sábado, 22 de março de 2014

Leitura- A Sabedoria dos Mitos Gregos

Um livro interessante para quem quer se informar sobre mitologia e mitos gregos. Bom para posteriormente se aprofundar nas leituras mais densas das tragedias e dos mitos sem perder de vista a visão  filosófica grega que tanto contribuiu para a formação humana. Pena que esta não tenha sido a linha religiosa adotada pelo ocidente tao influenciada pela leitura bíblica de visão filosófica completamente oposta.





Resenha:

Por que existimos? Por que morremos? Como viver uma boa vida? Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas? Como manter o equilíbrio no cosmos em que vivemos?
Neste segundo volume de sua série Aprender a Viver, Luc Ferry conta e interpreta, para iniciantes e aficionados de todas as idades, os mitos centrais da cultura grega. A abordagem instiga o leitor a examinar sua própria vida e suas crenças, para entender melhor seu lugar no cosmos e os desafios da vida humana.
A mitologia grega é a raiz da filosofia. As questões persistem ao longo dos milênios, mas Ferry chega a respostas surpreendentes e provocadoras.
Luc Ferry é filósofo, ex-ministro da Educação na França, e tem suas obras traduzidas em mais de 14 países.
Luc Ferry leva o leitor, mesmo o não familiarizado com o assunto, a entender o sentido e o propósito da mitologia grega. Com ele, não existe o obscuro ou inacessível, e nos encantamos pela apaixonante viagem ao universo das ideias que nos oferece este livro excepcional.

Conheça como nunca antes a Odisseia de Ulisses; a criação do mundo, dos deuses e dos seres humanos; o rei Midas, com seu toque de ouro; o papel da música; as tragédias de Orfeu, Deméter e Ícaro; os trabalhos de Héracles; Teseu e o Minotauro, no Labirinto; Perseu e a Medusa; Jasão e o Tosão de ouro; os infortúnios de Édipo e sua filha Antígona.

terça-feira, 4 de março de 2014

Leitura - O Livro Roubado

Mais um livro de Flavio Carneiro na conta. Um detetive que não eh um detetive , uma lista de botecos legais ,umas comidinhas melhores ainda ,muitos passeios pelo Rio em torno de um conto policial. Como Spinoza e Montalbano , Andre gosta de comida - a seu jeito - e de um bom caso.O campeonato foi a 1a experiencia e esta a 2a de muitas leituras ainda. Bom para passar o tempo.



Resenha:
Ele era o cara errado no lugar certo. André, 34 anos, ganha a vida levando turistas para conhecer os bares do Rio e é um leitor apaixonado de romances policiais. Ao cobrar uma dívida de um detetive particular, acaba sendo confundido com o próprio e resolver levar adiante a farsa, pegando o caso de um cliente milionário.

Acompanhado de seu amigo e assistente inseparável, o Gordo, André vai investigar o roubo de um livro raro: uma primeira edição de Histoires Extraordinaires, a tradução de Baudelaire dos contos de Poe, roubada da casa de um bibliófilo. Parece um caso fácil de solucionar, já que o cliente logo diz quem é o ladrão: seu mordomo. O livro, no entanto, esconde segredos inimagináveis e vai estar no centro de uma trama alucinante, envolvendo uma estranha confraria e alguns milhões de reais.

O livro roubado mistura suspense, mistério, violência e romance, elementos clássicos da melhor literatura policial. E traz de volta a mesma dupla inseparável de O campeonato, primeiro policial do autor. Tendo o Rio como cenário, o leitor vai acompanhar as aventuras de André & Gordo como se fosse um legítimo morador da cidade. Transitando por ruas do Centro, Copacabana, Gávea, Vila Isabel, tomando todas nos bares cariocas, André e Gordo – que agora é dono de um sebo, ou “comércio de livros usados”, como ele prefere chamar – nos levam não apenas para um passeio pelo Rio como também por toda a tradição da narrativa policial.

Flávio Carneiro faz uma clara homenagem a Edgar Alan Poe e também a outros grandes nomes do gênero. Como em O campeonato, também aqui o leitor vai encontrar diversas referências aos autores que construíram a história da ficção policial, como Conan Doyle e Dashiel Hammett, entre outros.

