terça-feira, 17 de novembro de 2020
Leitura-451-No 39 -Nov 2020
Leitura- Viagem ao redor de meu quarto
Muito bem humorado este libelo contra confinamento e prisão. De forma extremamente engraçada Xavier nos leva num passeio pelos seu quarto e pelos devaneios do "outro"
Resenha: Confinado em seu quarto após se envolver num imbroglio pré-carnavalesco (devidamente seguido de duelo), um oficial de família nobre vinga-se do aperto castrense e do despeito amoroso escrevendo um pequeno prodígio de leveza verbal e garantindo seu posto — singular, vale dizer — nas letras francesas. Parece bem contado demais para ser verdade, mas assim nasceu esta Viagem ao redor do meu quarto. Redigido na fortaleza de Turim e publicado pela primeira vez em 1795, o livrinho do tenente (e conde) Xavier de Maistre (1763-1852) é um exercício de risonha subversão de hierarquias, sejam elas militares, metafísicas ou literárias. Zombando das circunstâncias, o autor transforma os quarenta e dois dias de castigo em ponto de partida para uma paródia dos relatos de viagem, das dissertações eruditas e dos tratados de filosofia, confrontados aqui ao zigue-zague dos caprichos, ao curso errático dos pensamentos ou ainda às inclinações incontornáveis do corpo. Aos poucos, o sentimento e a fantasia vão tomando conta do cenário com uma irreverência que, sendo graciosa como só o século XVIII sabia ser, mostrou-se cheia de sugestões sediciosas para as gerações seguintes: Nietzsche foi leitor da Viagem, e Machado de Assis havia de saber o que estava fazendo quando inscreveu suas Memórias póstumas de Brás Cubas na linhagem da “forma livre de um Sterne ou de um Xavier de Maistre”.
“A Viagem ao redor do meu quarto é uma das autobiografias mais originais e atrevidas já escritas.” (Susan Sontag)
sexta-feira, 13 de novembro de 2020
Leitura- Nada digo de ti que em ti não veja
Mais um livro de Eliane Alves. Sua escrita não tem erro boas estórias e uma literatura popular de qualidade . Já li seus 3 livros todos excelentes
Resenha: Uma cidade com milícia, racismo, fake news, delação premiada, conservadorismo, fanatismo religioso e ruas sujas. Parece 2020, mas esse é o Rio de Janeiro de 1732, ano no qual está ambientado o romance histórico “Nada digo de ti, que em ti não veja”, terceiro de Eliana Alves Cruz e o primeiro da autora premiada pela Pallas Editora.
A narrativa é eletrizante. Entre as temáticas, salta aos olhos a transexualidade, raras vezes presente em uma trama de época, e as fake news tão em voga, através de cartas anônimas que ameaçam revelar alguns dos segredos mais bem guardados dos integrantes das duas famílias ricas que se cruzam nas 200 páginas do título. “Nada digo de ti, que em ti não veja” é também, como adiantou Elisa Lucinda na apresentação, a história de um amor impossível, forte e verdadeiro.
domingo, 8 de novembro de 2020
Leitura -Dez de Dezembro
Acho que li uma recomedação deste livro na 451. Sensacionais os contos. Visão ácida sobre a américa de forma altamente alucinatória.
Resenha: Uma visão alucinante e sarcástica da vida contemporânea nos contos inventivos e emocionantes de um mestre da narrativa norte-americana.
Premiado, aclamado pela crítica, arrastando para si uma legião de adoradores da melhor ficção, Dez de dezembro é um verdadeiro acontecimento na narrativa breve de nossos dias. Seus dez contos formam um vasto painel da vida contemporânea, apresentando nossas neuroses, comédias de erros, relações amorosas e outros traços da realidade do século XXI. Com este livro que retoma a melhor tradição de contistas como John Cheever, Raymond Carver e David Foster Wallace, George Saunders, autor de romances, ensaios e outros volumes de contos, foi catapultado — merecidamente — para o centro da cena literária de seu país.
Pudera: seus contos, escritos com virtuosismo linguístico e formal e mesmo assim intensamente divertidos, tocantes e humanos, são um olhar a partir do cotidiano de todos nós. Os dramas e as delícias da classe média urbana, a relação entre pais e filhos, as pequenas imposturas que cometemos quando queremos agradar um desconhecido, tudo isso perpassa esse conjunto de narrativas inesquecíveis.
quarta-feira, 4 de novembro de 2020
Leitura- Seu paciente favorito
teve impacto transformador no seu entendimento ou na sua prática da psicanálise?
