terça-feira, 30 de março de 2021

Leitura- Contos Índios


 Muito bom este livros das estórias de nossa cultura índia passadas de boca em boca .Mostra parte da sabedoria popular e das explicações do mundo e da preservação da flora e da fauna por seus protetores naturais

Resenha: 


Toda as histórias deste livro foram extraídas apenas de registros orais. São, portanto, inéditas do amplo trabalho de Ruth. Os contos resultaram de pesquisa de campo, no Médio Vale do Paraíba do Sul, estado de São Paulo, tendo como centro e pião a cidade de Cachoeira Paulista. E, dali, feitas coletas nas cidades vizinhas também, e no litoral. É, claro, vieram também de informantes de outros estados, com predominância de mineiros, donos de parte do Vale.
A autora aproveitou cada reconto quando lhe foram apresentadas duas ou mais variantes, pois isso confirmava a sua aceitação, verdade e importância. Logo, tratou de escolher a variante mais elaborada, e com mais pormenores.
Nada foi acrescentado, nada foi tirado, dos motivos básicos, da sequência, da filosofia. O que era moralizante continuou moralizante; todas as histórias permaneceram completamente isso mesmo que está aí. O que chega em suas mãos é um registro único, escrito por Ruth, que esteve cuidadosamente guardado por anos com seus filhos e que agora é oferecido à apreciação de todos.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Leitura- 451 No 43 Ano V Mar 21


 Resenha : Esta foi uma das melhores publicadas .Muitos lançamentos de livros de alto nível , inclusive Guerra pela eternidade que comprei. Além de O Som do Rugido da Onça . Salambô , Terráqueos e os romances arabes além da republicação de Asfalto Selvagem. 

quarta-feira, 24 de março de 2021

Leitura- Contos Negros

 Razoável este livro de Ruth Guimarães. Não se compara em conteúdo com Câmara Cascudo porém tem o mérito de realizar uma pesquisa em uma região especifica brasileira e de mostrar sua correlação com contos de outros países

Resenha: 

Em muitos lugares brasileiros, ainda persiste o costume de contar histórias...
Em geral, em torno de uma fogueira. É só ficar de mão no queixo, sentado em cima das toras, escutando. O círculo das caras atentas arde ao calor das chamas. Todos se voltam para o narrador, num tropismo original.
Não é que o tempo esteja sobrando, não é isso. Em verdade, não existe mais o tempo. Acabou-se o seu império sobre os homens. Não se cuida nem da hora, nem do correr dos instantes. O tempo é o fluir da história. Tempo e espaço se contam na vida dos príncipes e das princesas e do seu povo encantado.
Assim, a história vem lenta. Assim, vem comprida. Com repetidos pormenores, cumulativa, misteriosa e sutil, dentro do sutil da noite misteriosa. Transportamo-nos para um outro mundo habitado por duendes e fantasmas, por espíritos bons, pelos bichos que falam. Coisa linda de se ouvir e de se viver. A empatia é tanta, que estamos tão do lado de lá, quanto Alice no País dos Espelhos. Dá pena haver crianças que nunca ouviram casos narrados assim.

terça-feira, 23 de março de 2021

Leitura- Jinga de Angola

 

Excelente esta biografia de Jinga de Angola. Rainha negra que tantas influencias teve para o povo de Angola como para os afro-brasileiros e para nossa cultura brasileira. 


