domingo, 29 de março de 2009

Leitura- O menino do Pijama listrado
















RESENHA

Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus.Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga.

Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel,um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.


DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: O MENINO DO PIJAMA LISTRADO
TÍTULO ORIGINAL: BOY IN THE STRIPED PYJAMAS, THE: A FABLE
ISBN: 9788535911121
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 14 x 21 | 186 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2006
ANO EDIÇÃO: 2007
AUTOR: John Boyne
TRADUTOR: Augusto Pacheco Calil

John Boyne (nascido em 30 de abril de 1971) é um romancista Alemão.

Ensinou língua inglesa no Trinity College, e Literatura Criativa na Universidade de East Anglia, onde foi galhardoado com o prêmio Curtis Brown. Já escreveu cinco romances e está escrevendo (em 2007) o sexto, assim como uma quantidade de contos que foram publicados em várias antologias e transmitidos por rádio e televisão. Seus romances foram publicadas em 29 idiomas. The Boy in the Striped Pyjamas é um "mais vendido" em Nova York e uma adaptação para o cinema começou a ser filmada em abril de 2007. Boyne reside em Dublim.

[editar] Bibliografia

  • 2000 The Thief of Time (Orion)
  • 2001 The Congress of Rough Riders (Orion)
  • 2004 Crippen (Penguin)
  • 2006 Next of Kin (Random House)
  • 2006 The Boy in the Striped Pyjamas (Random House)

[editar] Premiações

  • 1995 Vencedor do Prêmio Curtis Brown.
  • 2004 Crippen - colocado na lista de Hughes & Hughes para o Prêmio do Livro Irlandês do Ano.
  • 2006 The Boy In The Striped Pyjamas - colocado na lista do Prêmio do Livro Britânico, Prêmio do Border's New Voices, Prêmio do Livro Infantil de Ottakar, Prêmio Literário Paolo Ungari (Itália), Prêmio do Livro Irlandês do Ano, Prêmio Berkshire Book, Prêmio Lancashire Booke do Prêmio do Livro Infantil de Sheffield.
  • 2007 The Boy In The Striped Pyjamas - entrou na lista extensa para a Medalha de Carnegie.
  • 2007 The Boy In The Striped Pyjamas - Vencedor de duas premiações do Livro Irlandês: Seleção Popular do Livro do Ano ("People's Choice Book of the Year") & Livro Infantil do Ano ("Children's Book of the Year"); na lista reduzida para uma terceira premiação, como romance do ano. Vencedor do prêmio Bisto de Livro Infantil do Ano.












quinta-feira, 26 de março de 2009

Leituras -O cao de Terracota

Mais um otimo livro do Comissario Montalbano. Camillieri nos obriga a procurar uma nova história como todo bom mestre de mistério.

quinta-feira, 19 de março de 2009

O cao de terracota- Andrea Camilieri











RESENHA
Em 'A forma da água', os leitores brasileiros foram apresentados a um dos maiores detetives da ficção policial européia - o comissário Salvo Montalbano. O siciliano que investigou com sucesso um crime político em sua aventura de estréia, dessa vez prende um importante chefão da máfia e apreende um grande contrabando de armas escondido em uma caverna. Mas é no fundo da gruta à beira-mar que ele se depara com o crime que realmente o intriga. Por trás de uma pilha de pedras, em um salão escondido, encontra os corpos de um casal de amantes mortos há 50 anos, guardados por um misterioso cão de terracota. Obcecado, Montalbano vasculha as memórias dos habitantes de Vigàta para descobrir tanto a identidade das vítimas quanto a do assassino, em uma busca pelo passado regada a muito vinho e com o melhor do tempero italiano.

DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: O CAO DE TERRACOTA: MAIS UMA AVENTURA DO COMISSARIO MONTALBANO
ISBN: 8501056197
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: | 252 págs.
COLEÇÃO: NEGRA
AUTOR: Andrea Camilleri


Meu destino é ser onça- Alberto Mussa









Ótimo livro que se aproxima de uma tese de mestrado ou doutorado.

Muito boa leitura para quem se interessa sobre nossas raízes indígenas , sobre os 1os relatos sobre o Brasil e pela mitologia tupi ou sobre nossos 1os heróis .

Ampla pesquisa respaldada em documentos de conhecimento geral mas com agregação ao estudo da mitologia indígena



RESENHA

O premiado escritor Alberto Mussa apresenta mais um magnífico livro. Após estudar os fragmentos de registros feitos pelo frade André Thevet sobre a cultura indígena, durante a ocupação da Baía de Guanabara, em 1550, e cotejá-los com as demais fontes dos séculos 16 e 17, o autor reconstituiu o que teria sido o texto original de uma grande narrativa mitológica da tribo tamoio (os tupinambá do Rio de Janeiro).


DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: MEU DESTINO E SER ONÇA
ISBN: 9788501083364
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 13,5 x 21 | 270 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2009
ANO EDIÇÃO: 2009
AUTOR: Alberto Mussa

domingo, 1 de março de 2009

Leitura- A casa do sono


Concluída a leitura observamos que se trata de ótimo escritor.
O livro esta construído de forma a gerar um pouco de confusão entre o que é real ou sonho e entre presente e passado criando um clima especial para abordar relações e distúrbios do sono.
Gostei e recomendo


RESENHA

Na década de 1980, a propriedade de Ashdown era uma república de estudantes. Entre seus ocupantes cativos estão Sarah, que sofre de narcolepsia, não distinguindo os sonhos da realidade; seu namorado, Gregory, que só atinge o orgasmo se pressionar com os dedos os olhos de Sarah; Terry, um pretensioso crítico de cinema que dorme pelo menos catorze horas por dia e nunca se recorda o que sonhou; e Robert, que ama Sarah e está disposto a tudo para conquistá-la. Doze anos depois, a propriedade é transformada numa casa de saúde especializada em perturbações do sono. Estranhamente, os ocupantes da clínica são os mesmos que aí estiveram nos seus tempos de estudante. E nem sempre se lembram dos laços complicados que ligaram as suas vidas. Divertido, como tudo o que Coe escreve, 'A casa do sono' é uma comédia de hábitos e costumes. Movendo-se entre o passado e o futuro, e com narradores alternados, é uma estranha e pungente história de amor sobre a realidade e o sonho, sobre a memória e a identidade.


DADOS DO PRODUTO









TÍTULO: A CASA DO SONO
TÍTULO ORIGINAL: HOUSE OF THE SLEEP, THE
ISBN: 8501072230
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 14 x 21 | 400 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 1997
ANO EDIÇÃO: 2007
AUTOR: Jonathan Coe
TRADUTOR: Marcello Rollenberg


Jonathan Coe

Jonathan Coe nasceu em 1961, em Birmingham. É autor de cinco romances, quatro dos quais estão já publicados em Portugal pela ASA: Os Anões da Morte, Que Grande Banquete! (galardoado com o Prémio John Llewellyn Rhys), A Casa do Sono (vencedor do WritersGuild Best Fiction Award, do prémio Médicis Etranger e do I Prémio Europeu de Jovens Leitores) e o O RottersClub, (prémio Bollinger Everyman Wodehouse para o mais original romance cómico).
Em 2004, foi ordenado Chevalier de l’ Ordre des Arts et des Lettres (Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras). Este grau é conferido pelo Ministério da Cultura francês e, segundo este organismo, visa “recompensar quem se distingue pelas suas criações no domínio artístico ou literário ou pela sua contribuição para o reino das Artes e Letras em França e no mundo”.





Leitura- O filho eterno

Concluída a leitura do Filho Eterno ratifico o excelente escritor .Porém leitura que não me empolgou como outras.Como falei anteriormente talvez o momento não fosse propicio .
Fica o registro de um livro que fala do homem e suas angustias .O filho no caso é coadjuvante nas inseguranças vividas pelo protagonista .Tezza sabe capturar os fantasmas que nos afligem ao longo da vida até o amadurecimento onde como ele diz" os problemas não estão nos outros mas em nos mesmos"

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Leitura- O filho eterno



Livro muito premiado( vide resenha em outra postagem deste blog) e leitura densa.

Talvez o momento não fosse propicio para este tipo de leitura mas Tezza é um excelente escritor o que facilita a viagem .


Cristovão Tezza (Lages, Santa Catarina, 1952) .

Nasceu em Lages mas mudou-se para Curitiba (Paraná) com dez anos. Esta última cidade é cenário de boa parte de sua literatura, pela qual seus personagens visitam ruas e pontos turísticos.

Quando mais jovem fez teatro, foi da marinha mercante, trabalhador ilegal na Europa e ainda relojoeiro. Tinha enorme paixão pela profissão, mas percebeu que os consertos de relógio não sustentariam suas ambições literárias. Já era escritor bem jovem, e aos 13 anos fez seu primeiro livro, designado por ele mesmo “muito ruim”.

Já publicou dez romances. Uma das marcas de seu texto é a presença de mais de um narrador: em Trapo, vemos a história do ponto de vista do professor Manoel, que estuda o poeta Trapo, e paralelamente do ponto de vista do poeta, através de seus poemas. Em 2003, publicou um ensaio sobre Mikhail Bakhtin, que era, na verdade, sua tese de doutorado.

É doutor em Literatura Brasileira e professor de Lingüística na Universidade Federal do Paraná. Em algumas declarações afirma que “só uns quatro ou cinco escritores brasileiros poderiam viver só dos livros”, e por esse motivo é professor. Ganhou o prêmio da Academia Brasileira de Letras de melhor romance brasileiro de 2004, pelo seu livro “O fotógrafo”.

Obras

  • 2007 - O filho eterno
  • 2004 - O Fotógrafo - Prêmio Academia Brasileira de Letras 2005
  • 1998 - Breve Espaço entre a Cor e a Sombra - Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
  • 1995 - Uma Noite em Curitiba
  • 1994 - O Fantasma da Infância
  • 1991 - A Suavidade do Vento
  • 1989 - Juliano Pavollini
  • 1989 - Aventuras Provisórias
  • 1988 - Trapo
  • 1982 - Ensaio da Paixão
  • 1981 - O Terrorista Lírico
  • 1980 - A Cidade Inventada (contos)
  • 1979 - Gran Circo das Américas

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Leituras - Andrea Camilleri

Conclui a leitura da Lua de Papel de Andrea Camilleri.






