segunda-feira, 18 de junho de 2012

Leitura -O Senhor do lado esquerdo

Concluído mais este livro de Mussa - é o 4o que leio: O Enigma de Qaf , Trono da Rainha Jinga e Meu destino é ser onça - e Mussa não nos decepciona. Excelente escritor que mistura História , Literatura policial e  comedia com muita criatividade e uma escrita fácil. Recomendo a leitura deste e dos demais livros de um dos melhores escritores brasileiros.

Resenha:
Rio de Janeiro, 1913. O secretário da Presidência da República é assassinado numa das dependências da antiga casa da Marquesa de Santos, aqui conhecida como a Casa das Trocas — prostíbulo sofisticado e local secreto para encontro entre casais — que funcionava sob a fachada de uma clínica médica, comandada por um cientista obcecado pelo estudo das fantasias sexuais femininas. Durante a investigação criminal, um perito da polícia científica, freqüentador da Casa, depara-se com um malandro do Cais do Porto, possivelmente envolvido no crime, e começa a travar com ele um duelo para saber quem, entre os dois, é o maior sedutor.
Em O SENHOR DO LADO ESQUERDO, estas e outras situações se entrecruzam como num passeio pela história e pela geografia do Rio de Janeiro, para instituir uma mitologia erótica da cidade e investigar, fundamentalmente, os subterrâneos da sexualidade humana. Alberto Mussa reúne mitologia, realidade e ficção, e vale-se das inúmeras possibilidades do ensaio e do gênero policial para se enveredar pelo território das disputas e dos prazeres do sexo. Com tamanha riqueza de detalhes, tanto na fábula quanto no relato baseado em dados e fontes oficiais, há uma conseqüente – e proposital –  mistura entre real e ficcional. Onde termina o ensaio e começa a ficção?
Menino que cresceu entre os livros da extensa biblioteca do pai, Alberto Mussa teve sua estreia literária como contista, em 1997, com Elegbara. Em seguida, vieram O trono da rainha Jinga, O enigma de Qaf, O movimento pendular e Meu destino é ser onça — obras que habitam uma zona fronteiriça e original entre o romance e o ensaio. Seus livros são traduzidos em sete idiomas e vem recebendo críticas elogiosas da imprensa estrangeira. A prestigiosa revista francesa Le Magazine Litteraire afirmou que Alberto Mussa inscreve-se na linhagem dos escritores que reinventam a historia da literatura, e é comparado a Jorge Luis Borges.  Para a revista Telerama, que o chamou de gênio, Mussa é um escritor que “reinventa a escrita e a narrativa”. Para o Le Monde, O Enigma de Qaf é “um cruzamento de influencias de Borges, de Cortázar e As mil e uma noites”.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Leitura- Fantasma

O mais recente livro de Garcia Roza fica devendo em relação aos iniciais. Livro para preencher o tempo e  para leituras curtas sem compromisso. Este é o 10 livro lido da lista abaixo:

  • O silêncio da chuva (romance). São Paulo: Cia. das Letras, 1996.
  • Achados e perdidos (romance). São Paulo: Cia. das Letras, 1998.
  • Vento sudoeste (romance). São Paulo: Cia. das Letras, 1999.
  • Uma Janela em Copacabana (romance). São Paulo: Cia. das Letras, 2001.
  • Perseguido (romance). São Paulo: Cia. das Letras, 2004.
  • Berenice procura (romance). São Paulo: Cia. das Letras, 2005.
  • Espinosa sem saída (romance). São Paulo: Cia. das Letras, 2006.
  • Na multidão (romance). São Paulo: Cia. das Letras, 2007.
  • Céu de origamis (romance). São Paulo: Cia. das Letras, 2009.


