quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Leitura- Era uma vez a mulher que tentou matar o bebe da vizinha

Mais uma leitura motivada pela Flip 2018. Liudmila participou de mesas eh eh bastante elogiada pela critica tendo recebido varios premios. Seu livro de contos fantasticos pode ser inscrito como uns dos melhores de todos os tempos . Se coloca ao lado de autores como Borges , Hofhmman , Murilo Rubião , Jean Potocki  , Gogol e outros .Excelente livro

Resenha:
Liudmila Petruchévskaia pertence ao grupo de escritores que não encontram equivalente em nenhum outro autor, tradição ou país. Considerada por alguns herdeira de Allan Poe e Gogol, a maior autora russa viva combina o contexto soviético em que produziu grande parte de sua obra com uma realidade povoada por assombrações, pesadelos, acontecimentos macabros e personagens sinistras. 
O resultado são histórias sobrenaturais que retomam a tradição dos contos folclóricos, porém dotadas de um humor contemporâneo e de uma carga política que não precisa se expressar diretamente para existir, pois, assim como não é à toa que a autora teve sua obra banida da União Soviética até o final dos anos 1990, tampouco é por acaso que ela recebeu em 2002 o prêmio de maior prestígio na Rússia pelo conjunto de sua obra. 

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Leitura- Campos de Sanque -Religiao e a Historia da Violencia


Umas das melhores leituras dos últimos anos.Um livro com muita profundidade que nos lena a entender a historia da violência sob a ótica das religiões desde que deixamos de ser nômades. Não ha como não refletir profundamente a partir dos pontos elencados ao longo do livro.Altamente recomendado


Resenha:
A ideia de que a fé pode ser fonte de violência e intolerância vem crescendo nas últimas décadas, especialmente após o Onze de Setembro. Mas seria uma visão precisa da realidade? Neste estudo, Karen Armstrong investiga as grandes tradições religiosas em busca de respostas, e nos conduz a uma viagem pela história das maiores religiões do mundo.
O resultado é uma visão despida dos preconceitos que tanto obscurecem o debate, imprescindível num momento em que as tensões geopolíticas parecem prestes a transbordar. Amparado na vasta erudição da autora e no seu compromisso em promover a empatia entre os povos, Campos de sangue mostra que a religião não é a causa de nossos problemas.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Leitura- Epigramas recheados de Cicuta

Juliano Garcia Pessanha esteve na Flip 2018 numa mesa com Isabela Fiqueiredo. Por conta de suas colocações cômicas e satíricas  resolvo adquirir este livro de aforismos que eh uma leitura suave e rápida


Resenha:
Neste livreto, Evandro Affonso Ferreira e Juliano Garcia Pessanha trazem breves diálogos poéticos que, tal cicuta ingerida, podem causar engasgos imediatos, náuseas, convulsões, tremores. Morte? Esta já está garantida. E o que vem antes? Em caso de gargalhadas, não se engane, há algumas passagens de amargar. Não se aconselha ler com moderação.

Leitura- Sol na cabeça

Por conta da Flip li este livro de estreia do Geovani Martins. Estorias de um mundo que esta do nosso lado mas que desconhecemos .Este um dos méritos do livro. Escritor razoável que precisa de mais estrada
Resenha:
Com a estreia de Geovani Martins, a literatura brasileira encontra a voz de seu novo realismo. Nos treze contos de O sol na cabeça, deparamos com a infância e a adolescência de moradores de favelas – o prazer dos banhos de mar, das brincadeiras de rua, das paqueras e dos baseados –, moduladas pela violência e pela discriminação racial. 
Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades inerentes à idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da “Cidade partida”, o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI.
Em “Rolézim”, uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM fluminense, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul. Em “A história do Periquito e do Macaco”, assistimos às mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP. Situado em 2013, quando a maioria da classe média carioca ainda via a iniciativa do secretário de segurança José Beltrame como a panaceia contra todos os males, o conto mostra que, para a população sob o controle da polícia, o segundo “P” da sigla não era exatamente uma realidade. Em “Estação Padre Miguel”, cinco amigos se veem sob a mira dos fuzis dos traficantes locais.
Nesses e nos outros contos, chama a atenção a capacidade narrativa do escritor, pintando com cores vivas personagens e ambientes sem nunca perder o suspense e o foco na ação. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade. 

