Mais um excelente livro de Ruffato. Hoje um dos grandes nomes de nossa Literatura. Seus personagens impregnados de vida são marcantes.Bobby e Luís Gordo são figuras inesqueciveis .Leitura envolvente
Resenha:
O escritor Luiz Ruffato recebe em sua casa a correspondência de um desconhecido. Trata-se de um manuscrito, uma compilação de memórias que Dório Finetto, funcionário graduado do Banco Mundial, redigiu a partir de suas muitas viagens de trabalho. Como consultor de projetos na área de infraestrutura, Finetto percorreu meio mundo numa sucessão de simpósios, reuniões e congressos. A mente de engenheiro, no entanto, esconde um observador arguto e sensível, uma dessas pessoas capazes de se misturar com naturalidade num grupo de desconhecidos.
De Beirute a Havana, passando por Hamburgo, Timor Leste, Buenos Aires e incontáveis lugares mundo afora, Finetto colecionou grandes histórias e pequenos acontecimentos. Foi tão capaz de se misturar à vida local quanto de saber a hora exata em que o prudente é tomar distância e não se envolver. Por alguns momentos, fez parte da vida dessas pessoas. Em outros, foi protagonista involuntário do drama alheio. Às vezes, assistiu a essas realidades quase como de um periscópio.
Foi a partir dessas observações que Finetto compôs seu Viagens à terra alheia, o manuscrito que mandou ao conterrâneo Luiz Ruffato. E é este livro dentro do livro que Ruffato irá transformar no romance Flores artificiais. Partindo de um esqueleto ficcional, Ruffato - o autor, e não o personagem do próprio livro - irá embaralhar as fronteiras entre ficção e realidade, sem jamais perder de vista a força literária que é a grande marca de sua obra.
sábado, 5 de julho de 2014
sábado, 28 de junho de 2014
Leitura - A 1a historia do Mundo

Este novo livro de Mussa eh interessante . Vale como registro histórico aliado a ficção. Mas achei meio confuso com excesso de personagens que acabam nos confundindo e tiram o brilho da estória.
Resenha:
O romance baseia-se em parte da documentação de um caso real – o primeiro registro formal de um assassinato no Rio de Janeiro, de 1567, crime passional, história de adultério, que enredou, entre acusados e testemunhas, espantosos 15% da população [que não passava de 400] da cidade então – para tecer uma deliciosa trama policial, em que os mitos fundadores do Brasil, sobretudo os indígenas, associados à própria tradição do gênero literário policial, serão fundamentais para a solução do caso.
A primeira história do mundo é, sem dúvida, o mais popular dos livros do autor.
domingo, 15 de junho de 2014
Este eh p 1o livro de Will Self que leio. Realmente se trata de excelente escritor. O conto Ala 9 eh um dos mais impactantes que já li ate hoje . O clima , os personagens e a estoria são brilhantes e não nos deixam sossegados nem durante a leitura nem depois dela .
Resenha:
Em termos de experiência ficcional, Will Self está criando um dos terrenos mais incomuns e desafiadores ao redor.” – New York Times Book Review
“Self é um autor de talento sobrenatural. Em praticamente qualquer página de sua ficção, é possível encontrar imagens surpreendentes, comentários cruelmente cortantes e uma pontiaguda observação da sociedade.” – GQ
Desde o seu primeiro livro de contos, Will Self é considerado um mestre na arte da narrativa curta. Agora, pela primeira vez, uma seleção de suas histórias é publicada no Brasil. O Self essencial procura mostrar a faceta marcante — cômica, muitas vezes desconcertante — de um dos escritores ingleses mais vibrantes de sua geração.
Em seus textos, o autor apresenta personagens inusitados e sempre fora dos padrões sociais. Ex-traficantes descobrem uma jazida de crack no subsolo de sua casa; um especialista em arte-terapia mergulha na irrealidade de um pavilhão de loucos em que pode ficar eternamente aprisionado; uma paciente terminal inglesa viaja à Suíça atrás de uma morte assistida, mas encontra um estranho milagre de cura.
Humor negro, situações grotescas, cenas que invertem a banalidade do dia a dia — tudo narrado com uma inventividade linguística que só Will Self é capaz de conceber.
domingo, 18 de maio de 2014
Leitura - Lionel Asbo
Martin Amis eh um bom escritor. Esta fabula moderna nos coloca face a face com aspectos atuais da vida: violência , exposição a mídia. celebridades, futilidades do jornalismo , classe media se entupindo de chavões no consumo de bens e artigos de luxo. Uma amostra da pobreza de nossa sociedade atual.
Resenha:
Lionel Asbo sobrevive de negócios escusos no subúrbio de Londres. Mas o que ele mais gosta de fazer mesmo é espancar aqueles que ousam se colocar em seu caminho no distrito de Diston Town, onde mora com o sobrinho Desmond Pepperdine e seus doispitbulls, Joe e Jeff. A vida na pequena criminalidade é uma verdadeira vocação. Desde a infância, ele acumula episódios de arruaça e passagens por diversas prisões inglesas. Não à toa, decidiu mudar seu registro de batismo, adotando como sobrenome a sigla Asbo (em inglês, Condição de Comportamento Antissocial).