    Resenha:

     A mulher sentada à beira da calçada na av. Nossa Senhora de Copacabana só se sente em casa vivendo na rua: estar entre paredes a oprime, ela tem a sensação de que vai morrer sufocada. É tão fina e educada que todos a chamam de Princesa. Seu “lar” é um trecho do piso de cimento delimitado por pedaços de papelão. Muito gorda, tem dificuldade para se mover. Mesmo assim, não descuida da aparência: alisa bem o vestido sobre as pernas esticadas, penteia-se com esmero e passa batom com pelo menos frequência — sempre que recebe a visita do delegado Espinosa. E o delegado Espinosa visita Princesa várias vezes por dia. Afinal, tudo indica que ela viu quem enfiou uma faca no homem muito branco, talvez um estrangeiro, que amanheceu morto na calçada a alguns metros dela. Mas Princesa costuma sonhar, às vezes até quando está acordada... E como saber, nesta vida, o que é realidade e o que se passa no mundo dos sonhos?

    Isaías é o grande amigo de Princesa. Ele sabe que a amiga viu alguma coisa que não deve ser lembrada. Acredita que precisa proteger a qualquer custo a moça dos perigos que podem surgir da noite — quando ela dorme sozinha na calçada — e do dia, quando os passantes são tantos que é difícil distinguir o inimigo que se aproxima para desferir um golpe. Como Princesa, Isaías é incapaz de lidar com o mundo complicado onde os dois vivem; como ela, é indefeso e vulnerável.



domingo, 3 de junho de 2012

Leitura - Incognito

Este livro de David Eagleman mas se presta a defesa de tese do autor no sentido de se mudar a forma como se julgam as pessoas passando a faze-lo  baseado na Neurociencia na vã suposição que a Neurociencia é a mãe de todas as demais e as respostas certas ao comportamento humano.

Como livro muito fraco e decepcionante - alem de repetitivo -se compararmos com " fantasmas do Cérebro" de de V S Ramachandram que nos explica  baseado  no estagio atual da neuroiciencia o funcionamento de alguns mecanismos da mente humana ,


Resenha:
Um dos cientistas mais respeitados da atualidade, o norte-americano David Eagleman é também um autor em ascensão num segmento que não para de ganhar leitores, o da Neurociência. Incógnito – as vidas secretas do cérebro, seu título mais recente, foi bestseller do The New York Times, eleito melhor livro do ano de seu segmento pela Amazon, recomendação de leitura do Wall Street Journal, entre outros destaques. Com exemplos retirados do cotidiano, das artes, da história e da literatura, o autor apresenta os subterrâneos da mente e suas intrigantes contradições.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Leitura- Vicio Inerente

Bom :literalmente ,  vicio inerente é um vicio no sentido de ler até acabar. As vezes vocês se encontra como DOC em vários pontos da leitura não sabe se fumou um ou se pirou de vez tamanha as elaboradas loucas escritas nas viagens de lsd e fumo do protagonista
O livro é muito engraçado e faz uma ótima caricatura de Sam Spade e dos doidões .Pynchon joga com ambos e faz o herói -como todo bom herói de estória policial - andar para la e para cá até que as coisas vão se resolvendo.

Como livro policial excelente .Esta ou igual ou um passo a frente de vários escritores policiais : Conan , Agatha, Raymond e outros.




Resenha:


Homenagem aos livros de Dashiel Hammet e Raymond Chandler e retrato mordaz da Califórnia no início dos anos 1970, Vício inerente marca a volta de Thomas Pynchon ao cenário de dois de seus romances, Vineland e O leilão do lote 49. Porém, enquanto estes livros registravam o auge do Flower Power, Pynchon agora explora o outro movimento da curva, a hora que o impulso começa a ceder, e que as forças contrárias àquela revolução cultural sui generis mostram a que vieram.
O centro de tudo é o detetive particular Doc Sportello, espécie de Sam Spade depois de uma maratona de LSD e maconha, que é contratado por uma ex-namorada para investigar o sumiço de um poderoso barão do mercado imobiliário. Esse desaparecimento é parte de uma conspiração maior, que envolve surfistas, traficantes, contrabandistas, policiais corruptos e a temível entidade conhecida como Presa Dourada.
Como sempre, Pynchon faz da trama um meio de destilar seu conhecimento enciclopédico acerca de tudo, da melhor técnica para se montar um penteado afro às particularidades do saxofone na surf music dos anos 1960. Isso também serve de desculpa para abordar, não raro de maneira tocante, questões comuns a todos nós. Nesse misto de erudição e humor, loucura e sensibilidade, Pynchon se firmou como um dos grandes autores da literatura contemporânea.