Resenha :Mulher livre, corajosa e orgulhosa que soube defender ardentemente sua posição e africanidade. A “Cleópatra da África Central” teve petulância o suficiente para enfrentar as impiedosas lutas de poder dominadas pelos homens de seu tempo. Poderosa e destemida, a rainha Jinga não recuou um centímetro para tentar preservar seu território dos colonizadores portugueses na África. No século XVII, essa figura, cuja inteligência tinha o mesmo grau de sua ferocidade, desafiou todas as limitações impostas ao seu gênero. Este livro certamente abala as narrativas hegemônicas sobre a história da África. No auge de seu reinado, na década de 1640, Jinga governava quase um quarto do norte de Angola nos dias de hoje. Perto do fim de sua vida, cansada da guerra, fez as pazes com Portugal e se converteu ao cristianismo – embora sua devoção à nova fé fosse questionada. Em um mundo onde as mulheres eram subjugadas pelos homens, Jinga reiteradamente superava seus competidores do sexo masculino e desrespeitava as normas estabelecidas, arrebanhando inclusive um sem-número de amantes de ambos os sexos. Hoje ela é reverenciada em Angola como heroína nacional e homenageada nas religiões populares. Seu complexo legado forma parte crucial da memória coletiva do mundo afro-atlântico.

sexta-feira, 12 de março de 2021

Leitura- Os Sertões

Os Sertões faz jus a fama. Um livro que é o próprio  Brasil . A sociedade desenvolvida que não reconhece em si seu povo , seus costumes e seu território. Uma elite que atua de forma completamente desordenada e inconsequente para lidar com supostamente seres inferiores e que teve severas consequências em vidas .Um livro que todo brasileiro deveria ler

Resenha :

O clássico sobre a rebelião de Canudos chega à Penguin-Companhia com novo estabelecimento de texto, notas, cronologia e textos de apoio de Lilia Moritz Schwarcz, André Botelho e Luiz Costa Lima. Uma obra sobre o sertão, as injustiças sociais do Brasil e a violência que marcou o país.
Escrito a partir do trabalho jornalístico de Euclides da Cunha sobre a rebelião de Canudos, Os sertões é considerada uma das obras mais importantes da literatura nacional. Ao narrar a violenta e exaustiva repressão sofrida pelo bando de Antônio Conselheiro, o autor narra também a formação do homem sertanejo.
Muitas vezes visto como corroboração às ideias evolucionistas que permearam os anos 1900, este livro, na verdade, leva as contradições de tais ideias ao limite. A própria narrativa, o contar dos acontecimentos, vai desenhando um argumento contrário às polaridades e dicotomias estanques.
Ainda muito atual, Os sertões denuncia os crimes cometidos por uma sociedade eurocêntrica, violenta, autoritária, desigual e excludente, além de desafiar qualquer resposta fácil para as questões sertanejas.
Esta edição conta com introdução de Lilia Moritz Schwarcz e André Botelho; posfácio de Luiz Costa Lima; e estabelecimento de texto, notas e cronologia de André Bittencourt.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Leitura-=- Balada da praia dos Cães




Um bom livro mas escrito no português de Portugal que as vezes dificulta a compreensão de certas passagens .Cheios de referencias gírias e fatos da época também trazem uma dificuldade adicional. Porém é uma forma altamente criativa de se escrever um romance de suspense policial.

Resenha:
Um romance considerado um marco na história da literatura policial e um fascinante estudo sobre o medo.

Dois presos políticos, o major Dantas C., 46 anos, casado, e o arquiteto Fontenova, 25 anos, conseguem fugir da cadeia militar onde aguardavam julgamento por conspiração revolucionária. Na fuga, colaboram um jovem cabo que prestava serviço no presídio e a amante do major, Mena, ex-estudante universitária. Assim começa Balada da praia dos cães, trazendo uma impressionante história de assassinato baseada em fatos reais e sob o comando de uma figura carismática, o major Dantas C.
O livro foi realizado a partir do relato do homem acusado como coautor do crime e de relatórios policiais, o que proporciona ao leitor uma sensação de proximidade e verossimilhança muito forte.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Leitura- Quando fui mortal

Razoável este livro de contos de Javier. São muit9o criativos , alguns muito bons .Mas no geral o livro  não me agradou .Sei que tem outros melhores


Resenha:


Javier Marías foi vizinho de Vladimir Nabokov nos Estados Unidos. Como o espanhol tinha um ano de idade, entretanto, e foi para lá com o pai, que dava aulas numa universidade americana, não consta que tenha sido influenciado por conversas com o russo expatriado - tampouco visitado por seu fantasma.

