sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Leitura - Por uma linha telefônica

Mais um Camilleri na lista de leituras.

Este romance e Opera maldita são duas obras marcantes de Camilleri. Sarcástica acima de tudo e critica feroz da sociedade italiana.



RESENHA:
Por uma Linha Telefónica desvela o contexto de uma sociedade provinciana e sua administração burocrático-estatal. Ambientada, em 1892, em um pequeno povoado da Sicília, a trama desenrola-se a partir de um fio condutor bastante simples - o pedido de concessão de uma linha telefônica para uso privado e uma dívida de jogo contraída com alguém ligado à máfia. Surge assim uma trama curiosa, envolvendo um bon vivant astuto e malandro; um Comendador respeitado por seu mafioso e inescrupuloso poder; um Prefeito paranóico e um Tenente que vêem subversivos até na sombra, e um Delegado que se esforça por manter o bom senso.
Nesta trama entrecruzam-se situações absolutamente imprevisíveis, em cenas cômicas e inusitadas em que se misturam amores e ódios. Os personagens retratados em Por uma Linha Telefônica destilam ironia e sutil humor crítico, mantendo acesos a curiosidade e o interesse do leitor. Sem dúvida, uma narrativa de ritmo inquieto e vivo que sabe provocar a imaginação do leitor.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

leitura -Granta 2 Longe daqui

Conclui a leitura de Granta 2 Longe daqui.

Esta revista de literatura nos ajuda a conhecer escritores de prestigio -magníficos para que possamos aprofundarmos na leitura de romances daqueles que mais nos tocaram.

Rec
omendo Mutareli, Ignacio de Loyola, Edmund White , Paul Theroux e James Fenton que dão um grande prazer com suas histórias e escrita.





Resenha:
O fascínio exercido pelo outro lugar, não o nosso neste instante, se expressa nos textos de Granta em português – Longe daqui em duas poderosas vertentes: memória e imaginação. Algumas das viagens descritas nesta edição da revista foram rigorosamente inventadas, até onde afirmam os autores – e neles podemos acreditar, talhados que são pelo dom de iludir. Outras narrativas transitam ambíguas, entre o fato e a ficção, o autor se transformando em personagem de um relato verídico mas suspeito. Por fim, também ligados pelo desejo de conhecer – outro país, outra cultura, o avesso do avesso – estão os relatos em que o escritor se compromete a descrever o que viu, onde e como, mas sem abrir mão do calor narrativo. Os textos que abrem e encerram este volume são exemplares no género que se convencionou chamar de jornalismo literário.

Clássico do jornalismo de guerra, para o qual a Granta inglesa dedicou um número especial, “A queda de Saigon”, de James Fenton, é um relato eletrizante dos últimos dias da cidade antes da chegada dos norte-vietnamitas. Inacreditavelmente inédito no Brasil, esse documento precioso foi escrito em 1975, enquanto o jornalista inglês acompanhava, mais de perto impossível, a deterioração da cidade vietnamita no final da guerra. Fenton, admirador dos norte-vietnamitas, viajou determinado a conhecer uma vitória comunista e ao seu projeto se entregou, saindo às ruas e literalmente subindo nos tanques que tomaram o poder local. O medo da morte, ele confessa, pulsava em cada instante – mas o jovem repórter tinha fome de conhecimento, coragem e persistência admiráveis, além de um tremendo talento para narrar a história fervilhando, de dentro do caldeirão.

O presente – e o que não pudemos fazer com ele, embora tenhamos ardorosamente tentado – é a memória que move Carlos Diegues a nos contar uma inesquecível viagem a Sintra – quando seguiu com o propósito de trazer o amigo Glauber Rocha de volta ao Brasil. Com os escritores João Ubaldo e Jorge Amado, que também participaram do complô para convencer Glauber a se tratar num hospital brasileiro, Carlos revive o sonho que durou mais do que os dias em que estiveram juntos – os últimos em que ainda desfrutaria do amigo vivo e consciente.

sábado, 26 de setembro de 2009

Leitura- A menina que roubava livros


Vou iniciar este livro.

