segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Leitura- Do outro lado -Katsuo Kirino


Gosto muito da literatura japonesa pois foge totalmente de nosso padrão ocidental. Autores como Yukio Mishima - Cores proibidas e A Casa das Belas Adormecidas -Yasunari Kawabata nos transportam para visões de mundo e culturas diferentes da nossa e nos trazem uma leitura da vida algumas vezes trágicas e outras de rara beleza.

Este é o caso de Katsuo que nos traz através de um romance policial muito bem escrito uma visão atual da sociedade japonesa em sua classe baixa. Uma solidão e falta de perspectiva ( tão comum em nossa sociedade capitalista) compartilhada por todos na condução de suas vidas cotidianas e que as vezes nos levam a embracar em algumas estradas que pensamos redentora




Resenha

Natsuo Kirino nasceu em 1951 e rapidamente se estabeleceu no Japão como um exemplo do tipo de escrita raro, cujos livros se situam muito para lá da categoria de «policiais». É uma autora prolixa, comparada a Murakami, que está a ser descoberta no ocidente através das traduções, e que é muito conceituada no seu país, onde é um absoluto best seller. Na história da literatura japonesa, nada nos prepara para o misterioso realismo tenso de Out, que arrasou a cena literária japonesa e projecta, agora, a sua sombra escura e violenta sobre nós.



De meia-noite às cinco e meia, sem intervalo, Yayoi, Masako, Yoshie, Kuniko e seus colegas permanecem ao lado da esteira transportadora, embalando quentinhas. Apesar de oferecer bom salário para meio-expediente, o serviço na fábrica de refeições de comida pronta é desgastante. Entre o trabalho mecânico da madrugada e os afazeres domésticos da manhã seguinte, as quatro operárias japonesas viveriam o repetitivo e extenuante cotidiano da mulher contemporânea até que um trágico assassinato mudasse suas vidas para sempre.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Leitura - O Albatroz Azul


Este livro de João Ubaldo ao contrario de Sargento Getulio ( renovador na linguagem) e Viva o Povo Brasileiro( obra prima) não consegue tocar o leitor apesar de ser boa literatura .vai no "tranco".






Resenha :

Vida, morte, renovação. Temas universais que são o eixo em torno do qual se desenrola a trama simples deste belo romance. É a história de um homem muito velho que, apesar de detentor da sabedoria trazida por todos os seus anos de existência, ainda busca apreender algum sentido na vida. Um romance magnífico, destinado a incorporar-se ao melhor patrimônio literário de nossa língua, um momento de rara beleza, daqueles cuja mágica se abre ao leitor desde a primeira página.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Leitura- Terra Descansada

A escritora Jhumpa Lahiri nos trás as estorias de imigrantes indianos de forma doce e com muita competencia. Se trata de uma otima escritora que traça um papel bem real de uma parcela de imigrantes indianos de classe media alta. Escrita que nos leva pela estoria de forma sutil e sem percebermos já estamos tomados por ela.





Resenha:
Em Terra descansada Jhumpa Lahiri compõe retratos de imigrantes indianos e de suas famílias nos Estados Unidos, criando um panorama dessas vidas e dos conflitos que se estabelecem entre tentativa de manter as tradições e as tentações do mundo novo. Os pais indianos insistem em manter seus costumes, como o casamento arranjado, os hábitos alimentares e o controle sobre os filhos, numa cultura conservadora, mas recheada de valores coletivos e solidários. Já os filhos veem-se num eterno choque entre a novidade transformadora mas carregada de angústia e o apelo fácil e confortável das tradições.

A filha solitária e americanizada se emociona ao ver o pai indiano criando um jardim no quintal da casa suburbana. O filho brilhante decepciona as expectativas da família ao largar mão dos estudos e do futuro promissor. O viúvo de uma indiana independente e americanizada se entrega à comodidade e à segurança de um segundo casamento arranjado. Os contos de Terra descansada vão além do retrato de um povo desterrado e traçam com delicadeza e lucidez as relações espinhosas entre pais e filhos, maridos e esposas, amantes e amigos. Lahiri tece seus relatos com uma voz que tudo vê, mas que se mantém ausente, numa narrativa que realiza o sonho de Hemingway ao aparecer como que espontaneamente.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Leitura - O Campeonato

Apesar de escritor premiado não gostei do livro porém li até o fim.

