quarta-feira, 6 de maio de 2015

Leitura - Ao mesmo tempo

Nao poderia deixar de ser muito boa  esta leitura de Susan Sontag. Sua posição politica e pessoal sobre os assuntos tao importantes tao amplamente conhecidos  nos ajuda a refletir e questionar nossas proprias convicções .



Resenha:
“Literatura é liberdade”, afirmou Susan Sontag pouco mais de um ano antes de sua morte, em 2004. A frase hoje soa como justificativa para toda uma vida de compromisso com o amor à literatura e um ferrenho ativismo político. Ao mesmo tempo reúne os últimos textos da ensaísta e romancista que nunca aceitou separar a estética da ética.O turbulento início do século XXI ajudou a autora a se manter fiel até o fim ao espírito de contestação que ela manifestou ao se tornar conhecida, nos anos 1960. Nas páginas de Ao mesmo tempo, os ensaios literários são obrigados a conviver com textos de intervenção pública escritos no calor dos acontecimentos.Destaca-se a lucidez de Sontag diante dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e da prática de tortura na prisão de Abu Ghraib, no Iraque. Mas essa incessante vigilância política nada tinha de antiamericanista.Ao contrário, ela manifesta o amplo cosmopolitismo que a autora declara ter aprendido com a literatura. Para Sontag, seu modo crítico de ser uma cidadã americana lhe assegurava também a cidadania plena na sua almejada “república internacional das letras”.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Leitura - Vermelho Brasil

Li mais este livro sobre Villegagnon. Apesar de ter ganho prêmios eh bem fraco eh um pouco caricato sobre o Brasil



Resenha:

Vermelho Brasil, vencedor do Goncourt — o mais importante prêmio literário francês — e com mais de 500 mil exemplares vendidos na França, é um romance histórico que ilumina um dos episódios mais extraordinários e menos conhecidos do Renascimento: a conquista do Brasil pelos franceses. O livro conta a história de Just e Colombe, duas crianças que, iludidas, aceitam participar de uma grande aventura em uma terra estranha. Tudo é desmesurado nessa jornada. O cenário: a baía selvagem do Rio de Janeiro, ainda entregue às matas e aos índios canibais. Os personagens — principalmente o cavalheiro de Villegagnon, chefe dessa expedição, nostálgico das Cruzadas, impregnado de cultura antiga. Os acontecimentos: o isolamento dramático dessa França dos trópicos antecipa, em dez anos, os conflitos das guerras de religião.Escrito numa linguagem perpassada de fina ironia, com uma ação vertiginosa e descrições de paisagens deslumbrantes, Vermelho Brasil pode ser lido como um romance de formação. Acompanhando as surpresas que o destino reserva a Just e Colombe, esse livro põe em cena duas concepções opostas do homem e da natureza. De um lado, a civilização europeia, conquistadora e universal, que se quer libertadora e se descobre assassina. Do outro, o mundo índio, com sua sensualidade, sua noção de harmonia e sua visão do sagrado. De forma magistral, Jean-Christophe Rufin transforma a saga de Villegagnon num romance histórico de aventuras.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Leitura - O Cao do Sul

Portis não fica nada a dever a Thomas Pynchon, Com o mesmo estilo de escrita nos faz viajar em suas loucas estorias cheias de lirismo e de vida. Além disto ainda escreveu Bravura Indomita . Excelente

Resenha:

Fazer um livro cheio de humor, que seja ao mesmo tempo tocante e profundo, é uma tarefa difícil. Charles Portis é um dos raros escritores que conseguem aliar essas qualidades à perfeição. 
Em O Cão do Sul, Ray Midge acabou de completar 26 anos, e pouco fez até agora. Foi revisor num jornal, pensou em estudar diversas coisas, de engenharia a história, mas não se aprofundou em nada. Recebe ainda dinheiro do pai, e é casado com uma garota que gostaria de ser algo mais na vida. Mas agora ele será obrigado a sair de casa e se lançar no mundo, e por um motivo simples: Norma, sua mulher, fugiu com o primeiro marido para o México, e ele está disposto a encontrá-los.
A narrativa do escritor mergulha o leitor numa visão de mundo cômica e cáustica, povoada de figuras absurdas, hilárias, malucas, mas ainda assim capazes de grandes gestos. A grande genialidade de Portis, autor de Bravura indômita, é narrar uma viagem fantástica, que beira o absurdo, através dos olhos de um sujeito que preferiria nunca ter saído de casa. Publicado originalmente em 1979, O Cão do Sul se tornou, ao longo dos anos, um romance cult norte-americano. 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Leitura - A festa do Bode