domingo, 29 de abril de 2012

Leitura - Acabadora


Bom este livro de Michela Murgia sobre aspectos culturais da Sardenha que possui caracteristicas próprias bem diversas da Itália que conhecemos.


Sinopse:

Sardenha, anos 1950. A pequena Maria Listru é o que se chama de filha d’alma. Nascida em uma família sem condições de sustentá-la, aos seis anos de idade é adotada por Bonaria Urrai, uma mulher mais velha, solitária e calada, mas muito respeitada no vilarejo em que vivem. Desde cedo, Maria aprende o ofício de tia Bonaria, costureira. Mas a mulher esconde uma outra vocação, proibida e controversa. Bonaria é uma acabadora, aquela que faz o sofrimento cessar. Para os habitantes de Soreni, ela é aquela que visita as pessoas que estão no fim da vida e ajuda o destino a se cumprir. Acabadora é um livro fascinante. Carregado de emoções, ele nos mergulha em um mundo agreste, regulado por tradições seculares e semeado pela culpa. Um mundo em que Maria terá de decifrar tanto o amor quanto a mo

domingo, 22 de abril de 2012

Leitura - Diario da Queda

 1o livro que leio de Michel Laub. Trata-se de um excelente escritor que para mim foi uma boa surpresa. Escritor consagrado com muitos prêmios que reconstrói a partir de seu avo e seu pai sua própria estoria.


Resenha:
Um garoto de treze anos se machuca numa festa de aniversário. Quando adulto, um de seus colegas narra o episódio. A partir das motivações do que se revela mais que um acidente, cujas consequências se projetam em diversos fatos de sua vida nas décadas seguintes — a adolescência conturbada, uma mudança de cidade, um casamento em crise —, ele constrói uma reflexão corajosa sobre identidade, afeto e perda.



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Este livro da ganhadora do Pulitzer não me empolgou.Boa leitura , criativa mas com gosto de roteiro ultra elaborado e nao de Literatura .Não esta no rol do grandes escritores americanos : John Updike e Roth para citar apenas 2.



Resenha:

“É essa a realidade, não é?
Vinte anos depois, a sua beleza já foi para o lixo, especialmente quando arrancaram fora metade das suas entranhas. O tempo é cruel, não é? Não é assim que se diz?”

Bennie Salazar é um executivo da indústria fonográfica. Sasha é sua assistente cleptomaníaca. E é a partir da história desses dois personagens que Jennifer Egan retrata, em uma narrativa caleidoscópica, a passagem do tempo e a transformação das relações. Da São Francisco dos anos 1970 até a Nova York de um futuro próximo, a autora cria um romance de estilo ímpar sobre continuidade e rupturas, memória e expectativas.

Surpreendente, A visita cruel do tempo combina diferentes pontos de vista sobre histórias que se entrelaçam de maneiras inesperadas. Ao longo dos sabores e dissabores da vida dos personagens, Egan traça um interessante e envolvente panorama sobre crescimento, perda e ambição e sobre o que acontece entre o que esperamos de nossa vida e o que se torna realidade.

sábado, 31 de março de 2012

Leitura- A Longa Viagem da Biblioteca dos Reis


Finalmente conclui esta excelente reconstituição histórica. Através da História de nossa Biblioteca Nacional viajamos pela do Brasil e Portugal num período que cobre desde o Terremoto até a Independência do Brasil. Pesquisa profunda e de ótimo conteúdo









