terça-feira, 24 de maio de 2011

Leitura- Alem da Escuridão

Escolhi a leitura deste livro devido ao premio e as recomendações.

Apesar de ser bem escrito o Livro é maçante e leitura de ingleses.Muito sutil para nós pobres mortais.Podia ter menos 200 paginas que seria muito mais interessante.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Leitura - Alem da escuridão

Resenha:

Vencedora do Man Booker Prize 2009, Hilary Mantel lança uma obra-prima do humor negro: Além da Escuridão, que conta a história da médium Alison Hart e de sua assistente Colette. Juntas percorrem cidadezinhas da Inglaterra, fazendo a ponte entre os vivos e os mortos, o lugar terreno e o lugar além da escuridão.

Na companhia de Colette, mulher cética e recém-divorciada, e do bagunceiro e inconsequente guia espiritual Morris, Alison vê o negócio mediúnico prosperar. Aos poucos, lança-se numa viagem sem volta em direção ao próprio passado, onde enfrentará as almas penadas de sua infância, enquanto revela-se ao leitor e a si mesma.

O livro é uma história de fantasmas. Os fantasmas da vida de Alison, do passado e os atuais, que desenham o rumo da sua conturbada vida. Por trás de sua gorda e sorridente persona, existe uma mulher desesperada, traumatizada com as memórias e os fantasmas do passado, e que precisa ocultar de seus clientes que a realidade após a morte não é a maravilha que todos imaginam.

Em Além da Escuridão, a autora descreve as experiências vividas como marcas terríveis na vida de uma pessoa. E para narrar tais experiências com precisão, estudou profundamente tarô, aprendeu como fazer heiki (terapia de origem japonesa baseada na manipulação da energia vital – ki – através da imposição de mãos) e realizou sessões de regressão.

Além da Escuridão, vencedor do Yorkshire Post Book Award e finalista do Orange Prize e do Commonwealth Writers Prize, prova que os resíduos da morte estão sempre ao nosso redor e, como grandes feridas, podem andar ao nosso lado por toda vida.

Leitura - Correio do Tempo - Mario Benedetti

Feliz escolha este livro de Mario Benedetti. Um otimo livro de contos de um verdadeiro escritor. Benedetti vai nos envolvendo a cada conto e ao fim nos encontramos tomados por sua escrita.
Politico sem ser exagerado como Gorki aborda temas dos movimenmtos politicos de 60 e 70 de uma forma que procura demonstrar o lado mais humano da questão sem apelar nem querer fazer a cabeça dos outros

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Leitura - Correio do Tempo - Mario Benedetti



Resenha:
Publicado em 1999 e até agora inédito no Brasil, Correio do tempo reúne relatos breves que mesclam ironia, delicadeza e profundidade, num estilo que consagrou Mário Benedetti em romances como A trégua, clássico contemporâneo da literatura latino-americana.

Os contos neste livro tratam dos mais diversos tipos de encontros e despedidas, do distanciamento e da passagem do tempo: uma criança passa um fim de semana na casa do pai separado; um homem doente escreve ao amigo pela última vez; sobreviventes de dois naufrágios diferentes se encontram acidentalmente numa ilha deserta; uma visita inesperada de um preso político ao seu algoz; e um relato, cheio de compaixão, de um homem preso por matar quem amava. A maestria de Benedetti é evidente nos mínimos detalhes. Em recortes precisos, o escritor uruguaio é capaz de imprimir um humor sutil a suas histórias mesmo nos momentos mais improváveis, talento que se tornou uma de suas marcas registradas:

“Houve um tempo em que eu sonhava com enchentes. De repente, os rios transbordavam e inundavam os campos, as ruas, as casas e até minha própria cama. Aliás, foi em sonhos que aprendi a nadar, e graças a isso consegui sobreviver às catástrofes naturais”, diz o personagem de um conto, para depois reclamar que sua nova habilidade funcionava apenas em sonho, “pois mais tarde tentei exercê-la, completamente acordado, na piscina de um hotel e quase morri afogado”.

Leitura - Rosario Tijeras

Jorge Franco escritor colombiano elogiado por Gabriel Garcia não é tão brilhante assim .
O Livro é razoável  e boa leitura mas nada que chame atenção.