Posta a questão para dezessete psicanalistas de prestígio na França, a jornalista
Violaine de Montclos descortina em histórias curtas e densas, o alcance,
a coerência e a intensidade das relações psicanalista-paciente e a atualidade
do saber psicanalítico
Leitura-Agua por todos os lados
Resenha:
O novo trabalho de Leonardo Padura é uma celebração dos elementos que fazem de sua voz uma das mais proeminentes da literatura cubana nos últimos anos. Água por todos os lados apresenta ao leitor algumas das grandes paixões e inspirações de Padura, como a literatura, o beisebol, a cultura local e, de forma geral, sua terra natal: “Sou um escritor cubano que vive e escreve em Cuba porque não posso e não quero ser outra coisa, porque (e sempre posso dizer que apesar dos mais diversos pesares) preciso de Cuba para viver e escrever”.
Nas páginas dessa obra singular, o escritor nos apresenta um lado pessoal de seu processo de criação, revelando locais e tramas em que os personagens ganham vida, seus instrumentos de trabalho e suas inspirações: “Entre uma obsessão abstrata, quase filosófica, e o complicado processo de escrever um romance, há um longo período, cheio de obstáculos e desafios”.
Trata-se, então, de um relato brilhante de como transformar em material narrativo aquilo que no início se mostra apenas uma luz tênue na mente do autor e de como habilmente tecer isso com o vínculo de pertencimento mantido em relação a seu país. “Quando me perguntam por que vivo e escrevo em Cuba, tenho diversas respostas possíveis a oferecer. Prefiro, porém, a mais simples: porque sou cubano e tenho um alto senso do que esse pertencimento significa.”
domingo, 1 de novembro de 2020
Leitura-451 No 37 Set 2020
sábado, 31 de outubro de 2020
leitura- Bolivar -O Libertador da América
Excelente este livro sobre Bolívar . Além de super bem escrito e com muitos dados históricos e muita pesquisa nas Bibliotecas dos Eua foi escrito por uma jornalista peruana que teve seu tataravô e trisavô lutando em lados opostos na batalha que Libertou o Peru dos espanhóis . Tive também o prazer que conhecer um líder que pode se comparar aos maiores do Mundo e ate mesmo Gengis Khan em território abrangido . Bolívar deu 4 voltas na Terra em suas andanças e batalhas de Libertação.
Fantástico
Resenha: As paixões e as lutas de Simón Bolívar emergem em toda a sua potência nesta grandiosa biografia do homem que comandou as guerras de independência de uma imensa faixa territorial das Américas – hoje correspondente às fronteiras de seis países: Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador e Panamá.
A escritora e jornalista Marie Arana, norte-americana de origem peruana e colaboradora do Washington Post, traça no livro um dos retratos mais completos já feitos do Libertador da América, expondo com isenção política todas as suas contradições: de filho da aristocracia a jovem libertário, de gênio militar a guerreiro impiedoso, de revolucionário destemido a governante despótico, de herói perseguido no final da vida a mito de povos latino-americanos.
O trabalho rigoroso de reconstituição histórica alia-se em Bolívar à narrativa forte e dramática, que conduz o leitor aos salões das elites, às reuniões dos conspiradores, aos povoados miseráveis e aos campos sangrentos de batalha, trazendo à tona uma parte crucial da história das Américas que ajuda tanto a compreender o seu passado quanto a explicar o seu presente.
terça-feira, 27 de outubro de 2020
Leitura- 451 Agosto2020
Nesta 451 além das crônicas de PRP e Djaimilia Ribeiro, excelentes . gostei das resenhas de : Coraline -Neil Gaiman, A Maquina do Ódio de Patrícia Campos Mello, Lições de resistência sobre Luiz Gama de Ligia Fonseca, Nada digo de Ti de Eliane Alves Cruz de quem ja li os livros publicados , Taiyo Matsumoto , Sunny Vol1 e Violaine de Montclos :Seu paciente favorito.Mas de uma forema geral todas as resenhas muito boas
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
Leitura- 451 Outubro 2020
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
Leitura- Os 12 Cesares
Excelente este livro sobre os 12 1os Cesáres. Suetônio nos brinda com informações e fatos destes homens num trabalho histórico formidável . Temos muito a aprender em todos os sentidos com os exemplos e de como os Homens são extremamente perversos ao ter um poder ilimitado .Nao eh a a toa que tantos eram assassinados. Excelente livro
Resenha:
Embora pouco ou nada se saiba de preciso sobre a vida do autor de Os Doze Césares, parece, efetivamente, que teria nascido na época de Vespasiano e que seu pai servira na décima terceira legião romana como tribuno augusticlavo. Habilitado, pelas condições do seu nascimento, a seguir a carreira das armas e das letras, como era então costume em Roma, preferiu esta àquela. E, de facto, foi um homem de letras aplicado e laborioso. Através das cartas de Plínio o Moço, seu protetor, depreende-se que Suetônio era casado e pai de numerosos filhos. É Plínio quem o anima a abraçar o mister de advogado e de retórico. Mas o seu principal labor encontra-se nas numerosas obras literárias e históricas que escreveu. Quase todas desapareceram, e, entre as poucas que chegaram até nós, conta-se a vida dos Gramáticos e Retóricos Ilustres. Graças à nomeada que ganhou com os seus trabalhos, veio a conquistar a amizade do imperador Adriano, que fez dele seu secretário ou epistolarum register. Nessa situação pôde Suetónio consultar os arquivos do Estado e, inclusivamente, percorrer a correspondência de Augusto.