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Leitura- Caderno de Memorias Coloniais

Fui a Flip e li o livro da visitante Isabela. O livro eh muito bem escrito mas acho uma exagero chama-lo de obra-prima> tem a capacidade psicanalítica de colocar em desnudo as visões de uma criança e pré- adolescente sobre a vida na colonia. O sucesso eh porque Portugal como o Brasil acha que não eh um povo racista nem preconceituoso .Pegamos este sutil jeito português de sermos ambos e nos livrarmos da culpa por nossas mazelas sociais tanto quanto eles de seu período colonial que afinal durou ate a década de 70.
Mas inegavelmente eh um excelente livro e agradável leitura 

Resenha:
Caderno de memórias coloniais foi publicado em 2009 em Portugal. Sucesso de público, foi saudado como uma obra-prima.

E é de fato um genial acerto de contas da autora com o passado colonial de Portugal e com seu pai, um eletricista português radicado em Moçambique. O pai parece personificar Portugal: despreza e explora os nativos. O “melhor” de Moçambique ficava com os brancos: as boas praias, os bares, a vida cultural e social, as melhores oportunidades. Tudo isso é visto pelos olhos de Isabela, que lá nasceu em 1963 e teve que se mudar para Portugal nos anos 1970, durante o contexto da descolonização.

O livro é uma espécie de Carta ao pai (de Kafka), um acerto de contas num texto que mescla memória, ensaio, observação pessoal e ficção. O livro tem origem num blog da autora, canal pioneiro para tentar trazer mais realidade à narrativa edulcorada do Portugal africano. Até então, havia uma enxurrada de memórias cor de rosa e piedosas de brancos que nasceram e cresceram nas colônias portuguesas e que nunca tratavam das questões reais e duras do passado: a exclusão da população local (negra), os trabalhos subalternos e mal-remunerados destinados aos locais, o racismo.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Leitura- A Vida Assombrada

Ultimo lançamento de Kerouac o livro prometia bastante como "livro de formação ". Porem depois de ler Pigia fica uma impressão de um livro de deveria ser ainda muito mais trabalhado mas que tinha tudo para se tornar uma outra excelente obra de Kerouac. Vale também por seus comentários e cartas de deu pai .



Resenha: 
Jack Kerouac saltou para a fama em 1957, com a publicação do icônico On the Road. Anteriormente, publicara Cidade pequena, cidade grande (1950), seu romance de es­treia. Mas a década de 1940 já fora de gran­des projetos e intensa produção. Um dos textos então escritos, e que permaneceu inédito até há pouco, é A vida assombrada, um romance de formação que mostra o es­tudante universitário Peter Martin passan­do férias na sua pequena cidade natal. Numa prosa realista, tributária dos grandes nomes da literatura norte-ame­ricana da década de 1930 como Thomas Wolfe, vemos um rapaz em meio às tribu­lações americanas pós-New Deal e às vés­peras da entrada dos Estados Unidos na Se­gunda Guerra Mundial. Há uma vibração revolucionária no ar. Tendo, de um lado, o idealismo da juventude (seus amigos cogi­tam largar a faculdade para se alistar), e, do outro, o conservadorismo xenófobo do pai, Joe Martin, Peter tenta entender qual seu lugar nessa sociedade em transformação. Pelos planos de Kerouac, o romance teria três partes: “Casa” (aqui publicada), “Guerra” e “Mudança”. Ele iniciou a reda­ção em maio de 1944, terminando “Casa” no verão. As duas últimas partes não che­garam a ser escritas, e Kerouac julgava ter perdido o manuscrito num táxi (foi encon­trado décadas depois no armário do seu dormitório da Universidade de Columbia). O presente volume traz, juntamente com o texto ficcional (que se lê como uma obra integral), esboços, trechos de cartas e ou­tros documentos nos quais o autor faz re­ferências à escrita de A vida assombrada, e também correspondência entre ele e seu pai, Leo Kerouac – cuja personalidade serviu de inspiração para o intolerante Joe Martin –, além de outros materiais sobre sua vida e o início de sua carreira. Os fãs encontrarão aqui um Kerouac meticuloso, comprometido com um projeto artístico pessoal, muito diferente do beatnik hedonista evocado pelo imaginário da “prosa  espontânea”. Eis um retrato da formação literária do autor, mas também uma home­nagem a seus amigos tombados em combate e à própria juventude – um dos grandes temas kerouaquianos. 