Resenha:
Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em 'A menina que roubava livros'. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi
largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, 'O manual do coveiro'. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram esses livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é à nossa narradora. Um dia, todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.
TÍTULO: A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS
TÍTULO ORIGINAL: BOOK THIEF, THE
ISBN: 8598078175
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 16 x 23 | 480 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2006
ANO EDIÇÃO: 2007
AUTOR: Markus Zusak
TRADUTOR: Vera Ribeiro

Leitura -O ano novo de Montalbano

Mais um livro de Camilleri .Dezenas de contos da mais alta qualidade para ler nas horas vagas que passam voando.


Resenha:
Os fiéis leitores do comissário Salvo Montalbano, mestre na arte do bem viver, encontram neste livro, uma trama inesquecível, na qual Montalbano se depara com os mais heterogéneos e insólitos crimes e criminosos: um casal de atores que interpreta um papel fúnebre na intimidade do quarto; um juiz atormentado pela ideia de que seu estado de ânimo influencie as decisões do tribunal. E a deliciosa história que dá título ao livro: Faltando pouco para o fim do ano, Montalbano está mergulhado em melancolia.

sábado, 19 de setembro de 2009

Leitura -A cidade ilhada

Milton Hatoum de Cidade Ilhada continua a ser o brilhante escritor de Dois Irmãos e Cinzas do Norte.Para quem lia suas cronicas na Entre Livros continua trazendo estes pequenos fragmentos de literatura que dão prazer e nos fazem buscar cada vez mais seus livros. Milton já esta entre os maiores de nossa literatura

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Leitura -A cidade ilhada

Relances da experiência vivida, recolhidos em tramas brevíssimas, de dicção enxuta em que tudo ganha nitidez máxima e máximo poder de iluminação — assim são as histórias que Milton Hatoum reuniu em seu primeiro volume de contos, A cidade ilhada.

As sementes das histórias de Hatoum não poderiam ser mais diversas: a primeira visita a um bordel e
m “Varandas da Eva”; uma passagem de Euclides da Cunha em “Uma carta de Bancroft”; a vida de exilados em “Bárbara no inverno” ou “Encontros na península”; o amor platônico por uma inglesinha em “Uma estrangeira da nossa rua”. Com mão discreta e madura, Hatoum trabalha esses fragmentos da memória até que adquiram outro caráter: frutos do acaso e da biografia pessoal, eles afinal se mostram como imagens exemplares do curso de nossos desejos e fracassos.

Desejos e fracassos, aliás, respondem pela rede subterrânea que amarra os contos de A cidade ilhada. Se o desejo, a literatura ou a viagem levam os personagens a expandir o raio de sua ação e a transpor as barreiras da infância e da moral, da classe e da província, estes mesmos elementos não se dão por vencidos e, mais cedo ou mais tarde, recaem sobre os heróis como uma fatalidade que os traz de volta a um centro imóvel: “para onde vou, Manaus me persegue”.

Leitura -Opera maldita

Mais um livro de Camileri na conta.
Mais um excelente livro .
Um livro que pode ser lido de trás para frente , por qq capitulo ou do jeito tradicional.
Seja qq forma escolhida um romance que mergulha na cultura , costumes e história italianas com um tremenda pitada de humor.
Para ler e ficar feliz