Resenha:
Primeiro de novembro de 1755, dia de Todos os Santos. A população de Lisboa se apronta para viver mais um pacato dia de feriado, sem imaginar o mal que vinha da terra. Em poucas horas, um terremoto devastador, seguido de incêndio e maremoto, destruiria a capital do Império e, junto com ela, sua célebre Real Biblioteca, fruto dos livros reunidos pelos monarcas portugueses por séculos.
A narrativa de A longa viagem da biblioteca dos reis começa a partir desse episódio e percorre eventos fundamentais da história brasileira, sempre através dos livros. A antropóloga Lilia Schwarcz acompanha a reconstrução do acervo nas mãos do marquês de Pombal, os tempos incertos de d. Maria I, o angustiante momento da fuga da família real - que atravessava o Atlântico pela primeira vez - e as vicissitudes de sua nova vida nos trópicos, até chegar ao processo de independência brasileiro - quando se pagou, e muito, pela Real Biblioteca.
Os livros, porém, permitem mais: são símbolos de poder e de prestígio, carregam dons e possibilitam viajar no tempo e no espaço. Ao evadir-se de Portugal, d. João não esqueceu da biblioteca - que veio em três viagens sucessivas -, assim como d. Pedro I não abriu mão das obras e do lustro que elas garantiam: nada como iniciar uma história autônoma tendo uma Biblioteca Nacional desse porte para assegurar um passado e conferir erudição a um país recém-emancipado.
A longa viagem da biblioteca dos reis refaz muitas jornadas e mostra como, por intermédio de bibliotecários mal-humorados, obras selecionadas, ilustrações raras e muitos sistemas de classificação, pode-se contar uma outra história desse mesmo país.
A edição de A longa viagem da biblioteca dos reis contou com a colaboração da historiadora Angela Marques da Costa e do pesquisador Paulo Cesar de Azevedo, e teve patrocínio da Odebrecht.

domingo, 19 de fevereiro de 2012


Não há como errar na escolha quando se lé a Granta .Excelentes contos e excelentes escritores que nos movem para alternativas de leituras muito interessantes. Em particular o conto de Reinaldo Moraes e Educação de Linn Barber  são particularmente recomendados




Resenha:

Em pouco mais de trinta anos de vida, a Granta inglesa tratou dos mais diversos assuntos: viagens, família, dinheiro, crimes, celebridades. Lançou edições com títulos sugestivos, como "Histórias de amor" e "Aqueles que amamos", mas nunca havia dedicado um volume exclusivamente ao tema do sexo.
"Nunca o sexo, a mais secular obsessão, foi tema da Granta inglesa - até o número 110, publicado no início de 2010, matriz desta nossa versão brasileira. Há mais de trinta anos a revista elege um assunto central para suas edições, do mais tangível - dinheiro, comida, crime, viagens - ao mais difuso e sutil, como os que entrelaçam números dedicados a "Histórias ocultas" (85), "Achados e perdidos" (105) ou "Verdades e mentiras" (66). Finalmente, sexo: com ou sem metáfora, o ato, as variações sobre o fato, como ponto de partida para a criação literária. Oito autores estrangeiros e sete brasileiros dão conta do recado", escreve Isa Pessôa na apresentação da revista que a Alfaguara lança no Brasil em novembro de 2010.
O conteúdo do sexto número da Granta em português, no entanto, é distinto do original. Entre os autores estrangeiros, foram selecionados alguns da edição 110 e incluídos outros, de volumes anteriores, emblemáticos para a revista. É o caso de Lynn Barber, cujo relato Educação foi publicado na Granta 82, e de dois autores novos e promissores, Nell Freudenberger e Gary Shteyngart, incluídos pela revista na lista dos melhores jovens escritores norte-americanos (publicada, no Brasil, na primeira Granta em português).
"Pela primeira vez, publicamos poetas brasileiros em nossa edição - Chacal abre o volume com "VCVC", poema de circularidade lúbrica. Inevitável ainda convidar o pornopopeico Reinaldo Moraes para escrever sobre sexo: ele evoca a São Paulo dos anos 1980 para nos fazer gargalhar com "O Apocalipse segundo Pirandello". Apenas insinuando o tema, em ficções inéditas, aqui estão outros autores de tão potente calibre como Luiz Vilela e Rodrigo Lacerda", completa Isa.
Concebida por Michael Salu e ilustrada por Billie Segal, a capa  da sexta edição de Granta em português reproduz a da Granta inglesa.