Essa história, verdadeira, não está em "Quando Fui Mortal", mas bem que poderia. O que não falta nos doze contos do livro são encontros inesperados cujos desdobramentos são ainda mais surpreendentes. As vidas sobre as quais Marías se debruça e observa, seja como fantasma, seja como mortal, são repletas de pequenos episódios aparentemente desimportantes, mas que na verdade se mostram cheios de encantamento e possibilidades.
Como o fantasma do conto que dá título ao livro, Marías paira sobre seus protagonistas, observados com uma ironia que quase disfarça o olhar carinhoso, revisitando acontecimentos e diálogos e conferindo a eles, assim, mais sentido e vigor. Há muitos mortos no livro, evidentemente, mas o fundamental para o autor não é a morte: é a vida, particularmente a vida pequena e cotidiana.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Leitura- Leão de Chácara

 João Antônio eh dos escritores que junto com Simas e em escala menos João do Rio tratam dos excluídos da sociedade ;Aqueles que vivem a margem porém são a maior parcela da população .Poucos representados encontram em João Antônio uma forma de mostrar como sobreviver e sua existência em eterna luta pela vida  

Resenha :Nos contos de 'Leão de chácara', João Antônio, vai buscar os seus personagens no meio do povo humílimo das grandes capitais (São Paulo e Rio de Janeiro), entre a arraia miúda que aprende a viver nos embates, trancos e barrancos da rua, postos à margem da ordem social, que suportam ou enfrentam de acordo com as circunstâncias. Segundo o autor, as narrativas são sumarentas de vida e porejantes de verdade humana, não aparecem protagonistas marcados por traços pitorescos que os transformem em coloridas figuras do folclore urbano - pelo contrário - são o retrato veraz das camadas sociais a que pertencem, estão recortados com total fidelidade e na plenitude de suas grandezas e misérias.

Leitura- Os poroes da Contra-Venção

 


Excelente livro -reportagem sobre a ligação entre a Ditadura e a violência do Barões da Contravenção. A leitura nos traz algumas lições : 1o Ditaduras ou governos de Direita minam de forma consistente os valores do Democracia pois se baseiam em táticas militares de comando e obediência .2o Os profissionais empregados nestes tipos de governos no momento que o governo eh substituído por algo mais democráticos migram para funções similares onde tem oportunidade de empregar o que tem expertise: violência , conspiração e práticas antidemocráticas. 3o Temos que evoluir muito nossa Democracia ainda impregnada destes elementos , de representantes de evangélicos xiitas e de clãs de famílias e de grupos de pressão , que em ultima analise são os que mantem o poder junto com a casta do Judiciário

Resenha:

Este livro-reportagem é daqueles raros que esgota – destrincha até não sobrar dúvida – o assunto a que se dedica: a histórica e macabra sociedade entre jogo do bicho e ditadura militar. Seus personagens principais, Anísio, o “papai” da Beija-Flor, Castor de Andrade, o benfeitor da Mocidade Independente, e Capitão Guimarães, militar e torturador dos calabouços da ditadura, cresceram e apareceram (não sem muito sangue) no ambiente terrivelmente favorável dessa parceria.

Neste Os porões da contravenção, Aloy Jupiara e Chico Otavio recriam a fauna de terror em que os bicheiros foram buscar os braços que lhes garantiriam segurança, território e organização. E vão muito além de escancarar – o que por si só já representaria um marco jornalístico – as manobras por meio das quais o regime não apenas protegeu, mas permitiu e mesmo estimulou, o desenvolvimento sustentável do crime organizado no Rio de Janeiro e, logo, no Brasil.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Leitura- 451-No 42 Fev 2021

 