Nova leitura de Vargas Llosa, Eh como o outro que li sobre Canudos excelente livro com romance , pesquisa e historia. Imperdível

Resenha:
A Festa do Bode é um dos romances mais importantes de Mario Vargas Llosa. Com uma pesquisa histórica rigorosa e uma preocupação flaubertiana pelos detalhes, ele recria uma República Dominicana de meados do século XX para recontar a história do general Rafael Leônidas Trujillo Molina - o Bode - e a implacável ditadura que implantou no país durante seus 31 anos de governo.Nos últimos dias da tirania do General Trujillo, no ano de 1961, Urania Cabral viaja a Santo Domingo, após 35 anos ausente do país, para visitar o pai doente. Enquanto ela relembra o passado, outras duas histórias narradas em paralelo colocam o leitor no centro da tomada de decisões do ditador e mostram a luta de pessoas comuns que decidem pegar em armas para derrubá-lo. Ao entrelaçar essas três histórias, Vargas Llosa relata o fim de uma era e discute a natureza insaciável dos regimes totalitários. A Festa do Bode não é apenas um romance magistral; é também um mergulho em um dos momentos mais dramáticos da história recente da América Latina.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Leitura- A janela de Euclides

Este eh o 3o ou 4o livro que leio de Mlodinow, Como sempre ele tenta por palavras simples e bem fáceis explicar teorias estatísticas , físicas e matemáticas. Como sempre consegue seu intento na maioria da vezes.Porem a tal teoria das cordas ainda não se adaptou a nosso cérebro ( ou seria o contrario) e só alguns privilegiados já teviram  o clique para perceber e entender completamente mais este salto da inteligencia humana,

Resenha:
Leonard Mlodinow, PhD em física e matemática, parceiro e co-autor de Stephen Hawking na seqüência de 'Uma Breve História do Tempo', narra em 'A Janela de Euclides - A História da Geometria, das Linhas Paralelas ao Hiperespaço', de maneira incrivelmente clara e divertida, a história fascinante da geometria ao longo do tempo. Mlodinow mostra que a geometria é uma ciência que permeia todo o mundo em que vivemos. Ela afeta as nossas percepções de arte e música. A pintura e a escultura seguem princípios geométricos básicos de proporção e simetria; as relações definem as escalas musicais e as composições clássicas são altamente matemáticas em sua natureza. A arquitetura busca na geometria as bases do que é possível construir. Até o corpo humano tem uma elegância geométrica em si; o famoso desenho de Leonardo da Vinci de um homem em pé dentro de um círculo é uma demonstração de com nossa fisiologia se harmoniza com a natureza e suas leis. Tudo isso é revelado de forma divertida e clara, como num romance cheio de aventura e emoção, o que torna o livro de leitura muito fácil e agradável.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Leitura -Todas as Familias Felizes

Carlos Fuentes se insere na minha leitura da lista de escritores latinos americanos de expressão . Este livro sem duvida um dos melhores que li. Alguns contos são brilhantes e  profundos . Fuentes aborda as diversas leituras de tipos familiares muito chegados  a nos e nos leva  sempre procurar mais no próximo conto. Acido e critico .



Resenha

Uma cruel leitura da vida privada e pública - é o que propõe Carlos Fuentes, um dos mais importantes escritores contemporâneos, nesta coletânea de contos, ironicamente intitulada "Todas as Famílias Felizes". O renomado autor mexicano mostra em 16 histórias os diferentes retratos de família e as suas dinâmicas únicas. As tramas têm como cenário a Cidade do México num período que abrange desde meados do século 20, mostrando seu lado ainda tímido e um tanto rural, até os anos 2000, quando assume a pecha de modernidade e caos típicos de uma megalópole. Palcos passados e presentes para os espetáculos de vida e morte.