Filho caçula de sete irmãos (todos, menos ele e a irmã Cilla, batizados com nomes dos Beatles: John, Paul, George, Ringo e até o “esquecido” Stuart), Lionel tem uma namorada, Cynthia, que conhece desde a infância. Mas a pessoa mais próxima dele é o sobrinho Desmond, em tudo diferente do tio.
Se Lionel tem um físico atarracado e pálido, típico dos ingleses de classe média baixa, Desmond chama a atenção por seu porte esguio e por sua pele morena, herdada do pai (um negro que sua mãe não encontrou mais que duas vezes na vida). Sem ter conhecido o pai, Desmond perde também a mãe na adolescência. A partir de então, algumas de suas características se acentuam: a timidez, o romantismo, a dedicação aos estudos e o cuidado com os outros, especialmente com seu tio arruaceiro, que Desmond tenta manter sob controle.
Desmond é a esperança da família, ainda que entre os Pepperdine apenas a avó Grace pareça dar a ele o seu devido valor. Para complicar as atribulações de Lionel e Desmond, uma das primeiras namoradas do rapaz é ninguém menos que a própria avó Grace, ainda inteirona na casa dos quarenta anos. A história incestuosa com a mãe de seu tio facínora irá atormentar a consciência torturada e retraída de Desmond, até que um acontecimento imprevisível mudará completamente os rumos desta história: Lionel Asbo ganha 140 milhões de libras na loteria.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Leitura - Mil Tsurus
Este romance de Kawabata nos parece um pouco com aqueles da época Vitoriana porem com acento japonês. Uma prosa muito suave que fala de uma forma de relacionamento pessoal que já se perdeu no tempo. Nos transmite também como se perdem as tradições e costumes de um povo que vãi se adaptando aos novos tempos , A nova geração por força de contestação rompe com o passado numa forma de se criar novos padroes de comportamento.
Resenha:
Publicado originalmente em capítulos por revistas japonesas, este romance foi escrito entre os anos 1949 e 1951, período de reconstrução de um Japão devastado pela Segunda Guerra. Nesse contexto em que a sociedade japonesa se reestruturava e também se defrontava com valores culturais vindos do Ocidente, Kawabata resgata valores tradicionais de seu país, fazendo da cerimônia do chá o pano de fundo para a história de 'Mil tsurus'. Kikuji Mitani é um jovem que, durante uma cerimônia do chá, reencontra duas antigas amantes de seu falecido pai, Chikako Kurimoto e a viúva Ota, e de repente se vê profundamente envolvido com elas. Enquanto Chikako tenta arranjar um casamento para Kikuji, este inicia um inesperado romance com a senhora Ota, que por sua vez tem uma filha chamada Fumiko, de quem Kikuji também irá se aproximar. Mas há ainda Yukiko, a delicada jovem pretendente a se casar com Kikuji, personagem que representa serenidade num ambiente repleto de ressentimentos e intrigas. Não é por acaso que a moça é descrita usando um lenço de seda ilustrado com tsurus, ave que simboliza nobreza e felicidade na tradição japonesa. Nessa história em que o passado, através da figura do pai do protagonista, desperta sentimentos em conflito, Kawabata demonstra seu profundo conhecimento da antiga cultura de seu país e enaltece a importância da arte oriental, representada nas cerâmicas seculares do ritual do chá. Ao mesmo tempo em que discorre sobre a permanência da arte no decorrer dos séculos, sobrevivendo a gerações, o autor nos mostra o lado efêmero da vida e das relações humanas.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Leitura _ Uma Questao Pessoal

Este eh o 2o livro que leio de Kenzaburo. Um tema similar ao 1o sobre seu filho excepcional.
O 1o livro "jovens de um novo tempo Despertai" eh excelente e me levou a aprofundar a leitura de Willian Blake cuja frase neste livro da bem a dimensão de para onde nos quer levar Kenzaburo:
Sooner murder an infant in its cradle than nurse unacted desires.Where man is not, nature is barren.Truth can never be told so as to be understood, and not be believ'd.Enough! or Too much.
Este 2o livro também nos provoca questionamentos como os que assolam Byrd.
Resenha:
A gravidez da mulher acrescenta angústia ao cotidiano de Bird. A idéia de que será pai e chefe de família faz com que se sinta condenado à vida cotidiana. Para piorar, depois do parto, os pais descobrem que uma anomalia cerebral fará o menino ter uma vida vegetativa.
