segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Leitura -História Universal da Infâmia e outras histórias

Já havia lido Borges na adolescência . Resolvi ler este História da Infâmia para recordar sua escrita. Borges eh um erudito .Um Mil e uma noites com alta sofisticação .Para que sua leitura seja aproveitada eh bom ter uma enciclopédia ao lado. Sem isto eh como ler o Inferno de Dante sem referencias . Alguns contos são chatos e me parecem com obrigação de serem kafkianos e estranhos .Mas eh uma boa leitura . Não se trata de um Literato na acepção da palavra mas um excelente escritor de contos e contador de estórias 

 Resenha e resumo :historia universal da infâmia e outros contos :Elogio da Sombra ,O informe de Brodie, O livro de Areia e historia universal da infâmia. 


Antes de tudo, este é um livro divertido e inteligentíssimo, guardando surpresas para o leitor a cada frase. Sendo um exercício de aprendizagem para o autor, que se iniciava na arte da narrativa curta no começo da década de 1930, é ao mesmo tempo um texto de livre experimentação, uma vez que nele Borges se permite ousadias de invenção sobre histórias alheias e próprias, em larga medida inspirado pelas releituras de Stevenson, pela prosa de Marcel Schwob, pelos filmes iniciais de Josef von Sternberg, além da pintura, estimulado, quem sabe, por sua amizade com os pintores Xul Solar e Pedro Figari. Embora as histórias que compõem o volume tenham sido tiradas, em grande parte, de livros de outros autores, o trabalho abissal de reescrita é a novidade, complexa e de grande força expressiva, pois depende da criação incomum de pormenores circunstanciais de longo alcance que, por meio de sua concretude e particularidade, ampliam e adensam os significados dos argumentos que aproveita, imprimindo-lhes um sentido inesperado. São obra de um leitor mais tenebroso e singular que os bons autores, como se anuncia num de seus dois prólogos notáveis.

domingo, 27 de setembro de 2020

Leitura- Tupinilandia

 


Este eh o 3o livro que leio de Samir .Com certeza o pior dos 3 . Uma copia mal desenhada de Jurrasic Park .Podia ter feito uma critica aos conservadores e extrema- direita usando a criatividade dos 2 outros livros que sao  ótimos . Uma perda de tempo .

Resenha: No início dos anos 1980, com o Brasil rumando para a abertura política, um industrialista constrói em segredo um parque de diversões. Batizado de Tupinilândia, o parque funcionaria como uma celebração do nacionalismo e da nova democracia que se aproximava. Todavia, durante um fim de semana em que se testavam as operações do parque, um grupo de militares invade o lugar e faz funcionários e visitantes de reféns.


Duas décadas depois, um arqueólogo especialista em nostalgia, e desde a infância obcecado pelo mito de Tupi­nilandia, recebe autorização para mapear o local, que está prestes a ser alagado pela hidrelétrica de Belo Monte. Ao chegar com sua equipe, descobre um terrível segredo, e a partir daí as duas pontas do romance se unem numa aventura literária pelo passado recente do Brasil e pela memória dos anos 1980.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Leitura- Acqua Alta

 


Não conhecia Donna Leon. Livro clássico de literatura policial. Muito bem escrito e do tipo que prende até você finalizar.

 Resenha: Num chuvoso domingo de inverno, a arqueóloga americana Brett Lynch recebe uma inesperada visita no apartamento que divide com a namorada — a cantora lírica Flavia Petrelli — e acaba brutalmente espancada. O comissário Guido Brunetti, velho conhecido da diva do Scala, assume o caso e, com a ajuda de um pintor e conoisseur, desvenda os códigos internos do mercado de antiguidades e uma complexa rede de negociações espúrias. Por trás de tudo, paira a sombra da Máfia siciliana, que parece influenciar todos os setores da economia italiana.