terça-feira, 3 de julho de 2018

Leitura- O Crime do Cais do Valongo


Razoável este livro da premiada Eliane Alves Cruz. Li por conta de me manter atualizado com escritores afro descentes e por conta das recomendações ao livro. Mas sinceramente não fazem jus. Para quem leu um defeito de Cor este do Crime  ,fica a léguas de distancia


Resenha:
Um corpo amanhece em um beco, envolto em uma manta e com pequenas partes cortadas. O crime do cais do Valongo, de Eliana Alves Cruz, é um romance histórico-policial que começa em Moçambique e vem parar no Rio de Janeiro, mais exatamente no Cais do Valongo. O local foi porta de entrada de 500 mil a um milhão de escravizados de 1811 a 1831 e foi alçado a patrimônio da humanidade pela UNESCO em 2017. A história acontece no início do século 19 e é contada por dois narradores — Muana e Nuno — que conviveram com a vítima: o comerciante Bernardo Vianna

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Leitura-Leonardo da Vinci

Completa esta biografia de Leonardo .Abrange todas as facetas do ser humano sem deixar de fora nenhuma aparentemente. Mostra quão brilhante ele era , o quanto estava na frente de seu tempo e seu legado cientifico em todos os campos . Polímata como poucos . Apesar de na época ser  polímatas era a característica de um renascimento da ciência e da cultura

Resenha:
A biografia definitiva do mestre Leonardo da Vinci, assinada pelo autor dos best-sellers Steve Jobs: A biografia e Einstein: sua vida, seu universo.
Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia.
Leonardo criou duas das mais famosas obras de arte de todos os tempos, A Última Ceia e Mona Lisa, mas se considerava apenas um homem da ciência e da tecnologia — curiosamente, uma de suas maiores ambições era ser reconhecido como engenheiro militar. Com uma paixão que às vezes se tornava obsessiva, ele elaborou estudos inovadores de anatomia, fósseis, o voo dos pássaros, o coração, máquinas voadoras, botânica, geologia, hidráulica, armamentos e fortificações. A habilidade para entrelaçar humanidades e ciência, tornada icônica com o desenho do Homem vitruviano, fez dele o gênio mais criativo da história. 
Filho ilegítimo, à margem da educação formal, gay, vegetariano, canhoto, distraído e, por vezes, herético, o Leonardo desenhado nesta biografia é uma pessoa real, extraordinária pela pluralidade de interesses e pelo prazer que tinha em combiná-los. Um livro indispensável não só pelo caráter único de representar integralmente o artista Leonardo, mas como um retrato da capacidade humana de inovar, da importância de não apenas assimilar conhecimento, mas ter a disposição para questioná-lo, ser imaginativo e, como vários desajustados e rebeldes de todas as eras, pensar diferente.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Leitura - Biografia de Mahommah Gardo Baquaqua

Interessante este livro sobre a vida deste ex escravo. Um dos 1os registros que contam a visão de escravo sobre a escravidão. O livro eh muito carregado de discurso religioso e piegas valendo apenas pelo relato da vida de Baquaqua . No fundo o livro foi ditado e não sabemos o que tem efetivamente dele e efetivamente dos religiosos que já sabemos adoram distorcer os eventos reais