Bird não suporta a possibilidade de se ver atrelado para sempre a um filho anormal. Passa, então, a desejar a morte da criança. Aos poucos, porém, Bird se dá conta de que a crise era uma oportunidade para percorrer um caminho de conquista da realidade, enfrentando os desafios de amadurecimento da vida adulta.
sábado, 19 de abril de 2014
Leitura- Pulp Head
Muito recomendado este livro de Sullivan eh excelente. Cada estoria nos mostra muito da cultura americana pois explora de forma criativa e aberta uma parte da alma americana. Seus ensaios nos permitem entender um pouco mais este povo .Além disto como Foster eh um dos melhores escritores americanos.
Pulphead é a primeira coletânea de ensaios de John Jeremiah Sullivan. Comparado a Tom Wolfe e David Foster Wallace, tem sido considerado um dos renovadores da prosa de não ficção americana.
Os temas de seu livro, como indica o subtítulo “O outro lado da América”, falam dos Estados Unidos: do furacão Katrina a Michael Jackson, de um escritor esquecido do Tennessee à experiência de quase-morte do irmão do autor, seus textos são pequenos espelhos do caleidoscópio que forma a identidade americana.
A abordagem, contudo, é capaz de revelar sempre o lado menos explorado dos assuntos que trata. A atenção ao detalhe, a apuração rigorosa, o tino analítico, o olhar de ficcionista e a mistura com suas memórias pessoais fazem do gênero que ele pratica um formato único.
Sullivan não busca o bizarro dessas experiências: em vez de se julgar superior, iguala-se a elas. É capaz de confessar sua admiração pela banda Guns N’ Roses, pela MTV e até mesmo pelos reality shows.
No primeiro ensaio do livro, por exemplo, passa alguns dias num festival cristão de rock, onde conhece um grupo de rapazes da Virgínia Ocidental que poderiam ser facilmente descritos como broncos e bizarros. Mas o autor não só evita a condescendência como admira os novos amigos.
Poucos ensaístas escrevem com ritmo perfeito. O formato privilegia clareza e precisão, atributos em que Sullivan parece não ter rivais em sua geração. Abra seu livro e verá catorze ensaios que descem redondo como a melhor ficção.
sábado, 22 de março de 2014
Leitura- A Sabedoria dos Mitos Gregos
Um livro interessante para quem quer se informar sobre mitologia e mitos gregos. Bom para posteriormente se aprofundar nas leituras mais densas das tragedias e dos mitos sem perder de vista a visão filosófica grega que tanto contribuiu para a formação humana. Pena que esta não tenha sido a linha religiosa adotada pelo ocidente tao influenciada pela leitura bíblica de visão filosófica completamente oposta.
Resenha:
Conheça como nunca antes a Odisseia de Ulisses; a criação do mundo, dos deuses e dos seres humanos; o rei Midas, com seu toque de ouro; o papel da música; as tragédias de Orfeu, Deméter e Ícaro; os trabalhos de Héracles; Teseu e o Minotauro, no Labirinto; Perseu e a Medusa; Jasão e o Tosão de ouro; os infortúnios de Édipo e sua filha Antígona.
Resenha:
Por que existimos? Por que morremos? Como viver uma boa vida? Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas? Como manter o equilíbrio no cosmos em que vivemos?
Neste segundo volume de sua série Aprender a Viver, Luc Ferry conta e interpreta, para iniciantes e aficionados de todas as idades, os mitos centrais da cultura grega. A abordagem instiga o leitor a examinar sua própria vida e suas crenças, para entender melhor seu lugar no cosmos e os desafios da vida humana.
A mitologia grega é a raiz da filosofia. As questões persistem ao longo dos milênios, mas Ferry chega a respostas surpreendentes e provocadoras.
Luc Ferry é filósofo, ex-ministro da Educação na França, e tem suas obras traduzidas em mais de 14 países.
Luc Ferry leva o leitor, mesmo o não familiarizado com o assunto, a entender o sentido e o propósito da mitologia grega. Com ele, não existe o obscuro ou inacessível, e nos encantamos pela apaixonante viagem ao universo das ideias que nos oferece este livro excepcional.
Conheça como nunca antes a Odisseia de Ulisses; a criação do mundo, dos deuses e dos seres humanos; o rei Midas, com seu toque de ouro; o papel da música; as tragédias de Orfeu, Deméter e Ícaro; os trabalhos de Héracles; Teseu e o Minotauro, no Labirinto; Perseu e a Medusa; Jasão e o Tosão de ouro; os infortúnios de Édipo e sua filha Antígona.
terça-feira, 4 de março de 2014
Leitura - O Livro Roubado
Resenha:
Ele era o cara errado no lugar certo. André, 34 anos, ganha a vida levando turistas para conhecer os bares do Rio e é um leitor apaixonado de romances policiais. Ao cobrar uma dívida de um detetive particular, acaba sendo confundido com o próprio e resolver levar adiante a farsa, pegando o caso de um cliente milionário.
Acompanhado de seu amigo e assistente inseparável, o Gordo, André vai investigar o roubo de um livro raro: uma primeira edição de Histoires Extraordinaires, a tradução de Baudelaire dos contos de Poe, roubada da casa de um bibliófilo. Parece um caso fácil de solucionar, já que o cliente logo diz quem é o ladrão: seu mordomo. O livro, no entanto, esconde segredos inimagináveis e vai estar no centro de uma trama alucinante, envolvendo uma estranha confraria e alguns milhões de reais.
