sua posição e africanidade. A “Cleópatra da África Central” teve petulância o suficiente para enfrentar as impiedosas lutas de poder dominadas pelos homens de seu tempo. Poderosa e destemida, a rainha Jinga não recuou um centímetro para tentar preservar seu território dos colonizadores portugueses na África. No século XVII, essa figura, cuja inteligência tinha o mesmo grau de sua ferocidade, desafiou todas as limitações impostas ao seu gênero. Este livro certamente abala as narrativas hegemônicas sobre a história da África. No auge de seu reinado, na década de 1640, Jinga governava quase um quarto do norte de Angola nos dias de hoje. Perto do fim de sua vida, cansada da guerra, fez as pazes com Portugal e se converteu ao cristianismo – embora sua devoção à nova fé fosse questionada. Em um mundo onde as mulheres eram subjugadas pelos homens, Jinga reiteradamente superava seus competidores do sexo masculino e desrespeitava as normas estabelecidas, arrebanhando inclusive um sem-número de amantes de ambos os sexos. Hoje ela é reverenciada em Angola como heroína nacional e homenageada nas religiões populares. Seu complexo legado forma parte crucial da memória coletiva do mundo afro-atlântico.
RESENHA : Tido pela revista Time como um dos 100 melhores livros de literatura fantástica de todos os tempos, O bebedor de vinho de palma e ...