domingo, 30 de agosto de 2009

Leitura -Opera maldita


Comecarei um novo Camileri: Opera Maldita







SINOPSE
O romance A ópera maldita, do italiano Andrea Camilleri, não é apenas mais um lançamento assinado pelo homem que criou o famoso comissário de polícia Salvo Montalbano e se tornou responsável por diversos best sellers em todo o mundo. O livro foi aclamado como a sua obra-prima e elevou o autor ao patamar dos grandes literatas de seu país. Através de um texto riquíssimo, Camilleri narra uma fábula política tingida por tons farsescos em que o representante do Estado decide apresentar a ópera Il birraio di Preston, de Luigi Ricci, na noite de inauguração do teatro de uma pequena cidade. Enxergando essa escolha como uma imposição, os habitantes se revoltam e dão origem a atos de vandalismo que acabam por transformar a história do povoado.
Camilleri ambienta a trama (assim como a maior parte de seus trabalhos) na cidade fictícia de Vigàta - que representa a terra natal do autor, Porto Empedocle. "Vigàta é uma cidade imaginária, de fronteiras variáveis e extensas que compreendem toda a Sicília", diz o escritor. "Tenho a ilusão de poder adivinhar os pensamentos de seus habitantes. Erro em 99% dos casos, mas com o 1% que resta crio personagens plausíveis. Se ambientasse meus romances em Milão ou Roma os personagens pareceriam falsos."
A característica mais marcante do romance está, entretanto, na linguagem. Com sua tradicional ironia, Camilleri brinca com os diferentes dialetos italianos (o romano, o milanês, o piamontês, o toscano) e chega a dar à luz uma espécie de língua particular. Com isso, cada personagem do livro pode ser reconhecido através de uma peculiar maneira de se expressar. A situação cultural, o nível social e as características psicológicas de cada um - dos mafiosos aos homens do governo, passando por artistas e operários -podem ser notados através dos diálogos.
Em A ópera maldita o modo de escrever de Camilleri, definido por ele mesmo como "anárquico", fica bem evidente. Os capítulos não são numerados e tampouco seguem qualquer tipo de ordem definida, o que torna possível que cada leitor estabeleça a sua própria seqüência e monte a história da maneira que bem entender. Outra curiosidade é que todos os 24 capítulos têm origem em surpreendentes referências literárias, onde o autor joga com frases de outros clássicos da literatura - como Moby Dick (Herman Melville), Os demônios (Dostoiévski) e Manifesto do partido comunista (Karl Marx).
Baseado em um inquérito parlamentar sobre a expulsão dos Bourbons da Sicília em 1860, A ópera maldita é uma ótima oportunidade para quem se acostumou com as tramas policiais de Andrea Camilleri conhecer uma outra faceta do autor - a do inventivo romancista histórico. São palavras suas: "Nos livros históricos consigo refletir melhor a atual realidade italiana do que nos policiais - que, apesar de contemporâneos, vivem na herança da minha memória". Como em uma verdadeira ópera, Camilleri se apropria de uma tragédia para transformá-la em uma estilizada e excêntrica comédia.

DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: A OPERA MALDITA
ISBN: 8528608727
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 14 x 21 | 240 págs.
ANO EDIÇÃO: 2004
AUTOR: Andrea Camilleri
TRADUTOR: Maria Helena Kuhner | Giuseppe Angelo


Leituras- Como falar dos Livros que não lemos


Também conclui esta leitura.

Assisti a entrevista de Pierre Bayard no Futura em "UMAS PALAVRAS" onde ele comenta as criticas que recebeu da academia por posição tão clara e ousada como professor de literatura. Como falar em publico de livros que não lemos.
Seu livro é de uma sagacidade impressionante e faz nos ver as varias facetas de um livro lido ou não.
Como disse um escritor ( creio que o Tezza) , depois que escrevemos um livro ele é do mundo e não mais nos pertence . É esta a imagem que nos passa Pierre.
Mas o comentário sobre livros que não lemos é de Oscar Wilde que ele coloca na abertura do livro da bem a imagem do livro: Jamais leio o livro do qual tenha que escrever uma critica: nos deixamos influenciar muito facilmente

