sábado, 31 de março de 2012

Leitura- A Longa Viagem da Biblioteca dos Reis


Finalmente conclui esta excelente reconstituição histórica. Através da História de nossa Biblioteca Nacional viajamos pela do Brasil e Portugal num período que cobre desde o Terremoto até a Independência do Brasil. Pesquisa profunda e de ótimo conteúdo









Resenha:
Primeiro de novembro de 1755, dia de Todos os Santos. A população de Lisboa se apronta para viver mais um pacato dia de feriado, sem imaginar o mal que vinha da terra. Em poucas horas, um terremoto devastador, seguido de incêndio e maremoto, destruiria a capital do Império e, junto com ela, sua célebre Real Biblioteca, fruto dos livros reunidos pelos monarcas portugueses por séculos.
A narrativa de A longa viagem da biblioteca dos reis começa a partir desse episódio e percorre eventos fundamentais da história brasileira, sempre através dos livros. A antropóloga Lilia Schwarcz acompanha a reconstrução do acervo nas mãos do marquês de Pombal, os tempos incertos de d. Maria I, o angustiante momento da fuga da família real - que atravessava o Atlântico pela primeira vez - e as vicissitudes de sua nova vida nos trópicos, até chegar ao processo de independência brasileiro - quando se pagou, e muito, pela Real Biblioteca.
Os livros, porém, permitem mais: são símbolos de poder e de prestígio, carregam dons e possibilitam viajar no tempo e no espaço. Ao evadir-se de Portugal, d. João não esqueceu da biblioteca - que veio em três viagens sucessivas -, assim como d. Pedro I não abriu mão das obras e do lustro que elas garantiam: nada como iniciar uma história autônoma tendo uma Biblioteca Nacional desse porte para assegurar um passado e conferir erudição a um país recém-emancipado.
A longa viagem da biblioteca dos reis refaz muitas jornadas e mostra como, por intermédio de bibliotecários mal-humorados, obras selecionadas, ilustrações raras e muitos sistemas de classificação, pode-se contar uma outra história desse mesmo país.
A edição de A longa viagem da biblioteca dos reis contou com a colaboração da historiadora Angela Marques da Costa e do pesquisador Paulo Cesar de Azevedo, e teve patrocínio da Odebrecht.

domingo, 19 de fevereiro de 2012


Não há como errar na escolha quando se lé a Granta .Excelentes contos e excelentes escritores que nos movem para alternativas de leituras muito interessantes. Em particular o conto de Reinaldo Moraes e Educação de Linn Barber  são particularmente recomendados




Resenha:

Em pouco mais de trinta anos de vida, a Granta inglesa tratou dos mais diversos assuntos: viagens, família, dinheiro, crimes, celebridades. Lançou edições com títulos sugestivos, como "Histórias de amor" e "Aqueles que amamos", mas nunca havia dedicado um volume exclusivamente ao tema do sexo.
"Nunca o sexo, a mais secular obsessão, foi tema da Granta inglesa - até o número 110, publicado no início de 2010, matriz desta nossa versão brasileira. Há mais de trinta anos a revista elege um assunto central para suas edições, do mais tangível - dinheiro, comida, crime, viagens - ao mais difuso e sutil, como os que entrelaçam números dedicados a "Histórias ocultas" (85), "Achados e perdidos" (105) ou "Verdades e mentiras" (66). Finalmente, sexo: com ou sem metáfora, o ato, as variações sobre o fato, como ponto de partida para a criação literária. Oito autores estrangeiros e sete brasileiros dão conta do recado", escreve Isa Pessôa na apresentação da revista que a Alfaguara lança no Brasil em novembro de 2010.
O conteúdo do sexto número da Granta em português, no entanto, é distinto do original. Entre os autores estrangeiros, foram selecionados alguns da edição 110 e incluídos outros, de volumes anteriores, emblemáticos para a revista. É o caso de Lynn Barber, cujo relato Educação foi publicado na Granta 82, e de dois autores novos e promissores, Nell Freudenberger e Gary Shteyngart, incluídos pela revista na lista dos melhores jovens escritores norte-americanos (publicada, no Brasil, na primeira Granta em português).
"Pela primeira vez, publicamos poetas brasileiros em nossa edição - Chacal abre o volume com "VCVC", poema de circularidade lúbrica. Inevitável ainda convidar o pornopopeico Reinaldo Moraes para escrever sobre sexo: ele evoca a São Paulo dos anos 1980 para nos fazer gargalhar com "O Apocalipse segundo Pirandello". Apenas insinuando o tema, em ficções inéditas, aqui estão outros autores de tão potente calibre como Luiz Vilela e Rodrigo Lacerda", completa Isa.
Concebida por Michael Salu e ilustrada por Billie Segal, a capa  da sexta edição de Granta em português reproduz a da Granta inglesa.