O livro roubado mistura suspense, mistério, violência e romance, elementos clássicos da melhor literatura policial. E traz de volta a mesma dupla inseparável de O campeonato, primeiro policial do autor. Tendo o Rio como cenário, o leitor vai acompanhar as aventuras de André & Gordo como se fosse um legítimo morador da cidade. Transitando por ruas do Centro, Copacabana, Gávea, Vila Isabel, tomando todas nos bares cariocas, André e Gordo – que agora é dono de um sebo, ou “comércio de livros usados”, como ele prefere chamar – nos levam não apenas para um passeio pelo Rio como também por toda a tradição da narrativa policial.
Flávio Carneiro faz uma clara homenagem a Edgar Alan Poe e também a outros grandes nomes do gênero. Como em O campeonato, também aqui o leitor vai encontrar diversas referências aos autores que construíram a história da ficção policial, como Conan Doyle e Dashiel Hammett, entre outros.
André tem bom coração, é inteligente, divertido e não resiste ao encanto de certas mulheres, como a sedutora Ana, secretária do detetive Miranda, e as duas filhas do cliente, Bruna e Clarice. Além delas, O livro roubado traz um elenco de ótimos personagens, como o motorista de táxi Clovis, que sonha em abrir um motel-fazenda, Diego, professor de química apaixonado por alquimia, e uma cartomante que será uma pista quente (ou não) para os dois jovens e improvisados detetives. São personagens marcantes, que contracenam com figuras típicas do Rio, como os frequentadores de sebo do centro da cidade, os garçons, as meninas bonitas do subúrbio carioca.
Através da linguagem fluente e bem-humorada de André, o leitor vai acompanhar de perto uma aventura narrada em ritmo veloz, uma história surpreendente, em que realidade e ficção se misturam e nada é o que parece ser. Uma verdadeira homenagem à literatura policial, ambientada num Rio de Janeiro ensolarado e boêmio, mas não menos misterioso.
Acompanhado de seu amigo e assistente inseparável, o Gordo, André vai investigar o roubo de um livro raro: uma primeira edição de Histoires Extraordinaires, a tradução de Baudelaire dos contos de Poe, roubada da casa de um bibliófilo. Parece um caso fácil de solucionar, já que o cliente logo diz quem é o ladrão: seu mordomo. O livro, no entanto, esconde segredos inimagináveis e vai estar no centro de uma trama alucinante, envolvendo uma estranha confraria e alguns milhões de reais.
O livro roubado mistura suspense, mistério, violência e romance, elementos clássicos da melhor literatura policial. E traz de volta a mesma dupla inseparável de O campeonato, primeiro policial do autor. Tendo o Rio como cenário, o leitor vai acompanhar as aventuras de André & Gordo como se fosse um legítimo morador da cidade. Transitando por ruas do Centro, Copacabana, Gávea, Vila Isabel, tomando todas nos bares cariocas, André e Gordo – que agora é dono de um sebo, ou “comércio de livros usados”, como ele prefere chamar – nos levam não apenas para um passeio pelo Rio como também por toda a tradição da narrativa policial.
Flávio Carneiro faz uma clara homenagem a Edgar Alan Poe e também a outros grandes nomes do gênero. Como em O campeonato, também aqui o leitor vai encontrar diversas referências aos autores que construíram a história da ficção policial, como Conan Doyle e Dashiel Hammett, entre outros.
André tem bom coração, é inteligente, divertido e não resiste ao encanto de certas mulheres, como a sedutora Ana, secretária do detetive Miranda, e as duas filhas do cliente, Bruna e Clarice. Além delas, O livro roubado traz um elenco de ótimos personagens, como o motorista de táxi Clovis, que sonha em abrir um motel-fazenda, Diego, professor de química apaixonado por alquimia, e uma cartomante que será uma pista quente (ou não) para os dois jovens e improvisados detetives. São personagens marcantes, que contracenam com figuras típicas do Rio, como os frequentadores de sebo do centro da cidade, os garçons, as meninas bonitas do subúrbio carioca.
Através da linguagem fluente e bem-humorada de André, o leitor vai acompanhar de perto uma aventura narrada em ritmo veloz, uma história surpreendente, em que realidade e ficção se misturam e nada é o que parece ser. Uma verdadeira homenagem à literatura policial, ambientada num Rio de Janeiro ensolarado e boêmio, mas não menos misterioso.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Leitura - Breve Historia de Gengis Khan
Li a aventura romanceada de Temujin e me interessei pela estoria de Gengis Khan . Como o livro esclarece no titulo-BREVE - o Livro da uma visão bem resumida de toda a saga de Gengis e nos permite aprofundar outros estudos e leituras.