André tem bom coração, é inteligente, divertido e não resiste ao encanto de certas mulheres, como a sedutora Ana, secretária do detetive Miranda, e as duas filhas do cliente, Bruna e Clarice. Além delas, O livro roubado traz um elenco de ótimos personagens, como o motorista de táxi Clovis, que sonha em abrir um motel-fazenda, Diego, professor de química apaixonado por alquimia, e uma cartomante que será uma pista quente (ou não) para os dois jovens e improvisados detetives. São personagens marcantes, que contracenam com figuras típicas do Rio, como os frequentadores de sebo do centro da cidade, os garçons, as meninas bonitas do subúrbio carioca.

Através da linguagem fluente e bem-humorada de André, o leitor vai acompanhar de perto uma aventura narrada em ritmo veloz, uma história surpreendente, em que realidade e ficção se misturam e nada é o que parece ser. Uma verdadeira homenagem à literatura policial, ambientada num Rio de Janeiro ensolarado e boêmio, mas não menos misterioso.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Leitura - Breve Historia de Gengis Khan

Li a aventura romanceada de Temujin e me interessei pela estoria de Gengis Khan . Como o livro esclarece no titulo-BREVE - o Livro da uma visão bem resumida de toda a saga de Gengis e nos permite aprofundar outros estudos e leituras.

Resenha
Borja Pelegero apresenta as origens do Império mongol em um estudo conciso e bem documentado do nomadismo e das etnias que Gengis Khan conseguiu reunir. O armamento, seus meios de transporte, sua vizinhança com a milenar China: todo o cenário pronto para que Temujin – mais conhecido por seu título de Gengis Khan – entre em ação. Gengis quer dizer “oceano”, e com isso queriam comparar a imensidão marinha com a sua soberania.

Gengis Khan realizou importantes reformas em seu exército. Reforçou a disciplina e o tornou coeso ao mesclar etnias e tribos: todos se chamavam mongóis. Utilizou-se de estratagemas, tais como montar bonecos nos cavalos sem guerreiros para que assim parecessem mais numerosos. Também usou a guerra psicológica e a instauração de um regime de terror para facilitar suas conquistas seguintes. 

Conheça aqueles terríveis anos da história mundial, quando o destino dos reinos e a vida de seus reis pendia por um só fio, fio este que em muitos casos terminou cortado por um sabre mongol.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Leituras . O Lobo das Planicies

Li este livro romanceado sobre  Genghis Khan. Leitura de férias claro mas bem escrita. Valeu por conhecer melhor a cultura Mongol bastante desconhecida entre nos e um pouco da estoria de Genghis Khan.




Resenha:
Depois de mergulhar no universo da Antiga Roma com a série O Imperador, Conn Iggulden — grande revelação da ficção histórica britânica — é o guia de uma empolgante viagem pelas conquistas de Genghis Khan e seus descendentes. O grande líder mongol ganha vida e substância pelo talento de Iggulden, numa nova coleção chamada O conquistador. O primeiro volume, O lobo das planícies, acompanha a infância de Temujin até se tornar o jovem comandante que deixaria seu nome na História.

Temujin, segundo filho do chefe dos lobos, tinha apenas onze anos quando seu pai morreu numa emboscada. A família foi expulsa da tribo e deixada sozinha, sem comida nem abrigo, para morrer de fome nas duras planícies da Mongólia. Foi uma dura introdução a um súbito mundo adulto, mas Temujin sobreviveu, aprendendo a combater ameaças naturais e humanas.

Em pouco tempo, um pequeno exército de desgarrados se une a Temujin, marcando o início de uma nova identidade tribal. Enfrentando todos os perigos, o jovem líder chega à conclusão que mudaria toda a História: o maior inimigo era a divisão causada por séculos de guerra entre as tribos. Para unir seu povo, em breve Temujin iria se tornar o Gêngis Khan.
O lobo das planícies traz vívidas descrições de lutas e estratégias de guerra, misturadas com cenas da vida comum à época. Mesclando ficção e acurada pesquisa histórica, Iggulden consegue criar uma trama repleta de reviravoltas e coberta de emoção.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Leitura- Breves entrevistas com homens hediondos

Junto com Bolano , Foster eh um dos grandes escritores contemporaneos. Seus contos e romances são excelentes carregando um enorme ironia que para mim eh sua principal caracteristica. Explora em forma de booling as fraquezas e tormentos de seus personagens , que talvez sejam um pouco de sua visão sobre si mesmo haja visto seu fim. A criatividade de seus contos também nos lança por caminhos literarios novos.