Artigo de PPP sobre Fran Leibowitz muito bom o de Epalanga também nos diz muito sobre a brasilidade e o negacionismo. Gostei muito do artigo resenha de Leão Serra sobre jornalismo e escrita Rashomon, excelente. Fantástica a entrevista com Alberto  Manguel , fiquei com vontade de ler seus livros e gostei da resenha do livro de Mishima -que para mim eh dos maiores escritores- VIDA a Venda. A Cruzada das crianças também me interessou . Já li e tenho O que eh arte de Danto e os quadrinhos Os donos da Terra me atraiu.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Leitura -451 No 41 -Jan 2021

 

Resenha :

A resenha dos livros do Coetzee me interessaram bastante . A do Bazar de Alain Mabanckou também me pareceu ótimo livro. Os mangas de Shintaro com certeza comprarei. A entrevista do Raduan me pareceu mais um trabalho dos entrevistadores que do próprio Raduan que pouco fala. Como estatístico gostei muito do Mapa da Enfermidade sobre coleta de dados de doenças epidêmicas  .Os artigos da Monica , Kalaf , Djaimilia e PPP excelentes

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Leitura -Arruaças




A tentativa de criar uma Filosofia carregada de brasilidade e fruto do que temos de melhor anima a leitura do livro. Como diz Simas : "Não gosto do Brasil, gosto da Brasilidade". Resgatar a "Alma Brasileira ! de Vila eh o que nosso amigos pretender neste livro carregado de esperança. O Brasil ainda tem uma chance

Resenha : 

A filosofia popular brasileira está nas ruas, nas experiências cotidianas e ancestrais, nos conhecimentos herdados e aprendidos nas encruzilhadas, nos terreiros e nos feitiços, na ginga dos malandros, nas veredas dos vaqueiros, nas saias das pomba-giras. Saberes que vão tomando o seu espaço, desafiando os conceitos de uma história única e linear e se impondo frente a um conhecimento hegemônico e limitador.


Trata-se, portanto, de uma ativa proposta contra a colonização dos pensamentos e das ideias o que esses três pensadores e professores brasileiros apresentam em Arruaças, um livro povoado de histórias, aprendizagens e encantamentos.

Arruaças nos convida a conhecer a filosofia de boiadeiros, Marias Mulambos, Marias Navalhas, Estamiras, malandros, Zé Pelintras, Pomba¬giras, geraldinos e arquibaldos, pretas e pretos velhos. Do samba macumbado de Clementina de Jesus à filosofia queer de Joãozinho da Gomeia, reconhecemos o cumba como filósofo da linguagem, Tranca-Rua como filósofo das ruas, Mestre Pastinha como o filósofo negro da capoeira – sim, a capoeira é uma filosofia! Por suas páginas desvelamos conceitos tão caros ao nosso pensamento, como a encrenca das prostitutas polacas, ou reconhecemos a filosofia política de Tupinambá e Tibiriçá.

Mas Arruaças não é apenas um livro de filosofia, é um livro maior. É palavra que inscreve a legitimidade de nosso pensamento, porque, como diria o outro (Deleuze), há coisas que dão a pensar mais que a própria filosofia. Na encantaria ou na roda de men
tira em Madureira, nos encontros improváveis entre Kafka e Exu, Madame Satã e Espinosa, o pensamento, a filosofia popular brasileira, vai se desvelando a cada linha, com seus fazeres e sabenças, é Ogum Beira¬-Mar com sua guia de sereia tentando debelar o quebranto colonial.


"Arruaça é também uma guerra em que os modos populares têm, como tática, artimanhas não convencionais. O Brasil das sinhás, sinhôs e de toda carga imantada por eles é aquele que precisa ser rasurado pela brasilidade dos viventes que para aqui se bandearam. Seja nas matas, praias, esquinas, rodas, improvisos, várzeas e recantos onde tocam-se tambores, há inúmeras formas de ir ao campo de batalha. Riscando pólvora na rua, botando o corpo na praça ou se emaranhando nos buracos desse chão, existe um infinito repertório de fazeres que nutrem a existência da brasilidade."

sábado, 6 de fevereiro de 2021

Leitura- Pedrinhas Miúdas

 



Mais um ótimo livro do Simas que busca construir a história dos excluídos  dos negros forçados a uma diáspora e de todos  aqueles não reconhecidos pelo Estado nem pelo Status quo que foram de certa forma segregados de tudo neste País .Reescrever toda nossa história se torna fundamental para recriarmos nossa IDENTIDADE que eh única no mundo . Da mesma forma construir a visão filosófica deste grupo elevando a mesma aos níveis dos mais importantes filósofos da humanidade. Algumas estórias e resenhas se repetem em seus livros .