Resenha
Borja Pelegero apresenta as origens do Império mongol em um estudo conciso e bem documentado do nomadismo e das etnias que Gengis Khan conseguiu reunir. O armamento, seus meios de transporte, sua vizinhança com a milenar China: todo o cenário pronto para que Temujin – mais conhecido por seu título de Gengis Khan – entre em ação. Gengis quer dizer “oceano”, e com isso queriam comparar a imensidão marinha com a sua soberania.
Gengis Khan realizou importantes reformas em seu exército. Reforçou a disciplina e o tornou coeso ao mesclar etnias e tribos: todos se chamavam mongóis. Utilizou-se de estratagemas, tais como montar bonecos nos cavalos sem guerreiros para que assim parecessem mais numerosos. Também usou a guerra psicológica e a instauração de um regime de terror para facilitar suas conquistas seguintes.
Conheça aqueles terríveis anos da história mundial, quando o destino dos reinos e a vida de seus reis pendia por um só fio, fio este que em muitos casos terminou cortado por um sabre mongol.
Resenha
Borja Pelegero apresenta as origens do Império mongol em um estudo conciso e bem documentado do nomadismo e das etnias que Gengis Khan conseguiu reunir. O armamento, seus meios de transporte, sua vizinhança com a milenar China: todo o cenário pronto para que Temujin – mais conhecido por seu título de Gengis Khan – entre em ação. Gengis quer dizer “oceano”, e com isso queriam comparar a imensidão marinha com a sua soberania.Gengis Khan realizou importantes reformas em seu exército. Reforçou a disciplina e o tornou coeso ao mesclar etnias e tribos: todos se chamavam mongóis. Utilizou-se de estratagemas, tais como montar bonecos nos cavalos sem guerreiros para que assim parecessem mais numerosos. Também usou a guerra psicológica e a instauração de um regime de terror para facilitar suas conquistas seguintes.
Conheça aqueles terríveis anos da história mundial, quando o destino dos reinos e a vida de seus reis pendia por um só fio, fio este que em muitos casos terminou cortado por um sabre mongol.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Leituras . O Lobo das Planicies
Li este livro romanceado sobre Genghis Khan. Leitura de férias claro mas bem escrita. Valeu por conhecer melhor a cultura Mongol bastante desconhecida entre nos e um pouco da estoria de Genghis Khan.Resenha:
Depois de mergulhar no universo da Antiga Roma com a série O Imperador, Conn Iggulden — grande revelação da ficção histórica britânica — é o guia de uma empolgante viagem pelas conquistas de Genghis Khan e seus descendentes. O grande líder mongol ganha vida e substância pelo talento de Iggulden, numa nova coleção chamada O conquistador. O primeiro volume, O lobo das planícies, acompanha a infância de Temujin até se tornar o jovem comandante que deixaria seu nome na História.
Temujin, segundo filho do chefe dos lobos, tinha apenas onze anos quando seu pai morreu numa emboscada. A família foi expulsa da tribo e deixada sozinha, sem comida nem abrigo, para morrer de fome nas duras planícies da Mongólia. Foi uma dura introdução a um súbito mundo adulto, mas Temujin sobreviveu, aprendendo a combater ameaças naturais e humanas.
Em pouco tempo, um pequeno exército de desgarrados se une a Temujin, marcando o início de uma nova identidade tribal. Enfrentando todos os perigos, o jovem líder chega à conclusão que mudaria toda a História: o maior inimigo era a divisão causada por séculos de guerra entre as tribos. Para unir seu povo, em breve Temujin iria se tornar o Gêngis Khan.
Temujin, segundo filho do chefe dos lobos, tinha apenas onze anos quando seu pai morreu numa emboscada. A família foi expulsa da tribo e deixada sozinha, sem comida nem abrigo, para morrer de fome nas duras planícies da Mongólia. Foi uma dura introdução a um súbito mundo adulto, mas Temujin sobreviveu, aprendendo a combater ameaças naturais e humanas.
Em pouco tempo, um pequeno exército de desgarrados se une a Temujin, marcando o início de uma nova identidade tribal. Enfrentando todos os perigos, o jovem líder chega à conclusão que mudaria toda a História: o maior inimigo era a divisão causada por séculos de guerra entre as tribos. Para unir seu povo, em breve Temujin iria se tornar o Gêngis Khan.
O lobo das planícies traz vívidas descrições de lutas e estratégias de guerra, misturadas com cenas da vida comum à época. Mesclando ficção e acurada pesquisa histórica, Iggulden consegue criar uma trama repleta de reviravoltas e coberta de emoção.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Leitura- Breves entrevistas com homens hediondos
Junto com Bolano , Foster eh um dos grandes escritores contemporaneos. Seus contos e romances são excelentes carregando um enorme ironia que para mim eh sua principal caracteristica. Explora em forma de booling as fraquezas e tormentos de seus personagens , que talvez sejam um pouco de sua visão sobre si mesmo haja visto seu fim. A criatividade de seus contos também nos lança por caminhos literarios novos.Resenha:
David Foster Wallace é considerado um dos mais importantes escritores da nova geração norte-americana. Em 1996, lançou o romanceInfinite jest, uma obra monumental com mais de mil páginas, que é vista por muitos como um marco na ficção contemporânea, e cultuada por uma fiel legião de fãs.