Leitura - O Cemiterio de Praga

Umberto Eco traz toda sua erudição para esta nova novela .Personagens reais convivem com seu capitão Simonini de forma divertida para criar um romance histórico que retrata a perseguição aos judeus de forma sistemática. Esclarecedor e instrutivo

Resenha:

 Personagens históricos em uma trama na qual se desenrola a história de complôs, enganos, falsificassões e assassinatos, em que encontramos o jovem médico Sigmund Freud (que prescreve terapias à base de hipnose e cocaína), o escritor Ippolito Nievo, judeus que querem dominar o mundo, uma satanista, missas negras, os documentos falsos do caso Dreyfus, jesuítas que conspiram contra maçons, Garibaldi e a formação dos Protocolos dos Sábios de Sião. A única figura inventada nesse romance é o protagonista Simone Simonini, embora o autor defenda que basta falar de algo para esse algo passar a existir.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Leitura -Acqua Toffana

Este é o 2o livro de Patricia Mello que leio. Comprei barato e valeu a pena.Excelente livro Policial na linha de Rubens Fonseca mas com voo próprio de alta qualidade.




Resenha:
 Autora de sucessos como Inferno, ganhador em 2001 do Prêmio Jabuti, Patrícia Melo está de “casa nova”. Com sete romances já publicados, a escritora, roteirista e dramaturga paulista terá toda a sua obra reeditada pela Rocco a partir deste mês, começando por Acqua Toffana, seu primeiro romance, cujo curioso e misterioso título já instiga o leitor logo de início. Durante o século XVII, espalhou-se o terror na Sicília por conta da acqua toffana – um veneno devastador que ceifou muitas vidas. Uma grande metáfora para a temática do livro: violência urbana, ferida aberta no Brasil e que Patrícia Melo trata com crueza em duas histórias de arrepiar, lancetando a realidade e explorando o avesso demoníaco do homem. Um mergulho pelo labirinto negro da mente criminosa cujo maior e mais refinado talento é matar brutalmente.



Leitura - O mal que ronda a terra

Observamos  que países mais desenvolvidos  aplicaram politicas de bem estar social a partir da 2a grande guerra até a década de 80 para melhoria do padrão de vida de seus povos e que ajudaram seus países a crescer ( similar ao que esta sendo feito no Brasil agora com uma vasta Rede de proteção social) e criar estados socialistas mesmo em economias capitalistas.Posteriormente resolveram adotar uma nova forma de Economia mais liberal reduzindo o poder de o estado .Economia esta  que sem controle se mostrou ineficiente e suicida  fazendo com que o estado fosse obrigado a entrar como agente de socorro e regulador para socorrer empresas e países falidos .
Muito provavelmente o equilíbrio entre Estado e Iniciativa Privada seria uma solução mais adequada para resolver problemas econômicos e sociais  na medida de sua situação econonica de momento criando um pais com riqueza distribuída de forma a que todos possam ter uma vida digna.