Como policial peca pela complicação de algo que se fica bom num conto de Rubem Fonseca fica ruim num longo romance.

Salvam-se alguns personagens bem caracterizados. Mas não me atreverei a outra leitura do mesmo escritor.








Resenha:

Premiado escritor, crítico literário, roteirista e professor, Flávio Carneiro prossegue sua trilogia dedicada ao Rio de Janeiro, na qual dialoga com alguns dos gêneros mais populares da literatura, como o fantástico, no caso de A confissão, publicado em 2006, e agora o policial, nesta nova edição de O campeonato, seu primeiro romance, que volta às prateleiras revisto e atualizado. Na trama, o jovem André não consegue parar em nenhum emprego por conta de sua irrefreável compulsão de ler romances policiais. Ele, então, resolve fazer um curso de detetive por correspondência que o lançará numa bizarra investigação sobre uma competição batizada de O Campeonato. Percorrendo ruas e bares do Rio, André é uma homenagem do autor à cidade, às histórias de mistério e a seus maiores autores, em especial Rubem Fonseca. O protagonista do livro, no final das contas, é o próprio romance policial, objeto de paixão de heróis e bandidos.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Leitura- ,Guia do Mochileiro das Galaxias


Não entre em panico!!!

Umas das melhores estorias de ficção que li.
Havia visto o filme da década de 90 mas não me lembrava da criatividade de Douglas Adams. Seu Robot deprê é genial. As tiradas cientificas , criticas sociais , religiosas e os aliens são geniais




Resenha:

Trinta anos celebrando a genialidade cômica de Douglas Adams...

Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, O guia do mochileiro das galáxias vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado.

Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect.

A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do mochileiro das galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.

Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da "alta cultura" e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Leitura - O Seminarista

Rubem Fonseca é fora de serie. Conciso e preciso suas estorias policiais tem nossa marca. è um livro para se ler direto sem intervalos como um filme. Assim foi feito.





Resenha:

Para o protagonista de O Seminarista, matar não causa remorso, mas também não causa prazer. É apenas seu trabalho, que lhe permite se dedicar àquilo que realmente ama: livros, filmes e mulheres. Não quer saber quem é a pessoa que será eliminada, nem mesmo lê os jornais do dia seguinte. Quando, no entanto, decide que já é hora de abandonar a profissão, descobre que não é tão imune aos efeitos de seus trabalhos e de suas escolhas como acredita ser, e tem que enfrentar fantasmas de um passado que pensa ter superado. Em seu décimo primeiro romance, Rubem Fonseca mais uma vez se mostra um dos mestres da narrativa brasileira, conciso e intenso, capaz de manter
a tensão a cada página.

Leitura - Ceu de Origamis

O livro mais novo de Garcia Roza como os demais ,prende o leitor ate o fim e nos trás de volta a figura do Delegado Spinoza que com seu jeito simples conduz as investigações sem genialidade mas com técnica , sexto sentido ativo e simplicidade. Trata- se um personagem poliicial brasileiro em todos os sentidos.Pena que a leitura acabe logo.










Resenha:

Cecília é uma secretária competente. Depois que seu patrão sai do consultório dentário ela guarda todo o equipamento, desliga os aparelhos, tranca a porta e vai embora. Doutor Marcos é um homem tranquilo, e o trabalho com ele é sem sobressaltos. Hoje ele e a mulher vão jantar em casa de amigos. Fato raro, pensa a secretária. Em geral, doutor Marcos e a mulher ficam em casa. Estranho, para um casal jovem como eles…

Cecília gosta de trabalhar no consultório. Tudo é sempre tão previsível que ela jamais poderia imaginar que no dia
seguinte receberia a visita da polícia em busca de informações sobre seu patrão. Na véspera o doutor desaparecera sem deixar sinal. Não havia registro de acidentes de trânsito nem de nenhum tipo de ocorrência policial. Só que ele simplesmente não chegara em casa.