Resenha:
David Foster Wallace é considerado um dos mais importantes escritores da nova geração norte-americana. Em 1996, lançou o romanceInfinite jest, uma obra monumental com mais de mil páginas, que é vista por muitos como um marco na ficção contemporânea, e cultuada por uma fiel legião de fãs.
Breves entrevistas com homens hediondos foi lançado em 1999 nos Estados Unidos. Primeira obra de ficção do autor depois deInfinite jest, o livro foi aguardado com grande expectativa e recebido com críticas entusiasmadas. Nos 23 contos que compõem o volume, Wallace explora alguns de seus temas favoritos, como dependência de drogas, depressão, sexo, relacionamentos românticos, a mídia e as barreiras de comunicação que impedem as pessoas de compartilharem seus sentimentos.
Sua capacidade de penetrar minuciosamente nos tormentos psicológicos dos personagens, aliada a um estilo irônico, bem-humorado, intelectualizado e repleto de experimentalismo formal, levou o New York Times a defini-lo como "um dos grandes talentos de sua geração, um virtuose que parece capaz de fazer qualquer coisa".

Leitura -1356

Este é o 2o livro de Bernard Cornwell que leio . Gosto de ler nas ferias este tipo de livro associando historia com aventura e ficção  .  1356 eh sobre a guerra dos 100 anos e a batalha a de Poitiers vencida pelos ingleses, Bom livro e leitura agradável. Como tenho interesse na  historia inglesa vou ler outros provavelmente.




Resenha:
Setembro de 1356. Por toda França, propriedades estão sendo incendiadas e pessoas estão em alerta. O exército inglês — liderado pelo herdeiro do trono, o Príncipe Negro — está pronto para atacar, enquanto franceses e seus aliados escoceses estão prontos para emboscá-los. Mas e se existisse uma arma que pudesse definir o desfecho dessa guerra iminente? Thomas de Hookton, conhecido como o Bastardo, recebe a tarefa de encontrar a desaparecida espada de são Pedro, um artefato que teria poderes místicos para determinar a vitória de quem a possuísse. O problema é que a França também está em busca da arma, e a saga de Thomas será marcada por batalhas e traições, por promessas feitas e juramentos quebrados. Afinal, a caçada pela espada será um redemoinho de violência, disputas e heroísmo.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Leitura - O Monte do Mau Conselho

Li mais um livro de Amos Oz. Como de costume sem erro pois achei seu outro livro excelente. Este recriando sua infância em Israel conta com leveza sua visão dos momentos importantes da luta do povo judeu em Israel pela Independência seu relacionamento com pais , amigos e vizinhança .


Resenha:

Entrecruzando dados autobiográficos, personagens da história e as vidas de pessoas comuns, o autor recria, no livro, a sua infância em Jerusalém, entre tantos outros filhos de imigrantes asquenazes. Flagrados entre os anos de 1946 e 1947, meninos de nomes hebraicos convivem com as feridas mal curadas de seus pais, que têm de assimilar o desligamento das raízes europeias.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Leitura - O Povoado

Mais um livro de Faulkner. Não posso dizer que este livro foi uma leitura fácil. Este retrato de um povoado muito pobre nos mostra um pouco da formação americana e de  como se buscava o enriquecimento e acumulo de capital.Homens e mulheres aparentemente desprovidos de vida e paixão em que uma das poucas razões da vida era sobreviver.