Como os demais livros de Camilleri trata-se de excelente livro policial que tem o charme de ser passado na Itália em Vigata uma pequena cidade a beira mar o que da a Montalbano um ar tranquilo na condução de seus casos. Montalbano o policial é cidadão bastante comum mas um policial competente e com tremendo sendo de autocritica.As estórias fogem ao tradicional do ramo.

Abaixo a resenha deste livro e dos demais livros que já li.










RESENHA
Nos primeiros tempos após a unificação da Itália, a pequena cidade de Vigàta, na Sicília, aguarda ansiosamente a chegada de um navio russo, fato que precipitará a inevitável desgraça de um poderoso do local. Sobre esse enredo de fundo, o escritor italiano Andrea Camilleri contrapõe uma farsa saborosíssima, com personagens doentiamente tragicômicos, tão imperfeitos como pode ser a humanidade, numa divertida e provinciana comédia da inveja e da maledicência, da mediocridade e do beatismo. Como afirma Dante Maffia no prefácio à obra, o autor "conhece perfeitamente os mecanismos da ironia e do drama, e os utiliza com propriedade e escrupuloso rigor, nunca ultrapassando o senso da realidade e jamais distorcendo, pelo excesso, o carácter dos protagonistas. Se não estivessem sendo devidamente dosados pelo diretor (não por acaso Camilleri é também diretor de teatro e televisão). Ter-nos-ia dado uma série de caricaturas que esgotariam o seu papel no momento da representação". O resultado é uma bela anedota, rápida e rasteira como devem ser as boas anedotas, tão crua e direta que, embora trescale tempero siciliano, pode ser lida com prazer em qualquer parte do mundo.


RESENHA
Em UM MÊS COM MONTALBANO foram reunidas as trinta melhores aventuras vividas pelo herói criado por Andrea Camilleri - o comissário Salvo Montalbano, o maior detetive surgido nos últimos anos na ficção policial.
As histórias, ambientadas em diversos lugares, remontam a vida e a carreira de Montalbano. São trinta casos independentes, muitos deles sui generis, bem de acordo com as características do seu protagonista.
A coleção de crimes, premeditados ou involuntários, encenados, ameaçados ou simulados presentes em UM MÊS COM MONTALBANO é bastante variada, como a cozinha siciliana que Montalbano tanto aprecia. São crimes de amor, de interesse, da máfia, de ambição, de exaltação, de explosivo furor ou resultado de um cotidiano desgastante. Em comum entre eles a atitude humana de Salvo Montalbano, que opõe à ferocidade da vida as suas armas mais costumeiras e aguçadas: a inteligência, a ironia e a piedade.
UM MÊS COM MONTALBANO traz aventuras inéditas do detetive, casos intrincados e inusitados que se destacaram ao longo de sua carreira, sempre com o perfume do mar e da melhor cozinha da Sicília. Mais um título da Coleção Negra, dedicada aos maiores mestres da literatura policial.


RESENHA
O comissário Montalbano deve lidar com duas mulheres insidiosas: uma, extrovertida e de franca sensualidade; outra, secreta, de ardores mórbidos, capaz de tudo empreender e de tudo esconder. Montalbano enfrenta a ferrugem que os anos impõem às pessoas, e deve também vencer as enganações dessas duas mulheres, no intuito de descobrir verdades que o levarão a uma mansão abandonada e um cadáver em postura obscena. Uma trama complicada, em um romance em que a infernal decadência se solidariza com uma realidade dopada de ordinária anormalidade.


RESENHA
Criador do inigualável comissário Salvo Montalbano, Andrea Camilleri é o mais novo fenômeno literário da Itália e mais um escritor a render-se aos feitiços do romance noir. A forma da água é o primeiro de uma série de romances protagonizados por esse detetive siciliano que já garantiu lugar ao lado dos maiores investigadores da ficção policial como Maigret ou Marlowe. A história se passa na pequena cidade natal de Vigàta, na Sicília, onde num grande terreno na periferia, paraíso para drogados e prostitutas, dois lixeiros encontram, entre as muitas camisinhas usadas que recolhem diariamente, o corpo do engenheiro Luparello, cacique da política local. Eles correm para dar a notícia ao comissário Montalbano, que faz de tudo para descobrir a verdade, mesmo lutando contra a insuficiência das leis e a impotência do Estado italiano diante dos negócios político-mafiosos.




Andrea Camilleri (Porto Empedocle, 6 de Setembro de 1925) é um escritor italiano. Sua cidade natal surge transfigurada nos seus romances como a cidade de Vigàta, na província de Agrigento, na Sicília. Tem grande sucesso em Itália e em outros países, principalmente aos romances policiais protagonizados pelo comissário Montalbano.




sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Leituras Galiléia


Conclui a leitura de Galileia de Ronaldo Correia de Brito vide resenha abaixo.