Fuentes aponta nestes contos os diferentes aspectos de família e as suas dinâmicas únicas. Vida e morte se entretecem em laços que, por mais que se queira, jamais serão rompidos. E suas famílias, muitas e muitas, afetadas de forma irremediável pela ignorância, pela violência e pela dor, não importa a época ou sua composição - da formação tradicional de papai e mamãe até a homoafetiva.
No conto de abertura "Uma Família entre Tantas", pai, mãe, filho e filha retratam suas relações dentro de suas próprias perspectivas: o pai fracassado que quer se reaproximar do filho; o filho que não quer ser igual ao pai, mas está fadado a trilhar o mesmo caminho; a mãe saudosa da época em que o marido era o homem por quem se apaixonara; a filha que escolheu interagir com o mundo por meio da comunicação virtual.
Em "O Filho Desobediente", um pai quer que seus quatro filhos tornem-se sacerdotes, mas um deles tem planos muito diferentes. Em "Uma Prima sem Graça", uma parente considerada encalhada e assexuada abala um casamento ao mostrar furor sexual e despertar a paixão do dono da casa. Já em "Mãe Dolorosa", a mãe do título troca cartas com o assassino de sua filha, buscando uma explicação para tamanha violência.
Os contos são intercalados por coros - historietas que contam situações trágicas, em muitas delas, e bem-humoradas, em poucas. O coral dá à narrativa um aspecto polifônico e mantém viva a história, transmitida de voz em voz, até parar no ouvido de algum destinatário distante.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Leitura - Estas Estorias

Ler Guimarães Rosa eh viajar na linguagem , nas imagens e no interior do Brasil com seus costumes e expressões. 3 contos destes Livro em particular são primorosos : O Burrinho do Comandante , Meu Tio o Iauarete e Entremeio com Vaqueiro Luciano onde percebemos a  fonte de onde o poeta Manoel de Barros veio beber :são as palavras inventadas pelo caboclos do interior, em sua maioria ignorantes , para descrever o que viam e percebiam, fantástico .


Resenha :
Quando João Guimarães Rosa faleceu, deixou alguns esboços para o sumário de Estas estórias, que deveria compreender nove textos longos, encontrados entre os papéis do escritor: oito novelas e uma entrevista-retrato, “Com o vaqueiro Mariano”. Desses textos, cinco já haviam sido publicados: quatro novelas e a entrevista. Os outros quatro permaneciam inéditos, mas já em forma praticamente definitiva: faltava-lhes apenas a última revisão do autor. Ao preparar a primeira edição de Estas estórias, Paulo Rónai disse: “Resolvemos incluir no presente volume as quatro obras que dele deviam fazer parte. (...) Pareceu-nos que, omitindo-as, privaríamos os fiéis de João Guimarães Rosa não só do conhecimento de muitas de suas páginas mais poderosas, como também da visão panorâmica de um livro cuja estrutura com tanto carinho preparara. De mais a mais, temos realmente a impressão de que muito pouco faltava, ou quase nada, para arrematar a construção.”A propósito de Estas estórias, assim se manifestou o crítico Leo Gilson Ribeiro: “São um caleidoscópio do Grande Sertão que o escritor mineiro desvendou para a literatura brasileira e para o mundo: um caleidoscópio que mostra várias de suas fascinantes veredas. Em Com o vaqueiro Mariano, a captação épica, viril, da natureza selvagem do Pantanal mato-grossense, aliada à compreensão profunda dos seus heróis anônimos, os vaqueiros que encontram em Mariano o seu arquétipo definitivo. Em Os chapéus transeuntes, a criação matizada, risonha e filosófica de figuras que lembram uma commedia dellarte mineira, como Vovô Barão e Ratapulgo. Em Meu tio o Iauaretê, a pesquisa estilística realizada no monólogo do índio semiagregado à civilização tecnológica que encerra, de forma inquietante, este esplêndido mural.”O crítico lembra ainda que “este livro só é póstumo quanto à casca, à localização histórica. Mas o miolo, o essencial, permanece, como predissera o mestre em sua última frase pública: as pessoas não morrem, ficam encantadas.