Resenha:
Mahommah Gardo Baquaqua nasceu em uma família muçulmana no final dos anos 1820, no reino de Bergoo, (atual Borgoo, no atual Benin), interior da África Ocidental. Quando jovem, foi escravizado na África Ocidental, dias depois foi traficado para o Brasil na década de 1840. Como escravo trabalhou numa embarcação comercial escapando em 1847. Liberto por abolicionistas na cidade de Nova York, depois seguiu para o Haiti. Ali, permaneceu sob os cuidados de um casal de missionários batistas, retornando aos Estados Unidos em 1849. Logo transferiu-se para o Canadá onde trabalhou com o editor Samuel Moore, responsável pela publicação de seu livro de memórias Biografia de Mahommah G. Baquaqua, um nativo de Zoogoo, no interior da África. Anos depois, viajou para a Inglaterra na esperança de voltar à sua terra natal, na África. O último registro histórico em sua referência é de 1857, após essa data desapareceu por completo. Nos primeiros sete capítulos de sua narrativa, Moore apresenta uma visão política e cultural da Bergoo, época da mocidade de Baquaqua, acrescidos de seus próprios comentários sobre o seu país, o islamismo e a escravidão.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Leitura- Viagem com um Burro pelas Cevenas


1o livro que leio de Stevenson. Simplesmente um grande escritor   Este pequeno livro já mostra toda capacidade literária e um estilo particular de captar a vida em sua volta . a burrinha eh uma personagem . Ótimo livro de um grande escritor.


Resenha:
Viagem com um burro pelas Cevenas foi o segundo livro escrito por Robert Louis Stevenson (1850-1894) – autor que se tornaria conhecido por obras infanto-juvenis como A ilha do tesouro e O médico e o monstro. Trata-se de um pitoresco diário narrando a travessia feita pelo autor escocês – acompanhado de uma jumenta, a quem chama de Modestine – pela cadeia montanhosa das Cevenas, no sul da França.

A aventura durou doze dias, de 22 de setembro, quando Stevenson partiu do vilarejo de Le Monastier, com a burrica e um saco de dormir, a 3 de outubro de 1878, quando ele chega a seu destino final, a cidade de Alais. Com fina ironia, o autor relata essa trajetória ritmada sobretudo pelo humor da teimosa Modestine, que ora empaca, ora decide sozinha a trilha a seguir. Cruza vilarejos carregados de história, cenários de batalhas das guerras protestantes do início do século XVIII, dorme em albergues, ou até numa abadia, mas sente que tem a “mais hospitaleira das recepções” quando passa a noite sob as estrelas, no que chama de “estalagem verde”.

Inédita no Brasil, a obra ganha edição especial da CARAMBAIA: o volume é revestido por um material que simula a pele de um burro, buscando aproximar o leitor da experiência narrada. Internamente, a disposição do texto – alinhado apenas pelas margens, sem quebra de parágrafos – recria o universo visual do percurso, fazendo com que se percorra as páginas do livro como quem segue uma trilha, pontuada por curvas, subidas, descidas, estreitos, planícies.

O livro traz um posfácio assinado pelo francês Gilles Lapouge, que faz uma leitura do relato do Stevenson a partir dos de outros escritores viajantes. E analisa a figura do burro, representada por Modestine, que, para ele, é a verdadeira autora da viagem e do relato.



segunda-feira, 18 de junho de 2018

Leitura- o Leao e a Joia

Boa esta pequena peça de teatro do ganhador do Premio Nobel de Literatura. Dentro de minhas leituras de artistas negros esta se coloca a altura de outros escritores que mostram a nova face de lutas do movimento negro.