Malquistado com o imperador por causa da imperatriz Sabina, caiu em desgraça junto de Adriano e foi, depois disso, no retiro a que então se votou, que se consagrou a escrever a vida de Os Doze Césares.
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
Leitura -História Universal da Infâmia e outras histórias
Já havia lido Borges na adolescência . Resolvi ler este História da Infâmia para recordar sua escrita. Borges eh um erudito .Um Mil e uma noites com alta sofisticação .Para que sua leitura seja aproveitada eh bom ter uma enciclopédia ao lado. Sem isto eh como ler o Inferno de Dante sem referencias . Alguns contos são chatos e me parecem com obrigação de serem kafkianos e estranhos .Mas eh uma boa leitura . Não se trata de um Literato na acepção da palavra mas um excelente escritor de contos e contador de estórias
Resenha e resumo :historia universal da infâmia e outros contos :Elogio da Sombra ,O informe de Brodie, O livro de Areia e historia universal da infâmia.
Antes de tudo, este é um livro divertido e inteligentíssimo, guardando surpresas para o leitor a cada frase. Sendo um exercício de aprendizagem para o autor, que se iniciava na arte da narrativa curta no começo da década de 1930, é ao mesmo tempo um texto de livre experimentação, uma vez que nele Borges se permite ousadias de invenção sobre histórias alheias e próprias, em larga medida inspirado pelas releituras de Stevenson, pela prosa de Marcel Schwob, pelos filmes iniciais de Josef von Sternberg, além da pintura, estimulado, quem sabe, por sua amizade com os pintores Xul Solar e Pedro Figari. Embora as histórias que compõem o volume tenham sido tiradas, em grande parte, de livros de outros autores, o trabalho abissal de reescrita é a novidade, complexa e de grande força expressiva, pois depende da criação incomum de pormenores circunstanciais de longo alcance que, por meio de sua concretude e particularidade, ampliam e adensam os significados dos argumentos que aproveita, imprimindo-lhes um sentido inesperado. São obra de um leitor mais tenebroso e singular que os bons autores, como se anuncia num de seus dois prólogos notáveis.
domingo, 27 de setembro de 2020
Leitura- Tupinilandia
Este eh o 3o livro que leio de Samir .Com certeza o pior dos 3 . Uma copia mal desenhada de Jurrasic Park .Podia ter feito uma critica aos conservadores e extrema- direita usando a criatividade dos 2 outros livros que sao ótimos . Uma perda de tempo .
Resenha: No início dos anos 1980, com o Brasil rumando para a abertura política, um industrialista constrói em segredo um parque de diversões. Batizado de Tupinilândia, o parque funcionaria como uma celebração do nacionalismo e da nova democracia que se aproximava. Todavia, durante um fim de semana em que se testavam as operações do parque, um grupo de militares invade o lugar e faz funcionários e visitantes de reféns.
Duas décadas depois, um arqueólogo especialista em nostalgia, e desde a infância obcecado pelo mito de Tupinilandia, recebe autorização para mapear o local, que está prestes a ser alagado pela hidrelétrica de Belo Monte. Ao chegar com sua equipe, descobre um terrível segredo, e a partir daí as duas pontas do romance se unem numa aventura literária pelo passado recente do Brasil e pela memória dos anos 1980.
segunda-feira, 21 de setembro de 2020
Leitura- Acqua Alta
Não conhecia Donna Leon. Livro clássico de literatura policial. Muito bem escrito e do tipo que prende até você finalizar.