Titulo-Caça ao Tesouro


Este eh o ultimo livro lançado mo Brasil do Inspetor Montalbano. Como sempre uma excelente leitura para ferias e para amenizar leituras mais pesadas


Resenha:
Uma rajada de tiros interrompe um dia tranquilo. Um idoso enlouquecido e sua irmã abrem fogo da varanda de seu apartamento em direção à praça da cidade de Vigàta, punindo seus cidadãos por seus pecados. As câmeras de TV flagram o detetive Salvo Montalbano de arma em punho enquanto escala o edifício para prender os atiradores. 
Ao invadir a fortaleza dos dois irmãos, ele encontra um universo perturbador: em meio a artigos religiosos, há uma boneca inflável em estado deplorável. Passados alguns dias, outra boneca idêntica é encontrada em uma caçamba, e Montalbano recebe a primeira de uma série de cartas que o convidam para uma misteriosa caça ao tesouro. Intrigado, ele trata as mensagens como enigmas divertidos, mas à medida que o jogo se mostra cada vez mais tenebroso, o comissário se dá conta de que está lidando com um perigoso psicopata. 
• Entre os títulos da série com o inspetor Montalbano publicados pela Editora Record, estão O cão de terracotaA forma da água A paciência da aranha
• “Camilleri escreve com tanta astúcia e charme quanto Montalbano investiga seus casos.” – The Washington Post 
• “Este caso do comissário Montalbano é o mais interessante e envolvente em anos, alternando entre cenas de comédia pastelão e teatro de horrores.” – Kirkus Review

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Leitura- Um Lugar sem limites

Resolvi ler um conjunto de escritores latino- americanos do boom das décadas de 60 e 70. Alguns escritores já havia lido mas não José Donoso .
Com certeza esta nos mesmos patamares dos demais   ícones da literatura chilena como Bolano por exemplo. Boa leitura.


Resenha:
Lançado em 1966, é o segundo romance de José Donoso (1924-1996), um dos mais importantes escritores chilenos do século XX, integrante do chamado boom latino-americano, que reunia nomes como Cortázar, Vargas Llosa e García Márquez. Conta a história de Manuela, dona de bordel num vilarejo empoeirado, sua filha Japonesita, que a ajuda a tocar o negócio, e Don Alejo, o chefão local. Tensão, violência e ambiguidade sexual compõem o quadro do breve romance, possivelmente o mais popular do autor, escrito num tom a um só tempo lírico e realista

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Leitura- Piratas do Brasil

Este eh o 2o ou 3o livro que leio do Jean Marcel . O livro sobre Viajantes ao Brasil tanbém eh um interessante livro de pesquisa.

Muito bom conhecer alguns detalhes de nossa estoria que geralmente passam ao largo dos livros de historia do Brasil.

Resenha:

O livro de Jean Marcel Carvalho França e Sheila Hue conta com detalhes as aventuras dos principais corsários ingleses e franceses que saquearam o litoral de São Paulo, de Pernambuco e do Rio de Janeiro nos séculos XVI e XVII. A obra é baseada em uma cuidadosa pesquisa histórica e escrita de forma leve e envolvente. 

sábado, 6 de dezembro de 2014

Leitura- Concerto Barroco


Sabemos quando temos um livro de um escritor fora de serie que pode ser um cânone. Alejo eh destes escritores que não são fáceis. Porem trata-se de leitura que preenche e agrega conhecimento, erudição e busca de novas leituras. Que eh o que farei


Resenha:

Em inícios do século XVIII, um milionário da prata mexicana, neto de conquistador maltrapilho, aristocrata há uma geração apenas, deixa a terra natal para uma temporada de luxos e prazeres em Veneza. Chegando à cidade em pleno Carnaval, o Amo e seu criado Filomeno serão protagonistas de um concerto sem igual, que reunirá os maiores prodígios da Europa barroca, mas também a música do Velho e do Novo Mundo.
O livro de Carpentier nos leva de uma Cidade do México que imita em prata lavrada todas as manias metropolitanas a uma Veneza em que, depois de muita peripécia erótica e musical, o Amo transformado em libretista do padre Antonio Vivaldi tentará levar à cena uma versão fiel e operística da conquista do México.
A tarefa, está claro, é impossível, mas o fracasso não resulta em impasse. Numa virada final - anacrônica e fabulosa, barroca e moderna ao mesmo tempo -, caberá a Filomeno tomar a batuta e transplantar sua própria versão do barroco de volta à América - e de volta ao século XX.
Certamente um dos grandes escritores latino-americanos do século XX, o cubano Alejo Carpentier chegou ao ápice de sua arte narrativa e musical nesta breve obra-prima de 1974, que o autor chamou de "suma teológica" de sua carreira e que o leitor brasileiro agora pode ler na primorosa tradução de Josely Vianna Baptista.

domingo, 30 de novembro de 2014

Leitura - A Casa do Califa

Esta eh mais uma recomendação da Cora Ronai que li em um de seus artigos e que tambem aparecem expostos na Travessa.