Breves entrevistas com homens hediondos foi lançado em 1999 nos Estados Unidos. Primeira obra de ficção do autor depois deInfinite jest, o livro foi aguardado com grande expectativa e recebido com críticas entusiasmadas. Nos 23 contos que compõem o volume, Wallace explora alguns de seus temas favoritos, como dependência de drogas, depressão, sexo, relacionamentos românticos, a mídia e as barreiras de comunicação que impedem as pessoas de compartilharem seus sentimentos.
Sua capacidade de penetrar minuciosamente nos tormentos psicológicos dos personagens, aliada a um estilo irônico, bem-humorado, intelectualizado e repleto de experimentalismo formal, levou o New York Times a defini-lo como "um dos grandes talentos de sua geração, um virtuose que parece capaz de fazer qualquer coisa".
Leitura -1356
Este é o 2o livro de Bernard Cornwell que leio . Gosto de ler nas ferias este tipo de livro associando historia com aventura e ficção . 1356 eh sobre a guerra dos 100 anos e a batalha a de Poitiers vencida pelos ingleses, Bom livro e leitura agradável. Como tenho interesse na historia inglesa vou ler outros provavelmente.Resenha:
Setembro de 1356. Por toda França, propriedades estão sendo incendiadas e pessoas estão em alerta. O exército inglês — liderado pelo herdeiro do trono, o Príncipe Negro — está pronto para atacar, enquanto franceses e seus aliados escoceses estão prontos para emboscá-los. Mas e se existisse uma arma que pudesse definir o desfecho dessa guerra iminente? Thomas de Hookton, conhecido como o Bastardo, recebe a tarefa de encontrar a desaparecida espada de são Pedro, um artefato que teria poderes místicos para determinar a vitória de quem a possuísse. O problema é que a França também está em busca da arma, e a saga de Thomas será marcada por batalhas e traições, por promessas feitas e juramentos quebrados. Afinal, a caçada pela espada será um redemoinho de violência, disputas e heroísmo.
sábado, 4 de janeiro de 2014
Leitura - O Monte do Mau Conselho
Li mais um livro de Amos Oz. Como de costume sem erro pois achei seu outro livro excelente. Este recriando sua infância em Israel conta com leveza sua visão dos momentos importantes da luta do povo judeu em Israel pela Independência seu relacionamento com pais , amigos e vizinhança .Resenha:
Entrecruzando dados autobiográficos, personagens da história e as vidas de pessoas comuns, o autor recria, no livro, a sua infância em Jerusalém, entre tantos outros filhos de imigrantes asquenazes. Flagrados entre os anos de 1946 e 1947, meninos de nomes hebraicos convivem com as feridas mal curadas de seus pais, que têm de assimilar o desligamento das raízes europeias.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Leitura - O Povoado
Mais um livro de Faulkner. Não posso dizer que este livro foi uma leitura fácil. Este retrato de um povoado muito pobre nos mostra um pouco da formação americana e de como se buscava o enriquecimento e acumulo de capital.Homens e mulheres aparentemente desprovidos de vida e paixão em que uma das poucas razões da vida era sobreviver.
Resenha:
O povoado conta a chegada e a ascensão da família Snopes em Frenchman’s Bend, um vilarejo construído sobre o que um dia fora uma imponente plantação. O clã é liderado por Flem Snopes, um homem vigoroso, de origens obscuras, que rapidamente domina a cidade e a população com malícia e astúcia. Ironia da tragédia clássica e ilustração cáustica das grandes pretensões que antecederam a Guerra Civil norte-americana, este romance retrata, em última instância, a decadência causada pela guerra e suas consequências.
Publicado em 1940, O povoado deu origem à trilogia “Snopes”, fechada dezenove anos depois, com A mansão. Em uma nota na edição original de A mansão, William Faulkner revela que começou a conceber a trilogia muito antes, em 1925. Sabedor dos riscos de tão longa travessia, o autor alerta os leitores sempre prontos a procurar eventuais falhas num trabalho de dimensões ambiciosas que ele próprio encontrava discrepâncias e contradições, em razão do fato de ter aprendido, ao longo de trinta e quatro anos, “mais sobre a natureza humana, seu coração e seu dilema”.
A estranha prosa poética de Faulkner ponteia o consoante vaivém da ação, o paradoxal, exasperante e repetitivo do comportamento dos personagens, o que faz da leitura deste romance uma complexa e ao mesmo tempo inigualável experiência estética.