Leitura - No Caminho de Swan



Concluída a leitura da 1a parte do Tempo Redescoberto ficam muitas impressões boas .
Porém a mais significativa seria a do prazer que é ler Proust.
São tantos aprendizados numa simples leitura e uma delas é que acabamos ficando a espera de nossas memorias involutarias que nos trazem o prazer de tempos vividos que já estavam pagados em nossa lembrança . Aprendemos a gostar de uma simples chuva que molha nosso corpo , uma ventania uma pessoa sentada no metro como experiências inesqueciveis. .Proust além de filosofo era um esteta da vida cotidiana

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Leitura - Temporada de Caça



SINOPSE

Em 'Temporada de Caça', a descrição do ambiente provinciano, a sensação que aí provoca qualquer fato novo, as intrigas e maledicências que entretêm conversas e reuniões, a caracterização de figuras singulares completam-se com algo maior e mais profundo - a necessidade de compensar, com a fantasia, a estreiteza de limites da realidade e sua rotina - algo universalmente característico de todas as províncias -, mas que é também típico do temperamento italiano, que nesse jogo acaba por teatralizar a própria vida e dela fazer, ora uma comédia, ora um drama ou até uma tragédia", afirmam os tradutores Giuseppe D'Angelo e Maria Helena Kühner. Na trama entre cruzam-se situações absolutamente imprevisíveis, em cenas cômicas e inusitadas nas quais se misturam amores e ódios. 'Temporada de Caça' um divertido instantâneo da Itália provinciana, com uma narrativa de ritmo inquieto e vivo.

DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: TEMPORADA DE CAÇA
TÍTULO ORIGINAL: STAGIONE DELLA CACCIA, LA
ISBN: 8528611620
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 13 x 21 | 160 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 1992
ANO EDIÇÃO: 2005
AUTOR: Andrea Camilleri
TRADUTOR: Maria Helena Kuhner | Giuseppe D'Angelo

Conclui mais este romance de Camilleri . Mais uma leitura com muito prazer deste italiano que escreve com raro espírito critico e cômico.

domingo, 12 de julho de 2009

Leitura - Proust

Conclui a 1a parte do Tempo Redescoberto .

No caminho de Swann é um romance indescritível. Proust eleva o romance a uma categoria jamais imaginada. Proust transforma qq ato banal em algo com tanto encanto e poesia como as criações mais sutis e elaboradas de grandes romancistas. Nos faz pensar no nosso e cotidiano trazendo beleza a um simples e repetitivo cafe da manha .

Falar de Proust é falar de filosofia , poesia , prosa , psicologia e tantas abordagens mais que qq outro romancista ( que eu já li) se torna menor.

Iniciei a leitura de um Amor de Swann.Deve ser saboreado aos poucos.

Leitura - O ladrão de Merendas




No intervalo da leitura de Proust conclui mais um do Camilleri

Mais uma otima novela e um excelente passatempo .
SINOPSE
O comissário Salvo Montalbano está de volta na série Noir europeu, da Coleção Negra, dedicada aos mestres do velho mundo. Desta vez, ele é o protagonista de O LADRÃO DE MERENDAS, terceiro policial do mais novo fenômeno literário da Itália, Andrea Camilleri. Depois do sucesso de A forma da água e O cão de terracota - ambos chegaram ao topo das listas italianas de mais vendidos -, Camilleri nos oferece mais um irresistível romance com o inspetor siciliano.
Em O LADRÃO DE MERENDAS, Montalbano está preocupado em escapar de uma promoção a subchefe da polícia de Vigàta. O sonho de muitos homens da lei é, no entanto, seu pesadelo. A promoção significaria mais trabalho burocrático e menos tempo para se dedicar a uma de suas duas grandes paixões: a investigação criminal. A outra são os prazeres da boa mesa.
Enquanto escapa da burocracia das delegacias e mergulha nas osterias locais, Montalbano investiga dois crimes aparentemente sem ligação: a morte violenta de um tunisiano embarcado em um pesqueiro e o esfaqueamento de um comerciante de Vigàta dentro de um elevador. O instinto do velho inspetor, no entanto, lhe diz que há um vínculo entre os dois acontecimentos. Quanto mais perto chega de uma resposta, mais perigo ele corre. E mais emocionante se torna a trama costurada por Camilleri.
Numa cidade onde criminosos, mafiosos e policiais são, muitas vezes, amigos de infância, Camilleri constrói mais um romance tão inteligente quanto moderno.

DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: O LADRAO DE MERENDAS
ISBN: 8501056170
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 14 x 21 | 224 págs.
ANO EDIÇÃO: 2000
AUTOR: Andrea Camilleri

domingo, 14 de junho de 2009

Leitura - Proust

No caminho de Swan não é um livro comum .

È um mistura de pura filosofia , comentarios profundos e uma forma de "pintar " nossa vida cotidiana. Proust torna a mais elementar das tarefas algo grandioso e escreve sobre elas como um dos maiores escritores. Como ele mesmo diz em seu livro o escritor precisa que o leitor entre no seu espirito e sinta como ele.Proust sem muito esforço tem esta competencia.

Leitura - Na Praia



Entremeando a leitura de Proust conclui "Na Praia" de Ian McEwan.

Este um romance rápido que parece ter sido escrito para cumprir uma promessa ao editor. Não se trata de livro que deixe alguma marca mas percebemos a exuberancia do autor.






RESENHA

Inglaterra, 1962.As profundas mudanças na moral e no comportamento sexual que abalariam o mundo ao longo daqueladécada ainda estão em estado de gestação. Edward Mayhew e Florence Ponting, ambos virgens, se instalam num hotel napraia de Chesil, perto do Canal da Mancha, para celebrar sua noite de núpcias. Ele é um rapaz recém-formado em história,de origem provinciana; sua mãe tem problemas mentais, e o pai é professor secundário. A noiva é uma violinista promissora, líder de seu próprio quarteto de cordas, filha de um industrial e de uma professora universitária de Oxford.O desajeitado encontro íntimo desses dois jovens ainda marcados pelos resquícios da repressiva moral vitoriana é repletode lances cômicos e comoventes, configurando uma autêntica tragicomédia de erros.Na praia, entretanto, vai além disso.Por conta da refinada arte narrativa de Ian McEwan,o drama dos recém-casados transcende o registro particular e o retrato de época para alcançar a dimensão de uma obra universal sobre o momento da perda da inocência, essa expulsão do paraíso que é um ponto de inflexão na vida de todo indivíduo. Com sua prosa precisa, tão sutil quanto implacável, McEwan alterna os pontos de vista de Edward e Florence, radiografando seus pensamentos e motivações mais secretos. O sentimento trágico que fica no leitor vem da percepção dos estragos profundos e duradouros que um pequeno gesto, um único mal-entendido, uma palavra infeliz podem causar na vida dos personagens.Com esse romance compacto, intenso, inteiriço como um poema ou uma peça musical, o autor confirma seu notáveltalento para captar e expressar os descaminhos da vida interior. Ian McEwan, considerado um dos mais importantes escritores de língua inglesa da atualidade, nasceu em 1948, em Aldershot, Inglaterra.Publicou duas coletâneasde contos e, entre outros romances, A criança no tempo, O jardim de cimento (adaptado para o cinema), Amor parasempre e Amsterdam. Vencedor do Whitbread Award 1987 e do Booker Prize 1998, teve seu romance Reparação (publicadono Brasil pela Companhia das Letras) indicado ao Booker Prize 2002. A editora publicou também seus romances O inocentee Sábado.

DADOS DO PRODUTO
TÍTULO: NA PRAIATÍTULO ORIGINAL: ON CHESIL BEACHISBN: 9788535910421IDIOMA: Português.ENCADERNAÇÃO: Brochura Formato: 14 x 21 136 págs. ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2007ANO EDIÇÃO: 2007AUTOR: Ian Mcewan TRADUTOR: Bernardo Carvalho

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Leitura - No Caminho de Swan




Bem.. Vou enveredar pelo Caminho de Swan.Acho que hoje me sinto apto a enfrentar Proust e Dante ( de quem sou declarado apaixonado) depois de tantas leituras .

Leitura - Cidadezinhas


Finalmente conclui Cidadezinhas. Com certeza John Updike esta inscrito entre os grandes escritores mundiais. Sua prosa nos faz viajar pelo mundo da leitura de forma imperceptível como só os grandes sabem fazer.Owen é uma soberba criação que nos faz pensar na nossa vida cotidiana de uma forma cruel mas ao mesmo tempo humana com seus defeitos e mesquinharias .

terça-feira, 21 de abril de 2009

Leituras- Watchmen

Para quem gosta de graphic novell esta é muito boa. Leitura rápida para dias de frio e sem compromissos ( veja resenha no outro blog)

Recomendo também o cavaleiro das Trevas de 1987 em 4 volumes ( abaixo sinopse do volume 1 )outra excelente obra.