Resenha:

O povoado conta a chegada e a ascensão da família Snopes em Frenchman’s Bend, um vilarejo construído sobre o que um dia fora uma imponente plantação. O clã é liderado por Flem Snopes, um homem vigoroso, de origens obscuras, que rapidamente domina a cidade e a população com malícia e astúcia. Ironia da tragédia clássica e ilustração cáustica das grandes pretensões que antecederam a Guerra Civil norte-americana, este romance retrata, em última instância, a decadência causada pela guerra e suas consequências.
Publicado em 1940, O povoado deu origem à trilogia “Snopes”, fechada dezenove anos depois, com A mansão. Em uma nota na edição original de A mansão, William Faulkner revela que começou a conceber a trilogia muito antes, em 1925. Sabedor dos riscos de tão longa travessia, o autor alerta os leitores sempre prontos a procurar eventuais falhas num trabalho de dimensões ambiciosas que ele próprio encontrava discrepâncias e contradições, em razão do fato de ter aprendido, ao longo de trinta e quatro anos, “mais sobre a natureza humana, seu coração e seu dilema”.
A estranha prosa poética de Faulkner ponteia o consoante vaivém da ação, o paradoxal, exasperante e repetitivo do comportamento dos personagens, o que faz da leitura deste romance uma complexa e ao mesmo tempo inigualável experiência estética.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Leitura- Sem Titulo-Trip-Railane

Oi Rai:


Li teu livro( esboço) de um so folego  e sem pensar muito em palavreados .Gostei . E para um leitor eh isto que interessa.
Anotei 14 comentarios de tudo que me vinha a cabeça durante a leitura . Uns voce vai gostar e talvez outros nao . Mas Acho que eh conversa para mais de hora.
Uma das questões que me chama atenção e que te coloco para refletir seria:
Para quem eh este livro? Para seus leitores ou para voce? Dependendo da resposta tem muito a fazer em ajustes..... concorda? Acho que voce ainda esta na duvida .
Mas eu como leitor acho que voce deve escrever para mim- leitor  pois sabe dominar a escrita e isto ja eh um enorme passo.Além disto sua escrita eh bem legal desenvolta. Eu tiraria tudo tudo de inner trip e colocaria mais Kerouac.  Nao olhe para o que ocorre  seja o que voce viveu.
Bom isto eh apenas um aperitivo para discussao das outras observações que anotei.
Fala para Cecilia que deixei recado no Facebook e tento falar com ela por telefone e nao consigo



Resenha :

Ainda nao tem

domingo, 15 de dezembro de 2013

Leitura Putas assassinas


Bolaño é realmente um escritor de quem gosto muito. Mais um novo livro lido e mais uma excelente leitura. Bolaño viaja na literatura e tem muito a ensinar a jovens escritores. Somos levados por sua escrita para  caminhos inusitados e as vezes nos esquecemos que estamos lendo. O próximo sera 2666 uma leitura de folego com certeza. Para mim um dos melhores escritores contemporaneos e é uma pena que tenha falecido.


Resenha:

Roberto Bolaño não tem a mínima preocupação com os gêneros tradicionais. Simplesmente convida o leitor a acompanhá-lo em histórias que muitas vezes parecem memórias de juventude ou lembranças de viagem. De repente, estamos enredados na ficção, quando não na rememoração de um sonho, e não de um simples evento biográfico.
Fica fácil entender por que o escritor chileno já era considerado um dos principais renovadores da literatura latino-americana, quando morreu prematuramente, aos 50 anos, em 2003. Para Enrique Vila-Matas, Bolaño vinha pôr fim ao beco sem saída do realismo mágico. Para Susan Sontag, ele já tinha assegurado "um lugar permanente na literatura mundial". E isto apesar de ter vivido na obscuridade até a década de 1990, exilado, primeiro no México e depois na Espanha, tirando seu sustento de trabalhos precários.
E a marca principal dos personagens de Bolaño é justamente a precariedade, seja a econômica, seja a afetiva. São os jovens chilenos dispersos depois do golpe liderado pelo general Augusto Pinochet, em 1973. É o escritor desconhecido que vagabundeia pela França e pela Bélgica. É o filho de uma prostituta que revê os filmes pornô da mãe grávida dele. É o cadáver de um boêmio que toma contato com a necrofilia de uma celebridade da alta costura. De um modo ou de outro, todos vivem mergulhados na amarga ironia do autor, que parece identificar-se com cada um deles, num jogo de fingimento e revelação simultâneos

domingo, 1 de dezembro de 2013

Leitura Rebeldes

Li um resenha sobre Sándor Márai e me interessei pelos seus livros.Rebeldes é considerado um obra prima deste escritor que se suicidou nos EUA. É um bom livro mas não me impressionou .Me pareceu algo biográfico mostrando facetas de um mundo um pouco distante do nosso.Sua visão da sociedade talvez por
conta da guerra de 18 seja muito dura mas nos mostra um leitura do funcionamento da burguesia durante o período.