Resenha:
O Leão e a Joia é uma fábula contemporânea que tem como cenário a pequena aldeia de Ilujinle, no país iorubá, onde a bela Sidi, a joia, é assediada por um jovem professor primário, Lakunle, treinado nos saberes ocidentais, disposto a erradicar a tradição em nome de uma europeização dos costumes, e por Baroka, o bale da aldeia, chefe tradicional e poderoso, que pretende, através do casamento com a jovem, manter o seu prestígio e poder, bem como perenizar a sua linhagem de leão da mata.
O autor explora com fino humor as situações de conflito, dentro das referências da cultura aldeã iorubá. O jovem professor modernizador tenta convencer sua amada das vantagens da ruptura com a tradição, ao passo que o velho Baroka, aos 62 anos, joga toda uma sabedoria ancestral para seduzir Sidi. Ele mesmo faz circular a falsa notícia de sua impotência sexual para depois convencer sua pretendida que o casamento com ela era uma prova para toda a aldeia da virilidade do velho leão, condição fundamental para a manutenção do seu poder e da continuidade da cultura tradicional.
Esta peça pode ser lida como uma busca de alternativas para as sociedades africanas no pós-colonialismo. A mera substituição de brancos por negros nas mesmas estruturas de poder colonial fracassou. A simples manutenção das culturas tradicionais não responde mais aos desafios da África contemporânea.
A escolha de Sidi pode ser a saída para a incorporação de novos personagens sociais (a mulher, por exemplo) em processos de modernização que respeitem as identidades tradicionais. Talvez este seja o verdadeiro sentido do “renascimento africano”.
O Leão e a Joia marca a estreia de Wole Soyinka no mercado editorial brasileiro; coube à Geração o privilégio de publicar este Prêmio Nobel de Literatura pela primeira vez no Brasil, país tão influenciado pela cultura africana. Este precioso volume é ainda valorizado pelo prefácio de um dos maiores especialistas em cultura afro-brasileira, o dr. Ubiratan Castro de Araújo, professor na UFBA e diretor da Fundação Pedro Calmon.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Leitura- Noticias do Mundo

Li este livro com base nas recomendações de uma palestra de filosofia de Francisco Elia. Não gostei do livro .Creio que por conta da tradução .Linguagem confusa e pretensiosa deste escritor francês que segundo consta esta na academia .Se isto fosse referencia o ex presidente José Sarney seria um brilhante escritor . O que sabemos que não eh . Me parece uma escrita tao  empolada quanto do Sr Serres.

Resenha:
Notícias do Mundo é fruto do espírito observador e filosófico de Michel Serres acerca do planeta em que vivemos. Através de 17 relatos, os quais o autor intitula de notícias, Serres nos oferece suas impressões do mundo, repleto de maravilhas da natureza, mas inserido em contradições absurdas e conflitantes, muitas delas provenientes da ação predatória do próprio homem. Essas notícias têm como protagonistas mulheres, homens ou crianças, mas também geleiras e dunas. Com sua experiência de mais de 30 anos como professor, Michel Serres desenvolveu uma nova relação com o mundo, mais apaixonada e sensível. Este livro é a primeira obra literária do pensador francês. Com uma linguagem descrita pelos críticos do Le Figaro como “de uma simplicidade majestosa”, Notícias do Mundo celebra a força da cumplicidade entre o homem e a natureza.

domingo, 3 de junho de 2018

Leitura- Anos de Formação -Os diarios de Emilio Renzi

Excelente este livro do Ricardo Piglia. Eh literatura na veia como se diz  . Muito bom reconhecer um verdadeiro literato . Além de estudioso da Literatura tem o domínio da técnica que aliado ao seu brilhantismo como escritor o colocam ao lado dos grandes.
Somos também levados a refletir sobre nossos anos de formação e pela luta para  atingimento de sonhos.