Título: O CAVALEIRO DAS TREVAS # 1 (Editora Abril) - Minissérie em quatro edições mensais

Autores: Frank Miller (roteiro e arte), Klaus Janson (arte-final) e Lynn Varley (cores).

Preço: Cz$ 12,00 (preço da época)

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Março de 1987

Sinopse: O Retorno do Morcego - Frank Miller mostra ao mundo sua visão de Gotham City dez anos depois da aposentadoria de Batman. Mas o crime não cessou na cidade e o Morcego, mesmo com mais de 50 anos, decide voltar à ativa.

Positivo/Negativo: Esta revista que revolucionou os quadrinhos e é considerada o primeiro Elseworld (história baseada na "realidade", mas que não faz parte da continuidade por ser uma extrapolação do roteirista partindo de um "o que aconteceria se...") da DC começa mostrando o futuro sombrio na visão de Miller.

O escritor parte da idéia concebida por Bob Kane quando criou o herói: de que Bruce Wayne é apenas um disfarce vazio e o Batman é a verdadeira personalidade. A partir daí, monta a história para trabalhar com mestria esse conceito.

Após dez anos longe do manto do Morcego, Bruce se arrisca em esportes radicais, entristecido e sem saber quem realmente é. Ele só volta a sentir prazer pela vida quando o Batman reassume o controle, inclusive da narração da história.

O admirável mundo novo de Miller precisa de um Batman para combater a crescente onda de crimes gerada principalmente pelas gangues mutantes. Contudo, o herói não pode viver apenas nas sombras, como um mito, um bicho papão. A mídia televisiva acompanha todo o desenrolar do ressurgimento, fazendo uma constante discussão do que está acontecendo. Por causa dessa cobertura, o Coringa, que aparentemente tinha se acalmado depois do sumiço do Morcego, desperta.

A arte é um caso a parte. Miller estava em sua melhor forma, tanto no traço quanto na narrativa visual. Seguindo uma influência dos mangás, o autor abusa das onomatopéias e faz um traço simplista (infelizmente esta característica fica um pouco prejudicada pelo desenho do autor ser um tanto "sujo" e pela interferência do trabalho do arte-finalista Klaus Janson).

Além disso, para representar seu mundo midiático, ele se vale de uma narrativa visual entrecortada, que forma uma série de interessantes mosaicos.

Pode-se destacar como a melhor seqüência desta edição a que Batman enfrenta o Duas-Caras, sendo que a grande cena do embate é o quadro em preto-e-branco, que mostra apenas a sombra da luta.

Outra passagem relevante é a reconstituição da morte dos pais de Bruce. Infelizmente, essa seqüência influenciou negativamente os escritores que trabalharam com o Batman desde então. Aparentemente, a visão de Miller do crime ficou tão impressionante, que cada roteirista que assume uma revista ou série do Morcego sente uma necessidade quase patológica de recontar esse momento. Daí para frente, isso foi tão explorado, por tantos pontos de vista diferentes, que chega a incomodar o leitor.

Olhando esta revista nos dias atuais, num primeiro momento pode-se estranhar o fato de ela ser carregada de textos. Se a história não fosse tão intrigante, a leitura poderia ser cansativa. Felizmente, não é.

Também é fácil ver como diversos autores foram influenciados pela obra, chegando a copiar conceitos e linguagens. Um exemplo óbvio é o Spawn, de Todd McFarlane, que também seguia essa forte intercomunicação com o que se passa na televisão. Pena que a qualidade não foi copiada...

Leituras- Watchmen




Por conta do lançamento do filme meu filho comprou o livro e recomendou a leitura.




RESENHA

‘Watchmen’ é uma obra-prima dos quadrinhos, que conquistou lugar de destaque na história da literatura moderna. Foi eleito um dos cem melhores romances em língua inglesa pela revista Time.