Resenha: Num chuvoso domingo de inverno, a arqueóloga americana Brett Lynch recebe uma inesperada visita no apartamento que divide com a namorada — a cantora lírica Flavia Petrelli — e acaba brutalmente espancada. O comissário Guido Brunetti, velho conhecido da diva do Scala, assume o caso e, com a ajuda de um pintor e conoisseur, desvenda os códigos internos do mercado de antiguidades e uma complexa rede de negociações espúrias. Por trás de tudo, paira a sombra da Máfia siciliana, que parece influenciar todos os setores da economia italiana.
A ficção policial de Donna Leon novamente vai além de vítima e criminoso, tirando proveito do contexto sociopolítico e dos mistérios e charme de sua cidade cenário, agora envolta nas brumas que dão o tom sinistro a essa história de violência e dissimulação.
domingo, 13 de setembro de 2020
Leitura- O Naufrágio das Civilizações
Resenha:
Autor do bestseller As Cruzadas vistas pelos árabes revisita o século XX e demonstra, neste livro altamente oportuno, como as civilizações se lançaram à deriva e se encontram, agora, diante de um iminente naufrágio.
Os Estados Unidos, embora continuem sendo a única superpotência, estão perdendo toda a autoridade moral. A Europa, que ofereceu aos seus povos e ao resto da humanidade o projeto mais ambicioso e reconfortante do nosso tempo - a União Europeia -, está desmoronando. O mundo árabe-muçulmano mergulha numa crise profunda, agravada por um islamismo cada vez mais radical. As tensões identitárias, em grande parte fomentadas pelas ondas nacionalistas, nunca foram tão exacerbadas. Grandes nações "emergentes" ou "renascidas", como a China, a Índia e a Rússia, irrompem no palco mundial numa atmosfera nociva, na qual reina a lei do mais forte e do cada um por si. Sem falar das graves ameaças, intensificadas pela aventura ultraliberalista, que pesam sobre o planeta (devastação do meio ambiente, abismo social, pandemias) e só podem ser enfrentadas por meio da cooperação global.
Neste livro abrangente e poderoso, Maalouf atua como espectador e escritor comprometido, às vezes recontando eventos importantes dos quais foi uma das raras testemunhas oculares, destacando-se então como historiador acima da própria experiência. Por mais de meio século, o autor observou o mundo, viajando pelos seus quatro cantos. Estava em Saigon no final da Guerra do Vietnã, em Teerã durante o advento da República Islâmica do Irã, viajou com o entourage que repatriou o aiatolá Khomeini após seu exílio e estava em Nova York quando as Torres Gêmeas vieram abaixo – evento após o qual o mundo não seria o mesmo.
O livro contém um posfácio especial à edição brasileira, com as últimas reflexões do autor sobre a pandemia de Covid-19.
KINDLE
sexta-feira, 11 de setembro de 2020
Leitura- Nove Vidas
Bom livro mas não empolga .Muito burocrático como jornalismo. O que se salva sao algumas estórias pessoais pouco exploradas
Resenha:
Há anos que a Índia é objeto de fascínio do Ocidente. Se por um lado a nação se torna um gigante cada vez maior no ranking das economias mundiais, de outro ela continua a atrair milhares de pessoas em busca de experiências transcendentais ou algum tipo de revelação. O escritor William Dalrymple também tem um longo namoro com o país: escreve sobre ele há mais de vinte anos, e divide seu tempo morando entre Nova Delhi e a Escócia.
Em Nove vidas, ele faz uma nova abordagem dos relatos de viagem: em vez de escrever sobre a sua experiência nos lugares que visitou, ele busca personagens extraordinários e deixa que eles contem suas histórias. A partir desses encontros, ficamos conhecendo figuras muito mais curiosas que os tradicionais gurus de ioga. É o caso, por exemplo, do cantor de épicos do Rajastão, um pastor que, apesar de analfabeto, sabe de cor os 4 mil versos centenários de A epopeia de Pabuji. Ou da monja jainista que ainda adolescente cortou todos os laços com a família e abriu mão de qualquer tipo de apego para vagar pelo mundo descalça, dedicando-se a sua fé.