 Resenha : Em  seu novo livro, Luiz Antonio Simas recolhe as pedrinhas miudinhas brasileiras em 41 ensaios. Do samba ao forró, de Noel a Jackson do Pandeiro, entre caboclos e políticos, o historiador lembra de onde viemos e dá boas ideias para onde irmos. De preferência para bem longe dos descolados e da mania modernizadora de “profanar o sagrado e tornar provisório o que já transcendeu a esse próprio tempo”. O fio condutor dos diversos temas não podia ser outro: as raízes da cultura sacro-africana, mais do que herança, “fonte inesgotável de saber e encantamento”, como destaca Nei Lopes em seu prefácio.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Leitura- Juca Paranhos 0O Barão do Rio Branco

 


Excelente esta biografia do Barão do Rio Branco .Como brasileiro eh importante entender o  Barão na construção do Brasil e na imagem do  brasileiro. Sua formação ajudou a criar uma estratégia de diplomacia importante para o Pais e que evitou derramamento inútil de sangue. Talvez um dos diplomatas mais importantes do século  xxviii e xxix

Resenha:

Nesta biografia do barão do Rio Branco, Luís Cláudio Villafañe G. Santos se contrapõe à visão convencional de Paranhos Júnior como intelectual distante, absorto em seus infindáveis estudos históricos. Aqui, a complexa e muitas vezes controversa trajetória pessoal do Barão — que buscou ativamente e com grande empenho reforçar a própria posição na diplomacia e na política — é apresentada dentro do contexto das grandes transformações vividas pelo Brasil e pelo mundo entre a segunda metade do século XIX e o início do XX.


“O barão do Rio Branco de nossa admiração não esconde o amante egoísta, o vaidoso que alimentava a claque de seu teatro pessoal, o centralizador que desmerecia a ajuda dos colaboradores, o sedento de glória, o glutão e o esbanjador para quem todo dinheiro era pouco. Reexaminando o muito que se escreveu sobre o barão, assim como a sua correspondência ativa e passiva, e lendo, dia a dia, linha a linha, o que, na época, estampavam os jornais, Luís Cláudio Villafañe G. Santos trouxe para a nossa companhia um Rio Branco confiante no forte saber que lhe moldava os argumentos e as ações. E tão bem contada é a sua vida e tão nítidos os retratos, que ele sai deste livro, nos toma pelo braço e nos convida para jantar no Hotel dos Estrangeiros.” — Alberto da Costa e Silva

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Leitura- Ode a Mauro Shampoo

 Com Simas não tem erro .Suas estórias contam mais do Brasil que muitos livros de história.Mais um ótimo livro . Só com futebol do Ibis a Fast Club

 Resenha :

Os textos deste livro passam ao largo da análise sociológica ou do rigor histórico. Eles foram escritos com a duvidosa categoria de um peladeiro convicto que mais tomou frangos do que fez golaços. Ao longo de 32 crônicas, o historiador Luiz Antonio Simas conta histórias de times pequenos, derrotas, sonhos e conquistas da várzea. Várzeas são terrenos junto aos rios. Tudo indica que a expressão “futebol de várzea” surgiu em São Paulo, em campos que ficavam às margens do Rio Tietê. Para efeito deste livro, a várzea é qualquer terreno – do campinho de terra ao estádio famoso – onde o futebol inventa, margeando modestos ribeirões, a vida.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Leitura- Rondon

 