Leitura - O Cemiterio de Praga

Umberto Eco traz toda sua erudição para esta nova novela .Personagens reais convivem com seu capitão Simonini de forma divertida para criar um romance histórico que retrata a perseguição aos judeus de forma sistemática. Esclarecedor e instrutivo

Resenha:

 Personagens históricos em uma trama na qual se desenrola a história de complôs, enganos, falsificassões e assassinatos, em que encontramos o jovem médico Sigmund Freud (que prescreve terapias à base de hipnose e cocaína), o escritor Ippolito Nievo, judeus que querem dominar o mundo, uma satanista, missas negras, os documentos falsos do caso Dreyfus, jesuítas que conspiram contra maçons, Garibaldi e a formação dos Protocolos dos Sábios de Sião. A única figura inventada nesse romance é o protagonista Simone Simonini, embora o autor defenda que basta falar de algo para esse algo passar a existir.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Leitura -Acqua Toffana

Este é o 2o livro de Patricia Mello que leio. Comprei barato e valeu a pena.Excelente livro Policial na linha de Rubens Fonseca mas com voo próprio de alta qualidade.




Resenha:
 Autora de sucessos como Inferno, ganhador em 2001 do Prêmio Jabuti, Patrícia Melo está de “casa nova”. Com sete romances já publicados, a escritora, roteirista e dramaturga paulista terá toda a sua obra reeditada pela Rocco a partir deste mês, começando por Acqua Toffana, seu primeiro romance, cujo curioso e misterioso título já instiga o leitor logo de início. Durante o século XVII, espalhou-se o terror na Sicília por conta da acqua toffana – um veneno devastador que ceifou muitas vidas. Uma grande metáfora para a temática do livro: violência urbana, ferida aberta no Brasil e que Patrícia Melo trata com crueza em duas histórias de arrepiar, lancetando a realidade e explorando o avesso demoníaco do homem. Um mergulho pelo labirinto negro da mente criminosa cujo maior e mais refinado talento é matar brutalmente.



Leitura - O mal que ronda a terra

Observamos  que países mais desenvolvidos  aplicaram politicas de bem estar social a partir da 2a grande guerra até a década de 80 para melhoria do padrão de vida de seus povos e que ajudaram seus países a crescer ( similar ao que esta sendo feito no Brasil agora com uma vasta Rede de proteção social) e criar estados socialistas mesmo em economias capitalistas.Posteriormente resolveram adotar uma nova forma de Economia mais liberal reduzindo o poder de o estado .Economia esta  que sem controle se mostrou ineficiente e suicida  fazendo com que o estado fosse obrigado a entrar como agente de socorro e regulador para socorrer empresas e países falidos .
Muito provavelmente o equilíbrio entre Estado e Iniciativa Privada seria uma solução mais adequada para resolver problemas econômicos e sociais  na medida de sua situação econonica de momento criando um pais com riqueza distribuída de forma a que todos possam ter uma vida digna.