Resenha:

Rosario Tijeras é uma jovem assassina, misteriosa, sexy e implacável. Seu nome, Tijeras (tesoura, em espanhol), lhe foi dado ainda menina, ao usar um par de tesouras roubadas da mãe, uma costureira, para se vingar de um homem que a estuprara anos antes. Seu verdadeiro sobrenome ninguém conhece. Antes de matar suas vítimas, Rosario as abraça e as beija, enquanto saca uma pistola da bolsa, que posiciona a queima-roupa para o disparo. Mas um dia, acaba provando do mesmo veneno. Leva um tiro à queima-roupa no momento em que recebe um beijo traiçoeiro. O amigo Antonio, narrador do romance, ainda tem tempo de levá-la a um pronto-socorro em Medellín e, enquanto espera alguma notícia dos médicos, repassa toda sua vida de perigos ao lado dela. Sempre fora perdidamente apaixonado pela enigmática assassina, mas nunca ousara revelar seus sentimentos. Afinal, Rosario era namorada de seu melhor amigo, Emilio. Para contar esta história povoada de personagens desesperados e impiedosos, o escritor Jorge Franco Ramos mergulha no submundo do narcotráfico e das favelas colombianas.




domingo, 3 de abril de 2011

Leitura - Passageiro do fim do Dia

Excelente livro de Rubens Figueiredo. Não há com não se envolver com os pensamentos e reflexões de Pedro em sua viagem.
Mesmo nós,  as vezes , como  Pedro , nos encontrarmos no metro ou em ónibus observando  pessoas e refletindo sobre suas vidas.
Escrito de forma brilhante nos prende desde o inicio.

Resenha:

Este romance de escritura primorosa narra um percurso. É o que se opera na consciência de Pedro durante uma viagem
de ónibus para o bairro do Tirol, na periferia pobre da cidade onde mora — uma espécie de panela de pressão de violência e injustiça sistemática. É lá que mora Rosane, namorada de Pedro: faz algum tempo que ele passa os fins de semana com ela.

domingo, 27 de março de 2011

Leitura - Inventario do Nada - Ricardo Borges

Recebei de presente o Livro de Poesias de meu irmão Ricardo Borges,

Excelente livro de poesias . Como disse a ele é uma pena que não publique poesias com maior frequência .

Seu estilo próprio tem uma leveza que nos leva pelas poesias visualizando e imaginando suas imagens e vivendo os   sentimentos que procura transmitir

Leitura - Guardiao de Livros

Conclui a Leitura do Guardiao de Livros . Excelente livro baseado nas Cartas de Luiz Marrocos uma figura impar do reinado de D João  e responsavel pela Bibliotca do Rei. Ótimo retrato do Rio da epoca.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Leitura- A Porta de Bronze -Raymond Chandler

Neste carnaval dei um pausa na Leitura do Guardião de Livros e Passageiro do Fm do Dia para relembrar Raymond Chandler de quem ja hvia lido todos os   livros.

O estilo  de Chandler é incomparavel e seus contos tem algumas vez  a sutilieza e em outros a forma rude de certos encontros fortuitos que ocorrem na vida.

Seus personagens são fortes e deixam marcas duradoras vide Marlowe.
O Detevive Tony de Vou esperar -tambem ja retratado no cinema é sensacional e tem a marca de Chandler.Um de seus melhores contos.


Resenha:

A coletânea A porta de bronze resgata cinco célebres contos de Raymond Chandler. Na história que dá nome a obra, a intrigante porta de bronze parece oferecer uma solução prática para um homem cujo casamento está em crise. Já em “A Dama do Lago”, duas belas jovens abandonam os maridos e desaparecem. A cantora misteriosa de “Vou Esperar” passa as suas noites escutando jazz no lounge de um hotel enquanto aguarda o marido sair da cadeia. Após salvar um fugitivo da máfia, o detetive Marlowe desvenda uma trama surpreendente, em “O Lápis”. Publicada em 1976, “Verão Inglês” é uma delicada história noir sobre adultério, crueldade e assassinato.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Leitura - A Paciencia da Aranha

Este foi o ultimo livro de Andrea Camilleri. Mantendo o estilo de seus livros uma leitura para preencher nosso tempo de maneira agradável
Resenha:

O comissário Montalbano está se recuperando dos ferimentos de seu último caso quando recebe a notícia do sequestro de Susanna Mistretta. Apesar de não estar à frente do caso, ele baseia sua investigação na suspeita de que a repentina perda da fortuna da família da jovem, anos atrás, tem algo a ver com o sequestro.