E, como se não bastasse, havia um detalhe absurdo: o carro de doutor Marcos estava estacionado exatamente onde
deveria estar, em sua vaga na garagem do prédio onde morava. O que teria acontecido com o dentista? Sobre ele, Cecília explicaria a Espinosa: “Sempre foi atencioso e gentil, nunca alterou a voz, nunca reclamou com mau humor de alguma coisa. Ele parece irreal”.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Leitura - O medo de Montalbano

Mais um livro de Camilleri e mais uma leitura agradável .Para passar o tempo e refrescar a "cabeça" nada melhor





No universo de Vigàta, o comissário Montalbano volta a lidar com uma torrente de emoções, desde a vingança e suas consequências até o pavor de submergir nos abismos da alma, essas histórias são contadas em seis contos.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Leitura -Terra descansada









Resenha:

Em Terra descansada Jhumpa Lahiri compõe retratos de imigrantes indianos e de suas famílias nos Estados Unidos, criando um panorama dessas vidas e dos conflitos que se estabelecem entre tentativa de manter as tradições e as tentações do mundo novo. Os pais indianos insistem em manter seus costumes, como o casamento arranjado, os hábitos alimentares e o controle sobre os filhos, numa cultura conservadora, mas recheada de valores coletivos e solidários. Já os filhos veem-se num eterno choque entre a novidade transformadora mas carregada de angústia e o apelo fácil e confortável das tradições.

A filha solitária e americanizada se emociona ao ver o pai indiano criando um jardim no quintal da casa suburbana. O filho brilhante decepciona as expectativas da família ao largar mão dos estudos e do futuro promissor. O viúvo de uma indiana independente e americanizada se entrega à comodidade e à segurança de um segundo casamento arranjado. Os contos de Terra descansada vão além do retrato de um povo desterrado e traçam com delicadeza e lucidez as relações espinhosas entre pais e filhos, maridos e esposas, amantes e amigos. Lahiri tece seus relatos com uma voz que tudo vê, mas que se mantém ausente, numa narrativa que realiza o sonho de Hemingway ao aparecer como que espontaneamente.

Leitura -Granta 3

Mais uma seleção de excelentes contos , extratos de livros e escritores.

Recomendo em particular os de :

Jayne Anne, Helen Simpson, Doris Lessing Allan Hollingghurst,Tash Aw,Nicholas Shakespeare,A.M.Homes e Helen Oyeyemi contos brilhantes e instigantes






Resenha:
Convidado para reunir alguns dos melhores autores que já publicaram na Granta ao longo das décadas, William Boyd, ele mesmo um escritor de vínculos fortes com a revista, reuniu um escrete de talentos admiráveis. Além de nomes consagrados como Martin Amis, Doris Lessing, Mario Vargas Llosa e Ian McEwan, esse último apresentando um libreto de ópera inédito, Boyd ainda selecionou para essa publicação especial trechos de romances em andamento, contos, poemas – o que é uma transgressão histórica, já que a revista pouquíssimas vezes publicou poesia - e até novos autores, de alta voltagem literária, que aos poucos se firmam entre os mais importantes das recentes gerações.

Outra novidade de Boyd para o número é a seção “Minha pergunta para mim”, na qual alguns escritores de nacionalidades diversas foram convidados a criar uma indagação original que quisessem responder. A lista desses “auto-entrevistadores” também é de primeira grandeza: Zadie Smith, Jonathan Franzen, Isabel Allende, Gary Shteyngart, Marie NDiaye, Hans Magnus Enzensberger, Richard Ford e o Prêmio Nobel Gao Xingjian.

Esta edição brasileira reproduz, com pequenas variações, o volume comemorativo do centésimo número da revista — que hoje é uma das publicações literárias de maior peso de língua inglesa. A capa da versão publicada no Brasil é uma obra de Angelo Venosa, um dos mais influentes artistas plásticos brasileiros da atualidade.

domingo, 22 de novembro de 2009

Leitura - Aventuras provisorias

Este livro do Tezza considerado seu melhor trabalho mergulha na insegurança de um personagem e nos sonhos ideais de outro .

Um Livro que li em um dia ,de prosa simples e vigorosa.È meu segundo livro do Cristovao Tezza ( o outro o Filho Eterno cuja resenha se encontra neste blog) .