Resenha:
No final de 1918, a guerra distante deixa marcas na tranquila cidade de Kassa: muitos habitantes morreram no front ou voltaram mutilados, há escassez de comida, e volta e meia cadáveres de soldados desconhecidos surgem boiando na correnteza do rio que passa pelos bairros pobres.
Quatro rapazes, a princípio movidos apenas pela curiosidade, passam a cometer pequenos delitos. Ingênuos e inconsequentes, pouco a pouco os rebelados vão ampliando suas ousadias e descobrem os prazeres da transgressão nos jogos de azar, no fumo, no roubo e na bebida. Como que entorpecidos, caem nas malhas sedutoras estendidas por um ator que promete lhes mostrar os bastidores da vida.
Rebeldes é um romance sobre as dores e descobertas da passagem para a idade adulta. Escrito nos anos 30, o período mais fértil da carreira de Sándor Márai, o livro compõe um denso panorama da burguesia de seu tempo.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Leitura- Divina Comedia -Inferno

Depois de algum tempo e de de varias tentativas conclui a leitura da 1a parte da Divina Comedia -Inferno.

Leitura difícil por ser em versos e repleta de referencias .Praticamente impossível entender a Divina Comedia sem ter auxilio de comentários -pés de pagina -dos versos . Porem desta leitura e entendimento vamos captando a verdadeira natureza da obra . Com uma riqueza de detalhes e uma construção de universo riquíssimo Dante nos transmite uma visão de sua epoca .Faz isto através da critica politica e religiosa se amparando em imagens que se iniciam a Ilíada e que se movem até sua época . Não eh um livro para ser ler uma única vez , eh para se retornar varias vezes mergulhando cada vez mais fundo .As imagens e palavras se gravam em nossa mente tanto dos versos quanto dos ambientes


Resenha::

Obra-prima de Dante Alighieri, A Divina Comédia exerceu grande influência em poetas, músicos, pintores, cineastas e outros artistas nos últimos setecentos anos. Dante, o personagem da história, narra a vida depois da morte, numa odisséia pelo Inferno, pelo Purgatório e pelo Paraíso, descrevendo cada etapa da viagem com detalhes quase visuais. Nessa viagem é guiado, no Inferno e no Purgatório, pelo poeta Virgílio, e no Céu por Beatriz, musa do autor em várias de suas obras.


sábado, 2 de novembro de 2013

Leitura - Clarice Lispector

Este é o 1o livro de Clarice Lispector que leio.Para mim se confirmou o que já se diz dela : uma excelente escritora. Seus textos soam como poesia , viagens oníricas , delírios angustiados de humanos demais como todos . Não sera apenas este que irei ler com certeza.


Resenha:

A coletânea de textos de Onde estivestes de noite, de Clarice Lispector, foi publicada pela primeira vez em 1974. São 17 crônicas trágicas e cômicas, onde as dores e as aflições do cotidiano banal são reveladas ora por descrições angustiadas e delirantes, ora por detalhes bizarros, risíveis, bem-humorados.
O texto que dá título ao livro, "Onde estivestes de noite", por exemplo, é uma hipótese, uma visão de um ritual de magia negra ou de uma seita louca qualquer, com a participação de peregrinos fanáticos, uma viagem alucinada, atraente e atemorizante, durante uma noite improvável. Mas tudo aquilo é verdade e existe, garante a autora, quando o dia amanhece, afastando os males e as cenas do inferno, durante uma missa onde os fiéis fazem o sinal-da-cruz: "A manhã estava límpida como coisa recém-lavada", esclarece.
Há histórias hilariantes, como a da senhora Jorge B. Xavier, de "A procura de uma dignidade", uma anciã atrapalhada diariamente acometida por um fogo interior. É uma daquelas pessoas que erram o endereço do seminário e que só fazem questão de ir para cumprir o papel de atualizada, mas acaba passando mal de calor ao final do encontro.
Como os demais livros que compõem a obra de Clarice, Onde estivestes de noiterecebeu novo tratamento gráfico e foi revisado pela professora de crítica textual, Marlene Gomes Mendes, baseada em sua primeira edição.
Em Onde estivestes de noite Clarice Lispector traduz com precisão máxima a alma aflita, mas de uma forma muito, muito divertida.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Leitura - O rei de Girgenti