domingo, 30 de agosto de 2009

Leitura -Opera maldita


Comecarei um novo Camileri: Opera Maldita







SINOPSE
O romance A ópera maldita, do italiano Andrea Camilleri, não é apenas mais um lançamento assinado pelo homem que criou o famoso comissário de polícia Salvo Montalbano e se tornou responsável por diversos best sellers em todo o mundo. O livro foi aclamado como a sua obra-prima e elevou o autor ao patamar dos grandes literatas de seu país. Através de um texto riquíssimo, Camilleri narra uma fábula política tingida por tons farsescos em que o representante do Estado decide apresentar a ópera Il birraio di Preston, de Luigi Ricci, na noite de inauguração do teatro de uma pequena cidade. Enxergando essa escolha como uma imposição, os habitantes se revoltam e dão origem a atos de vandalismo que acabam por transformar a história do povoado.
Camilleri ambienta a trama (assim como a maior parte de seus trabalhos) na cidade fictícia de Vigàta - que representa a terra natal do autor, Porto Empedocle. "Vigàta é uma cidade imaginária, de fronteiras variáveis e extensas que compreendem toda a Sicília", diz o escritor. "Tenho a ilusão de poder adivinhar os pensamentos de seus habitantes. Erro em 99% dos casos, mas com o 1% que resta crio personagens plausíveis. Se ambientasse meus romances em Milão ou Roma os personagens pareceriam falsos."
A característica mais marcante do romance está, entretanto, na linguagem. Com sua tradicional ironia, Camilleri brinca com os diferentes dialetos italianos (o romano, o milanês, o piamontês, o toscano) e chega a dar à luz uma espécie de língua particular. Com isso, cada personagem do livro pode ser reconhecido através de uma peculiar maneira de se expressar. A situação cultural, o nível social e as características psicológicas de cada um - dos mafiosos aos homens do governo, passando por artistas e operários -podem ser notados através dos diálogos.
Em A ópera maldita o modo de escrever de Camilleri, definido por ele mesmo como "anárquico", fica bem evidente. Os capítulos não são numerados e tampouco seguem qualquer tipo de ordem definida, o que torna possível que cada leitor estabeleça a sua própria seqüência e monte a história da maneira que bem entender. Outra curiosidade é que todos os 24 capítulos têm origem em surpreendentes referências literárias, onde o autor joga com frases de outros clássicos da literatura - como Moby Dick (Herman Melville), Os demônios (Dostoiévski) e Manifesto do partido comunista (Karl Marx).
Baseado em um inquérito parlamentar sobre a expulsão dos Bourbons da Sicília em 1860, A ópera maldita é uma ótima oportunidade para quem se acostumou com as tramas policiais de Andrea Camilleri conhecer uma outra faceta do autor - a do inventivo romancista histórico. São palavras suas: "Nos livros históricos consigo refletir melhor a atual realidade italiana do que nos policiais - que, apesar de contemporâneos, vivem na herança da minha memória". Como em uma verdadeira ópera, Camilleri se apropria de uma tragédia para transformá-la em uma estilizada e excêntrica comédia.

DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: A OPERA MALDITA
ISBN: 8528608727
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 14 x 21 | 240 págs.
ANO EDIÇÃO: 2004
AUTOR: Andrea Camilleri
TRADUTOR: Maria Helena Kuhner | Giuseppe Angelo


Leituras- Como falar dos Livros que não lemos


Também conclui esta leitura.

Assisti a entrevista de Pierre Bayard no Futura em "UMAS PALAVRAS" onde ele comenta as criticas que recebeu da academia por posição tão clara e ousada como professor de literatura. Como falar em publico de livros que não lemos.
Seu livro é de uma sagacidade impressionante e faz nos ver as varias facetas de um livro lido ou não.
Como disse um escritor ( creio que o Tezza) , depois que escrevemos um livro ele é do mundo e não mais nos pertence . É esta a imagem que nos passa Pierre.
Mas o comentário sobre livros que não lemos é de Oscar Wilde que ele coloca na abertura do livro da bem a imagem do livro: Jamais leio o livro do qual tenha que escrever uma critica: nos deixamos influenciar muito facilmente