Agora, os leitores podem se deliciar com o guia definitivo à essa obra notável: “Os Bastidores de Watchmen”. Neste volume de luxo, o cocriador do quadrinho, Dave Gibbons, abre seus arquivos pessoais para revelar artes raríssimas nunca antes publicadas, caracterizações originais de personagens, planejamento da obra, correspondências, conceitos descartados, rascunhos que mostram como a arte e o roteiro foram encaixados de forma tão perfeita, e muito mais. Recheado com materiais de arquivo e imagens deslumbrantes – apresentadas pelos aclamados designers Chip Kidd e Mike Essl –, “Os Bastidores de Watchmen” é, ao mesmo tempo, um fascinante livro de arte e um guia referencial para a história em quadrinhos que mudou toda uma indústria. A edição brasileira contém páginas exclusivas de notas para o leitor de língua portuguesa.


DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: OS BASTIDORES DE WATCHMEN
TÍTULO ORIGINAL: WATCHING THE WATCHMEN
ISBN: 9788576570714
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Capa dura | Formato: 21,5 x 28,5 | 280 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2009
ANO EDIÇÃO: 2009
AUTOR: Dave Gibbons
TRADUTOR: Ricardo Giassetti

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Leitura - Cidadezinhas




Descrição:

Em Cidadezinhas, John Updike retoma alguns de seus temas prediletos: a vida nos subúrbios de classe média branca do nordeste americano; a história recente dos Estados Unidos, passando do otimismo ilimitado do pós-guerra para o questionamento generalizado dos valores tradicionais do país e das instituições nacionais; e, acima de tudo, a educação sentimental de um homem que é típico representante da geração, da etnia e da classe às quais o próprio autor pertence.

As marcas registradas de Updike estão em evidência neste romance: os personagens ao mesmo tempo inteiramente verossímeis como pessoas e representantes paradigmáticos de tipos humanos; o entrelaçamento de uma trajetória individual com a história de seu país; a combinação de observação fina, humor sutil e erotismo intenso e, principalmente, a prosa refinada e impecável de um dos principais ficcionistas vivos da literatura de língua inglesa. Como observou Fay Weldon no Washington Post, "nenhum outro romancista cria universos alternativos com uma graça tão delicada, recriando os cheiros e texturas de outros lugares, outras pessoas, outras épocas, traçando a lembrança do desejo sexual com um prazer tão melancólico, conferindo importância ao que é cotidiano e comum".

Tradução Paulo Henriques Britto

AUTOR

John Updike

Nasceu em 1932, na Pensilvânia. Formou-se em Harvard em 1954 e, em seguida, passou um ano estudando belas-artes na Inglaterra. De 1955 a 1957 fez parte da equipe da revista New Yorker, para a qual até hoje contribui com poemas, contos, ensaios e resenhas. Autor de ensaios literários, poesia e ficção, já recebeu inúmeros prêmios, entre eles o Pulitzer e o National Book Award.


Leitura -O africano



Concluída leitura do Africano chegamos a conclusão que Le Clezio se trata de excelente escritor.

Fica a impressão da leitura deste livro de um que de " Coração nas Trevas " obra-prima de Joseph Conrad , neste a eterna procura por um Kurtz sempre distante e enigmático num clima opressor.
Este a eterna lembrança do pai que só aparece em imagens da criança .Nunca real nem em fotos.Um Pai imaginário que é o que no fundo temos .Nunca o pai real que existiu. O que somos nós senão soma de imagens formadas pelos outros?







Marlow é um experiente marinheiro que numa barcaça fundeada no Rio Tamisa, encontra-se a contar algumas histórias das suas aventuras noutras paragens. Isto quando um dos seus companheiros se refere ao negrume das nuvens que ameaçam chuva. Este é o ponto de partida da história de Marlow sobre o seu desejo em percorrer um certo rio africano (depreendo que fosse o Alto Nilo) e como teve por missão ir buscar um chefe de posto chamado Kurtz, do qual todos falavam com enorme respeito e até admiração.

A história inicia-se com a confissão de Marlow em percorrer o Mundo e principalmente o tal rio africano que desde muito cedo o maravilhou. Por essa razão, e quando soube que uma companhia marítima necessitava de um comandante de um vapor, moveu influências (coisa que nunca tinha feito) para ocupar o lugar. E conseguiu!