Bom escritor mas em algumas situações os personagens não parecem reais e sim um pouco forçados nas situações extremas.
Apesar disto é um livro de agradavel leitura na linha da Cronica da Casa Assassinada de Lucio Cardoso mas nem de longe chegando perto do brilho deste autor ao retratar as mazelas de uma familia do interior. Este sim uma joía da literatura brasileira.Veja resenha abaixo.


RESENHA

Três primos atravessam o sertão cearense para visitar o avô Raimundo Caetano, patriarca de uma família numerosa e decadente que definha na sede da fazenda Galiléia. Ismael, Davi e Adonias passaram parte da infância ali, mas fizeram o possível para cortar seus laços com a terra de origem. Fazem parte de uma geração que largou o campo para nunca mais voltar. Foram viver no exterior, procuraram reconstruir a vida em Recife, em São Paulo, na Noruega.

O que espera os três primos ao final da viagem é uma volta radical a esta origem, a esta fazenda que um dia foi próspera, que oculta segredos e traições e “onde as pessoas se movem como nas tragédias”. Por mais que os protagonistas tenham se distanciado da violência que ronda a família, voltarão a senti-la de perto, descobrindo que nunca escaparam — ou escaparão — ao destino que os cerca. Terão de se reencontrar com a família e seus fantasmas, e reviver histórias de adultério, vingança e morte.


DADOS DO PRODUTO





















TÍTULO: GALILEIA
ISBN: 9788560281589
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 15 x 23,5 | 236 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2008
ANO EDIÇÃO: 2008
AUTOR: Ronaldo Correia de Brito








Lúcio Cardoso revela pendor para criação da atmosfera de pesadelo e de sondagem interior a que lograria dar uma rara densidade poetica. Aproveita as sugestões do surrealismo, sem perder de vista a paisagem moral da província que entra como clima nos seus romances. A Crônica da Casa Assassinada reconstrói de maneira admirável o clima de morbidez que envolve os ambientes e os seres. Fixa a angústia de um amor que se crê incestuoso. Em vez de referências diretas, são as cartas, os diários e as confissões das pessoas que conheceram a protagonista ( e dela própria), que vão entrar como partes estruturais do livro. A tragédia de um ser passa a refletir-se no caso das testemunhas; e estas percorrem a vária gama de reações que vai da febre amorosa ao ódio, deste à indiferença ou ao juízo convencional. O caso psicanalítico sai, portanto , do beco da auto- análise e assume dimensões familiares e grupais. Realiza uma forma complexa de romance em que o introspectivo, o atmosférico e o sensorial não mais se justapusessem, mas se combinassem no nível de uma escritura cerrada, capaz de converter o descritivo em onírico e adensar o psicológico no existencial.

Lúcio Cardoso, mineiro de Curvelo, nasceu em 14-08-1912. Chamado pelo crítico Alfredo Bosi de "inventor de totalidades existenciais", Lúcio foi escritor, dramaturgo, jornalista, e poeta. Realizou, com Paulo César Saraceni, o primeiro longa-metragem do Cinema Novo. Nos últimos anos de sua vida, pintava. Para ele, a arte era vital, tanto que com ela fez um pacto, utilizando-se — como ficcionista monumental que era — simultaneamente de diversos recursos narrativos (diários, memórias, cartas, confissões, poesias, depoimentos...) para, articulando a suposta fragmentação, fazer surgir a tragédia humana com toda sua carga de paixão, angústia, erotismo, solidão e desespero. Em um universo ontologicamente dilacerado, com uma prosa cuja poesia dá vazão ao desejo transgressivo, os personagens se desnudam em tensões recriadoras da objetividade do mundo. Dizia ele: "Escrevo para que me escutem — quem? Um ouvido anônimo e amigo perdido na distância do tempo e das idades. Para que me escutem se morrer agora. E depois, é inútil procurar razões. Sou feito com estes braços, estas mãos, estes olhos e assim sendo, todo cheio de vozes que só sabem se exprimir através das vias brancas do papel, só consigo vislumbrar a minha realidade através da informe projeção deste mundo confuso que me habita. E também porque escrevo porque me sinto sozinho. Se tudo isto não basta para justificar porque escrevo. o que basta então para justificar alguma coisa na vida? Prefiro as minhas pequenas às grandes razões, pois estas últimas quase sempre apenas justificam mistificações insustentáveis frente a um exame mais detalhado".

Em 1962 teve um derrame cerebral e deixou de escrever. Passou a pintar, chegando a fazer duas exposições. Faleceu em 1968.

OBRAS:

Maleita (1934); Salgueiro (1935); A Luz no Subsolo (1936); Mãos Vazias (1938); O Desconhecido (1940); Poesias (1941); Dias Perdidos (1943); Novas Poesias (1944); O Anfiteatro (1946); Crônica da Casa Assassinada (1959); Diário Completo (1961); O Viajante (1970).













sábado, 24 de janeiro de 2009

Leituras -Tigre Branco e Uma Casa para o Sr Biswas


Conclui a leitura do Tigre Branco de Aravind Adiga. Critica feroz a sociedade Indiana na qual o autor com a particular veia cômica dos indianos arrasa castas, deuses , o modelo neoliberal e por ai vai numa forma muito engraçada de mostrar as mazelas tão particulares de nosso tempo ( parece bastante conosco). Excelente leitura( continua após a resenha....)