Resenha: 

Há algo de errado na maneira como vivemos e pensamos o presente. Tony Judt, um dos mais importantes historiadores e pensadores da atualidade, cristaliza com maestria nosso grande desconforto coletivo. "O caráter materialista e egoísta da vida contemporânea não é inerente à condição humana. Muito do que parece ‘natural' hoje em dia data dos anos 1980: a obsessão pelo acúmulo de riqueza, o culto da privatização e do setor privado, a crescente desigualdade entre ricos e pobres. E, acima de tudo, a retórica que acompanha esses conceitos: admiração acrítica pelos mercados livres de restrições, desdém pelo setor público, ilusão do crescimento interminável. Não podemos continuar vivendo assim", alerta o autor.





domingo, 15 de janeiro de 2012

Leitura- O remorso de Baltazar Serapiao

A Literatura sempre nos surpreende .Valter Hugo Mae é sem duvida um grande escritor .Seu livro de 2006 lançado ano passado no Brasil não é de fácil leitura. Mas nem por isto nos impede de que querer prolongar esta leitura para mergulhar mais intensamente no remorso de Baltasar e em seu mundo.Um livro magnifico que vai estar inscrito na lista das criações mais férteis da Literatura Mundial.















Resenha:
Edição apoiada pela Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas/Portugal

Prêmio José Saramago de melhor romance - 2007
Vencedor do Prêmio Literário José Saramago em 2007, este livro de valter hugo mãe — poeta, romancista, artista plástico e cantor nascido em 1971 — foi saudado pelo grande escritor português como "uma revolução", um verdadeiro "tsunami literário". Com linguagem exuberante, relata a desastrada existência dos sargas, "nascidos de pai e vaca", e as desventuras de seu primogênito, baltazar serapião, o narrador da história, tragicamente enamorado por ermesinda, de extrema beleza.
     Fruto de uma invenção radical, que combina tempos, ritmos e oralidades arcaicos, primitivos, com um recorte narrativo altamente contemporâneo, o remorso de baltazar serapião é daqueles livros excepcionais que parece ter encontrado uma tecla secreta da linguagem, que a dispara e faz florescer de maneira incomparável. Não foi por outra razão que o próprio Saramago, ao lê-lo, afirmou: "às vezes tive a impressão de assistir a um novo parto da língua portuguesa".aolp

Sobre o autor
valter hugo mãe nasceu em Angola em 1971. Além de escritor, é editor, artista plástico, vocalista da banda Governo e DJ. Passou a infância em Paços de Ferreira, no norte de Portugal, e em 1980 mudou-se para Vila do Conde. Licenciou-se em Direito e cursou pós-graduação em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea na Universidade do Porto. Além de ter publicado vários livros de poesia, é autor dos romances o nosso reino (Lisboa, Temas e Debates, 2004), o remorso de baltazar serapião (Matosinhos/Lisboa, QuidNovi, 2006), o apocalipse dos trabalhadores (QuidNovi, 2008) e a máquina de fazer espanhóis (Lisboa, Objectiva, 2010).

domingo, 25 de dezembro de 2011


 Mais uma edição da Revista Granta para minhas leituras.Nada como Literatura de alto nível. Seus contos nos enchem de inspiração e nos fazem refletir sobre a  vida e no caso nossa família. Seus contos nos ajudam a perceber  e entender que somos simplesmente  humanos e como tantos com as mesmas e simples questões existenciais que noa afligem no dia a dia e que , devemos continuar buscando manter as relações vivas e ativas a despeito de tantos problemas tão importantes nas relações.