Resenha:

inesperado reencontro com um amigo de infância, saído dos porões da tortura do regime militar, induz um jovem 'semi-executivo' a percorrer um difícil e tortuoso caminho em busca da auto-realização.
Cristovão Tezza (1952, Lages, Santa Catarina) é escritor, professor da Universidade Federal do Paraná e colaborador da Folha de S.Paulo e da revista Veja. Em 2007 publicou O filho eterno, romance baseado na relação com um de seus filhos, que tem síndrome de Down. O livro recebeu os prêmios Portugal Telecom, Bravo! e Jabuti de 2008, foi publicado na Itália e será traduzido para inglês, francês e espanhol. Há mais de trinta anos em Curitiba, o escritor elegeu a cidade como pano de fundo de seus romances, caso de Trapo (1988), seu livro de estreia, e de O fotógrafo (2004). Este livro, que conta as histórias interligadas de cinco personagens durante um único dia, venceu o Bravo! e o prêmio da Academia Brasileira de Letras.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Leituras - Monte Verita

Li esta recomendação de leitura no Caderno Fanzine do oglobo.Apesar de ser caderno de adolescentes eu Leio regularmente.

É um Livro idealista e um tanto pueril típico para adolescentes.Esperava algo mais.Não recomendo.






Resenha:

Garçom do hotel suíço Monte Verità e poliglota – para espanto dos hóspedes –, um negro moçambicano, fugitivo de guerra, cria, em seu quarto, sua história, vingança e redenção – e também a do mundo, se assim o compreenderem e apreenderem suas “intervenções”. Anunciadas uma a cada domingo, em todas as mídias possíveis, com drásticas imposições para a humanidade, seis mensagens bombásticas são um convite para o homem olhar o nosso planeta, repensar seu papel nele e sua relação com ele. Este é o mote de Monte Verità, segundo livro da Trilogia da Utopia, assinada pelo escritor, professor, crítico e ensaísta Gustavo Bernardo. Atualizando os imperativos do filósofo Immanuel Kant para a realidade de hoje, o autor instiga o jovem leitor à reflexão com uma trama tão fluida quanto contundente, criticando o racismo, o etnocentrismo, o especismo, a violência e a depredação ambiental.

Leituras - O natimorto

Lourenço Morarelli tem uma literatura desconcertante.Seus personagens são seres estranhos , angustiados e numa eterna briga interna.

Dialogos curtos e uma total estranheza nas siutuações marcam suas estorias .





Resenha:

Em O Natimorto, publicado originalmente em 2004, a narrativa em primeira pessoa, entremeada por diálogos que lembram uma peça de teatro, atira o leitor no abismo da consciência de um homem em crise, que interpreta as fotografias antifumo dos maços de cigarros como se fossem cartas de tarô.

Um casamento infeliz, a impotência sexual e a obsessão por pureza levam oprotagonista a buscar uma mudança de vida radical. A oportunidade surge quando ele encontra uma cantora cuja voz é tão pura que ninguém escuta e inicia com
ela um relacionamento feito de carinho e incerteza, sedução e dependência. Ele está disposto a se trancar para sempre num quarto de hotel com a mulher que ele mal conhece; mas ela ainda aspira a seguir uma carreira no mundo impuro ao qual ele decidiu renunciar.

O livro O Natimorto acaba de ser adaptado para o cinema por Paulo Machline e deve estrear em breve, com Mutarelli e Simone Spoladore no papel do casal protagonista.

Leituras - Cenas da Vida na Aldeia

Amós Oz é uma excelente surpresa. Ao retratar uma aldeia em Israel nos faz viajar pelas vidas de seus moradores com uma prosa suave .Coloca sempre um insólito no ar como que a mostrar o sopro de Deus ou aquele pingo de poeira que muda ou nos apega ao cotidiano.












Resenha:

Em uma aldeia centenária — o que em Israel significa quase pré-histórica —, entre o fim do verão e o início do inverno, histórias diferentes se desenrolam paralelas, enquanto seus protagonistas se cruzam transversalmente como figurantes em histórias alheias.

No cenário, recorrentes ciprestes esguios e escuros, a beleza campestre de uma Toscana israelense, o tórrido calor
das tardes de verão, as primeiras chuvas e tempestades do inverno, chacais e cães em duelo orfeônico nas noites, as mesmas ruas, as mesmas praças, os mesmos pontos de referência, plácidos em sua imobilidade de guardiães de rotinas cotidianas, de doces e amargas reminiscências, do amor e do desespero, de mistérios, de personagens surpreendentes e efêmeros que surgem do nada e nele desaparecem, ou de pessoas com raízes firmes que somem sem deixar rastro. O trivial e o insólito se cruzam tal como os personagens, eles mesmos testemunhas da aventura do viver.





Amos Oz, nascido Amos Klausner, (Jerusalém, 4 de Maio de 1939) é um escritor israelense e co-fundador do movimento pacifista Paz Agora (Shalom Akhshav).