RESENHA

Numa história irônica e divertida, o protagonista de O Tigre Branco relata o trajeto bastante inusitado que percorreu para subir na vida e conseguir se tornar alguém importante no cenário nacional: assassinar seu patrão. Em cartas dirigidas ao primeiro-ministro chinês, Balram Halwai revela uma visão crítica aguçada da sociedade indiana e do mundo contemporâneo, e justifica seu crime classificando-o como um ato de empreendedorismo. O leitor vai se surpreender a cada passo do romance de estréia do jovem autor indiano Aravind Adiga, vencedor do Man Booker Prize 2008, um dos maiores prêmios mundiais do meio editorial. Não sem motivo, O Tigre Branco foi considerado pelos jurados um livro de imenso valor literário e extremamente original, por apresentar aspectos da Índia normalmente ignorados e personagens que revelam um lado humano desconcertante.


DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: O TIGRE BRANCO
TÍTULO ORIGINAL: WHITE TIGER, THE
ISBN: 9788520920855
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 16 x 23 | 256 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2008
ANO EDIÇÃO: 2008
AUTOR: Aravind Adiga
TRADUTOR: Maria Helena Rouanet












Este livro apesar de ter ganho um grande prêmio literário não chega perto da grandeza literária de Naipaul com sua brilhante criação -Uma casa para o Sr Biswas .
fazendo as mesmas criticas sociais porém com brilho literario intenso. Nos proporcionando um dos melhores protagonistas que já li- o Sr Biswas.Leitura altamente recomendável.

RESENHA

Só o fato de Uma casa para o sr. Biswas ser, entre as próprias obras de V.S. Naipaul, a sua preferida, a mais engraçada e uma das mais populares, talvez já diga tudo. Como se não bastasse, a crítica consagrou-a como verdadeira obra-prima, um romance magnífico em que Naipaul, com muito humor, faz a mais sutil e abrangente análise da situação colonial já elaborada em literatura de ficção. Uma casa para o sr. Biswas passa-se em Trinidad e é inspirado na infância e adolescência do autor. A maior ambição de seu protagonista, Mohun Biswas - de origem hindu, ele é uma recriação ficcional do pai do autor -, é ter sua própria casa. A história desse personagem irremediavelmente deslocado é toda recheada de divertidíssimas peripécias, sempre girando em torno dessa eterna busca de um lar e de uma ocupação satisfatória. Em suas aventuras, está sempre às voltas com parentes, vizinhos e amigos intrometidos, que ora o atrapalham ora o ajudam em sua cruzada. "Uma obra de grande poder cômico, concebida com uma compaixão sólida e sem sentimentalismos."Anthony Burgess


DADOS DO PRODUTO


TÍTULO: UMA CASA PARA O SR. BISWAS
TÍTULO ORIGINAL: A HOUSE FOR MR. BISWAS
ISBN: 8585095830
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 14.00 X 21.00 | 528 págs.
AUTOR: V. S. Naipaul
TRADUTOR: Paulo Henriques Britto














domingo, 18 de janeiro de 2009

Leituras - Istambul e Deusa cadela


Bom ,conclui a leitura de Istambul ( veja a resenha em outro post).

Ele pode ser lido tanto como livro de memorias quanto um livro sobre a cidade.

Sobre qualquer dos aspectos mostra alguém muito apaixonado por sua cidade que é profundamente analisada.

Sob a ótica de memorias elas parecem se ater a fatos ocorridos sem querem analisar mais profundamente ou psicologicamente os eventos.

Mas se trata de um livro para quem ama sua cidade e estuda cidades .
Orham era um flaneur e um retratista de sua cidade por isto tem uma visão muito amorosa da mesma.

Li também :
Deusa cadela - de André Abi Ramia .Um livro publicado pelo autor que fez um curso de roteiro.
Bom ...é um livro para poucos:
1o por ser da linhagem de Juan Pedro Gutierrez, Sade , Bukowski e Henry Miller ,Literatura erótica e que prima por vasculhar as profundezas do ser humano.
2o por ter sido escrito aparentemente num turbilhão .Sem muita preparação.

É um livro curto mas um bom livro que tem mais de romance que roteiro.

O livro trata de paixão e de adolescência e de como lidar com este sentimento que toma conta e vicia as pessoas.

Este link faz uma pequena analise do livro http://nomadsoul.wordpress.com/2006/09/16/deusa-cadela-analise-apropriada/



Resenha:

Tudo começou quando vi aqueles seios."

Assim começa o texto que, ao se ler, vêm à tona curiosidades sexuais de infância: as imagens, os desejos, os volumes, cheiros e gostos. O proibido-permitido, a cumplicidade, o risco calculado, tesão e adrenalina. Coisas que remetem a descobertas, e seus traços e cores se projetam em nossa vida adulta, quando já formatados em conceitos e parâmetros considerados normais e protocolares, porém traduzidos em lampejos de criatividade íntima, ou taras, ou ambos.