Resenha:
O povoado conta a chegada e a ascensão da família Snopes em Frenchman’s Bend, um vilarejo construído sobre o que um dia fora uma imponente plantação. O clã é liderado por Flem Snopes, um homem vigoroso, de origens obscuras, que rapidamente domina a cidade e a população com malícia e astúcia. Ironia da tragédia clássica e ilustração cáustica das grandes pretensões que antecederam a Guerra Civil norte-americana, este romance retrata, em última instância, a decadência causada pela guerra e suas consequências.Publicado em 1940, O povoado deu origem à trilogia “Snopes”, fechada dezenove anos depois, com A mansão. Em uma nota na edição original de A mansão, William Faulkner revela que começou a conceber a trilogia muito antes, em 1925. Sabedor dos riscos de tão longa travessia, o autor alerta os leitores sempre prontos a procurar eventuais falhas num trabalho de dimensões ambiciosas que ele próprio encontrava discrepâncias e contradições, em razão do fato de ter aprendido, ao longo de trinta e quatro anos, “mais sobre a natureza humana, seu coração e seu dilema”.
A estranha prosa poética de Faulkner ponteia o consoante vaivém da ação, o paradoxal, exasperante e repetitivo do comportamento dos personagens, o que faz da leitura deste romance uma complexa e ao mesmo tempo inigualável experiência estética.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Leitura- Sem Titulo-Trip-Railane
Oi Rai:
Li teu livro( esboço) de um so folego e sem pensar muito em palavreados .Gostei . E para um leitor eh isto que interessa.
Anotei 14 comentarios de tudo que me vinha a cabeça durante a leitura . Uns voce vai gostar e talvez outros nao . Mas Acho que eh conversa para mais de hora.
Uma das questões que me chama atenção e que te coloco para refletir seria:
Para quem eh este livro? Para seus leitores ou para voce? Dependendo da resposta tem muito a fazer em ajustes..... concorda? Acho que voce ainda esta na duvida .
Mas eu como leitor acho que voce deve escrever para mim- leitor pois sabe dominar a escrita e isto ja eh um enorme passo.Além disto sua escrita eh bem legal desenvolta. Eu tiraria tudo tudo de inner trip e colocaria mais Kerouac. Nao olhe para o que ocorre seja o que voce viveu.
Bom isto eh apenas um aperitivo para discussao das outras observações que anotei.
Fala para Cecilia que deixei recado no Facebook e tento falar com ela por telefone e nao consigo
Resenha :
Ainda nao tem
Li teu livro( esboço) de um so folego e sem pensar muito em palavreados .Gostei . E para um leitor eh isto que interessa.
Anotei 14 comentarios de tudo que me vinha a cabeça durante a leitura . Uns voce vai gostar e talvez outros nao . Mas Acho que eh conversa para mais de hora.
Uma das questões que me chama atenção e que te coloco para refletir seria:
Para quem eh este livro? Para seus leitores ou para voce? Dependendo da resposta tem muito a fazer em ajustes..... concorda? Acho que voce ainda esta na duvida .
Mas eu como leitor acho que voce deve escrever para mim- leitor pois sabe dominar a escrita e isto ja eh um enorme passo.Além disto sua escrita eh bem legal desenvolta. Eu tiraria tudo tudo de inner trip e colocaria mais Kerouac. Nao olhe para o que ocorre seja o que voce viveu.
Bom isto eh apenas um aperitivo para discussao das outras observações que anotei.
Fala para Cecilia que deixei recado no Facebook e tento falar com ela por telefone e nao consigo
Resenha :
Ainda nao tem
domingo, 15 de dezembro de 2013
Leitura Putas assassinas

Bolaño é realmente um escritor de quem gosto muito. Mais um novo livro lido e mais uma excelente leitura. Bolaño viaja na literatura e tem muito a ensinar a jovens escritores. Somos levados por sua escrita para caminhos inusitados e as vezes nos esquecemos que estamos lendo. O próximo sera 2666 uma leitura de folego com certeza. Para mim um dos melhores escritores contemporaneos e é uma pena que tenha falecido.
Resenha:
Roberto Bolaño não tem a mínima preocupação com os gêneros tradicionais. Simplesmente convida o leitor a acompanhá-lo em histórias que muitas vezes parecem memórias de juventude ou lembranças de viagem. De repente, estamos enredados na ficção, quando não na rememoração de um sonho, e não de um simples evento biográfico.
Fica fácil entender por que o escritor chileno já era considerado um dos principais renovadores da literatura latino-americana, quando morreu prematuramente, aos 50 anos, em 2003. Para Enrique Vila-Matas, Bolaño vinha pôr fim ao beco sem saída do realismo mágico. Para Susan Sontag, ele já tinha assegurado "um lugar permanente na literatura mundial". E isto apesar de ter vivido na obscuridade até a década de 1990, exilado, primeiro no México e depois na Espanha, tirando seu sustento de trabalhos precários.