A ficção policial de Donna Leon novamente vai além de vítima e criminoso, tirando proveito do contexto sociopolítico e dos mistérios e charme de sua cidade cenário, agora envolta nas brumas que dão o tom sinistro a essa história de violência e dissimulação.

domingo, 13 de setembro de 2020

Leitura- O Naufrágio das Civilizações

 




Já havia lido As Cruzadas vistas pelos Árabes. Este livro junta numa tese tudo que  vinha discutindo e pensando sobre o Mundo .Excelente reflexão sobre o momento atual e futuro . Além do mais suas analises nao tem viés conservador ou progressista mas sim humanista.Altamente recomendado

Resenha:

Autor do bestseller As Cruzadas vistas pelos árabes revisita o século XX e demonstra, neste livro altamente oportuno, como as civilizações se lançaram à deriva e se encontram, agora, diante de um iminente naufrágio.
Os Estados Unidos, embora continuem sendo a única superpotência, estão perdendo toda a autoridade moral. A Europa, que ofereceu aos seus povos e ao resto da humanidade o projeto mais ambicioso e reconfortante do nosso tempo - a União Europeia -, está desmoronando. O mundo árabe-muçulmano mergulha numa crise profunda, agravada por um islamismo cada vez mais radical. As tensões identitárias, em grande parte fomentadas pelas ondas nacionalistas, nunca foram tão exacerbadas. Grandes nações "emergentes" ou "renascidas", como a China, a Índia e a Rússia, irrompem no palco mundial numa atmosfera nociva, na qual reina a lei do mais forte e do cada um por si. Sem falar das graves ameaças, intensificadas pela aventura ultraliberalista, que pesam sobre o planeta (devastação do meio ambiente, abismo social, pandemias) e só podem ser enfrentadas por meio da cooperação global.

Neste livro abrangente e poderoso, Maalouf atua como espectador e escritor comprometido, às vezes recontando eventos importantes dos quais foi uma das raras testemunhas oculares, destacando-se então como historiador acima da própria experiência. Por mais de meio século, o autor observou o mundo, viajando pelos seus quatro cantos. Estava em Saigon no final da Guerra do Vietnã, em Teerã durante o advento da República Islâmica do Irã, viajou com o entourage que repatriou o aiatolá Khomeini após seu exílio e estava em Nova York quando as Torres Gêmeas vieram abaixo – evento após o qual o mundo não seria o mesmo.

O livro contém um posfácio especial à edição brasileira, com as últimas reflexões do autor sobre a pandemia de Covid-19.

KINDLE



sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Leitura- Nove Vidas

 



Bom livro mas não empolga .Muito burocrático como jornalismo. O que se salva sao algumas estórias pessoais pouco exploradas

Resenha:

Há anos que a Índia é objeto de fascínio do Ocidente. Se por um lado a nação se torna um gigante cada vez maior no ranking das economias mundiais, de outro ela continua a atrair milhares de pessoas em busca de experiências transcendentais ou algum tipo de revelação. O escritor William Dalrymple também tem um longo namoro com o país: escreve sobre ele há mais de vinte anos, e divide seu tempo morando entre Nova Delhi e a Escócia.

Em Nove vidas, ele faz uma nova abordagem dos relatos de viagem: em vez de escrever sobre a sua experiência nos lugares que visitou, ele busca personagens extraordinários e deixa que eles contem suas histórias. A partir desses encontros, ficamos conhecendo figuras muito mais curiosas que os tradicionais gurus de ioga. É o caso, por exemplo, do cantor de épicos do Rajastão, um pastor que, apesar de analfabeto, sabe de cor os 4 mil versos centenários de A epopeia de Pabuji. Ou da monja jainista que ainda adolescente cortou todos os laços com a família e abriu mão de qualquer tipo de apego para vagar pelo mundo descalça, dedicando-se a sua fé.

Seja na conversa com uma prostituta do templo — oferecida por seus pais quando criança para servir à deusa Yellamma e hoje ameaçada pela aids — ou com artesãos que estão seguros de que as estátuas de bronze que fabricam são encarnações dos deuses, Dalrymple tem sempre um olhar respeitoso e fascinado pela cultura indiana, sem qualquer julgamento moral das formas mais heterodoxas de crenças que sobrevivem num país tão diverso e enigmático.



domingo, 6 de setembro de 2020

Leitura- A Soma de Tudo

 







Resenha:



Excelente este quadrinho de Lourenço  Mutarelli de quem li varios livros. Mutarelli eh hoje um dos maiores escritores brasileiros. O quadrinho de sua época áurea é fantastico .Diomedes é demais

Leitura- Romances de Patrick Melrose

 




Recomendado a partir de um Livro de Ulanin este romance concorrente do Booker Prize eh excelente . Vale a pena buscar os demais.Acido seco e corrosivo. o capitulo sobre a época de drogado de Patrick eh inesquecível como relato de uma vida degradante e que busca a aniquilação

Resenha: 

Por quase vinte anos, o escritor Edward St. Aubyn retratou a vida de Patrick Melrose e o memorável universo de decadência, amoralidade, ganância, esnobismo e crueldade que marcam as relações e o modo de vida de uma classe social ultra-privilegiada. Como uma espécie de espelho da vida trágica do próprio escritor, os romances são um exercício literário brilhante de exorcizar seus demônios. Este primeiro volume reúne três dos cinco livros que compõem o ciclo de ficção vivamente aclamado pela crítica: Não importa, Más notícias e Alguma esperança.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Leitura- Amada

 


Este eh um livro obrigatório da literatura norte americana. Toni Morrison retrata de forma altamente sofisticada a vida dos negros americanos por secessão e todo sofrimento antes durante e depois da guerra civil. Nos permite viver a dureza e crueza de suas vidas de forma altamente realista . a construção literária eh de dificil leitura algumas vezes mas flui bem

Resenha:

Livro mais conhecido da escritora americana Toni Morrison, prêmio Nobel de Literatura de 1993, o romance, republicado agora no Brasil pela Companhia das Letras, ganhou o Pulitzer de 1988 e em 2006 foi eleito pelo New York Times a obra de ficção mais importante dos últimos 25 anos nos Estados Unidos. Em 1998 recebeu uma adaptação cinematográfica, com Oprah Winfrey no papel principal.

A história se passa nos anos posteriores ao fim da Guerra Civil, quando a escravidão havia sido abolida nos Estados Unidos. Sethe é uma ex-escrava que, após fugir com os filhos da fazenda em que era mantida cativa, foi refugiar-se na casa da sogra em Cincinnati. No caminho, ela dá à luz um bebê, a menina Denver, que vai acompanhá-la ao longo da história.
Amada tem uma estrutura sinuosa, não-linear: viaja do presente ao passado, alterna pontos de vista, sonda cada uma das facetas que compõem esta história sombria e complexa. Considerado um clássico contemporâneo, faz um retrato a um tempo lírico e cruel da condição do negro no fim do século XIX nos Estados Unidos.


segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Leitura-O Romance Luminoso

 Sensacional este romance de Mario Levrero. Com certeza um dos maiores escritores latino-americanos. Lembre demais a escrita de Roberto Bolano .Com a mesma criatividade e maestria na escrita nos faz querer

mais e mais de sua escrita maravilhosa. Altamente recomendado

Resenha:No ano 2000, Mario Levrero recebeu uma bolsa da Fundação Guggenheim para terminar de escrever O romance luminoso. O livro tinha sido iniciado em 1984, na mesma época em que o autor, endividado, se mudou de Montevidéu para Buenos Aires à procura de trabalho. Com a bolsa, em vez de se dedicar ao romance, no entanto, Levrero se lançou à escrita febril de um diário da escrita do romance, diário este que se tornaria, ele mesmo, o seu magistral O romance luminoso. O livro narra em detalhes as confusões cotidianas de um homem de sessenta anos. Estão aqui todos os tiques de um narrador obsessivo tomado por fobias e superstições. Para o autor uruguaio, a possível transcendência só poderia surgir da repetição de manias que atribui à vida real sua condição de permanente adiamento. Assim, a procrastinação e a busca deste livro “luminoso” são a própria matéria de que são feitas as horas, e a aventura literária se insinua através de idas e vindas da espera simbolizada pelos relatórios irônicos do andamento do projeto ao “Sr. Guggenheim”, por visitas amorosas, madrugadas insones em frente ao computador, a busca pelo significado dos sonhos, passeios pelas ruas de Montevidéu e advertências, prefácios, prólogos e epílogos.