Deusa Cadela traz em si a pureza da respiração na hora em que se acorda de um sono. Cheio de essência humana, visceral e original. Mostra a relação dicotômica entre opostos aparentes, sem recorrer à fórmula "opostos que se atraem" na sua obviedade, mas revelando as nuances de uma vida a dois explorada aos seus extremos. Vivida com paixão, saboreada em suas texturas e marcada em suas cicatrizes, relatada de forma crua. A história deve ser lida abertamente para que, assim com um enólogo ou gourmet, o leitor possa distinguir em seu interior a informação mais marcante a cada paladar. [clos

domingo, 28 de dezembro de 2008

Leitura- Nosso GG em Havana e Istambul

Conclui a leitura de nosso GG em Havana. Não gostei do livro que para mim foi o pior entre os que li do escritor.

Leitura descartável e bem superficial.





Istambul será minha nova viagem.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Leitura- As Duas faces da Abobora e Nosso GG em Havana

Iniciei a leitura de Nosso GG em Havana.

Este é o 5o livro que leio do Pedro Juan Gutierrez.

Seu jeito de retratar o povo de Cuba e a própria Ilha faz

com que nos aproximemos do povo cubano muito parecido com o nosso.

Nem todos gostam de sua leitura por sua abordagem que ,segundo acham , resvala a pornografia. Mas é um grande escritor







Conclui a leitura de As duas faces da abóbora.

Ritmo ágil e leitura agradável.










quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Leitura- As Duas faces da Abobora


Iniciei a leitura de "As duas faces da abóbora " de Caco Porto.

Caco é amigo de trabalho e sonha ser roteirista .Este é seu 1o romance.






Description:
Um trágico acidente ceifa as vidas de um poderoso empresário e de sua esposa. Seus dois filhos, de personalidades antagônicas, entram em conflito em meio a uma herança avaliada em US$ 30 bilhões. / Robert King é o Presidente em Nova York e herdeiro de um gigantesco conglomerado petroquímico ao redor do mundo, a PetroWide. Em contra-partida sua irmã Kate King é humanista, ecológica e trabalha voluntariamente assistindo comunidades carentes nos arredores de Maputo, em Moçambique, através de uma ONG a que pertence. / Eis que em meio ao conflito deles surge um grande mistério referente ao passado dos seus pais na cidade do Rio de Janeiro e que deve ser decifrado. / O que poderia haver de tão importante na “Cidade Maravilhosa” a ponto de transformar completamente a vida dos dois irmãos, abalando toda a base de poder e dinheiro do ambicioso e mau-caráter Robert e regozijando plenamente o coração da doce e adorável Kate ?

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Leituras - É isto um homem


Conclui a leitura de É isto um Homem de Primo Levi , ver resenha em postagem abaixo.

Fiz a leitura ainda sob o impacto das Benevolentes. É um relato único que merece ser lido por todos. Nos faz refletir acerca do ser humano e até que ponto ele pode chegar sob determinadas condições.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Leitura - Jonas o Copromanta


Conclui a leitura de Jonas , o copromanta de Patrícia Melo ( veja resenha em outro blog) .


Um livro criativo na história mas superficial na abordagem dos personagens com exceção de Jonas. Não considero um dos grandes escritores atuais na nossa língua. Uma leitura rápida e descartável. Até mesmo porque não dá para conversar sobre este romance em festas e jantares de amigos pelas características da estória.

Iniciei a leitura de "É isto um homem ?"de Primo Levi.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Leituras- As benevolentes


Ontem conclui a leitura de " As Benevolentes".
Este titulo tem origem na mitologia grega.As furias eram deusas justiceiras dos crimes de sangue e eram tão horriveis e perversas que não eram chamadas pelo seu nome e sim " as benevolentes". No livro as Benevolentes são a SS .


Iniciei o livro em 6/11/2008

Foram 900 paginas de emoção num livro que além da pesquisa histórica constrói personagens inesquecíveis como Max Aue. Uma leitura fácil que recomendo a todos .






RESENHA

Considerado pela crítica um “novo Guerra e Paz”, chamado também de “futuro clássico” da literatura, As Benevolentes tornou-se, na França, um fenômeno de vendas – são mais de 600 mil exemplares vendidos – e já é considerado um clássico da literatura contemporânea. Para se ter idéia da repercussão da obra no país, o autor, Jonathan Littell, chegou a ser comparado a Tolstói pelo jornal Le Monde. Profundo e arrebatador, este livro trata dos horrores da Segunda Guerra Mundial sob a ótica do carrasco. São as memórias de Maximilien Aue, jovem alemão de origens francesas que, como oficial nazista, participa de momentos sombrios da recente história mundial: a execução dos judeus, as batalhas no front de Stalingrado, a organização dos campos de concentração, até a derrocada final da Alemanha, em 1944.Mas Aue não tem somente lembranças de guerra. Vivendo anonimamente na França, onde administra uma tecelagem, ele se recorda, também, de sua deturpada relação com a família, compondo um livro impressionante, assombrado tanto por sua fria meticulosidade quanto por seu delírio insano. Assim, o leitor, através dos olhos de Aue, irá vislumbrar o mal de uma forma jamais imaginada.