Resenha: 

Há algo de errado na maneira como vivemos e pensamos o presente. Tony Judt, um dos mais importantes historiadores e pensadores da atualidade, cristaliza com maestria nosso grande desconforto coletivo. "O caráter materialista e egoísta da vida contemporânea não é inerente à condição humana. Muito do que parece ‘natural' hoje em dia data dos anos 1980: a obsessão pelo acúmulo de riqueza, o culto da privatização e do setor privado, a crescente desigualdade entre ricos e pobres. E, acima de tudo, a retórica que acompanha esses conceitos: admiração acrítica pelos mercados livres de restrições, desdém pelo setor público, ilusão do crescimento interminável. Não podemos continuar vivendo assim", alerta o autor.





domingo, 15 de janeiro de 2012

Leitura- O remorso de Baltazar Serapiao

A Literatura sempre nos surpreende .Valter Hugo Mae é sem duvida um grande escritor .Seu livro de 2006 lançado ano passado no Brasil não é de fácil leitura. Mas nem por isto nos impede de que querer prolongar esta leitura para mergulhar mais intensamente no remorso de Baltasar e em seu mundo.Um livro magnifico que vai estar inscrito na lista das criações mais férteis da Literatura Mundial.















Resenha:
Edição apoiada pela Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas/Portugal

Prêmio José Saramago de melhor romance - 2007
Vencedor do Prêmio Literário José Saramago em 2007, este livro de valter hugo mãe — poeta, romancista, artista plástico e cantor nascido em 1971 — foi saudado pelo grande escritor português como "uma revolução", um verdadeiro "tsunami literário". Com linguagem exuberante, relata a desastrada existência dos sargas, "nascidos de pai e vaca", e as desventuras de seu primogênito, baltazar serapião, o narrador da história, tragicamente enamorado por ermesinda, de extrema beleza.
     Fruto de uma invenção radical, que combina tempos, ritmos e oralidades arcaicos, primitivos, com um recorte narrativo altamente contemporâneo, o remorso de baltazar serapião é daqueles livros excepcionais que parece ter encontrado uma tecla secreta da linguagem, que a dispara e faz florescer de maneira incomparável. Não foi por outra razão que o próprio Saramago, ao lê-lo, afirmou: "às vezes tive a impressão de assistir a um novo parto da língua portuguesa".aolp

Sobre o autor
valter hugo mãe nasceu em Angola em 1971. Além de escritor, é editor, artista plástico, vocalista da banda Governo e DJ. Passou a infância em Paços de Ferreira, no norte de Portugal, e em 1980 mudou-se para Vila do Conde. Licenciou-se em Direito e cursou pós-graduação em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea na Universidade do Porto. Além de ter publicado vários livros de poesia, é autor dos romances o nosso reino (Lisboa, Temas e Debates, 2004), o remorso de baltazar serapião (Matosinhos/Lisboa, QuidNovi, 2006), o apocalipse dos trabalhadores (QuidNovi, 2008) e a máquina de fazer espanhóis (Lisboa, Objectiva, 2010).

domingo, 25 de dezembro de 2011


 Mais uma edição da Revista Granta para minhas leituras.Nada como Literatura de alto nível. Seus contos nos enchem de inspiração e nos fazem refletir sobre a  vida e no caso nossa família. Seus contos nos ajudam a perceber  e entender que somos simplesmente  humanos e como tantos com as mesmas e simples questões existenciais que noa afligem no dia a dia e que , devemos continuar buscando manter as relações vivas e ativas a despeito de tantos problemas tão importantes nas relações.



Resenha:


Brigas e reconciliações, disputas, amor e ódio. Por mais estável que seja, não há família que viva sem excessos, e Granta em português mergulha nessas complexas relações que moldam cada um de nós. Um menino perde a inocência ao ver a tia tomar estranhas atitudes com um farmacêutico; crianças não se entendem com a mãe num saguão lotado de aeroporto; uma mulher, sem contato com os filhos, precisa se virar por conta própria num momento de urgência.
A quinta edição da Granta em português é carregada de memória. Olhando para trás, um autor se recorda com nostalgia da cidade natal e das disputas com o irmão. Outro, da solenidade da família no sertão brasileiro, e de rituais que nunca perdem a força. Lembranças e narrativas que convidam os leitores a pensar em si e naqueles que os cercam.
A edição brasileira da Granta tem sempre 60% de conteúdo procedente das edições de língua inglesa e espanhola e 40% de textos inéditos de escritores brasileiros, selecionados a partir do trabalho desenvolvido pelos próprios autores ou encomendados pelos editores. A publicação pretende não apenas alcançar os leitores de língua portuguesa, mas também desenvolver com as edições estrangeiras projetos conjuntos que aproveitem as contribuições inéditas brasileiras.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Leitura - A lebre om Olhos de Ambar