Resenha:


Brigas e reconciliações, disputas, amor e ódio. Por mais estável que seja, não há família que viva sem excessos, e Granta em português mergulha nessas complexas relações que moldam cada um de nós. Um menino perde a inocência ao ver a tia tomar estranhas atitudes com um farmacêutico; crianças não se entendem com a mãe num saguão lotado de aeroporto; uma mulher, sem contato com os filhos, precisa se virar por conta própria num momento de urgência.
A quinta edição da Granta em português é carregada de memória. Olhando para trás, um autor se recorda com nostalgia da cidade natal e das disputas com o irmão. Outro, da solenidade da família no sertão brasileiro, e de rituais que nunca perdem a força. Lembranças e narrativas que convidam os leitores a pensar em si e naqueles que os cercam.
A edição brasileira da Granta tem sempre 60% de conteúdo procedente das edições de língua inglesa e espanhola e 40% de textos inéditos de escritores brasileiros, selecionados a partir do trabalho desenvolvido pelos próprios autores ou encomendados pelos editores. A publicação pretende não apenas alcançar os leitores de língua portuguesa, mas também desenvolver com as edições estrangeiras projetos conjuntos que aproveitem as contribuições inéditas brasileiras.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Leitura - A lebre om Olhos de Ambar

Este livro de Edmund Waal,muito elogiado pela critica , relata a saga da  família Ephrussi pesquisada por Edmund a partir de uma coleção de netsuques.É um livro interessante pois vê a história da  família  intimamente ligada a as mudanças de nosso tempo. Sem ser brilhante é uma leitura agradável .



Resenha:
 Nenhuma das 264 miniaturas japonesas entalhadas em madeira e marfim era maior que uma caixa de fósforos. Edmund de Waal ficou fascinado ao encontrar essa coleção em Tóquio, no apartamento de seu tio-avô, Ignace. Mais tarde, quando Edmund herdou os netsuquês, eles revelaram uma história muito mais ampla que ele imaginara... De um florescente império em Odessa até a Paris do fin-de-siècle, da Viena ocupada à Tóquio contemporânea, Edmund de Waal refaz, ao longo do conturbado século XX, a jornada de uma coleção de miniaturas japonesas através de gerações de sua notável família.

domingo, 6 de novembro de 2011

Leitura- Inferno Provisorio Volume V- Domingos sem Deus

Este é o ultimo capitulo de Inferno Provisório.Como os demais uma nova forma de literatura tremendamente brilhante de Rufato.Mas nos parece que a repetição se torna enfadonha e nada acrescenta. Tenho todos os livros de Rufato e acho que ele precisa sair de seu Inferno Provisório

Resenha:

Domingos sem Deus é o quinto volume de Inferno Provisório, cartografia sem retoques do proletário e da (sobre) vida que leva. Em forma de denúncia literária o autor nos apresenta a vida dos invisíveis, dos desgraçados, dos desterrados, dos esquecidos. Cruel cenário, tão perto e, ao mesmo tempo,  tão longe de todos nós. O livro guarda duros destinos e uma literatura muito elaborada.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011


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 Escolha bastante feliz esta leitura de Kenzaburo Oe. Mal comparando com O Filho Eterno de Tezza que se baseia num mesmo fundo : a convivência com o filho excepcional , este de Kenzaburo , é de uma beleza e de uma profundidade instigantes .Nos faz refletir e buscar ,como o escritor ,uma maior compreensão de nossas vidas .A inserção da poesia  e da mitologiade Blake são elementos que  nos colocam na frente de 2 grandes analistas da alma humana.

Resenha:
Um escritor decide escrever um “manual de definições do mundo, da sociedade e do ser humano”, com explicações para todas as coisas existentes. A tarefa ambiciosa é planejada como um legado para Iiyo, seu filho autista. A partir de conceitos que o adolescente se mostra incapaz de apreender, o escritor inicia um roteiro afetivo de definições interligadas por associações oníricas, metafóricas e biográficas.
O empreendimento didáctico do pretenso mestre logo se transforma num aprendizado sobre a natureza da vida. No caminho que leva à essência das coisas, o escritor se vale das indicações do poeta William Blake, cujos versos profetizam episódios significativos de sua vida e de sua relação com Iiyo, cuja potência criativa vai se revelando de modo inesperado. A viagem norteada por Blake se estende pelas sete ficções que compõem este livro híbrido, misto de conto, ensaio, poesia e romance.
Publicado em periódicos japoneses entre julho de 1982 e junho de 1983, Jovens de um novo tempo, despertai! é uma invocação corajosa à travessia dos mares difíceis da morte, do sofrimento e do amor.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Leitura- A outra volta do parafuso