Esta é um ficção não policial de Camilleri. A 2a que leio.Excelente ficção com sotaque do interior da Itália onde observamos e vemos de onde saíram modos comportamentais  e expressões tao comuns no Brasil .Bela e rica herança dos imigrantes italianos. Muito boa leitura



Resenha

Zózimo foi um camponês que, entre os séculos XVII e XVIII, por alguns dias tornou-se soberano de sua cidade. Camilleri se apropria desse episódio pouco conhecido e o leva para sua Sicília ficcional, perto de Montelusa e de Vigàta (imortalizada nas aventuras policiais do comissário Montalbano). Lá, as leis que regem o mundo são outras. Há espaço para a fantasia, demônios, feitiços e prodígios inimagináveis. O maior deles o próprio Zózimo, uma criança que no berço já falava, aos três anos se comportava como um adulto e, nascido pobre, tornou-se rei. Mesmo que por pouco tempo. Com o bom humor, a criatividade e a prosa rica de Camilleri, "O Rei de Girgenti" consagrou-se como um dos melhores romances italianos deste novo século. Um livro divertido e inteligente que já nasce um clássico da literatura contemporânea.

domingo, 13 de outubro de 2013

Leitura Hilary Mantel

 Este livro de Hilary Mantel é difícil de classificar. Apesar de ser uma ganhadora do maior premio de Literatura na Inglaterra por 2 vezes o livro apesar de muito bem escrito e pesquisado tem muitos personagens que acabam confundindo e dificultando o entendimento da trama. Mas vale a leitura

 Resenha:

 Em 1535, Thomas Cromwell, o filho do ferreiro, muito se distanciou de suas origens humildes. Principal ministro de Henrique VIII, sua sorte se elevou junto à de Ana Bolena, segunda esposa do rei, por quem o monarca rompeu com Roma e criou a sua própria Igreja. Contudo, as ações do soberano conduziram a Inglaterra a um perigoso isolamento, e Ana Bolena não conseguiu cumprir aquilo que prometera: gerar um filho e assegurar a linhagem Tudor. Ao acompanhar Henrique em sua visita a Wolf Hall, Cromwell percebe a repentina paixão do rei pela discreta e silenciosa Jane Seymour. O ministro está certo de que não apenas o contentamento do rei está em jogo, mas também a segurança da nação. Enquanto abre caminho por meio das políticas sexuais da corte e rumores maliciosos, Cromwell precisa negociar uma “verdade” que satisfaça Henrique e que proteja a própria carreira. Mas nem o ministro nem o rei emergirão intactos do sanguinário teatro dos últimos dias da rainha. Em “O Livro de Henrique, continuação de “Wolf Hall”, Hilary Mantel explora um dos episódios mais enigmáticos e impactantes da história inglesa: a queda de Ana Bolena. Este novo romance é um quadro vivo, uma visão audaciosa da Inglaterra da era Tudor, lançando uma luz no mundo moderno. É o trabalho de uma das maiores escritores da atualidade, no ápice de seu talento.

domingo, 29 de setembro de 2013

Leitura - 1889

Já havia lido vários livros sobre a Independência e resolvi ler este sobre a proclamação da Republica.
Como sempre na estoria do Brasil o povo esta fora do assunto.E  ainda hoje ao invés de vermos pessoas interessadas na melhorar a vida do povo e da nação vemos a Luta pelo poder de minorias que se sentem prejudicadas pela perda do poder de mando.E agora debilmente o povo começa a se revoltar.
A imagem que fica de nosso pais não eh boa .Naquela época como agora uma minoria de beneficiados nos 3 poderes mantem suas benesses e status quo pouco se lixando para o povo que supostamente nas Constituições que elaboraram deviam atender. Só resolvem questões de seu interesse  e dão a si mesmo benesses .
 Nada mudou . Nossa formação é triste .  Sem conceito de moral , ética e respeito pelas leis.A Lei do Gérson ainda prevalece.