Leitura - No Caminho de Swan



Concluída a leitura da 1a parte do Tempo Redescoberto ficam muitas impressões boas .
Porém a mais significativa seria a do prazer que é ler Proust.
São tantos aprendizados numa simples leitura e uma delas é que acabamos ficando a espera de nossas memorias involutarias que nos trazem o prazer de tempos vividos que já estavam pagados em nossa lembrança . Aprendemos a gostar de uma simples chuva que molha nosso corpo , uma ventania uma pessoa sentada no metro como experiências inesqueciveis. .Proust além de filosofo era um esteta da vida cotidiana

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Leitura - Temporada de Caça



SINOPSE

Em 'Temporada de Caça', a descrição do ambiente provinciano, a sensação que aí provoca qualquer fato novo, as intrigas e maledicências que entretêm conversas e reuniões, a caracterização de figuras singulares completam-se com algo maior e mais profundo - a necessidade de compensar, com a fantasia, a estreiteza de limites da realidade e sua rotina - algo universalmente característico de todas as províncias -, mas que é também típico do temperamento italiano, que nesse jogo acaba por teatralizar a própria vida e dela fazer, ora uma comédia, ora um drama ou até uma tragédia", afirmam os tradutores Giuseppe D'Angelo e Maria Helena Kühner. Na trama entre cruzam-se situações absolutamente imprevisíveis, em cenas cômicas e inusitadas nas quais se misturam amores e ódios. 'Temporada de Caça' um divertido instantâneo da Itália provinciana, com uma narrativa de ritmo inquieto e vivo.

DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: TEMPORADA DE CAÇA
TÍTULO ORIGINAL: STAGIONE DELLA CACCIA, LA
ISBN: 8528611620
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 13 x 21 | 160 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 1992
ANO EDIÇÃO: 2005
AUTOR: Andrea Camilleri
TRADUTOR: Maria Helena Kuhner | Giuseppe D'Angelo

Conclui mais este romance de Camilleri . Mais uma leitura com muito prazer deste italiano que escreve com raro espírito critico e cômico.

domingo, 12 de julho de 2009

Leitura - Proust

Conclui a 1a parte do Tempo Redescoberto .

No caminho de Swann é um romance indescritível. Proust eleva o romance a uma categoria jamais imaginada. Proust transforma qq ato banal em algo com tanto encanto e poesia como as criações mais sutis e elaboradas de grandes romancistas. Nos faz pensar no nosso e cotidiano trazendo beleza a um simples e repetitivo cafe da manha .

Falar de Proust é falar de filosofia , poesia , prosa , psicologia e tantas abordagens mais que qq outro romancista ( que eu já li) se torna menor.

Iniciei a leitura de um Amor de Swann.Deve ser saboreado aos poucos.

Leitura - O ladrão de Merendas




No intervalo da leitura de Proust conclui mais um do Camilleri

Mais uma otima novela e um excelente passatempo .
SINOPSE
O comissário Salvo Montalbano está de volta na série Noir europeu, da Coleção Negra, dedicada aos mestres do velho mundo. Desta vez, ele é o protagonista de O LADRÃO DE MERENDAS, terceiro policial do mais novo fenômeno literário da Itália, Andrea Camilleri. Depois do sucesso de A forma da água e O cão de terracota - ambos chegaram ao topo das listas italianas de mais vendidos -, Camilleri nos oferece mais um irresistível romance com o inspetor siciliano.
Em O LADRÃO DE MERENDAS, Montalbano está preocupado em escapar de uma promoção a subchefe da polícia de Vigàta. O sonho de muitos homens da lei é, no entanto, seu pesadelo. A promoção significaria mais trabalho burocrático e menos tempo para se dedicar a uma de suas duas grandes paixões: a investigação criminal. A outra são os prazeres da boa mesa.
Enquanto escapa da burocracia das delegacias e mergulha nas osterias locais, Montalbano investiga dois crimes aparentemente sem ligação: a morte violenta de um tunisiano embarcado em um pesqueiro e o esfaqueamento de um comerciante de Vigàta dentro de um elevador. O instinto do velho inspetor, no entanto, lhe diz que há um vínculo entre os dois acontecimentos. Quanto mais perto chega de uma resposta, mais perigo ele corre. E mais emocionante se torna a trama costurada por Camilleri.
Numa cidade onde criminosos, mafiosos e policiais são, muitas vezes, amigos de infância, Camilleri constrói mais um romance tão inteligente quanto moderno.

DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: O LADRAO DE MERENDAS
ISBN: 8501056170
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 14 x 21 | 224 págs.
ANO EDIÇÃO: 2000
AUTOR: Andrea Camilleri

domingo, 14 de junho de 2009

Leitura - Proust

No caminho de Swan não é um livro comum .

È um mistura de pura filosofia , comentarios profundos e uma forma de "pintar " nossa vida cotidiana. Proust torna a mais elementar das tarefas algo grandioso e escreve sobre elas como um dos maiores escritores. Como ele mesmo diz em seu livro o escritor precisa que o leitor entre no seu espirito e sinta como ele.Proust sem muito esforço tem esta competencia.

Leitura - Na Praia



Entremeando a leitura de Proust conclui "Na Praia" de Ian McEwan.

Este um romance rápido que parece ter sido escrito para cumprir uma promessa ao editor. Não se trata de livro que deixe alguma marca mas percebemos a exuberancia do autor.






RESENHA

Inglaterra, 1962.As profundas mudanças na moral e no comportamento sexual que abalariam o mundo ao longo daqueladécada ainda estão em estado de gestação. Edward Mayhew e Florence Ponting, ambos virgens, se instalam num hotel napraia de Chesil, perto do Canal da Mancha, para celebrar sua noite de núpcias. Ele é um rapaz recém-formado em história,de origem provinciana; sua mãe tem problemas mentais, e o pai é professor secundário. A noiva é uma violinista promissora, líder de seu próprio quarteto de cordas, filha de um industrial e de uma professora universitária de Oxford.O desajeitado encontro íntimo desses dois jovens ainda marcados pelos resquícios da repressiva moral vitoriana é repletode lances cômicos e comoventes, configurando uma autêntica tragicomédia de erros.Na praia, entretanto, vai além disso.Por conta da refinada arte narrativa de Ian McEwan,o drama dos recém-casados transcende o registro particular e o retrato de época para alcançar a dimensão de uma obra universal sobre o momento da perda da inocência, essa expulsão do paraíso que é um ponto de inflexão na vida de todo indivíduo. Com sua prosa precisa, tão sutil quanto implacável, McEwan alterna os pontos de vista de Edward e Florence, radiografando seus pensamentos e motivações mais secretos. O sentimento trágico que fica no leitor vem da percepção dos estragos profundos e duradouros que um pequeno gesto, um único mal-entendido, uma palavra infeliz podem causar na vida dos personagens.Com esse romance compacto, intenso, inteiriço como um poema ou uma peça musical, o autor confirma seu notáveltalento para captar e expressar os descaminhos da vida interior. Ian McEwan, considerado um dos mais importantes escritores de língua inglesa da atualidade, nasceu em 1948, em Aldershot, Inglaterra.Publicou duas coletâneasde contos e, entre outros romances, A criança no tempo, O jardim de cimento (adaptado para o cinema), Amor parasempre e Amsterdam. Vencedor do Whitbread Award 1987 e do Booker Prize 1998, teve seu romance Reparação (publicadono Brasil pela Companhia das Letras) indicado ao Booker Prize 2002. A editora publicou também seus romances O inocentee Sábado.

DADOS DO PRODUTO
TÍTULO: NA PRAIATÍTULO ORIGINAL: ON CHESIL BEACHISBN: 9788535910421IDIOMA: Português.ENCADERNAÇÃO: Brochura Formato: 14 x 21 136 págs. ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2007ANO EDIÇÃO: 2007AUTOR: Ian Mcewan TRADUTOR: Bernardo Carvalho

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Leitura - No Caminho de Swan




Bem.. Vou enveredar pelo Caminho de Swan.Acho que hoje me sinto apto a enfrentar Proust e Dante ( de quem sou declarado apaixonado) depois de tantas leituras .