Conclui a leitura deste excelente livro. Nada como um leitura de um classico. Henry James tem a mesma caracteristica de escrita de Conrad - Coração nas Trevas: rebuscada , rica e que sempre nos deixa uma ponta de  angustia e uma sensação de que sempre falta algo.Mas perfeita nos minimos detalhes
Não achei este livro de terror ou suspense .Mas de conteudo psicologico .Neste caso uma situação que  nos defrontamos quando  sabemos que não temos capacidade de lidar .Geralmente fantasiamos e procuramos buscar  sempre argumentos que nos ajudem a explicar as dificuldades que estamos enfrentando.Sejam eles de qq natureza desde que nos justifiquem.No caso temos um  terror interno corroendo a protagonista.



Resenha:
A outra volta do parafuso conta a história da jovem filha de um pároco que, iniciando-se na carreira de professora, aceita mudar-se para a propriedade de Bly, em Essex, arredores de Londres. Seu patrão é tio e tutor de duas crianças, Flora e Miles, cujos pais morreram na Índia, e deseja que a narradora (que não é nomeada) seja a governanta da casa de Bly. Ao chegar a Essex, a jovem logo percebe que duas aparições, atribuídas a antigos criados já mortos, assombram a casa. O triunfo íntimo da protagonista, mais que desvendar o mistério de Bly, consiste em vencer o silêncio imposto pela diferença de condição social entre ela e seus pequenos alunos.
Desde que foi publicada, sucessivas gerações de leitores, críticos e artistas têm se inspirado na maestria narrativa desta novela, cuja tradução de Paulo Henriques Britto reconstitui com precisão a elegante contundência do original inglês.

domingo, 25 de setembro de 2011

Leitura- A Garota da Fabrica de Misseis


O livro vale como retrato da China na época da mudança politica e social e nos ajuda a entender um pouco  melhor a China e os chineses.Escrito de forma coloquial se trata mais de registro Jornalistico e não Literário num sentido mais amplo.
Porem registtra  a luta individual na  busca de caminhos melhores num ambiente de opressão e regras rígidas ditando a vida de todos .Uma verdadeira luta pela busca de uma vida de acordo com sua visão de mundo.

Resenha:
Desde criança, Lijia Zhang criou o hábito de manter um diário. “Escrever sempre foi uma maneira de compreender a vida”, define a autora de A garota da fábrica de mísseis – memórias de uma operária da Nova China, que chega às livrarias com o selo Reler Editora.
Publicado em vários países e festejado pela crítica, o livro não foi publicado na China. Na obra, Lijia narra sua busca pela liberdade política e familiar, no momento exato em que a China abre suas portas para o capitalismo. “Meus amigos e eu éramos muito jovens para perceber que o tédio poderia ser algo prazeroso, se comparado ao terrorismo político que nossos pais sofreram”, diz a autora que tinha apenas dois anos quando a Grande Revolução Cultural Proletária estourou na China, em 1966.





segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Leitura- O Palacio de Espelho

Ótimo livro deste escritor Indiano .Não  é muito fácil construir um romance histórico. Temos Guerra e Paz e o Tempo e o Vento para exemplificar dois excelentes exemplos e alguns não tão bons como a Ferro e Fogo .Mas este  livro não fica atrás dos melhores  e consegue dar uma dimensão humana aos eventos históricos  importantes ocorridos na Índia, Birmânia e Malásia num período de 50 anos. Apesar de ter 600 paginas é uma leitura que flui graças ao talento de Amitav.