Resenha:

A partir das centenas de diários preenchidos ao longo da vida, o escritor argentino reconstrói seus anos de juventude com fabulação e fervor. Uma aposta na literatura. Em 1957, o adolescente Ricardo Emilio Renzi Piglia, morador de uma cidade nas cercanias de Buenos Aires, começou a escrever um diário. A princípio não parecia haver muita coisa para contar. Pequenas anedotas de família, a descoberta do amor, o cotidiano tedioso da Argentina do seu tempo, as primeiras grandes amizades, o entusiasmo pelos livros. Nos dez anos cobertos pelo volume, tempo decisivo entre o ingresso na universidade e a publicação de seu primeiro livro, A invasão, Piglia abraçou o anarquismo, se viu às voltas com algumas namoradas (que o despedaçaram emocionalmente) e, sobretudo, fez da leitura um ato criativo e da escrita uma forma de leitura mais potente. Também aparecem as bebedeiras, as longas caminhadas por uma Buenos Aires repleta de cafés e livrarias, o cinema (Godard e James Bond), Jorge Luis Borges, a política. Tudo reconstruído com a mão segura de um grande ficcionista. Estes diários (que podem ser lidos como um monumental romance de formação) são escritos por Emilio Renzi, alter ego que Ricardo Piglia elegeu em diversos livros para dar voz às suas obsessões. É a história de um artista quando jovem tentando encontrar o seu lugar no mundo, entre erros e acertos. Um livro central para o nosso tempo, escrito numa prosa altamente literária que não abdica da discussão de ideias, do prazer do texto e da imaginação mais poderosa.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Leitura - O Gene Egoista


Este livro eh considerado um dos 100 melhores de não ficção em lingua inglesa.  Trata-se de excelente trabalho teórico desenvolvido por Dawkins
Resenha:
O mundo do gene egoísta é um mundo de competição selvagem e exploração impiedosa. Mas que dizer então dos actos de aparente altruismo que encontramos na natureza -- as abelhas que cometem suicídio para proteger a colmeia ou os pássaros que arriscam as vidas para avisar os bandos da aproximação de um falcão? Será que contradizem a lei fundamental do egoísmo dos genes? De forma alguma: Dawkins demonstra que o gene egoísta é também um gene subtil. E acalenta a esperança de que a nossa espécie -- e apenas ela -- consiga rebelar-se contra os desígnios do gene egoísta. Este livro é uma chamada às armas. É um manual e um manifesto, e agarra o leitor como um thriller. «Este livro pode -- e deve -- ser lido por quase toda a gente. Descreve com grande talento o novo rosto da teoria da evolução.» Science

terça-feira, 8 de maio de 2018

Leitura- Sonhos de Einstein

Muito bacana este livro que nos mostra as leis da física em prosa. Vivenciamos cada lei como se estivéssemos num mundo particular . Leitura curta mas interessante

Resenha:
Corre o fim da primavera e o início do verão de 1905. Em Berna, cidade suíça à sombra dos Alpes, pacata e sistemática como um relógio, vive um jovem de 26 anos chamado Albert Einstein. Este simples funcionário do Escritório Suíço de Patentes vem tendo sonhos perturbadores, todos eles ligados aos mistérios do tempo e do espaço. Num deles, por exemplo, o tempo transcorre todo num único dia — nascimento, vida e morte. Em outro, não existe futuro. E há também o sonho em que causa e efeito ligam-se de maneira imprevisível, desvinculando os atos de suas consequências...
Nesses verdadeiros poemas em prosa que são os trinta sonhos do jovem Einstein, Alan Lightman nos oferece a própria condição humana, propondo uma aventura encantadora entre a lógica e a poesia, entre o abismo da contemplação existencial e a ironia bem-humorada.
Traduzido para mais de trinta línguas, o romance foi fonte de inspiração para dramaturgos, bailarinos, músicos e outros artistas do mundo inteiro.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Leitura - Pedro Paramo

Apos tentativas de leitura deste livro na decada de 80 finalmente li esta Obra Prima. O curioso eh que me chamou a atenção a semelhança com o livro que ganhou o Booker Prize de 2017 "Lincoln no Bardo"  que acabei de ler . Ambos excelentes mas me parece que Pedro Paramo inspirou este livro o que nao tira seu merito.