“Um dia enfim abri O romance luminoso e fui com ele até a derrota final, incapaz de deixar de lado esse tão fascinante herói da escrita.” — Enrique Vila-Matas

“Enquanto seus contemporâneos continuavam publicando versões rotineiras do grande romance latino-americano, Levrero construía uma literatura nova; uma obra que via com ceticismo os caminhos do boom e que se opunha a toda pressão normalizadora. Ele não queria fundar ou confirmar ou refutar mitologias: queria escrever, somente, solitariamente.” — Alejandro Zambra

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Leitura- Como ser conservador

 



Tenho lido livros para entender a onda conservadora que invade o mundo atual . Roger eh um dos maiores pensadores do conservadorismo e seus livros ensinam como entender o conservadorismo e suas bases filosóficas . Ficam mais claras as politicas ações e linhas de pensamento dos governos de direita -apesar de Roger não gostar deste termo. E de que nem sempre os governos de direita adotam apenas politicas conservadoras mas varias que as vezes se confrontam com elas

Resenha:

O filósofo político inglês Roger Scruton construiu sua reputação ao empregar a sua inteligência na reflexão e divulgação do pensamento conservador. É um pensador que sabe conjugar de forma exemplar um raciocínio profundo com um texto sofisticado e preciso.
O tema central deste livro é o conservadorismo. E é a partir da apresentação teórica e prática do pensamento conservador em suas várias dimensões na vida em sociedade que Scruton examina e explica como ser um conservador. E o faz com uma habilidade grandiosa para expor teoria e análise de maneira clara e concisa sem simplificá-las ou vulgarizá-las. Essa maestria permite ao leitor encerrar a leitura com a percepção de que aprendeu algo valioso e com o sentimento de que pertence a uma tradição, mesmo que ainda tenha que descobri-la. Trata-se de obra de suma relevância para o Brasil neste momento de indizível interesse pelas ideias conservadoras.


sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Leitura- Qualquer coisa serve


Este livro do filosofo conservador Theodore Dalrynple eh bastante interessante e criativo e uma forma conhecer as idéias e os conceitos do conservadorismo liberal. Não me atrai como pensamento exceto que em certos pontos tem alguma lucidez mas se mostra -no fundo- preconceituoso e retrogrado . 

Resenha: Com esta antologia de ensaios escritos entre 2005 e 2009 para o New English Review, Theodore Dalrymple propõe aos leitores uma pausa para a reflexão sobre o apodrecimento moral da cultura moderna e o efeito pernicioso do politicamente correto na sociedade.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Leitura- Atlas de Nuvens

Excelente livro . Super bem escrito . Poderia ser um pouco menor pois das estórias  que se encadeiam, duas  são excessivamente longas , mas nada que tire o brilhantismo do livro

Resenha :

Neste que é um dos romances mais importantes da atualidade, David Mitchell combina o gosto pela aventura, o amor pelo quebra-cabeça nabokoviano e o talento para a especulação filosófica e científica na linha de Umberto Eco, Haruki Murakami e Philip K. Dick. Conduzindo o leitor por seis histórias que se conectam no tempo e no espaço — do século XIX no Pacífico ao futuro pós-apocalíptico e tribal no Havaí — Mitchell criou um jogo de matrioskas que explora com maestria questões fundamentais de realidade e identidade.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Leitura -Analectos

Confucio devia servir de exemplo aos governantes e executivos do setor publico e privado bem como para qualquer cidadão. Palavras e conceitos como elevada moral , ética , benevolência  retidão e sabedoria  tão em falta nos dias de hoje ajudam a melhorar nossas vidas e o País