Os seus pais fugiram em 1917 de Odessa para Vilnius e daí para a Palestina em 1933. Em 1954 Oz entrou para o Kibbutz Hulda e tomou então o seu nome actual. Durante o seu estudo de Literatura e Filosofia na Universidade Hebraica de Jerusalém entre 1960 e 1963 publicou seus primeiros contos curtos. Oz participou na Guerra dos Seis Dias e na Guerra do Yom-Kippur e fundou nos anos 1970, juntamente com outros, o movimento pacifista israelita Schalom Achschaw (Peace Now).

Fundador e principal representante do movimento israelense Paz Agora, é o escritor mais influente de seu país. Poucos autores escrevem com tanta compaixão e clareza sobre as agruras presentes e passadas de Israel. Em romances como Meu Michel (2002), Conhecer uma mulher (1992) ou Pantera no porão (1999) explora a persistência do amor durante a guerra.

Em 1991 foi eleito membro da Academia de Letras Hebraicas; Em 1992, recebeu o Prémio de Frankfurt pela Paz, e ganhou o Prémio Israel de Literatura, o mais prestigioso do país. Em 1998 (50º ano da Independência de Israel), recebeu o Prémio Femina em França e foi indicado para o Prémio Nobel de Literatura em 2002. Em 2004 recebeu o Prémio Internacional Catalunya, junto com o pacifista palestino Sari Nusseibeh, e também Prémio de Literatura do jornal alemão Die Welt, por "Uma História de Amor e Escuridão". Publicou cerca de duas dezenas de livros em hebraico, e mais de 450 artigos e ensaios em revistas e jornais de Israel e internacionais (muitos dos quais para o jornal do Partido Trabalhista "Davar" e, desde o encerramento deste na década de 1990, para o "Yediot Achronot"). Tem livros e artigos seus traduzidos por todo o mundo e quase toda a sua obra se encontra traduzida em português.

Em 2007 recebeu o Prémio Príncipe das Astúrias de letras.

sábado, 7 de novembro de 2009

Leituras -Caim


Li pela 1a vez Saramago e tive uma agradável surpresa. Diferente da imagem de ranzinza Saramago é muito engraçado , critico , sardonico e gozador.

Os diálogos de Caim com Deus são impagáveis e adicionam uma critica saudável as religiões.


Resenha:
Se, em O Evangelho segundo Jesus Cristo, José Saramago nos deu sua visão do Novo Testamento, neste Caim ele se volta aos primeiros livros da Bíblia, do Éden ao dilúvio, imprimindo ao Antigo Testamento a música e o humor refinado que marcam sua obra. Num itinerário heterodoxo, Saramago percorre cidades decadentes e estábulos, palácios de tiranos e campos de batalha, conforme o leitor acompanha uma guerra secular, e de certo modo involuntária, entre criador e criatura. No trajeto, o leitor revisitará episódios bíblicos conhecidos, mas sob uma perspectiva inteiramente diferente.

Para atravessar esse caminho árido, um deus às turras com a própria administração colocará Caim, assassino do irmão Abel e primogênito de Adão e Eva, num altivo jegue, e caberá à dupla encontrar o rumo entre as armadilhas do tempo que insistem em atraí-los. A Caim, que leva a marca do senhor na testa e portanto está protegido das iniquidades do homem, resta aceitar o destino amargo e compactuar com o criador, a quem não reserva o melhor dos julgamentos. Tal como o diabo de O Evangelho, o deus que o leitor encontra aqui não é o habitual dos sermões: ao reinventar o Antigo Testamento, Saramago recria também seus principais protagonistas, dando a eles uma roupagem ao mesmo tempo complexa e irônica, cujo tom de farsa da narrativa só faz por acentuar.

A volta aos temas religiosos serve, também, para destacar o que há de moderno e surpreendente na prosa de Saramago: aqui, a capacidade de tornar nova uma história que conhecemos de cabo a rabo, revelando com mordacidade o que se esconde nas frestas dessas antigas lendas. Munido de ferina veia humorística, Saramago narra uma estranha guerra entre o homem e o senhor. Mais que isso, investiga a fundo as possibilidades narrativas da Bíblia, demonstrando novamente que, ao recontar o mito e confrontar a tradição, o bom autor volta à superfície com uma história tão atual e relevante quanto se pode ser.