Muito importante com brasileiros conhecer as figuras nacionais que ajudaram a moldar o brasileiro. Rondon foi com certeza um dos maiores exploradores do Mundo , um dos maiores brasileiros e seu legado transcende as varíaveis politicas ao longo de seu trabalho que sempre foi , a parte as diferenças politicas , reconhecido por toda nação. Resenha: 

Um dos maiores exploradores da história mundial, Cândido Rondon teve uma vida extraordinária. Nesta minuciosa biografia, o jornalista Larry Rohter revela para o leitor a amplitude de seu legado para o país e os povos indígenas. No início da tarde de 26 de abril de 1914, um grupo de dezenove homens chegou à confluência de dois rios no coração da selva amazônica. Durante meses eles enfrentaram uma sucessão de dificuldades e privações para realizar um feito notável: navegar e mapear um rio ainda desconhecido, chamado rio da Dúvida, porque seu curso e comprimento eram um mistério. Os líderes dessa expedição eram Theodore Roosevelt, ex-presidente dos Estados Unidos, e o brasileiro Cândido Mariano da Silva Rondon, que há mais de vinte anos explorava a região. Depois que a jornada com Roosevelt chegou ao fim, Rondon continuaria por muitos anos seu importante trabalho, que incluiu o levantamento de rios, montanhas e vales até então ignorados, a instalação de quilômetros de linhas telegráficas, a construção de estradas, pontes e a fundação de povoamentos. Foi também Rondon quem primeiro estabeleceu contatos pacíficos com dezenas de etnias indígenas. Em 1910, fundou o Serviço de Proteção aos Índios, em um esforço de inclusão dos índios ao Estado nacional brasileiro. Hoje Rondon empresta seu nome a ruas, museus, cidades e até a um estado, Rondônia. O lema que norteou suas expedições e contatos com os povos indígenas  “Morrer se preciso for, matar nunca” , porém, se perdeu no tempo, e muitos de seus incríveis feitos como explorador permanecem ignorados. A grandiosidade de seus feitos inspirou o jornalista Larry Rohter a mergulhar por mais de cinco anos em sua trajetória, oferecendo agora ao leitor brasileiro um livro que redimensiona o lugar de Rondon na história do Brasil.

domingo, 10 de janeiro de 2021

Leitura- Os Romanov

 


Dificilmente um romance seria tão rico e exuberante quanto a epopeia dos Romanov . Vale a pena conhecer a estória desta dinastia e da construção de uma Rússia de características tão peculiares. Um Império sem igual na era moderna


Resenha: Os Romanov foram a mais bem-sucedida dinastia dos tempos modernos, governando um sexto da superfície da Terra. Neste livro envolvente, o premiado historiador Simon Sebag Montefiore revela o mundo secreto de poder ilimitado e a implacável construção de um império fervilhante, repleto de conspirações palacianas, rivalidades familiares, excessos sexuais e extravagâncias selvagens. Um palco composto por um elenco de aventureiros, cortesãos, revolucionários e poetas: de Ivan, O terrível, a Tolstói, da Rainha Vitória a Lênin.

Escrito com uma verve literária admirável, e baseado em recente pesquisa, Os Románov é ao mesmo tempo uma história de triunfo e tragédia, amor e morte, um estudo universal do poder e um retrato essencial do império que ainda define a Rússia de hoje.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Leitura- Woof Hall

Bom . Não sei e estava no mood do livro ou não. O fato eh que talvez pela minha atual situação , achei maçante o livro . Fui ate a metade


mas enchi da leitura Resenha :Ele se sente em casa num tribunal ou num cais, no palácio de um bispo ou no pátio de uma estalagem. Ele pode redigir um contrato, treinar um falcão, delinear um mapa, interromper uma briga de rua, mobiliar uma casa e comprar um júri. É capaz de citar uma passagem adequada dos antigos autores, de Platão a Plauto, de trás para a frente. Ele conhece a poesia atual e sabe recitá-la em italiano. Trabalha o tempo todo, é o primeiro a se levantar e o último a ir para a cama.” Assim a narradora de Wolf Hall define, em uma passagem exemplar, seu enigmático, astuto e fascinante protagonista: “ele” não é outro senão Thomas Cromwell, personagem ao mesmo tempo obscuro e crucial na história inglesa.