Camilleri recebeu os principais prémios literários italianos e se tornou sucesso de público e crítica em todos os países onde foi lançado, com milhões de exemplares vendidos no mundo. No Brasil, o autor vendeu mais de 30 mil exemplares.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Leitura -Guerra do Fim do Mundo


Concluída a leitura de Guerra do fim do Mundo . Mário Vargas Llosa é realmente um grande escritor .Seu trabalho de pesquisa ,absorção das caracteristicas do sertanejo e compreensão das inúmeras variáveis que envolveram o conflito explicam em parte seu sucesso como escritor. Além disto tema  prosa fácil que é o 1o caminho para uma grande obra


Resenha:


Em 1977, depois do sucesso com o romance Tia Júlia e o escrevinhador, Mário Vargas Llosa começou a escrever um romance que seguia um caminho diferente: em vez de usar suas memórias para compor uma história de forte veia cômica, ele decidiu recontar a dramática Guerra de Canudos, impressionado pela leitura, alguns anos antes, de Os Sertões, de Euclides da Cunha.




Em 1980, após exaustivas pesquisas em arquivos históricos e viagens pelo sertão da Bahia, ele terminava A guerra do fim do mundo, livro que, hoje, é reconhecido como o seu tour de force. Nele, o habilidoso escritor peruano constrói uma saga que engloba tudo; honra e vingança, poder e paixão, fé e loucura.



“Este romance me fez viver uma das aventuras literárias mais ricas e exaltantes”, escreve Vargas Llosa no prefácio a essa edição. “Peregrinei por todas as vilas onde, segundo a lenda, o Conselheiro pregou, e nelas ouvi os moradores discutindo ardorosamente sobre Canudos, como se os canhões ainda trovejassem no reduto rebelde e o Apocalipse pudesse acontecer a qualquer momento naqueles desertos salpicados de árvores sem folhas, cheias de espinhos.” O resultado disso é um livro inesquecível, um épico moderno sobre Antônio Conselheiro e um dos conflitos mais sangrentos da história brasileira.



Lançado originalmente em 1982, esse é o primeiro romance que Vargas Llosa situou fora do Peru. Nele, o autor dá uma nova dimensão à história de Antônio Conselheiro, em que personagens de carne e osso, alguns reais, outros imaginados, empreendem uma saga sem paralelos na história do país.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Leituras- O Andar do Bebado

Para quem não tem formação matemática e estatística um bom livro para entender os conceitos de aleatoridade, risco e probabilidade.

Um bom livro para quem tem formação estatística e que aprendeu a fazer a interpretação e predição através de sinais e indícios de eventos a sua volta .Reforça seu jeito instintivo de entender o mundo e o efeito borboleta na sua vida.


Resenha:
Não estamos preparados para lidar com o aleatório – e, por isso, não percebemos o quanto o acaso interfere em nossas vidas. Citando exemplos e pesquisas presentes em todos os âmbitos da vida, do mercado financeiro aos esportes, de Hollywood à medicina, Mlodinow apresenta de forma divertida e curiosa as ferramentas necessárias para identificar os indícios do acaso. Como resultado, nos ajuda a fazer escolhas mais acertadas e a conviver melhor com fatores que não podemos controlar. Prepare-se para colocar em xeque algumas certezas sobre o funcionamento do mundo e para perceber que muitas coisas são tão previsíveis quanto o próximo passo de um bêbado depois de uma noitada...


domingo, 24 de outubro de 2010

Leitura - O Guardião de Livros


Inicio de leitura do romance de Cristina Norton que comprei na viagem a Portugal.