DADOS DO PRODUTO
TÍTULO: AS BENEVOLENTESTÍTULO ORIGINAL: BIENVEILLANTES, LESISBN: 9788560281237IDIOMA: Português.ENCADERNAÇÃO: Brochura Formato: 15 x 23 912 págs. ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2006ANO EDIÇÃO: 2007AUTOR: Jonathan Littell TRADUTOR: Andre Telles

domingo, 7 de dezembro de 2008

A Ler - O Filho Eterno



RESENHA

Romance inédito que aborda os conflitos de um homem que tem um filho com Síndrome de Down. O protagonista se mostra inseguro, medroso e envergonhado com a situação, mas aos poucos, com muito esforço, enfrenta a situação e passa a conviver amorosamente com o menino.

DADOS DO PRODUTO
TÍTULO: O FILHO ETERNOISBN: 9788501077882IDIOMA: Português.ENCADERNAÇÃO: Brochura Formato: 14 x 21 222 págs. ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2007ANO EDIÇÃO: 2007AUTOR: Cristovao Tezza

sábado, 6 de dezembro de 2008

A Ler - Anna karenina/Proust/Ulisses/Pamuk e Patricia Melo


RESENHA

Liév Tolstói escreveu Anna Kariênina entre 1873 e 1877. O autor nutria a idéia de fazer um relato sobre uma mulher adúltera, da alta sociedade, e, ao mesmo tempo, coletava informações para um grande romance sobre o tsar Pedro, o Grande. Durante um tempo, estes dois temas levaram vidas independentes em seu pensamento. Quando a imaginação os uniu, Anna Kariênina começou a nascer.Tolstói distribuiu ao longo do livro os temas que o inquietavam, discutidos pelos personagens: a guerra da Sérvia, a administração agrícola, o regime da propriedade da terra, a relação com os trabalhadores, a decadência da nobreza, a educação das crianças, o casamento, a religião, o serviço militar compulsório, as teorias de Spencer, Lasalle, Darwin e Schopenhauer.Estruturado em paralelismos, o livro se articula por meio de contrates: a cidade e o campo; as "duas capitais" da Rússia (Moscou e São Petersburgo); a alta sociedade e a vida dos mujiques; o intelectual e o homem prático etc.Os dois principais personagens, Liévin, um rico proprietário de terras, e Anna, uma aristocrata casada, só se encontram uma vez, em toda a longa narrativa. Mas nem por isso estão menos ligados, pois a situação de um permanece constantemente referida a situação do outro.Nesta nova tradução, Rubens Figueiredo busca preservar ao máximo os traços do original russo. A freqüente repetição das palavras e as frases longas foram mantidas em sua integridade, ao contrário do que se fez outras traduções disponíveis. Além das notas de rodapé, elaboradas pelo tradutor, este volume conta com uma árvore genealógica dos principais núcleos familiares e uma lista completa de personagens, que facilitarão muito a leitura deste grande clássico.

DADOS DO PRODUTO
TÍTULO: ANNA KARIENINAISBN: 8575034731IDIOMA: Português.ENCADERNAÇÃO: Capa dura Formato: 16 x 23 816 págs. ANO EDIÇÃO: 2005AUTOR: Liev Tolstoi TRADUTOR: Rubens Figueiredo


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O Bloomsday é um feriado comemorado em 16 de junho na Irlanda em homenagem ao livro “Ulisses”, de James Joyce. É o único feriado em todo o mundo dedicado a um livro, excetuando-se a Bíblia. O Bloomsday é comemorado na Irlanda e pelos amantes da literatura com diversos eventos oficiais e não oficiais. Também é comemorado todos os anos em vários lugares e em várias línguas. Em comum entre os muitos dedicados entusiastas e simpatizantes envolvidos nestas comemorações há o esforço por relembrar os acontecimentos vividos pelos personagens de Ulisses pelas dezenove ruas da cidade de Dublin.

DADOS DO PRODUTO
TÍTULO: ULISSESTÍTULO ORIGINAL: ULYSSESISBN: 9788560281077IDIOMA: Português.ENCADERNAÇÃO: Brochura Formato: 15 x 23,5 908 págs. ANO EDIÇÃO: 2007AUTOR: James Joyce TRADUTOR: Bernardina da Silveira Pinheiro


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Os sete volumes da obra 'Em busca do tempo perdido' constituem um emaranhado complexo de personagens, cenas, detalhes que reaparecerão muito depois e somente aí adquirem seu real significado, articulados pela memória que, ativada por circunstâncias fortuitas, medita livre por diferentes campos, sendo as artes (particularmente a literatura) um dos mais freqüentados. Este primeiro volume também exemplifica isso, pois Swann, um dos principais personagens, é um refinado aristocrata conhecedor de literatura, colecionador de objetos de arte e freqüente nos salões parisienses. O narrador o conheceu quando criança em Combray, cidadezinha imaginária onde ele passava as férias de Páscoa. No segundo, o narrador, já adolescente, desistindo do amor de Gilberte, filha de Swann, parte com a avó em viagem de férias para a fictícia praia de Balbec, com imaginárias ruínas antigas, em seu périplo de conhecimento da arte e de si. Assim, cada volume e todos se transformam em complexo programa de formação estética e humanística. Neste volume, Proust se dedica principalmente à narração de sua infância e adolescência.