Seja na conversa com uma prostituta do templo — oferecida por seus pais quando criança para servir à deusa Yellamma e hoje ameaçada pela aids — ou com artesãos que estão seguros de que as estátuas de bronze que fabricam são encarnações dos deuses, Dalrymple tem sempre um olhar respeitoso e fascinado pela cultura indiana, sem qualquer julgamento moral das formas mais heterodoxas de crenças que sobrevivem num país tão diverso e enigmático.
domingo, 6 de setembro de 2020
Leitura- A Soma de Tudo
Leitura- Romances de Patrick Melrose
Resenha:
Por quase vinte anos, o escritor Edward St. Aubyn retratou a vida de Patrick Melrose e o memorável universo de decadência, amoralidade, ganância, esnobismo e crueldade que marcam as relações e o modo de vida de uma classe social ultra-privilegiada. Como uma espécie de espelho da vida trágica do próprio escritor, os romances são um exercício literário brilhante de exorcizar seus demônios. Este primeiro volume reúne três dos cinco livros que compõem o ciclo de ficção vivamente aclamado pela crítica: Não importa, Más notícias e Alguma esperança.
quinta-feira, 27 de agosto de 2020
Leitura- Amada
Este eh um livro obrigatório da literatura norte americana. Toni Morrison retrata de forma altamente sofisticada a vida dos negros americanos por secessão e todo sofrimento antes durante e depois da guerra civil. Nos permite viver a dureza e crueza de suas vidas de forma altamente realista . a construção literária eh de dificil leitura algumas vezes mas flui bem
Resenha:
Livro mais conhecido da escritora americana Toni Morrison, prêmio Nobel de Literatura de 1993, o romance, republicado agora no Brasil pela Companhia das Letras, ganhou o Pulitzer de 1988 e em 2006 foi eleito pelo New York Times a obra de ficção mais importante dos últimos 25 anos nos Estados Unidos. Em 1998 recebeu uma adaptação cinematográfica, com Oprah Winfrey no papel principal.
A história se passa nos anos posteriores ao fim da Guerra Civil, quando a escravidão havia sido abolida nos Estados Unidos. Sethe é uma ex-escrava que, após fugir com os filhos da fazenda em que era mantida cativa, foi refugiar-se na casa da sogra em Cincinnati. No caminho, ela dá à luz um bebê, a menina Denver, que vai acompanhá-la ao longo da história.
Amada tem uma estrutura sinuosa, não-linear: viaja do presente ao passado, alterna pontos de vista, sonda cada uma das facetas que compõem esta história sombria e complexa. Considerado um clássico contemporâneo, faz um retrato a um tempo lírico e cruel da condição do negro no fim do século XIX nos Estados Unidos.
segunda-feira, 24 de agosto de 2020
Leitura-O Romance Luminoso
Sensacional este romance de Mario Levrero. Com certeza um dos maiores escritores latino-americanos. Lembre demais a escrita de Roberto Bolano .Com a mesma criatividade e maestria na escrita nos faz querer
mais e mais de sua escrita maravilhosa. Altamente recomendadoResenha:No ano 2000, Mario Levrero recebeu uma bolsa da Fundação Guggenheim para terminar de escrever O romance luminoso. O livro tinha sido iniciado em 1984, na mesma época em que o autor, endividado, se mudou de Montevidéu para Buenos Aires à procura de trabalho. Com a bolsa, em vez de se dedicar ao romance, no entanto, Levrero se lançou à escrita febril de um diário da escrita do romance, diário este que se tornaria, ele mesmo, o seu magistral O romance luminoso. O livro narra em detalhes as confusões cotidianas de um homem de sessenta anos. Estão aqui todos os tiques de um narrador obsessivo tomado por fobias e superstições. Para o autor uruguaio, a possível transcendência só poderia surgir da repetição de manias que atribui à vida real sua condição de permanente adiamento. Assim, a procrastinação e a busca deste livro “luminoso” são a própria matéria de que são feitas as horas, e a aventura literária se insinua através de idas e vindas da espera simbolizada pelos relatórios irônicos do andamento do projeto ao “Sr. Guggenheim”, por visitas amorosas, madrugadas insones em frente ao computador, a busca pelo significado dos sonhos, passeios pelas ruas de Montevidéu e advertências, prefácios, prólogos e epílogos.
“Um dia enfim abri O romance luminoso e fui com ele até a derrota final, incapaz de deixar de lado esse tão fascinante herói da escrita.” — Enrique Vila-Matas
“Enquanto seus contemporâneos continuavam publicando versões rotineiras do grande romance latino-americano, Levrero construía uma literatura nova; uma obra que via com ceticismo os caminhos do boom e que se opunha a toda pressão normalizadora. Ele não queria fundar ou confirmar ou refutar mitologias: queria escrever, somente, solitariamente.” — Alejandro Zambra
Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima
Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido RESENHA : Com o inevitável e fatídico final do du...
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Bons os artigos sobre Guimaraes e adicionei o livro de Tatiana Salem sobre livros em minha lista



