José Saramago nasceu em 1922, na província do Ribatejo, em Portugal. Devido a dificuldades econômicas foi obrigado a interromper os estudos secundários, tendo a partir de então exercido diversas atividades profissionais: serralheiro mecânico, desenhista, funcionário público, editor, jornalista, entre outras. Seu primeiro livro foi publicado em 1947. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente da literatura, primeiro como tradutor, depois como autor. Romancista, teatrólogo e poeta, em 1998 tornou-se o primeiro autor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura

Leituras - Estive em Lisboa e me lembrei de voce

Mais um de Luiz Ruffato para o rol de minhas leituras.
Junto com "Eles eram muito cavalos" e a Trilogia - Inferno Provisório este novo livro coloca Ruffato entre os grandes escritores atuais - Milton Hatoum é um deles.
Apesar de ser um livro curto a linguagem e alma do interior de Minas são transformados na mais pura literatura.


Resenha:




Na primeira parte da história, transcorrida no Brasil, vemos Serginho chafurdando nas pequenezas da vida interiorana mineira, entre as quais se inclui um malfadado casamento com uma
moça de “ideia fraca” na sequência de uma gravidez
indesejada. A partir daí a vida de Serginho desanda sem apelação: casamento, emprego e a própria vontade de viver entram em perigoso colapso.

Até que alguém saca a panaceia redentora: Portugal. Lá, corre a lenda, é possível um trabalhador denodado recompor a vida e fazer um belo pé de meia antes de retornar à terra natal. É hora, pois, de Serginho dar as costas à sua Cataguases, cortada pelo rio Pomba, em cujas águas o autor parece ter se inspirado para construir uma prosa de fluxo forte intercalado por rápidos e iluminadores flashbacks.

Em Portugal, o passar dos anos será demarcado com extrema sutileza pelo afloramento de uma plêiade de idiomatismos lusos na prosa interiorana de Serginho, revelando a mão segura e inventiva de um dos mais bem-sucedidos autores brasileiros contemporâneos.




Eles eram muito cavalos

Resenha:

São Paulo, terça-feira, 9 de maio de 2000. Durante um único dia, o autor percorre a cidade tentando desvendá-la. Não apenas os engarrafamentos, parques ou dinheiro correndo por entre os conglomerados econômicos. Ele decifra cada dia, minuto e segundo da metrópole marcada pela diversidade humana – mosaico composto por gente de todo o Brasil.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Leitura - Granta 4

Mais uma Granta com excelentes escritores. " Um Homem de família" e "O homem de duas cabeças" são dois contos/narrativas excelentes de Annie Proulx e Elena Lappin

Resenha:


Uma revista em forma de livro (...) que sempre traz o melhor do melhor entre os melhores. Granta é a qualidade absoluta.” – Ignácio de Loyola Brandã, Vogue Brasil

"A Granta é, simplesmente, a revista literária mais marcante de seu tempo." – Daily Telegraph

A súplica incessante das crianças em casa, nas ruas, ao longo dos tempos – Eu quero! Eu quero! – parece a nossa, adultos que querem tudo: amor, dinheiro, sexo, poder. Nem mudou a ambição nem mudamos nós – continuamos querendo, talvez mais e mais, sem parar, e tem que ser agora. Mas e se conseguimos o que queremos? E se não?

Um suíço se passa por sobrevivente do Holocausto para se tornar mundialmente famoso. Uma mulher trama a morte do homem que a rejeitou. Um editor frustrado descobre um manuscrito intrigante que pode salvar sua vida. Verdade ou mentira, ficção ou memória de uma época em que a ambição foi uma força – poderosa, criativa, vulcânica –, essa é a matéria desta Granta em português.

Em sua quarta edição brasileira, Granta reúne textos de Haruki Murakami, Luis Fernando Verissimo, Joyce Carol Oates, Sérgio SantAnna, George Steiner, Miguel Sanches Neto, Annie Proulx, Elena Lappin, Edward Platt, Kathleen Jamie, João Wainer, Milton Hatoum, Eucanaã Ferraz, Adriana Lisboa e João Paulo Cuenca.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Leitura - Por uma linha telefônica

Mais um Camilleri na lista de leituras.

Este romance e Opera maldita são duas obras marcantes de Camilleri. Sarcástica acima de tudo e critica feroz da sociedade italiana.