Como li "A Longa Viagem da Biblioteca dos Reis " de Lilia Moritz Schwarz me interessei ver como um livro histórico ficaria romanceado pois foi baseado nele que o Guardião foi escrito

Resenha:
Uma escrava muda conta um segredo guardado durante 200 anos; um escravo apaixona-se por quem não deve; uma carioca leva um português a descobrir as delícias do sexo; um cientista judeu a quem são confiados dois livros raros naufraga nas ilhas Malvinas. Estas são algumas das personagens deste romance, que nos narra a vida de Luís Joaquim dos Santos Marrocos, um bibliotecário hipocondríaco que, em 1811, atravessa o Atlântico rumo ao Brasil acompanhado por 76 caixotes cujo conteúdo era verdadeiramente precioso: no seu interior seguia a Real Biblioteca do Palácio de Ajuda, inicialmente esquecida no cais de Belém aquando da saída apressada da Corte portuguesa para o Brasil em 1808. A chegada ao Rio de Janeiro não foi fácil para Marrocos ao deparar-se com uma cidade onde nada o seduzia, - nem a comida, nem os cheiros, nem o calor - e com uma corte endividada, amante de cerimónias grandiosas e grosseira nos seus costumes diários. Mas tudo mudou quando conheceu Ana de Souza Murça. A autora descreve-nos uma vida rica em acontecimentos inesperados, onde a ironia se mistura com momentos comoventes.
Depois do sucesso de O Segredo da Bastarda Cristina Norton volta a deslumbrar-nos com o seu estilo expressivo e inovador assente numa pesquisa histórica séria. Este romance enfeitiçará e prenderá o leitor.

Leituras - Complo contra a América

1o livro de Philip Roth que leio.
Bom , para inicio de conversa trata-se de escritor no mais alto nível.
Roth desenha a sociedade americana na década de 40 com extrema competência através de uma família judia e recheia o livro com aulas de história numa forma de nos fazer a ficar vigilantes com valores de cidadania que hoje em dia são colocados em 2o plano aqui em nossa terra. São tantas situações , eventos e personagens que só grandes escritores conseguem construir com tanta maestria.

Resenha:

O leitor que acompanhou a produção mais recente de Philip Roth talvez se surpreenda diante desse seu último romance. Afinal, Roth é considerado um realista - e logo no primeiro parágrafo desse livro ficamos sabendo que a ação transcorre no suposto tempo em que Charles Lindbergh foi presidente dos Estados Unidos.
Philip é um menino como tantos outros, apaixonado por sua coleção de selos. O pai é corretor de seguros, a mãe é dona de casa e o irmão mais velho tem dotes precoces de desenhista. Como toda a população do bairro em que vive, a família Roth é judia, e em 1940 parece não haver melhor lugar no mundo para ser judeu do que os Estados Unidos. Porém Franklin D. Roosevelt, ao tentar reeleger-se para um terceiro mandato, é derrotado pelo candidato republicano Charles Lindbergh. O famoso aviador, que se tornou herói nacional ao empreender o primeiro vôo solitário da América à Europa, é um ardoroso defensor da Alemanha nazista, um homem para quem os Estados Unidos deveriam se defender da "diluição nas raças estrangeiras". A vida da família Roth - e, potencialmente, o mundo - nunca mais será como antes.

"É tão bom quanto sua grande trilogia do fim da década de 90. Não é hora de lhe darem um Nobel?" - The Guardian

"Talvez o livro mais triste que Roth já escreveu, e o mais assustador." - Gabriel Brownstein, The Village Voice

"É preciso um leitor paranóide para transformar Complô contra a América em roman à clef para o presente. Contudo, uma das coisas de que trata o livro é, justamente, a paranóia." - J. M. Coetzee, The New York Review of Books

"Uma parábola para os nossos tempos." - Jonathan Yardley, The Washington Post

"Uma das glórias do livro é seu contraponto de grande/pequeno, a maneira como ele se move velozmente para trás e para diante, de capítulo para capítulo, entre episódios de relevância mundial e a forma como o círculo doméstico de Roth reage a eles. Sinuoso e brilhante." - Joan Acocella, The New Yorker

sábado, 2 de outubro de 2010

Leituras - Tempestades Comuns Willian Boyd

Na verdade tive um desapontamento com esta leitura. Na cola da Flip resolvi ler um dos escritos de Boyd .Minha surpresa de deu pois o livro é meio policial. Não que não goste do estilo mas quando estou disposto a tal : Camilleri, Roza e outros a meu ver ficam muito acima de Boyd que não deixa de escrever bem. Mas sob minha ótica "enche muita linguiça" para estória tão simples.