A 1a recomendação dela me fez ler todos os livros de Camilleri que são livros excelentes principalmente os relativos ao Delegado Montalbano.

Este livro , baseado em fatos reais eh lido de forma ligeira pois são como cronicas relativas  a passagem de Tahir em Casablanca  .As obras de  adaptação da casa que adquiriu e sua relação com a vizinhanca e viagens são boas  para entender as caracteristicas do povo árabe e marroquino .Boa leitura   para viagens .


Resenha:

Tahir Shah, delirantemente desejoso de deixar para trás a Londres opressiva e chuvosa, busca as referências ensolaradas e aventurescas de sua infância – quando, com a família de origem afegã, visitava o Marrocos nas férias. 

Investindo todo o dinheiro que ele e sua mulher de origem indiana, Rachana, haviam reunido, o autor inglês compra Dar Khalifa, uma mansão em ruínas no meio de uma favela e de frente para o mar de Casablanca – um lugar mágico e louco onde o banal e o insólito, o medieval e o moderno caminham lado a lado. O livro descreve, com o mais refinado humor, o ano em que a família se dedica a restaurar a Casa do Califa, mergulhando nos costumes locais e enfrentando todo tipo de situação.
 

domingo, 16 de novembro de 2014

Leitura - Um Lugar Perigoso

Mais uma aventura do delegado Espinosa por Copacabana.Desta vez um caso de um doente de síndrome de Korsakov . Leitura amena  e leve


Resenha:


São muitos os lugares perigosos deste livro. O primeiro é o próprio Rio de Janeiro, onde a história se desenrola. Como de costume nos romances de Garcia-Roza, a cidade é protagonista e sua geografia se torna parte indissociável da trama. 
Outro lugar de perigos insondáveis é a memória do professor Vicente, figura central neste enredo. Afastado da universidade em razão de problemas de saúde, ele passa os dias em casa e ganha a vida como tradutor, numa rotina aparentemente tranquila. Até que se depara com uma lista cheia de nomes de mulheres.
Quem são elas? Foram suas colegas na universidade? Alunas? Por que ele as reuniu numa lista e que relação manteve com elas? São questões que ele não tem como desvendar, pois sofre de uma síndrome em que as lembranças se apagam e a imaginação toma o lugar dos fatos.
Vicente busca a ajuda do delegado Espinosa para descobrir o paradeiro das mulheres listadas. Mas a investigação traz à tona os cantos obscuros de sua mente e pode revelar a origem de crimes que nada têm de imaginários.
Na décima primeira aventura do delegado Espinosa, Garcia-Roza mostra por que é um dos renovadores do gênero policial no Brasil e um de seus artífices mais talentosos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Leitura - O que o cerebro tem para contar


Este eh o 2o livro de Ramachandran que leio.O 1o foi Fantasmas no Cérebro. Ambos muito bons sobre o avanço da neurociencia , que tanto pavor causa aos psicólogos  e sobre o conhecimento atual do funcionamento do cérebro. Para que gosta de ciência como eu uma ótima leitura .
Sacks contava os casos muito estranhos em seus livros e Ramachandram explica o porque destes casos

Resenha:

Nesse livro surpreendente e, em muitos aspectos, perturbador, V.S. Ramachandran investiga casos neurológicos desconcertantes: pacientes que acreditam estar mortos, ou que desejam ter um membro saudável amputado, entre outros. Além de proporcionar ao leitor comum uma incrível turnê pela neurociência e por seus avanços recentes, Ramachandran revela o que esses casos incomuns podem nos ensinar sobre o cérebro normal e sua evolução, chegando a revelações inéditas sobre os mistérios da nossa mente.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Leitura- Thomas Piketty e o segredo dos ricos


Li muitas resenhas sobre o trabalho de Piketty tanto a direita quanto a esquerda . Percebo bastante consistencia em seus argumentos e fatos . Não há como negar a acumulação de riqueza na mão de poucos. Este livro com resenhas sobre a teoria e a acumulação de capital me pareceu pouco profundo e alguns artigos ate pueris e planfetarios . Pareceu montado as pressas para aproveitar o momento. Uma pena pois poderia ter mais consistencia.