Resenha:
Romance épico do indiano Amitav Ghosh, 'O palácio de espelho' segue os passos de um menino órfão e pobre, Rajkumar, surpreendido em meio à invasão britânica da Birmânia, em 1885. Às vésperas da expulsão da família real birmanesa, o menino se descobre apaixonado por uma bela pajem da rainha. Numa arrebatadora história de amor e guerra, a trama acompanha a trajetória de três famílias cujos destinos se entrelaçam, numa saga familiar que nos transporta a culturas distantes e nos transforma em testemunhas do fim da monarquia birmanesa e da ascensão e queda do império britânico.

domingo, 24 de julho de 2011

Leitura -O Legado da Perda -Kiram Desai

Da lista de livros que li do prémio Man Booker Prize este é dos  melhores. Na linha dos bons escritores Indianos modernos Kiran retrata a Índia atual e seus contrastes.Um livro que faz com que fiquemos ligados nos  desdobramentos de uma estoria que não é de alegria mas de dura realidade



Resenha:
Numa casa isolada, no sopé do monte Kanchenjunga, no Himalaia, vive um juiz amargo e taciturno que pretende fugir de um mundo que só lhe trouxe desilusões. Mas os acontecimentos ao seu redor sempre o impedem de desfrutar da tão esperada paz. Sua neta, a órfã Sai, aparece para morar em sua casa. Entrando na adolescência, ela logo se apaixona pelo professor particular de matemática, um nepalês de origem duvidosa. Seu fiel cozinheiro é outra fonte de confusões. Em vez de se concentrar no emprego, tem os pensamentos voltados para o filho, Biju, que tenta a sorte nos Estados Unidos, trabalhando ilegalmente em obscuros restaurantes de Nova York. Como se isso não bastasse, a região está prestes a ser sacudida por uma revolta indo-nepalesa, que trará de vez o caos à vida de seus moradores. O juiz tem de revisitar o passado, sua própria jornada até ali e seu papel nas histórias que se entrelaçam.

sábado, 2 de julho de 2011

Leitura -Por Tras dos Vidros


Este livro com os contos de Modesto Carone beiram o surreal. São estorias do dia a dia mas contadas sob uma ótica kafkiana .Escreve muito bem e cria estórias  tremendamente criativas mas meio repetitivas .O conto o Ponto Sensivel é excelente e o mais criativo de todos.Porem 50 contos no mesmo estilo o torna repetitivo e falta a excelência de um Campos de Carvalho -A Vaca do nariz Sutil e a Lua vem da Ásia , escritor da mesma linha narrativa mas 10 pontos acima  de Carone


Resenha:

Reunião de boa parte dos três livros de contos de Modesto Carone — As marcas do real (1979; Prêmio Jabuti, 1980), Aos pés de Matilda (1980) e Dias melhores (1984) —, Por trás dos vidros, que conta ainda com alguns textos inéditos em livro, reafirma Carone como um dos mais sofisticados prosadores da literatura brasileira atual.

Os contos de Por trás dos vidros revelam, na diversidade de enredos e narradores, a preocupação do autor em examinar relações conflituosas, num flerte constante com o insólito. Os textos trazem encontros fortuitos, desaparecimentos imediatos, lembranças dispersas, imagens da morte e deslocamentos aleatórios que subvertem a lógica realista.

A melancolia,um dos traços distintivos do livro, não é, porém o único caminho explorado pelo autor. A veia bem humorada também se faz notar em diversas passagens, assim como o acento expressionista e as referências à psicanálise e à literatura.

Nos contos de Modesto Carone, os assassinatos, tiroteios, imersões pelos esgotos ou devaneios oníricos são insinuados com sutileza, como se não fossem além do mais ordinário gesto cotidiano.Ao “naturalizar” a linguagem que esconde a violência,
o alheamento, o desajuste, a prosa de Carone faz com que o leitor se depare com a brutalidade e ilumina de modo perturbador os absurdos da vida cotidiana.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Leitura- O Dia Mastroianni


2o  livro de JP Cuenca que leio. O 1o "O Único Final Feliz para uma estória de Amor" (vejam resenha e comentários no blog)  me agradou mais.