DADOS DO PRODUTO
TÍTULO: NO CAMINHO DE SWANNTÍTULO ORIGINAL: DU COTE DE CHEZ SWANNISBN: 8525042250IDIOMA: Português.ENCADERNAÇÃO: Brochura Formato: 16 x 23 558 págs. ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2006COLEÇÃO: EM BUSCA DO TEMPO PERDIDOANO EDIÇÃO: 2006AUTOR: Marcel Proust TRADUTOR: Mario Quintana




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Istambul - antiga Constantinopla, sede do Império Bizantino - é uma cidade encravada no meio do grande dilema que se apresenta para a humanidade neste início de século - o encontro entre Ocidente e Oriente. A secularização promovida por Atatürk - herói nacional e fundador da Turquia moderna, em 1923 - baniu as roupas típicas, coibiu costumes milenares e transformou progressivamente o panorama local. Para Orhan Pamuk, que nasceu e passou toda a sua vida na cidade, embora os habitantes tenham cumprido as novas regras, no espírito do povo turco essa operação nunca se completou. Entre a modernização crescente e o apego ao passado, entre ter sido um império e conhecer a decadência, criou-se nos habitantes um sentimento de melancolia que permeia toda a cidade, e também este livro. Sem nunca se ater a um gênero específico, 'Istambul' é parte autobiografia, parte ensaio e parte elegia. Nele, Pamuk traça uma história afetiva de sua cidade e revela os personagens, as ruas e os becos, os grandes e os pequenos acontecimentos que definiram sua vida. O centro de tudo é o Edifício Pamuk, construção que no início da década de 50 abrigava, espalhada em seus andares, toda a família do autor. Circulando pelos corredores do edifício, o pequeno Orhan tenta dar sentido a coisas que vê, mas não entende por completo - as ausências do pai, as fotografias espalhadas pela avó, o indefectível piano que todos seus parentes têm nas casas, mas que nunca tocam. Conforme cresce, ele ganha as ruas, em longos e solitários passeios, e começa a se impregnar dessa tristeza coletiva que assombra a cidade. Mas, ao mesmo tempo em que de certo modo o oprime, Istambul fornece um repertório de imagens - as casas na beira do Bósforo, os incêndios das mansões dos paxás, as enciclopédias de curiosidades compradas em sebos - que para ele ganham enorme força simbólica, e que estarão sempre presentes em sua obra. Pamuk tira da cidade a experiência que o conduziu à arte.

DADOS DO PRODUTO
TÍTULO: ISTAMBUL: MEMORIA E CIDADETÍTULO ORIGINAL: ISTANBUL: MEMORIES AND THE CITYISBN: 9788535910117IDIOMA: Português.ENCADERNAÇÃO: Brochura Formato: 16 x 23 408 págs. ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2003OUTRAS INFORMAÇÕES: PREMIO NOBEL DE LITERATURA 2006ANO EDIÇÃO: 2007AUTOR: Orhan Pamuk TRADUTOR: Sergio Flaksman










RESENHA

Duas paixões, é bom avisar, cultivadas de modo mais que peculiar. Como leitor, o herói de Jonas, o copromanta corrige os romances que lhe caem nas mãos, quer se trate de Dostoiévski ou Nabokov. E, no terreno da adivinhação, o herói tem seu próprio sistema, baseado no estudo compenetrado das formas do bolo fecal. Corrigir romances, decifrar fezes: meras esquisitices, até o momento em que, ao ler “Copromancia”, conto de Rubem Fonseca, Jonas chega à certeza alucinada de ter sido dolorosamente plagiado por seu ídolo. Para piorar as coisas, a realidade resolve dar uma mãozinha à obsessão, e o escritor passa a freqüentar a biblioteca, fazendo (ou talvez simulando?) pesquisas para seu próximo romance.A partir daí, o enredo mergulha numa espiral vertiginosa de perseguição e loucura. A leitura fervorosa que se transforma em suspeita de plágio (“Nunca se sabe do que um escritor é capaz”) vai aos poucos roubando a substância do herói:os livros de Rubem Fonseca seriam uma transfiguração da vida de Jonas, ou esta seria um reflexo fantasmagórico do que se passa nos livros do autor carioca? No ponto mais baixo dessa espiral, está a figura eqüina e grotesca de Zoé, que Jonas transforma em sacerdotisa da copromancia. Sumo mistério ou simples miséria? Segredos ocultos ou sordidez à mostra? Com esta fábula carioca feita de desvario e solidão,Patrícia Melo inscreve seu herói singular na galeria romanesca de pobres-diabos que é um dos veios centrais da literatura brasileira.

DADOS DO PRODUTO
TÍTULO: JONAS: O COPROMANTAISBN: 9788535912067IDIOMA: Português.ENCADERNAÇÃO: Brochura Formato: 14 x 21 176 págs. ANO EDIÇÃO: 2008AUTOR: Patricia Melo

Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

  Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido  RESENHA :  Com o inevitável e fatídico final do du...