Resenha:

A publicação dos estudos do francês Thomas Piketty a respeito da desigualdade social e da crescente
concentração de riqueza ganharam as manchetes de jornais do mundo inteiro. E catalisou um debate que já estava em andamento as respeito dos efeitos disso na economia, no meio ambiente e no próprio exercício da democracia. Este livro, organizado pelo Le Monde Diplomatique Brasil, é uma apresentação desse debate, com textos do próprio Piketty e diversos outros dos principais pensadores sociais de nosso tempo. Entre eles Samuel Pinheiro Guimarães, Ladislau Dowbor, Russell Jacoby, Kostas Vergopoulos e Luiz Gonzaga Belluzzo

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Livro -Aguapes - Jumpha Lahiri

Resolvi ler este livro por conta da visita a Flip e do Booker Prize. Inicialmente o livro não pega você muito mas a medida do desenvolvimento vai nos envolvendo emocionalmente. Muito denso , humano e de uma simplicidade alucinante com relação a visão da vida que cada um de nos leva . Empurrado pela existência e por decisões emocionais. Muito Bom



Resenha\;
Neste novo país enorme, parecia não haver lugar para o país anterior. Não havia nenhuma ligação entre os dois; a única ligação era ele. Aqui a vida deixava de tolhê-lo ou de atacá-lo. Aqui a humanidade não estava sempre empurrando, forçando, correndo como que perseguida por um fogaréu." Dificilmente outras palavras narrariam tão bem a sensação de estar em outro país, o choque cultural, a memória longe, 'em casa'. E o que é uma casa afinal? É onde está o coração? Essas e outras questões são postas a exame no novo romance de Jhumpa Lahiri, Aguapés, finalista do Man Booker Prizer e do National Book Award de 2013. Lahiri amplia o terreno de sua ficção nesta história que se passa tanto na Índia como nos Estados Unidos, com os ingredientes das tradições ocidental e oriental - a jornada de dois irmãos rumo ao desconhecido, ao risco, os conflitos de uma mulher ainda presa ao passado e o aspecto político de um país no caos de uma revolução. Pelas aventuras e escolhas de Subhash e Udayan Mitra, um nos Estados Unidos e outro na Índia, acompanhamos o quanto a perspectiva pessoal e subjetiva desses dois irmãos ecoa em uma base histórica, da fundação da Índia como um todo e de sua relação com os ingleses e com a língua inglesa, em que as geografias são reatualizadas a cada instante. Exílio, retorno e destino, temas fundadores da literatura clássica, passam por reavaliação em Aguapés, em um processo de descobertas pessoais e paixões de seus personagens e da própria narrativa, que nos conta tudo com uma voz suave e comovente.

domingo, 14 de setembro de 2014

Leitura- Dostoieski Trip

Este eh meu 1o livro de Sorokin. Tivemos que esperar a Flip para que seus livros fossem publicados aqui. Este livro não da para perceber a literatura de Sorokin em sua totalidade. Porem já se percebe sua critica acida  a sociedade.Talvez pelas criticas  e por sua literatura crua seja tao odiado na Rússia pelo governo.  Eh leitura para reflexão. Eh um livro curto praticamente na verdade uma peça de teatro.Espero um livro mais denso na próxima

Resenha:

Em um lugar indefinido, cinco homens e duas mulheres aguardam ansiosos a chegada de um incerto vendedor. Enquanto isso, conversam, discutem e até brigam acerca de grandes nomes da literatura mundial (Kafka, Púchkin, Céline...) e seus supostos efeitos nos leitores-consumidores. Não se trata, porém, de uma tertúlia amistosa entre amantes das letras, e sim de um bando de junkies que mal se conhecem, unidos apenas pela condição de viciados em literatura, todos ávidos pela próxima dose.
Nesta peça em um ato, que se lê como um romance ou novela curta, Vladímir Sorókin, um dos nomes mais importantes - e radicais - da literatura russa atual, lança personagens e leitores em uma jornada tensa e intensa pelo universo de Dostoiévski, de seus dilemas filosóficos e existenciais, que ele aprofunda, potencializa, transcende e transporta para as formas do mundo e da literatura contemporânea.
Lírico e pornográfico, escatológico e sublime, divertido e visceral, Dostoiévski-trip bate forte e tem efeito prolongado. Mas aqui não há lugar para cautela ou moderação.
Boa viagem.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Leitura- A Loura de Olhos Negros