Este apesar do roteiro criativo me pareceu mais uma experiência bem sucedida de um roteiro sobre o nada. Não recomendo nem para passar o tempo.


Resenha:


Passar 24 horas vivendo como o mítico ator italiano que imortalizou sua persona mais típica, um irônico e melancólico dândi que flana entre mulheres e prazeres. Esse é o ponto de partida de Cuenca para apresentar seu romance, uma reunião dos clichês de uma geração que, por tanto temer os lugares-comuns, acaba confundindo-se inapelavelmente com eles.

domingo, 26 de junho de 2011

Leitura-O Engate

Este é o 1o livro de Nadine Gordimer que leio. Com o selo de ser ganhadora do Nobel fiz minha escolha.

Talvez não seja o melhor livro de Nadime.Não empolgou  e me pareceu a partir de uma boa história que o assunto de amor não "cola" direito. Ela tentou mas não foi feliz. No fim vira um livro de contrastes de diferentes culturas .Só isto .Mas não o suficiente para ser um romance de uma grande escritora.


Resenha:
O romance O engate desloca uma jovem branca e rica da África do Sul pós-apartheid para a desolação de uma aldeia miserável às margens do deserto, num país árabe de sociedade paternalista e regime ditatorial.
Julie Summers, filha de um banqueiro de Johannesburgo, conhece Abdu, um mecânico de pele escura, e por ele se apaixona. Trabalhando de forma ilegal na África do Sul, Abdu foi obrigado a ocultar seu verdadeiro nome, Ibrahim, a fim de permanecer clandestinamente no país. Julie optou por um estilo de vida alternativo, em companhia de um grupo de amigos boêmios.
Os dois se conhecem na oficina onde ele trabalha e a atração que sentem é imediata, não apenas no plano sexual, mas também pelas possibilidades de transformação que representam um para o outro. Abdu sonha com sua inserção definitiva no mundo ocidental. Para Julie, a reinvenção de sua própria vida pode estar na descoberta do universo islâmico.
Por problemas burocráticos, Abdu é extraditado e volta à sua terra natal. Julie foge com ele e procura adaptar-se às tradições da pequena e empobrecida terra natal de Abdu. Ele, porém, alimenta sonhos de tentar a vida nos Estados Unidos.
O conflito entre perspectivas de vida e anseios tão díspares move a trama dessa narrativa feita de intensos choques culturais e afetivos. Nadine Gordimer, prêmio Nobel de 1991, concilia o tom reflexivo de seu estilo com o tratamento realista do enredo, numa história que nasce da interioridade dos personagens para revelar questões complexas e fascinantes do mundo contemporâneo.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Leitura - A Casa do Canal- Simenon

1o livro que leio de Simenom.E este me surpreendeu , positivamente. Não é policial tradicional mas sim sobre a vida nas Irrigações da Holanda. Excelente retrato da vida de uma família de agricultores numa pequena vila. O interessante é o retrato opressivo do pais com as chuvas , neblina e neve misturadas com a pobreza.
Nada como um pais tropical!!



Na multidão de viajantes que escoava em ondas rumo à saída, ela era a única a não se apressar. Com a mala na mão e a cabeça erguida sob o véu de luto, esperou sua vez de entregar a passagem ao funcionário da estação, então deu alguns passos. Quando tomaram o trem, em Bruxelas, eram seis horas da manhã e uma chuva densa e gelada caía na escuridão. O compartimento de terceira classe também estava molhado, molhando o piso sob os pés embarrados, paredes molhadas por uma umidade viscosa e os vidros molhados, por dentro e por fora. Pessoas de roupas molhadas cohilavam."