Marlow chega à desejada delegação da companhia tomando conhecimento que o barco a vapor se encontra meio afundado no rio, e que o seu anterior comandante fora morto por uma tribo. No entanto, estas situações não demovem Marlow para o cumprimento do cargo para o qual foi contratado: comandante do vapor. Arranja forma de o arrancar ao rio e proceder às reparações necessárias para o colocar de novo navegável. È aqui que nos é ilustrada a oposição entre o espírito de Marlow que (des)espera pacientemente pelos necessários parafusos para arranjo do casco e o espirito dos outros membros da companhia que não fazem nada para além de tricas e invejas politicas para agradar ao administrador. O administrador, pessoa medíocre e que alimenta as tricas e politicas da delegação onde aspirantes se tentam pisar uns aos outros para subir mais um degrau, quer enviar uma missão de salvamento a um chefe de posto de seu nome Kurtz.

O Sr. Kurtz é tido como uma pessoa brilhante e é o chefe de posto que mais marfim consegue enviar para a delegação. Kurtz era para vir com o resto dos auxiliares e com o último carregamento de marfim daquele posto pois estava doente, no entanto por alguma razão desconhecida e já a caminho da delegação voltou atrás e permaneceu no posto. O administrador bem como toda a gente refere maravilhas acerca deste Sr. Kurtz como homem de superior qualidade e de dons oratórios fantásticos. Quando o vapor fica concertado, Marlow, o administrador e mais uns membros da companhia juntamente com alguns membros de uma tribo partem em busca do posto e do Sr. Kurtz. O que encontram é um homem debilitado, ligado às tribos, possuído pelo espirito da selva e que morre no vapor confiando a Marlow o seu tesouro (uma quantidade de documentos sobre a sua chefia do posto, bem como pensamentos sobre as raças e colonialismo).

O tema principal será a busca de algo que é espiritual e que os restantes membros da tripulação na sua vidinha não parecem ter capacidade para “tocar”. No entanto, Marlow desde o primeiro momento é enfeitiçado pelo espírito selvagem africano. Tratar-se-á de uma critica ao Império britânico e nomeadamente à sua politica de colonialismo virada para arrecadar bens matérias sem dar o devido apreço pelas gentes, cultura e mundo africano.Trata-se de um livro complexo (penso que a tradução também deixa muito a desejar: Biblioteca Visão) apesar de pequeno, onde se exige uma grande concentração do leitor. Um tanto ou quanto confuso e que não deixa na boca nenhum trago…nem doce, nem amargo.

Só para apreciadores…

Sobre o Autor:

Joseph Conrad (1857-1924)

Nasceu na Ucrânia, filho de pais polacos, tinha como verdadeiro nome Jósef Konrad Walecz Kozeniowski. O pai um nacionalista polaco foi desterrado para a Ucrânia sendo a razão porque Conrad nasceu nesse país. Ficou órfão aos 11 anos de idade ficando sob a tutela do seu tio. Em 1874 decidiu partir para Marselha e alistar-se na Marinha. Em 1886 tornou-se cidadão britânico, 4 anos depois abandonou a Marinha para se dedicar à escrita. Foi um grande romancista britânico que se inspirou em muitas das suas viagens marítimas, a maioria no Oriente sendo um critico do colonialismo. Morreu em 1924 em Kent.

Algumas obras mais conhecidas: Histórias Inquietas (1898); Lord Jim (1900); O coração das trevas (1902); Tufão (1903); Acaso (1913)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Leitura- O menino do Pijama listrado

Concluída a leitura algumas considerações:

Não convence a tentativa de passar a imagem de um criança de 9 anos contando a história . Trata-se literatura de baixa qualidade no diálogos e imagens.
Literatura típica do sec xx1 :rasteira , mal escrita , rápida e feita pensando num filme.
Recomendo ao Sr John Boyne ler Manuelzão e Minguilim de Guimarães Rosa para aprender escrever como se fosse criança e também como se fosse um velho. Antes de tudo deve-se brilhante que é o que o Sr Boyne não é.
Como este sujeito venceu o Irish awards James Joyce deve estar "rolando na tumba"