De raízes humildes, Cromwell galgou por seus próprios méritos as mais altas hierarquias do reino e se tornou o principal conselheiro do rei Henrique VIII. Foi ele quem abriu os tortuosos caminhos para o divórcio entre Henrique e Catarina de Aragão; foi ele quem encontrou as justificativas legais para o casamento entre o monarca e Ana Bolena; e foi ele quem guiou a Inglaterra em seu rompimento com a Igreja de Roma. Apesar de seu impacto na história inglesa, pouco se sabe sobre a vida particular de Cromwell, que não nos deixou cartas nem memórias pessoais.

Em Wolf Hall, a grande romancista inglesa Hilary Mantel preenche as lacunas da história com sua aguçada imaginação e um estilo narrativo único, que jamais recai no fraseado postiço de época, tampouco no anacronismo inverossímil. Numa combinação de registros que apenas grandes estilistas conseguem realizar, Mantel constrói a ascensão de Cromwell desde suas origens miseráveis e brutais, passando pelos anos a serviço do malfadado cardeal Wolsey, até a conquista de um perigoso lugar ao sol, tornando-se o braço forte do inconstante e às vezes terrível Henrique.

Vencedor do Man Booker Prize, a principal premiação literária na Inglaterra, Wolf Hall é um romance em que a História ressurge nítida e cortante como a lâmina do carrasco.

domingo, 27 de dezembro de 2020

Leitura -Austerlitz

 


3o livro que leio de Sebald,.Para mim um dos melhores escritores contemporâneos. Sua prosa lembra Proust e nos faz viajar em suas estórias como se contadas por um amigo. próximo. Excelente

Resenha: O professor de história da arquitetura Jacques Austerlitz explora a estação ferroviária de Liverpool Street, em Londres, coletando material para pesquisas, quando é tomado por uma visão que talvez o ajude a explicar não a “arquitetura da era capitalista”, mas o sentimento incômodo de ter vivido uma vida alheia. A partir dessa experiência, suas andanças pelas ilhas britânicas e pelo continente europeu, sua mania fotográfica e sua memória minuciosa ganham ímpeto bem mais que acadêmico: Austerlitz passa a reconstruir sua própria biografia.
Para cumprir a tarefa — ou seu destino —, o herói do romance terá de ir e vir entre várias décadas, muitos países e os cenários mais díspares: um lar protestante no interior de Gales, um internato britânico, uma biblioteca em Paris, fortificações, palácios, campos de concentração, monumentos e banheiros públicos.
No fim da viagem — que converterá a biografia mais íntima do professor em cifra da história européia no século XX —, está o momento em que tudo começou, com outros nomes, em outra língua, em outra estação ferroviária, quando os horrores da Segunda Guerra começavam a se anunciar.
Explorando temas como a perda, o desolamento e a inquietude mental, e misturando gêneros como as memórias, a história e a literatura de viagem, a prosa de Sebald foi saudada no mundo todo por desafiar os limites da ficção. Como em seus outros romances, o texto de Austerlitz é costurado por fotografias às vezes enigmáticas: objetos, cartões-postais e lugares não identificados não são meras ilustrações da história — por meio delas, o autor parece sugerir algo mais.
Publicado em 2001 e inédito em português, Austerlitz é a estréia de Sebald na Companhia das Letras, que lançará Vertigem(1990), Os emigrantes (1992), Os anéis de Saturno (1995) e Sobre a história natural da destruição (2003).

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Leitura- 451 No 40 Dez 2020

Mais uma edição da 451.Achei esta edição com resenhas de livros medianos sem muito expressão . Os melhores de 2020 são uma exceção 
 

Leitura- O Bebedor de vinho de Palma- Amos Tutuola

RESENHA : Tido pela revista Time como um dos 100 melhores livros de literatura fantástica de todos os tempos, O bebedor de vinho de palma e ...