Este livro de Edmund Waal,muito elogiado pela critica , relata a saga da  família Ephrussi pesquisada por Edmund a partir de uma coleção de netsuques.É um livro interessante pois vê a história da  família  intimamente ligada a as mudanças de nosso tempo. Sem ser brilhante é uma leitura agradável .



Resenha:
 Nenhuma das 264 miniaturas japonesas entalhadas em madeira e marfim era maior que uma caixa de fósforos. Edmund de Waal ficou fascinado ao encontrar essa coleção em Tóquio, no apartamento de seu tio-avô, Ignace. Mais tarde, quando Edmund herdou os netsuquês, eles revelaram uma história muito mais ampla que ele imaginara... De um florescente império em Odessa até a Paris do fin-de-siècle, da Viena ocupada à Tóquio contemporânea, Edmund de Waal refaz, ao longo do conturbado século XX, a jornada de uma coleção de miniaturas japonesas através de gerações de sua notável família.

domingo, 6 de novembro de 2011

Leitura- Inferno Provisorio Volume V- Domingos sem Deus

Este é o ultimo capitulo de Inferno Provisório.Como os demais uma nova forma de literatura tremendamente brilhante de Rufato.Mas nos parece que a repetição se torna enfadonha e nada acrescenta. Tenho todos os livros de Rufato e acho que ele precisa sair de seu Inferno Provisório

Resenha:

Domingos sem Deus é o quinto volume de Inferno Provisório, cartografia sem retoques do proletário e da (sobre) vida que leva. Em forma de denúncia literária o autor nos apresenta a vida dos invisíveis, dos desgraçados, dos desterrados, dos esquecidos. Cruel cenário, tão perto e, ao mesmo tempo,  tão longe de todos nós. O livro guarda duros destinos e uma literatura muito elaborada.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011


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 Escolha bastante feliz esta leitura de Kenzaburo Oe. Mal comparando com O Filho Eterno de Tezza que se baseia num mesmo fundo : a convivência com o filho excepcional , este de Kenzaburo , é de uma beleza e de uma profundidade instigantes .Nos faz refletir e buscar ,como o escritor ,uma maior compreensão de nossas vidas .A inserção da poesia  e da mitologiade Blake são elementos que  nos colocam na frente de 2 grandes analistas da alma humana.

Resenha:
Um escritor decide escrever um “manual de definições do mundo, da sociedade e do ser humano”, com explicações para todas as coisas existentes. A tarefa ambiciosa é planejada como um legado para Iiyo, seu filho autista. A partir de conceitos que o adolescente se mostra incapaz de apreender, o escritor inicia um roteiro afetivo de definições interligadas por associações oníricas, metafóricas e biográficas.
O empreendimento didáctico do pretenso mestre logo se transforma num aprendizado sobre a natureza da vida. No caminho que leva à essência das coisas, o escritor se vale das indicações do poeta William Blake, cujos versos profetizam episódios significativos de sua vida e de sua relação com Iiyo, cuja potência criativa vai se revelando de modo inesperado. A viagem norteada por Blake se estende pelas sete ficções que compõem este livro híbrido, misto de conto, ensaio, poesia e romance.
Publicado em periódicos japoneses entre julho de 1982 e junho de 1983, Jovens de um novo tempo, despertai! é uma invocação corajosa à travessia dos mares difíceis da morte, do sofrimento e do amor.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Leitura- A outra volta do parafuso

Conclui a leitura deste excelente livro. Nada como um leitura de um classico. Henry James tem a mesma caracteristica de escrita de Conrad - Coração nas Trevas: rebuscada , rica e que sempre nos deixa uma ponta de  angustia e uma sensação de que sempre falta algo.Mas perfeita nos minimos detalhes
Não achei este livro de terror ou suspense .Mas de conteudo psicologico .Neste caso uma situação que  nos defrontamos quando  sabemos que não temos capacidade de lidar .Geralmente fantasiamos e procuramos buscar  sempre argumentos que nos ajudem a explicar as dificuldades que estamos enfrentando.Sejam eles de qq natureza desde que nos justifiquem.No caso temos um  terror interno corroendo a protagonista.