E a marca principal dos personagens de Bolaño é justamente a precariedade, seja a econômica, seja a afetiva. São os jovens chilenos dispersos depois do golpe liderado pelo general Augusto Pinochet, em 1973. É o escritor desconhecido que vagabundeia pela França e pela Bélgica. É o filho de uma prostituta que revê os filmes pornô da mãe grávida dele. É o cadáver de um boêmio que toma contato com a necrofilia de uma celebridade da alta costura. De um modo ou de outro, todos vivem mergulhados na amarga ironia do autor, que parece identificar-se com cada um deles, num jogo de fingimento e revelação simultâneos
domingo, 1 de dezembro de 2013
Leitura Rebeldes
Li um resenha sobre Sándor Márai e me interessei pelos seus livros.Rebeldes é considerado um obra prima deste escritor que se suicidou nos EUA. É um bom livro mas não me impressionou .Me pareceu algo biográfico mostrando facetas de um mundo um pouco distante do nosso.Sua visão da sociedade talvez por conta da guerra de 18 seja muito dura mas nos mostra um leitura do funcionamento da burguesia durante o período.
Resenha:
No final de 1918, a guerra distante deixa marcas na tranquila cidade de Kassa: muitos habitantes morreram no front ou voltaram mutilados, há escassez de comida, e volta e meia cadáveres de soldados desconhecidos surgem boiando na correnteza do rio que passa pelos bairros pobres.
Quatro rapazes, a princípio movidos apenas pela curiosidade, passam a cometer pequenos delitos. Ingênuos e inconsequentes, pouco a pouco os rebelados vão ampliando suas ousadias e descobrem os prazeres da transgressão nos jogos de azar, no fumo, no roubo e na bebida. Como que entorpecidos, caem nas malhas sedutoras estendidas por um ator que promete lhes mostrar os bastidores da vida.
Rebeldes é um romance sobre as dores e descobertas da passagem para a idade adulta. Escrito nos anos 30, o período mais fértil da carreira de Sándor Márai, o livro compõe um denso panorama da burguesia de seu tempo.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Leitura- Divina Comedia -Inferno
Depois de algum tempo e de de varias tentativas conclui a leitura da 1a parte da Divina Comedia -Inferno.Leitura difícil por ser em versos e repleta de referencias .Praticamente impossível entender a Divina Comedia sem ter auxilio de comentários -pés de pagina -dos versos . Porem desta leitura e entendimento vamos captando a verdadeira natureza da obra . Com uma riqueza de detalhes e uma construção de universo riquíssimo Dante nos transmite uma visão de sua epoca .Faz isto através da critica politica e religiosa se amparando em imagens que se iniciam a Ilíada e que se movem até sua época . Não eh um livro para ser ler uma única vez , eh para se retornar varias vezes mergulhando cada vez mais fundo .As imagens e palavras se gravam em nossa mente tanto dos versos quanto dos ambientes
Resenha::
Obra-prima de Dante Alighieri, A Divina Comédia exerceu grande influência em poetas, músicos, pintores, cineastas e outros artistas nos últimos setecentos anos. Dante, o personagem da história, narra a vida depois da morte, numa odisséia pelo Inferno, pelo Purgatório e pelo Paraíso, descrevendo cada etapa da viagem com detalhes quase visuais. Nessa viagem é guiado, no Inferno e no Purgatório, pelo poeta Virgílio, e no Céu por Beatriz, musa do autor em várias de suas obras.
sábado, 2 de novembro de 2013
Leitura - Clarice Lispector
Este é o 1o livro de Clarice Lispector que leio.Para mim se confirmou o que já se diz dela : uma excelente escritora. Seus textos soam como poesia , viagens oníricas , delírios angustiados de humanos demais como todos . Não sera apenas este que irei ler com certeza.Resenha:
A coletânea de textos de Onde estivestes de noite, de Clarice Lispector, foi publicada pela primeira vez em 1974. São 17 crônicas trágicas e cômicas, onde as dores e as aflições do cotidiano banal são reveladas ora por descrições angustiadas e delirantes, ora por detalhes bizarros, risíveis, bem-humorados.
O texto que dá título ao livro, "Onde estivestes de noite", por exemplo, é uma hipótese, uma visão de um ritual de magia negra ou de uma seita louca qualquer, com a participação de peregrinos fanáticos, uma viagem alucinada, atraente e atemorizante, durante uma noite improvável. Mas tudo aquilo é verdade e existe, garante a autora, quando o dia amanhece, afastando os males e as cenas do inferno, durante uma missa onde os fiéis fazem o sinal-da-cruz: "A manhã estava límpida como coisa recém-lavada", esclarece.
Há histórias hilariantes, como a da senhora Jorge B. Xavier, de "A procura de uma dignidade", uma anciã atrapalhada diariamente acometida por um fogo interior. É uma daquelas pessoas que erram o endereço do seminário e que só fazem questão de ir para cumprir o papel de atualizada, mas acaba passando mal de calor ao final do encontro.
Como os demais livros que compõem a obra de Clarice, Onde estivestes de noiterecebeu novo tratamento gráfico e foi revisado pela professora de crítica textual, Marlene Gomes Mendes, baseada em sua primeira edição.
Em Onde estivestes de noite Clarice Lispector traduz com precisão máxima a alma aflita, mas de uma forma muito, muito divertida.
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