Resenha:
Os ensinamentos de Confúcio (551-479 a.C.) tão lidos na China ao longo do tempo como a Bíblia foi no Ocidente estão reunidos em Os analectos, trabalho de compilação realizado por seus discípulos. O grande pensador chinês, mais do que uma filosofia, criou uma diferenciada visão de vida, na qual o ponto central é o homem moralmente ideal. Os vinte livros que compõem o Lun yü, comumente conhecido como Os analectos, reúnem um conjunto de elevados valores éticos que conduzem o homem na busca da excelência moral, a partir do cultivo de princípios como benevolência, sabedoria e coragem.Confúcio teve ainda em a vida a reputação de sábio. Embora fosse de descendência nobre, nasceu em circunstâncias bastante humildes no reino de Lu, na atual província de Shantung. Após um afastamento de dez anos, retornou à cidade natal, onde passou o resto da vida ensinando a um grupo de talentosos e devotados discípulos sobre o conceito central de sua vida, o chün tzu: um homem cujo caráter contém a virtude da benevolência e cujos atos estão de acordo com os ritos e a retidão.Esta edição se baseia na tradução do chinês para o inglês por D. C. Lau que, juntamente com um grupo de especialistas, reuniu e analisou os ensinamentos de Confúncio. Esse trabalho conjunto resultou em uma versão comentada, que conta ainda com um glossário de nomes de pessoas e lugares citados ao longo do texto e três apêndices: o primeiro, sobre a vida de Confúcio, acompanhado de uma cronologia, o segundo, sobre os discípulos responsáveis pela compilação do texto, e o terceiro, sobre a historiografia de Os analectos.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Leitura - O Castelo

2 o livro de Kafka que leio: o 1 o foi A Metamorfose . Este livro mostra toda a angustia e nonsense de um ambiente que oprime o protagonista, quem narra a estória e quem lê .Todos ficam ao sabor das mais inusitadas experiências e situações aparentemente sem significado . Só tem sentido para aqueles que defines as regras
que regulam todo andamento da estória . Muito bom livro .Mas poderia ser um pouco mais curto.
Resenha:
O agrimensor K. chega a uma aldeia coberta de neve e procura abrigo num albergue perto da ponte. O ambiente sombrio e a recepção ambígua dão o tom do que será o romance. No dia seguinte o herói vê, no pico da colina gelada, o castelo: como um aviso sinistro, bandos de gralhas circulam em torno da torre.
O personagem, K., nunca conseguirá chegar até o alto, nem os donos do poder permitirão que o faça. Em vez disso, o suposto agrimensor - mesmo a esse respeito não há certeza - busca reivindicar seus direitos a um verdadeiro cortejo de burocratas maliciosos, que o atiram de um lado para outro com argumentos que desenham o labirinto intransponível em que se entrincheira a dominação.
O castelo - Fausto do século XX consolidado como um dos pontos mais altos da ficção universal - mostra a extensão completa do termo kafkiano.

sábado, 25 de julho de 2020

Leitura- A marcha da insensatez


Excelente livro de Barbara Tuchman. Muita pesquisa e informação . Poucas pessoas baseiam suas teorias com tanto detalhe e informação histórica. Livro com muita profundidade e muito coerente;
Resenha: Coerente, minuciosa e extremamente inteligente, a historiadora Barbara W. Tuchman, duas vezes laureada com o Prêmio Pulitzer, destaca neste livro um dos maiores paradoxos humanos: a insistência dos governos em adotarem políticas contrárias aos próprios interesses.


A Marcha da Insensatez aponta quatro conflitos históricos em que ações equivocadas tiveram consequências desastrosas para milhares de pessoas: a Guerra de Troia, a reforma protestante, a independência dos Estados Unidos e a Guerra do Vietnã. Tais episódios mostram a impotência da razão ante os apelos da cobiça e os interesses individuais.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Leitura- No seu pescoço



2o livro de Adichie que leio .Trata-se de grande escritora que consegue retratar sua cultura e as injustiças e opressão 
que perseguem tanto o povo africano - na Africa e no mundo -quanto as mulheres em uma cultura ancestral extremamente machista. 