RESENHA

A primeira novela deste volume, "Campo Geral", é sobre a infância de um menino da roça, com suas descobertas do mundo e da vida. A segunda, "Uma estória de amor", fala da velhice de um vaqueiro que sempre andou largado pelo mundo e começa a sentir, aos sessenta anos, a saudade da estabilidade doméstica que nunca teve. Sobre esses dois temas, Guimarães Rosa tece uma teia de narrativas, de casos, de histórias do Campo Geral e dos boiadeiros, com a linguagem que lhe é peculiar, é que levou Cavalcanto Proença a considerar este volume como "o mais elaborado dos que compõem até agora a obra de João Guimarães Rosa". Os episódios sucedem-se dentro de uma poderosa lógica narrativa que se vai revelando a cada leitura - porque Guimarães Rosa é um autor para ser lido e relido, degustado, apreciado, descoberto.


DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: MANUELZAO E MIGUILIM
ISBN: 8520911773
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 14 x 21 | 266 págs.
COLEÇÃO: CORPO DE BAILE
ANO EDIÇÃO: 2001
AUTOR: Joao Guimaraes Rosa











domingo, 29 de março de 2009

Leitura- O menino do Pijama listrado
















RESENHA

Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus.Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga.

Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel,um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.


DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: O MENINO DO PIJAMA LISTRADO
TÍTULO ORIGINAL: BOY IN THE STRIPED PYJAMAS, THE: A FABLE
ISBN: 9788535911121
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 14 x 21 | 186 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2006
ANO EDIÇÃO: 2007
AUTOR: John Boyne
TRADUTOR: Augusto Pacheco Calil

John Boyne (nascido em 30 de abril de 1971) é um romancista Alemão.

Ensinou língua inglesa no Trinity College, e Literatura Criativa na Universidade de East Anglia, onde foi galhardoado com o prêmio Curtis Brown. Já escreveu cinco romances e está escrevendo (em 2007) o sexto, assim como uma quantidade de contos que foram publicados em várias antologias e transmitidos por rádio e televisão. Seus romances foram publicadas em 29 idiomas. The Boy in the Striped Pyjamas é um "mais vendido" em Nova York e uma adaptação para o cinema começou a ser filmada em abril de 2007. Boyne reside em Dublim.

[editar] Bibliografia

  • 2000 The Thief of Time (Orion)
  • 2001 The Congress of Rough Riders (Orion)
  • 2004 Crippen (Penguin)
  • 2006 Next of Kin (Random House)
  • 2006 The Boy in the Striped Pyjamas (Random House)

[editar] Premiações

  • 1995 Vencedor do Prêmio Curtis Brown.
  • 2004 Crippen - colocado na lista de Hughes & Hughes para o Prêmio do Livro Irlandês do Ano.
  • 2006 The Boy In The Striped Pyjamas - colocado na lista do Prêmio do Livro Britânico, Prêmio do Border's New Voices, Prêmio do Livro Infantil de Ottakar, Prêmio Literário Paolo Ungari (Itália), Prêmio do Livro Irlandês do Ano, Prêmio Berkshire Book, Prêmio Lancashire Booke do Prêmio do Livro Infantil de Sheffield.
  • 2007 The Boy In The Striped Pyjamas - entrou na lista extensa para a Medalha de Carnegie.
  • 2007 The Boy In The Striped Pyjamas - Vencedor de duas premiações do Livro Irlandês: Seleção Popular do Livro do Ano ("People's Choice Book of the Year") & Livro Infantil do Ano ("Children's Book of the Year"); na lista reduzida para uma terceira premiação, como romance do ano. Vencedor do prêmio Bisto de Livro Infantil do Ano.












quinta-feira, 26 de março de 2009

Leituras -O cao de Terracota

Mais um otimo livro do Comissario Montalbano. Camillieri nos obriga a procurar uma nova história como todo bom mestre de mistério.

quinta-feira, 19 de março de 2009

O cao de terracota- Andrea Camilieri











RESENHA
Em 'A forma da água', os leitores brasileiros foram apresentados a um dos maiores detetives da ficção policial européia - o comissário Salvo Montalbano. O siciliano que investigou com sucesso um crime político em sua aventura de estréia, dessa vez prende um importante chefão da máfia e apreende um grande contrabando de armas escondido em uma caverna. Mas é no fundo da gruta à beira-mar que ele se depara com o crime que realmente o intriga. Por trás de uma pilha de pedras, em um salão escondido, encontra os corpos de um casal de amantes mortos há 50 anos, guardados por um misterioso cão de terracota. Obcecado, Montalbano vasculha as memórias dos habitantes de Vigàta para descobrir tanto a identidade das vítimas quanto a do assassino, em uma busca pelo passado regada a muito vinho e com o melhor do tempero italiano.

DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: O CAO DE TERRACOTA: MAIS UMA AVENTURA DO COMISSARIO MONTALBANO
ISBN: 8501056197
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: | 252 págs.
COLEÇÃO: NEGRA
AUTOR: Andrea Camilleri


Meu destino é ser onça- Alberto Mussa









Ótimo livro que se aproxima de uma tese de mestrado ou doutorado.

Muito boa leitura para quem se interessa sobre nossas raízes indígenas , sobre os 1os relatos sobre o Brasil e pela mitologia tupi ou sobre nossos 1os heróis .

Ampla pesquisa respaldada em documentos de conhecimento geral mas com agregação ao estudo da mitologia indígena



RESENHA

O premiado escritor Alberto Mussa apresenta mais um magnífico livro. Após estudar os fragmentos de registros feitos pelo frade André Thevet sobre a cultura indígena, durante a ocupação da Baía de Guanabara, em 1550, e cotejá-los com as demais fontes dos séculos 16 e 17, o autor reconstituiu o que teria sido o texto original de uma grande narrativa mitológica da tribo tamoio (os tupinambá do Rio de Janeiro).


DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: MEU DESTINO E SER ONÇA
ISBN: 9788501083364
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 13,5 x 21 | 270 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2009
ANO EDIÇÃO: 2009
AUTOR: Alberto Mussa

domingo, 1 de março de 2009

Leitura- A casa do sono


Concluída a leitura observamos que se trata de ótimo escritor.
O livro esta construído de forma a gerar um pouco de confusão entre o que é real ou sonho e entre presente e passado criando um clima especial para abordar relações e distúrbios do sono.
Gostei e recomendo


RESENHA

Na década de 1980, a propriedade de Ashdown era uma república de estudantes. Entre seus ocupantes cativos estão Sarah, que sofre de narcolepsia, não distinguindo os sonhos da realidade; seu namorado, Gregory, que só atinge o orgasmo se pressionar com os dedos os olhos de Sarah; Terry, um pretensioso crítico de cinema que dorme pelo menos catorze horas por dia e nunca se recorda o que sonhou; e Robert, que ama Sarah e está disposto a tudo para conquistá-la. Doze anos depois, a propriedade é transformada numa casa de saúde especializada em perturbações do sono. Estranhamente, os ocupantes da clínica são os mesmos que aí estiveram nos seus tempos de estudante. E nem sempre se lembram dos laços complicados que ligaram as suas vidas. Divertido, como tudo o que Coe escreve, 'A casa do sono' é uma comédia de hábitos e costumes. Movendo-se entre o passado e o futuro, e com narradores alternados, é uma estranha e pungente história de amor sobre a realidade e o sonho, sobre a memória e a identidade.


DADOS DO PRODUTO









TÍTULO: A CASA DO SONO
TÍTULO ORIGINAL: HOUSE OF THE SLEEP, THE
ISBN: 8501072230
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 14 x 21 | 400 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 1997
ANO EDIÇÃO: 2007
AUTOR: Jonathan Coe
TRADUTOR: Marcello Rollenberg


Jonathan Coe

Jonathan Coe nasceu em 1961, em Birmingham. É autor de cinco romances, quatro dos quais estão já publicados em Portugal pela ASA: Os Anões da Morte, Que Grande Banquete! (galardoado com o Prémio John Llewellyn Rhys), A Casa do Sono (vencedor do Writers’ Guild Best Fiction Award, do prémio Médicis Etranger e do I Prémio Europeu de Jovens Leitores) e o O Rotters’ Club, (prémio Bollinger Everyman Wodehouse para o mais original romance cómico).
Em 2004, foi ordenado Chevalier de l’ Ordre des Arts et des Lettres (Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras). Este grau é conferido pelo Ministério da Cultura francês e, segundo este organismo, visa “recompensar quem se distingue pelas suas criações no domínio artístico ou literário ou pela sua contribuição para o reino das Artes e Letras em França e no mundo”.





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