Leitura - Cidadezinhas


Finalmente conclui Cidadezinhas. Com certeza John Updike esta inscrito entre os grandes escritores mundiais. Sua prosa nos faz viajar pelo mundo da leitura de forma imperceptível como só os grandes sabem fazer.Owen é uma soberba criação que nos faz pensar na nossa vida cotidiana de uma forma cruel mas ao mesmo tempo humana com seus defeitos e mesquinharias .

terça-feira, 21 de abril de 2009

Leituras- Watchmen

Para quem gosta de graphic novell esta é muito boa. Leitura rápida para dias de frio e sem compromissos ( veja resenha no outro blog)

Recomendo também o cavaleiro das Trevas de 1987 em 4 volumes ( abaixo sinopse do volume 1 )outra excelente obra.









Título: O CAVALEIRO DAS TREVAS # 1 (Editora Abril) - Minissérie em quatro edições mensais

Autores: Frank Miller (roteiro e arte), Klaus Janson (arte-final) e Lynn Varley (cores).

Preço: Cz$ 12,00 (preço da época)

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Março de 1987

Sinopse: O Retorno do Morcego - Frank Miller mostra ao mundo sua visão de Gotham City dez anos depois da aposentadoria de Batman. Mas o crime não cessou na cidade e o Morcego, mesmo com mais de 50 anos, decide voltar à ativa.

Positivo/Negativo: Esta revista que revolucionou os quadrinhos e é considerada o primeiro Elseworld (história baseada na "realidade", mas que não faz parte da continuidade por ser uma extrapolação do roteirista partindo de um "o que aconteceria se...") da DC começa mostrando o futuro sombrio na visão de Miller.

O escritor parte da idéia concebida por Bob Kane quando criou o herói: de que Bruce Wayne é apenas um disfarce vazio e o Batman é a verdadeira personalidade. A partir daí, monta a história para trabalhar com mestria esse conceito.

Após dez anos longe do manto do Morcego, Bruce se arrisca em esportes radicais, entristecido e sem saber quem realmente é. Ele só volta a sentir prazer pela vida quando o Batman reassume o controle, inclusive da narração da história.

O admirável mundo novo de Miller precisa de um Batman para combater a crescente onda de crimes gerada principalmente pelas gangues mutantes. Contudo, o herói não pode viver apenas nas sombras, como um mito, um bicho papão. A mídia televisiva acompanha todo o desenrolar do ressurgimento, fazendo uma constante discussão do que está acontecendo. Por causa dessa cobertura, o Coringa, que aparentemente tinha se acalmado depois do sumiço do Morcego, desperta.

A arte é um caso a parte. Miller estava em sua melhor forma, tanto no traço quanto na narrativa visual. Seguindo uma influência dos mangás, o autor abusa das onomatopéias e faz um traço simplista (infelizmente esta característica fica um pouco prejudicada pelo desenho do autor ser um tanto "sujo" e pela interferência do trabalho do arte-finalista Klaus Janson).

Além disso, para representar seu mundo midiático, ele se vale de uma narrativa visual entrecortada, que forma uma série de interessantes mosaicos.

Pode-se destacar como a melhor seqüência desta edição a que Batman enfrenta o Duas-Caras, sendo que a grande cena do embate é o quadro em preto-e-branco, que mostra apenas a sombra da luta.

Outra passagem relevante é a reconstituição da morte dos pais de Bruce. Infelizmente, essa seqüência influenciou negativamente os escritores que trabalharam com o Batman desde então. Aparentemente, a visão de Miller do crime ficou tão impressionante, que cada roteirista que assume uma revista ou série do Morcego sente uma necessidade quase patológica de recontar esse momento. Daí para frente, isso foi tão explorado, por tantos pontos de vista diferentes, que chega a incomodar o leitor.