RESENHA:
Por uma Linha Telefónica desvela o contexto de uma sociedade provinciana e sua administração burocrático-estatal. Ambientada, em 1892, em um pequeno povoado da Sicília, a trama desenrola-se a partir de um fio condutor bastante simples - o pedido de concessão de uma linha telefônica para uso privado e uma dívida de jogo contraída com alguém ligado à máfia. Surge assim uma trama curiosa, envolvendo um bon vivant astuto e malandro; um Comendador respeitado por seu mafioso e inescrupuloso poder; um Prefeito paranóico e um Tenente que vêem subversivos até na sombra, e um Delegado que se esforça por manter o bom senso.
Nesta trama entrecruzam-se situações absolutamente imprevisíveis, em cenas cômicas e inusitadas em que se misturam amores e ódios. Os personagens retratados em Por uma Linha Telefônica destilam ironia e sutil humor crítico, mantendo acesos a curiosidade e o interesse do leitor. Sem dúvida, uma narrativa de ritmo inquieto e vivo que sabe provocar a imaginação do leitor.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

leitura -Granta 2 Longe daqui

Conclui a leitura de Granta 2 Longe daqui.

Esta revista de literatura nos ajuda a conhecer escritores de prestigio -magníficos para que possamos aprofundarmos na leitura de romances daqueles que mais nos tocaram.

Rec
omendo Mutareli, Ignacio de Loyola, Edmund White , Paul Theroux e James Fenton que dão um grande prazer com suas histórias e escrita.





Resenha:
O fascínio exercido pelo outro lugar, não o nosso neste instante, se expressa nos textos de Granta em português – Longe daqui em duas poderosas vertentes: memória e imaginação. Algumas das viagens descritas nesta edição da revista foram rigorosamente inventadas, até onde afirmam os autores – e neles podemos acreditar, talhados que são pelo dom de iludir. Outras narrativas transitam ambíguas, entre o fato e a ficção, o autor se transformando em personagem de um relato verídico mas suspeito. Por fim, também ligados pelo desejo de conhecer – outro país, outra cultura, o avesso do avesso – estão os relatos em que o escritor se compromete a descrever o que viu, onde e como, mas sem abrir mão do calor narrativo. Os textos que abrem e encerram este volume são exemplares no género que se convencionou chamar de jornalismo literário.

Clássico do jornalismo de guerra, para o qual a Granta inglesa dedicou um número especial, “A queda de Saigon”, de James Fenton, é um relato eletrizante dos últimos dias da cidade antes da chegada dos norte-vietnamitas. Inacreditavelmente inédito no Brasil, esse documento precioso foi escrito em 1975, enquanto o jornalista inglês acompanhava, mais de perto impossível, a deterioração da cidade vietnamita no final da guerra. Fenton, admirador dos norte-vietnamitas, viajou determinado a conhecer uma vitória comunista e ao seu projeto se entregou, saindo às ruas e literalmente subindo nos tanques que tomaram o poder local. O medo da morte, ele confessa, pulsava em cada instante – mas o jovem repórter tinha fome de conhecimento, coragem e persistência admiráveis, além de um tremendo talento para narrar a história fervilhando, de dentro do caldeirão.

O presente – e o que não pudemos fazer com ele, embora tenhamos ardorosamente tentado – é a memória que move Carlos Diegues a nos contar uma inesquecível viagem a Sintra – quando seguiu com o propósito de trazer o amigo Glauber Rocha de volta ao Brasil. Com os escritores João Ubaldo e Jorge Amado, que também participaram do complô para convencer Glauber a se tratar num hospital brasileiro, Carlos revive o sonho que durou mais do que os dias em que estiveram juntos – os últimos em que ainda desfrutaria do amigo vivo e consciente.

sábado, 26 de setembro de 2009

Leitura- A menina que roubava livros


Vou iniciar este livro.

Resenha:
Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em 'A menina que roubava livros'. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi
largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, 'O manual do coveiro'. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram esses livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é à nossa narradora. Um dia, todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.
TÍTULO: A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS
TÍTULO ORIGINAL: BOOK THIEF, THE
ISBN: 8598078175
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 16 x 23 | 480 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2006
ANO EDIÇÃO: 2007
AUTOR: Markus Zusak
TRADUTOR: Vera Ribeiro

Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

  Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido  RESENHA :  Com o inevitável e fatídico final do du...