Assim inicia o romance policial A casa do canal, escrito em 1933 por Georges Simenon e até então inédito no Brasil. Edmée, uma jovem órfã, é enviada para viver com seus tio e primos em uma pequena vila na Bélgica, próxima à fronteira com a Holanda. Ao chegar, descobre que o tio acaba de morrer acidentalmente, deixando a viúva e seis filhos, com idades entre 21 e cinco anos. Na nova família, tudo parece muito estranho para a garota. Sem contar que outras mortes e trágicos acidentes se sucedem em “A casa do Canal”. O livro traz ainda a particularidade de estar ambientado na cidade em que nasceu a mãe de Simenon, o vilarejo de Neeroeterem.

Leitura - O Colecionador de Mundos

Este romance de Ilija Trojanow sobre a vida de Sir Richard Francis Burton poderia ser melhor escrito e dar uma visão mais detalhada de uma das mais ricas e interessantes pessoas que jamais existiu.

Quem viu o filme as Montanhas da Lua vislumbrou apenas uma fatia das aventuras e experiências deste agente inglês no século XIX.


Como li sua biografia  e vi o filme me interessei por este romance para ver se acrescentava algo ao que já conhecia mas pouco me ajudou exceto para relembrar estórias de sua vida




Veja a resenha abaixo pois  trata-se de livro fascinante sob um pessoa ímpar.Não da para expressar em poucas palavras o que este inglês realizou ao longo de sua vida .Só lendo sua história para crer.na resenha um breve resumo do que fez








Resenha:


Oficial do Exército britânico, orientalista e etnólogo, além de tradutor para o inglês de clássicos como As mil e uma noites e o Kama Sutra, Richard Francis Burton (1821-90) foi sem dúvida uma das grandes personalidades do século XIX. Não por acaso, sua vida, repleta de aventuras por quatro continentes, já foi objeto de numerosas biografias, dentre elas a de Edward Rice, publicada pela Companhia das Letras.

Desse incrível repertório de aventuras, o premiado escritor búlgaro Ilija Trojanow escolheu três, a partir das quais dá forma a uma brilhante mescla de biografia ficcional e perspicaz estudo psicológico de uma personalidade que, pouco a pouco, revela-se tão fascinante quanto misteriosa. O colecionador de mundos, que Günter Grass, prêmio Nobel de literatura, comparou ao Moby Dick de Herman Melville, tem por cenários principais a Índia em que Burton atuou como oficial e coletor de informações, a peregrinação sagrada de Meca a Medina, de que ele tomou parte disfarçado de muçulmano, e a expedição ao coração da África que acabaria por conduzir à descoberta da nascente do rio Nilo. Nessa narrativa das muitas aventuras e desventuras de um homem notável, Trojanow costura uma polifonia de raro talento literário, dando voz a universos culturais contrastantes.

















Erudito e cientista, soldado e agente secreto, explorador e aventureiro, tradutor e escritor, Burton falava 29 línguas, além de inúmeros dialetos. Quando necessário, passava por nativo de diversas regiões do Oriente — por afegão, ao fazer a peregrinação a Meca; por peão cigano, entre os trabalhadores dos canais do rio Indo;por mascate e por dervixe,quando explorou como agente secreto o Sind, o Baluchistão e o Pundjab. Burton, contudo, não foi apenas um homem de ação. Escreveu mais de três dezenas de livros e, além das Mil e uma noites, verteu para o inglês dois clássicos do erotismo indiano,o Kama Sutra e o Ananga Ranga, bem como Os lusíadas e a lírica de Camões.



O escritor Edward Rice, ao longo de dezoito anos, refez a maior parte da trajetória do capitão Burton, realizando uma minuciosa pesquisa que faz desta biografia a obra definitiva sobre a vida de um homem excepcional.


terça-feira, 24 de maio de 2011

Leitura- Alem da Escuridão

Escolhi a leitura deste livro devido ao premio e as recomendações.

Apesar de ser bem escrito o Livro é maçante e leitura de ingleses.Muito sutil para nós pobres mortais.Podia ter menos 200 paginas que seria muito mais interessante.

Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

  Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido  RESENHA :  Com o inevitável e fatídico final do du...