Resenha: 
"Pedro Páramo" (BestBolso) é o primeiro de dois livros lançados em toda a vida de Juan Rulfo. O enredo, simples, trata da promessa feita por um filho à mãe moribunda, que lhe pede que saia em busca do pai, Pedro Páramo, um malvado lendário e assassino.
Juan Preciado, o filho, não encontra pessoas, mas defuntos repletos de memórias, que lhe falam da crueldade implacável do pai. Vergonha é o que Juan sente. Alegoricamente, é o México ferido que grita suas chagas e suas revoluções, por meio de uma aldeia seca e vazia onde apenas os mortos sobreviveram para narrar os horrores da história.
O realismo fantástico como hoje se conhece não teria existido sem esse livro, é dessa fonte que beberam o colombiano Gabriel García Márquez e o peruano Mario Vargas Llosa, que também narram odisséias latino-americanas.
O romance mais aclamado da literatura mexicana faz parte da lista dos cem melhores livros de ficção do século 20, votação organizada pelo caderno "Mais!" da Folha em 1999.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Leitura- A Mente Organizada

Para minha frustração o livro trata mais de raciocínio estatístico do que como realmente funciona a mente . Vários formas de interpretação via neurociência do funcionamento do cérebro recaem em estatística e probabilidade por ser a forma mais racional de se tomar decisões e recuperar informações . E o livro simplesmente nos ensina a raciocinar probalisticamente , o que para um estatístico já eh um fato . Pouco acrescenta


Resenha:
Poderia a boa e velha organização ser o segredo fundamental para se navegar no mar de informações do mundo moderno? Enquanto notícias, textos, contas e aplicativos invadem nosso cotidiano, espera-se que tomemos rapidamente decisões cada vez maiores. Em capítulos instigantes sobre temas que vão desde a gaveta bagunçada da cozinha até cuidados com a saúde, David Levitin apresenta avanços recentes nos estudos sobre o cérebro e mostra métodos que podemos aplicar no dia a dia para adquirir uma sensação de controle sobre a maneira como organizamos nossos lares, nossos ambientes de trabalho e nossas vidas.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Leitura - Contos da Tartaruga Dourada


Livro importante para se entender a cultura Coreana. Através de sua prosa aprendemos um pouco da formação dos valores e etica coreanos , da historia da formação do Pais  de como se moldou o povo e sua visão de mundo , tão diferente e distante da nossa .Além de tudo apresenta uma prosa que se aproxima da Literatura Fantástica.



Resenha:
O conjunto dos "Contos da Tartaruga Dourada", escrito no século XV, é considerado o ponto fundador da prosa coreana. Conectadas por ideias sobre o amor romântico, a interação entre o mundo dos vivos e o dos mortos e comentários sobre política e religião, as histórias forneceram um modelo de romance que seria usado em séculos por vir. O livro, recheado de referências aos clássicos chineses, combina a prosa às poesias e canções, a literatura fantástica à filosofia, a erudição à sensualidade. A qualidade lírica das frases e a descrição sensível dos eventos rendem ao conjunto a sofisticação de um romance. Outro ponto de interesse no estilo narrativo de Kim Si-seup é o sincretismo entre elementos xamânicos, budistas, taoístas e neoconfucionistas. "Um jogo de varetas no Templo das Mil Fortunas" traz um protagonista que desafia o Buda pela promessa de um amor eterno. Em "Yi espreita por cima da mureta", a união improvável de um casal é atravessada pela turbulência da guerra. "Embriaguez e Deleite no Pavilhão Azul" mostra o encontro extranatural de um poeta com uma descendente da realeza. "Visita à Terra Flutuante das Chamas do Sul" tem como centro um embate de ideias filosóficas e religiosas entre um estudioso e um rei do submundo. Já "O banquete esvanecido do palácio do Fundo das Águas" conclui e arremata a reunião revisitando temas das histórias anteriores e mostrando um personagem em caminho de iluminação. As histórias se passam em diversos locais dos reinos coreanos e os protagonistas se veem imersos em experiências fantasmagóricas inexplicáveis a eles e alienantes para aqueles que os rodeiam. Em meio às aventuras sobrenaturais, o autor também oferece detalhes da sociedade da época e dos modos de vida considerados louváveis - que os personagens apresentados nunca conseguem atingir e com os quais se chocam na busca pelos seus desejos. O encontro entre o real e o irreal marca um descompasso entre as formas de realização pessoal e a estrutura política e simbólica vigente, conflito comum em épocas de ruptura, como a que os reinos coreanos viviam. Estes fios condutores podem permitir também que o livro seja lido como a história caleidoscópica de um só personagem.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Leitura- Lincoln no Limbo