Resenha:
O ritmo ágil e a trama envolvente deste romance trazem à tona a forte influência do cinema na prosa de William Boyd, também escritor de roteiros. O protagonista é Adam Kindred, climatologista. Em um restaurante italiano, Adam conhece o imunologista Phillip Wang, com quem conversa brevemente. Ao deixar o local, este esquece sua pasta, o que leva Adam a procurá-lo para devolver o pertence. Quando chega à casa de Wang, encontra-o agonizando, com uma facada no peito. A partir daí, a vida do protagonista sofre uma reviravolta, pois passa a ser considerado suspeito do crime, o que o leva a adentrar o submundo londrino.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Leituras- O Filho da Mae e Unico Final Feliz

Mais uma leitura de Bernardo de Carvalho para não se esquecer.Como sempre Bernardo mostra todo seu estilo em escrita em que nos leva a situações de vidas sempre extremas .

Resenha:

Em O filho da mãe, Bernardo Carvalho orquestra uma multiplicidade de vozes e pontos de vista, sem nunca perder de foco o motivo recorrente da maternidade, imbricado com o seu avesso: o sentimento de orfandade, de desamparo e desajuste, cuja representação mais crua é a guerra. “As mães têm mais a ver com a guerra do que imaginam”, diz a certa altura uma personagem. O livro, de certo modo, é a demonstração poética disso.

Embora o pano de fundo da história seja a segunda guerra da Tchetchênia, em 2003, Carvalho volta-se neste romance à figura da mãe, ao tema da maternidade. Serão as mães, moduladas e refratadas nas diversas histórias que aqui se entrelaçam, o fio condutor de uma trama singular, cujo resultado vem confirmar a posição do autor entre um dos mais originais e inovadores da literatura brasileira contemporânea.


São Petersburgo, cidade literária por excelência, é o epicentro da tragédia. Mas, como costuma acontecer nos livros de Bernardo Carvalho, a ação se expande vertiginosamente no tempo e no espaço. Do Oiapoque ao Nieva, de Grozni ao mar do Japão, chegam os estilhaços desses dramas nucleares de mães culpadas, filhos extraviados e pais tirânicos ou ausentes. Todas as personagens parecem, em alguma medida, estar fora do lugar, em famílias e países alheios — daí a força que adquire, no contexto, a figura monstruosa da quimera, aberração rejeitada pela natureza e pelo homem.


Romance de alta voltagem emocional, sem prejuízo do viés crítico e da complexidade da construção narrativa, O filho da mãe é um passo à frente na literatura sempre inquieta e surpreendente de Bernardo Carvalho.




JP Cuenca apesar de ser um jovem escritor mostra seu talento criando um estilo proprio meio alucinado mas bem interesante.Um escritor que promete muitas coisas boas.
Resenha:

Este romance de J. P. Cuenca se passa em um futuro próximo na cidade de Tóquio e é centrado na figura de Shunsuke Okuda, um jovem funcionário de uma multinacional. Conquistador inveterado, ele cria uma identidade para cada namorada que conhece nos bares do distrito de Kabukicho. Mas sua rotina é abalada pelo aparecimento de Iulana, uma garçonete por quem fica obcecado. Iulana é apaixonado por uma dançarina e mal fala japonês, mas nada disso impede que os dois mergulhem numa relação conturbada. O maior problema, contudo, é que estão sendo observados.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

-Leitura- O enigma de Qaf


Este é o 3o livro de Eduardo Mussa que leio .O 1o O Trono da Rainha Ginga e o 2o Meu destino é ser Onça muitos bons livros. Eduardo Mussa não decepciona e neste livro publicado em 2004 mostra toda sua criatividade e humor



Resenha:
Este romance com estilo moderno, narrado em três linhas narrativas distantes, cria uma busca fictícia da solução de um famoso enigma da cultura árabe. Alberto Mussa é autor de O trono da rainha Jinga (prêmio da Biblioteca Nacional) e Elegbara.

sábado, 21 de agosto de 2010

Leituras -Esqueleto na Lagoa Verde

Relato jornalistico de fato ocorrido em 1920 com desaparecimento de explorador inglês , António Callado traz a qualidade jornalistica que hoje rareia nos meios de comunicação.