Este novo livro de Banville eh excelente como . Nos traz de volta Philip Marlowe de Chandler em grande estilo. Para quem gosta vale muito a pena a leitura e aquele estilo tao particular de literatura



Resenha:
Com o pseudônimo de Benjamin Black, o premiado irlandês John Banville conquistou os leitores e a crítica com surpreendentes tramas policiais. Em A loura de olhos negros, Black se lança numa empreitada ainda mais desafiadora: dar vida a Philip Marlowe, o incomparável detetive particular criado pelo norte-americano Raymond Chandler. 

Na trama, ambientada na Los Angeles dos anos 1950, enquanto investiga o desaparecimento de um homem a pedido de uma nova cliente, Marlowe se vê envolvido com a família mais rica da região, capaz de tudo para proteger sua fortuna. A loura de olhos negros traz de volta Philip Marlowe com todo o charme e estilo originais, numa aventura afiada e moderna.
 

sábado, 30 de agosto de 2014

Leitura- Nao me Abandone Jamais


Li muitos elogios de Ishiguro. Mas achei este livro um pouco esticado demais.  Uma intenção seria mostrar de uma forma literária a vida tao anodina e acomodada de seus personagens . Mas a mensagem poderia ser passada em novela mais curta


Resenha:

Kathy H. tem 31 anos e está prestes a encerrar sua carreira de "cuidadora". Enquanto isso, ela relembra o tempo que passou em Hailsham, um internato inglês que dá grande ênfase às atividades artísticas e conta, entre várias outras amenidades, com bosques, um lago povoado de marrecos, uma horta e gramados impecavelmente aparados. No entanto esse internato idílico esconde uma terrível verdade: todos os "alunos" de Hailsham são clones, produzidos com a única finalidade de servir de peças de reposição. 
Assim que atingirem a idade adulta, e depois de cumprido um período como cuidadores, todos terão o mesmo destino - doar seus órgãos até "concluir". Embora à primeira vista pareça pertencer ao terreno da ficção científica, o livro de Ishiguro lança mão desses "doadores", em tudo e por tudo idênticos a nós, para falar da existência. Pela voz ingênua e contida de Kathy, somos conduzidos até o terreno pantanoso da solidão e da desilusão onde, vez por outra, nos sentimos prestes a atolar.

sábado, 16 de agosto de 2014

Leitura -Amsterdan

Esta nosa leitura de Ian nos revela seu brilhantismo. Seus personagens nos parecem por demais reais, .Tao bom quanto Reparação este romance nos faz buscar mais leituras de Ian.


Resenha:

Com Amsterdam, Ian McEwan passou a ser reconhecido como um dos grandes nomes da literatura inglesa contemporânea. O livro, premiado com o Booker Prize em 1998, o mais importante prêmio recebido pelo autor, marca seu aprofundamento naquilo que é sua marca registrada: thrillers em que as escolhas dos personagens revelam seu verdadeiro caráter e constroem uma crítica social. 
A trama consiste de uma fábula moral sobre dois amigos: Clive Linley, compositor de música erudita, e Vernon Halliday, jornalista. Ambos estão em momentos cruciais de suas vidas. Clive precisa concluir uma sinfonia para a virada do milênio que, espera, irá consagrá-lo. Vernon é editor do importante, mas decadente, jornal The Judge. Após o funeral de Molly Lane, ex-amante de ambos que sofreu longo e humilhante declínio mental antes de morrer, os dois fazem um pacto: caso um deles venha a padecer da mesma agonia, o outro deve libertá-lo, facilitando a eutanásia.
São muitos os temas polêmicos aqui presentes, como o aquecimento global e o papel da Inglaterra na Europa. Sem Amsterdam, já revelou McEwan, não haveria Reparação, seu consagrado romance seguinte. Em um complexo exercício criativo, o autor denuncia a vaidade e a busca pela fama a qualquer preço.

Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

  Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido  RESENHA :  Com o inevitável e fatídico final do du...