Resenha:
A escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie vem conquistando um público cada vez maior, tanto no Brasil como fora dele. Em 2007, seu romance Meio sol amarelo venceu o National Book Critics Circle Award e o Orange Prize de ficção, mas foi com o romance seguinte, Americanah, que ela atingiu o volume de leitores que a alavancou para o topo das listas de mais vendidos dos Estados Unidos, onde vive atualmente. Ao trabalho de ficcionista, somou-se a expressiva e incontornável militância da autora em favor da igualdade de gêneros e raça.
Agora é a vez de os leitores brasileiros conhecerem a face de contista dessa grande autora já consagrada pelas formas do romance e do ensaio. Publicado em inglês em 2009, No seu pescoço contém todos os elementos que fazem de Adichie uma das principais escritoras contemporâneas. Nos doze contos que compõem o volume, encontramos a sensibilidade da autora voltada para a temática da imigração, da desigualdade racial, dos conflitos religiosos e das relações familiares.
Combinando técnicas da narrativa convencional com experimentalismo, como no conto que dá nome ao livro — escrito em segunda pessoa —, Adichie parte da perspectiva do indivíduo para atingir o universal que há em cada um de nós e, com isso, proporciona a seus leitores a experiência da empatia, bem escassa em nossos tempos.

sábado, 18 de julho de 2020

Leitura- Trilhas Longinguas de Oku




Excelente livro de viagem do maior poeta de Haikai japonês Bashô. Parece com o Viagem com um Burro nas Cevenas de R L S 
só que com muito mais lirismo. delicadeza e poesia . 


Resenha: Trilhas longínquas de Oku é o mais famoso relato de viagem do mais importante haicaísta de todos os tempos no Japão, Matsuo Bashō. Esta é a primeira edição brasileira completa e bilíngue, realizada diretamente a partir do texto em japonês clássico, por uma especialista em literatura japonesa. Ela é fruto de anos de experiência em tradução e pesquisa sobre Bashō e sua obra, e coroa a carreira de uma das mais proeminentes tradutoras em atividade no Brasil. Este grande clássico da literatura japonesa nada mais é senão o diário da peregrinação que o velho (para os padrões então vigentes) poeta faz pelo norte e noroeste da maior ilha de um Japão feudal em fins do século XVII, quase sempre a pé e enfrentando grandes dificuldades, cansaço e perigos. E no percurso vai compondo os mais belos haicais inspirados pelas paisagens e locais de renome.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Leitura- A morte de Ivan Ilitch




Tolstoi eh gênio . Esta novela e a o Servo e o amo são as melhores que já li na vida . Literatura em alto nível sem idade nem tempo

Resenha: Em agosto de 1883, duas semanas antes de falecer, o escritor russo Ivan Turguêniev escreveu a Tolstoi: Faz muito tempo que não lhe escrevo porque tenho estado e estou, literalmente, em meu leito de morte. Na realidade, escrevo apenas para lhe dizer que me sinto muito feliz por ter sido seu contemporâneo, e também para expressar-lhe minha última e mais sincera súplica. Meu amigo, volte para a literatura!

O pedido de Turguêniev alude ao fato de que Tolstói havia então abandonado a arte e renegado toda sua obra pregressa para se dedicar à vida espiritual. Embora não se possa dizer com certeza em que medida as palavras de Turguêniev repercutiram em Tolstói, é certo que A morte de Ivan Ilitch, publicada em 1886, foi a primeira obra literária que ele escreveu após seu retorno às letras- e que se trata de um dos textos mais impressionantes de todos os tempos. Considerada por Nabokov uma das obras máximas da literatura russa- e por muitos uma das mais perfeitas novelas já escritas-, A Morte de Ivan Ilitch ganha agora nova edição em língua portuguesa, com tradução e posfácio de Boris Schnaiderman, e, em apêndice, texto de Paulo Rónai sobre o autor e sua obra.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Leitura- 451 .No 35 Jul 2020

Mais uma edição da 451. Me motivou a comprar e ler Bashô . Como sempre Djaimila Ribeiro. As resenhas do Livro sobre o vento e Voltaire gostei bastante


domingo, 5 de julho de 2020

Leitura - 451 Abr 2020



Mais uma edição de minha revista favorita. Este mês gostei demais do artigo da Djamila que esta cada vez melhor do Kalaf que me mostrou a beleza da nova musica africana e do Paulo Roberto sobre Svetlana e das resenhas de M o filho do seculo , de Simone Beauvoir e da Virginia Woolf sobre o disfarce de príncipe Abissínio 

Leitura- O Homem que Sorria Henning Mankell

  RESENHA: Henning Mankell confronta o inspetor-chefe da polícia de Ystad com o sempre sorridente e bronzeado Alfred Harderberg. Avesso a to...