George Saunders ganhador do Man Booker Prize de 2017 consegue escreve sobre fantasmas e espiritismo sem ser piegas e religioso . Um livro que mostra que existe beleza e pura literatura em temas que poderiam resvalar para reforçar visões de religiosidade . Uma descoberta

Resenha:
Com a morte do filho ainda na infância, Abraham Lincoln, o presidente mais importante da história da democracia, vê seu mundo desmoronar. Em plena Guerra Civil, Lincoln esquece o país em conflito para lamentar, no limite da loucura, a morte do filho. Noite após noite, dirige-se à capela do cemitério para abraçar o cadáver do jovem Willie.
A partir desse acontecimento histórico, o escritor George Saunders rejeita as convenções literárias realistas e compõe uma narrativa passada no além — no limbo do título, ou melhor, no “bardo” do budismo tibetano, o estágio intermediário entre a morte e o renascimento. Lá, acompanhamos a jornada do jovem Willie, incapaz de aceitar que está morto. Um romance surpreendente, que reinventa o gênero de forma radical. 
Alternando registro metafísico e documentos históricos e sem medo de abraçar o experimentalismo, Saunders coloca em movimento questões existenciais, históricas e políticas e cria uma obra absolutamente única no cenário contemporâneo.

“Nunca antes eu havia lido um romance desse jeito, em permanente estado de eletrização, com os olhos marejados e um nó na garganta do começo ao fim. Lincoln no limbo não dá trégua ao encanto do leitor. Uma preciosidade.” — Bernardo Carvalho

“Um livro que transforma a literatura tal como a conhecemos, que modifica nossa maneira de ler e de escrever. É uma história de fantasmas recontada com brilhantismo, uma narrativa sobre a fragilidade do ser humano e sobre tudo aquilo que está além deste mundo.” — Lila Azam Zanganeh

domingo, 1 de abril de 2018

Leitura - O Vendido


Não tem erro ganhou o Man Booker Prize : livro bom . Se o escritor eh bom só iremos ver mais tarde pela continuidade.
Paul Beatty faz uma critica por demais acida da sociedade americana e do racismo . Além disto tem um humor corrosivo. Excelente livro




RESENHA:
Nascido em Dickens, no subúrbio de Los Angeles, Eu, o narrador de O vendido, passou a maior parte da juventude como cobaia para estudos raciais realizados por seu pai, um polêmico sociólogo. Quando o pai é subitamente morto em um tiroteio com a polícia e é anunciado que Dickens será varrida do mapa da Califórnia por motivos políticos e econômicos, Eu tenta salvar a cidade através de um controverso experimento social: instalar uma segregação racial às avessas. Vencedor do Man Booker Prize de 2016, O vendido é uma critica mordaz a respeito de questões raciais ainda tão presentes – nos Estados Unidos, mas também no Brasil de nossos dias.

Leitura Fé e o Fuzil- Paes Manso

  RESENHA:  Depois de esmiuçar o mundo do crime no Rio de Janeiro em A REPÚBLICA DAS MILÍCIAS, livro que conquistou o prêmio Jabuti de 2021 ...