Resenha;
Em 1925, o coronel britânico Percy Harrison Fawcett tentou encontrar no interior do Brasil uma fabulosa cidade perdida no sertão. Não era a primeira vez que procurava a Atlântida tropical, mas foi a última — Fawcett e seus companheiros
de expedição desapareceram na mata. Vinte e sete anos mais tarde, em 1952, o jornalista Antonio Callado esteve na
região do Xingu, em uma viagem organizada pelos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. Graças ao sertanista Orlando Villas Boas e aos índios calapalos, chegaram ao local onde presumivelmente se encontrava a cova com os ossos do coronel desaparecido.

Lançado em 1953, Esqueleto na lagoa verde é um dos mais fascinantes relatos jornalísticos já feitos no Brasil — e a experiência no Xingu serviu de inspiração para o romance Quarup, publicado por Callado em 1967.

Ao reconstituir os passos do explorador britânico, e de outros que procuraram decifrar o sentido de sua obsessão, Callado produziu uma reportagem incomum sobre o sonho de um vitoriano nos trópicos, sobre o encontro com os índios, sobre um país que ainda estava por se descobrir e sobre a própria arte de fazer jornalismo.

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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Leituras - Acidente em Matacavallos


Conclui a leitura do romance de Mateus Kacowicz um livro para ferias . Mas para o lado de roteiro e descrição jornalistica do que literatura de alta qualidade.Mas para o que se propõe o livro vale a leitura passado no Rio de 1920

Resumo:


Faits divers era a seção dos jornais antigos na qual iam parar as notícias miúdas, de menor importância. Em 1921, uma lavadeira atropelada por um bonde na rua Matacavallos foi povoar as páginas dos faits divers de uns poucos jornais. Mas para a Folha da Capital, esta seria sua notícia mais importante, desencadeando uma série de acontecimentos que iria abalar uma das famílias mais poderosas do Rio de Janeiro do fim da belle époque, com repercussões nas finanças e na política da República Velha.

Leituras-Moby Dick


Bom.Porque ler este clássico?
Porque depois de tantas leituras se senti apto a devorar suas 600 paginas de pura emoção.

Depois de Moby Dick os outros livros ficam chatos e pouco criativos . A beleza deste monumento esta em sua delicada construção é literatura da mais alta qualidade.

Passamos a admirar Ahab e Ishmael um dos mais brilhantes narradores de estorias da literatura mundial .Moby Dick é para ler como Mil e uma Noites .Pena que acabe.





Herman Melville (1819-1891) nasceu e morreu em Nova York. Os relatos das suas experiências como tripulante pelos mares do Sul, em títulos como Taipi, Omoo e White-Jacket, sobre o convívio com nativos das Ilhas Marquesas, renderam-lhe popularidade no início de carreira. Em 1851, publicou Moby Dick, seu sexto livro em apenas cinco anos. A partir daí, ainda que tenha escrito outros títulos, poesias, e novelas curtas, viveu anos de obscuridade, chegando a trabalhar como inspetor de alfândega, de 1866 a 1885.

Sua última novela, Billy Budd (coleção Prosa do Mundo, Cosac Naify, 2003), só foi publicada postumamente. Já a história de Bartleby, o escrivão (Coleção Particular, Cosac Naify, 2005), publicada anonimamente em 1853, e como parte do volume Os Contos da Piazza, em 1856, não foi bem recebida pela crítica, ficando sem reedição até os anos 1920, quando os livros de Melville começaram a ser estudados, seus textos incluídos nas antologias escolares, e sua obra revisitada. É de 1921 a primeira monografia americana sobre sua obra: H. Melville, marinheiro e místico, de Raymond Weaver.

Melville sofria em pensar como seria lembrado na posteridade. Em carta ao amigo e escritor Nathaniel Hawthorne, em 1851, confessa temer ser apenas lembrado como o homem que viveu entre os canibais - referindo-se às suas aventura nas Ilhas Marquesas. Num prólogo à tradução de Bartleby, o escrivão, Jorge Luis Borges lembra que nos vinte anos da morte de Melville, a Enciclopédia Britânica o considerava apenas um simples cronista da vida marítima.

Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

  Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido  RESENHA :  Com o inevitável e fatídico final do du...