Olhando esta revista nos dias atuais, num primeiro momento pode-se estranhar o fato de ela ser carregada de textos. Se a história não fosse tão intrigante, a leitura poderia ser cansativa. Felizmente, não é.

Também é fácil ver como diversos autores foram influenciados pela obra, chegando a copiar conceitos e linguagens. Um exemplo óbvio é o Spawn, de Todd McFarlane, que também seguia essa forte intercomunicação com o que se passa na televisão. Pena que a qualidade não foi copiada...

Leituras- Watchmen




Por conta do lançamento do filme meu filho comprou o livro e recomendou a leitura.




RESENHA

Watchmen’ é uma obra-prima dos quadrinhos, que conquistou lugar de destaque na história da literatura moderna. Foi eleito um dos cem melhores romances em língua inglesa pela revista Time.

Agora, os leitores podem se deliciar com o guia definitivo à essa obra notável: “Os Bastidores de Watchmen”. Neste volume de luxo, o cocriador do quadrinho, Dave Gibbons, abre seus arquivos pessoais para revelar artes raríssimas nunca antes publicadas, caracterizações originais de personagens, planejamento da obra, correspondências, conceitos descartados, rascunhos que mostram como a arte e o roteiro foram encaixados de forma tão perfeita, e muito mais. Recheado com materiais de arquivo e imagens deslumbrantes – apresentadas pelos aclamados designers Chip Kidd e Mike Essl –, “Os Bastidores de Watchmen” é, ao mesmo tempo, um fascinante livro de arte e um guia referencial para a história em quadrinhos que mudou toda uma indústria. A edição brasileira contém páginas exclusivas de notas para o leitor de língua portuguesa.


DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: OS BASTIDORES DE WATCHMEN
TÍTULO ORIGINAL: WATCHING THE WATCHMEN
ISBN: 9788576570714
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Capa dura | Formato: 21,5 x 28,5 | 280 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2009
ANO EDIÇÃO: 2009
AUTOR: Dave Gibbons
TRADUTOR: Ricardo Giassetti

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Leitura - Cidadezinhas




Descrição:

Em Cidadezinhas, John Updike retoma alguns de seus temas prediletos: a vida nos subúrbios de classe média branca do nordeste americano; a história recente dos Estados Unidos, passando do otimismo ilimitado do pós-guerra para o questionamento generalizado dos valores tradicionais do país e das instituições nacionais; e, acima de tudo, a educação sentimental de um homem que é típico representante da geração, da etnia e da classe às quais o próprio autor pertence.

As marcas registradas de Updike estão em evidência neste romance: os personagens ao mesmo tempo inteiramente verossímeis como pessoas e representantes paradigmáticos de tipos humanos; o entrelaçamento de uma trajetória individual com a história de seu país; a combinação de observação fina, humor sutil e erotismo intenso e, principalmente, a prosa refinada e impecável de um dos principais ficcionistas vivos da literatura de língua inglesa. Como observou Fay Weldon no Washington Post, "nenhum outro romancista cria universos alternativos com uma graça tão delicada, recriando os cheiros e texturas de outros lugares, outras pessoas, outras épocas, traçando a lembrança do desejo sexual com um prazer tão melancólico, conferindo importância ao que é cotidiano e comum".

Tradução Paulo Henriques Britto

AUTOR

John Updike

Nasceu em 1932, na Pensilvânia. Formou-se em Harvard em 1954 e, em seguida, passou um ano estudando belas-artes na Inglaterra. De 1955 a 1957 fez parte da equipe da revista New Yorker, para a qual até hoje contribui com poemas, contos, ensaios e resenhas. Autor de ensaios literários, poesia e ficção, já recebeu inúmeros prêmios, entre eles o Pulitzer e o National Book Award.


Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

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