Resenha:
A obra trata da Proclamação da República e fecha uma trilogia iniciada com '1808', sobre a fuga da corte portuguesa de Dom João para Rio de Janeiro, e continuada com '1822', sobre a Independência do Brasil. Com 24 capítulos ilustrados, '1889' busca contribuir para a compreensão de um dos períodos mais controversos da história do país, em um relato que procura explicar não só os acontecimentos que levaram à queda da monarquia, em 1889, mas também outros episódios da história brasileira como a Guerra do Paraguai e o movimento abolicionista.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Leitura- Pensao Eva

Um novo livro de Camilleri é sempre um prazer. Apesar de ser uma escrita no estilo meio juvenil , creio que proposital , este livro de iniciação é uma boa leitura mas muito rápida. Já li  livros melhores de Camilleri.

Resenha:

No fim desse novo romance, Andrea Camilleri fornece algumas pistas ambíguas aos leitores - 'A história narrada neste livro não é autobiográfica, ainda que eu tenha emprestado ao protagonista o apelido pelo qual família e amigos me chamavam na infância. O contexto da narrativa é, também, autêntico. E a Pensão Eva realmente existiu.' Em meados de 1930, a 'Pensão Eva' é destino certo dos homens de Vigàta. Casados e solteiros, nobres e cavalheiros, todos acorrem ao tradicional bordel da cidade para se deliciar nos braços de Emanuela Ritter, 'a alemã', Maria Stefani, 'a loba'. É também na 'Pensão Eva' que o pequeno Nenè, de 12 anos, vai sentir, pela primeira vez, o perfume de canela, noz-moscada e laranja das meninas. Em companhia de Ciccio e Jacolino, o garoto descobre 'detalhes' da vida adulta totalmente novos.

sábado, 14 de setembro de 2013

Leitura - Folhas de Relva

Este é verdadeiramente um livro -como queria o autor - que impacta sua vida. Você se torna também Folhas de Relva depois de sua leitura. Poucos livros e poucas estorias de vida me impactaram tanto como este livro de Walt. Sua leitura é uma experiência fascinante. Walt era um multimídia e não conseguia separar vida da poesia.  e nos convida a um mundo novo .Sua leitura devia ser obrigatória para todos aqueles que gostam de literatura .


Resenha:

 Quem toca este livro, toca uma vida. No aniversário de 150 anos da primeira edição de Leaves of Grass (Folhas de Relva), de Walt Whitman (1819-1892), a editora Iluminuras publica, em edição bilíngüe, pela primeira vez no Brasil, a tradução integral desse clássico da literatura de todos os tempos. Whitman e seu livro, que se fundiram num mesmo projeto de vida e de linguagem, alteraram os rumos da poesia moderna como uma onda gigantesca cujos impactos podem ser sentidos até hoje. Whitman afetou a sensibilidade e a obra de várias gerações de escritores e artistas, de Isadora Duncan a Borges, de Maiakovski a Ginsberg. Como relva, para usarmos sua imagem-matriz, o livro cresceu organicamente, sofrendo um processo de expansão, remanejamento e revisão ao longo de nove edições. Embora Whitman certamente tenha escrito poemas memoráveis depois de 1855, o impacto da primeira edição e sua originalidade de concepção são únicos. O crítico Ivan Marki é um dos que defendem que, embora as edições subseqüentes de Leaves of Grass tenham feito o livro ganhar em variedade e complexidade, "a voz distinta de Whitman nunca foi tão forte, sua visão tão clara e seu design tão firme quanto nos doze poemas da primeira edição". Escrito num período de formação da consciência e da nação norte-americana, de otimismo nacionalista, expansão geográfica, utopias, pioneirismo, crescimento econômico e tensões sociais, Whitman criou uma poética revolucionária, fundada numa radical experiência de "agoridade". Como escreveu Whitman no fundamental prefácio de 1855: "O julgamento direto de quem seria o maior dos poetas é o hoje". Se Whitman reinventa tradições e re-elabora formulações básicas do Romantismo, suas descobertas em 1855 prenunciam e antecipam os principais procedimentos e preocupações do Modernismo e das vanguardas do século 20. Entre eles, o impulso a uma poesia demótica (de linguagem ampla e variada, de uso comum, que tudo absorve e nada rejeita); o poema longo em verso livre como "obra-em-progresso". Uma nova concepção de poesia e de poema. De outro lado, experimentos com diferentes estados de percepção, automatismo psíquico, livre associação de idéias, "simultaneísmo". Retorno às culturas ancestrais, aproximação com religiões e filosofias orientais, além da preocupação com uma nova ecologia do ser humano. Ênfase na oralidade e materialidade das palavras. Ruptura com os decoros poéticos tradicionais. Verdadeiro grito de independência da poesia americana, a originalidade de Folhas de Relva também estava em sua demonstração prática das possibilidades de uma nova pessoa e de uma nova poesia: um novo modo de ver, sentir e estar no mundo. Mas se as experiências que o livro colocava em circulação eram acessíveis a qualquer um, o poema de abertura advertia que essas "folhas de relva" eram, no máximo, um guia para esta conquista. Não valeria nada se leitor não as conquistasse, primeiro, dentro de si mesmo. Seu "grito bárbaro sobre os telhados do mundo" ainda merece ser ouvido, 150 anos depois.


domingo, 1 de setembro de 2013

Leitura -Willian Blake Poesia e Prosa selecionada

Mais um livro de Blake nesta fase poética.

Blake é um feroz critico da racionalidade e da Igreja e um pouco como Nietzsche faz um
elogio a vontade de poder e a da energia primitiva do homem.Belas poesias.



Resenha:

"Poesia e Prosa Selecionadas" é uma cartografia precisa e sensível dos instantes agudos do poeta máximo do pré-romantismo inglês. Ao fundar sua poética na teoria dos contrários, Blake criou uma obra de contrastes e paradoxos vistos como única forma de assegurar-se o progresso. Os poemas e a prosa de Canções da Inocência, Canções da Experiência, Jerusalém e Provérbios do Inferno, entre outros presentes nesta antologia, proporcionam uma leitur

Leitura - Willian Blake-O Livro de Thel e o Matrimonio do Ceu e do inferno


   Estou na fase da poesia apos ler Bishop e conclui a leitura deste livro de Blake que me foi despertado no livro de Kenzaburo OE- Jovens de um novo tempo Despertai-livro que recomendo.Blake nos fala  da luta de contrários como imagens como"da agonia dos corpos celestes que choram ao adentrar a vida em nosso meio e sofrem em suas vidas terrena"s. PORQUE NASCEMOS PARA PERECER? .Como toda poesia uma viagem literária pelo que nos ensina de usa critica social e da igreja e pela sua visão do mundo e d Inglaterra em sua época




Resenha:


"Cristo ensinou que o homem se salva pela fé e pela ética; Swedenborg acrescentou a inteligência; Blake nos impõe três caminhos de salvação: o moral, o intelectual e o estético. Afirmou que o terceiro havia sido pregado por Cristo, já que cada parábola é um poema. Como Buda, cuja doutrina de fato era ignorada, condenou o ascetismo. Nos Provérbios do Inferno, lemos: "O caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria".(...)Para Blake, a beleza corresponde ao instante em que se encontram o leitor e a obra, e é uma espécie de união mística. Swinburne, Gilchirst, Chesterton, Yates e Denis Saurat consagraram-lhe livros. William Blake é um dos homens mais extraordinários da literatura". Jorge Luis Borges

Leitura - O lobo Solitário 1 - O caminho do assassino -Kazuo Koike e Goseki Kojima

  Adoro mangá e este é clássico, São vários volumes. Sempre abordando Ronins e o Bushido  RESENHA :  Com o inevitável e fatídico final do du...