Resenha:
A outra volta do parafuso conta a história da jovem filha de um pároco que, iniciando-se na carreira de professora, aceita mudar-se para a propriedade de Bly, em Essex, arredores de Londres. Seu patrão é tio e tutor de duas crianças, Flora e Miles, cujos pais morreram na Índia, e deseja que a narradora (que não é nomeada) seja a governanta da casa de Bly. Ao chegar a Essex, a jovem logo percebe que duas aparições, atribuídas a antigos criados já mortos, assombram a casa. O triunfo íntimo da protagonista, mais que desvendar o mistério de Bly, consiste em vencer o silêncio imposto pela diferença de condição social entre ela e seus pequenos alunos.
Desde que foi publicada, sucessivas gerações de leitores, críticos e artistas têm se inspirado na maestria narrativa desta novela, cuja tradução de Paulo Henriques Britto reconstitui com precisão a elegante contundência do original inglês.

domingo, 25 de setembro de 2011

Leitura- A Garota da Fabrica de Misseis


O livro vale como retrato da China na época da mudança politica e social e nos ajuda a entender um pouco  melhor a China e os chineses.Escrito de forma coloquial se trata mais de registro Jornalistico e não Literário num sentido mais amplo.
Porem registtra  a luta individual na  busca de caminhos melhores num ambiente de opressão e regras rígidas ditando a vida de todos .Uma verdadeira luta pela busca de uma vida de acordo com sua visão de mundo.

Resenha:
Desde criança, Lijia Zhang criou o hábito de manter um diário. “Escrever sempre foi uma maneira de compreender a vida”, define a autora de A garota da fábrica de mísseis – memórias de uma operária da Nova China, que chega às livrarias com o selo Reler Editora.
Publicado em vários países e festejado pela crítica, o livro não foi publicado na China. Na obra, Lijia narra sua busca pela liberdade política e familiar, no momento exato em que a China abre suas portas para o capitalismo. “Meus amigos e eu éramos muito jovens para perceber que o tédio poderia ser algo prazeroso, se comparado ao terrorismo político que nossos pais sofreram”, diz a autora que tinha apenas dois anos quando a Grande Revolução Cultural Proletária estourou na China, em 1966.





segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Leitura- O Palacio de Espelho

Ótimo livro deste escritor Indiano .Não  é muito fácil construir um romance histórico. Temos Guerra e Paz e o Tempo e o Vento para exemplificar dois excelentes exemplos e alguns não tão bons como a Ferro e Fogo .Mas este  livro não fica atrás dos melhores  e consegue dar uma dimensão humana aos eventos históricos  importantes ocorridos na Índia, Birmânia e Malásia num período de 50 anos. Apesar de ter 600 paginas é uma leitura que flui graças ao talento de Amitav.



Resenha:
Romance épico do indiano Amitav Ghosh, 'O palácio de espelho' segue os passos de um menino órfão e pobre, Rajkumar, surpreendido em meio à invasão britânica da Birmânia, em 1885. Às vésperas da expulsão da família real birmanesa, o menino se descobre apaixonado por uma bela pajem da rainha. Numa arrebatadora história de amor e guerra, a trama acompanha a trajetória de três famílias cujos destinos se entrelaçam, numa saga familiar que nos transporta a culturas distantes e nos transforma em testemunhas do fim da monarquia birmanesa e da ascensão e queda do império britânico.

Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

  Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido  RESENHA :  Com o inevitável e fatídico final do du...