domingo, 28 de novembro de 2021

Leitura - 451. No 51

 

Deste numero ressalto :  

1. Jose Falero e Os supridores - estórias dos sem cidadania

2. O Artigo de Paulo Robert Pires sobre Vagalume que me inspirou na leitura de 2 livros seus : História do Samba e Ecos Noturnos 

3.Ingleses no Brasil : pretendo comprar ;Relatos de 1500 a 1600 

4. Biografia de Hanna Arendt : Seu Pensar sem corrimão na minha lista .O perdão na visão de Hanna revê e mostra o pensamento judeu  do mundo

5. A Não poeta que já li: que me deu dicas de como vemos a estórias dos outros e suas leituras



terça-feira, 23 de novembro de 2021

Leitura- Capitães de Areia



 Resenha : Capitães da Areia, a história crua e comovente de meninos pobres que moram num trapiche em Salvador e clássico absoluto dos livros sobre a infância abandonada, assombrou e encantou várias gerações de leitores e permanece hoje tão atual quanto na época em que foi escrito.

Leitura- Ecos Noturnos

                                                        



Para quem ama o Rio o livro eh um prato cheio. Não aquelas histórias de elite mas os caminhos percorridos pelo povo simples . E o melhor só o que ocorre nas madrugadas. Leitura obrigatória para quem ama o Rio. São crônicas diárias da Tribuna escritas por Vagalume

Resenha :Reúnem-se aqui as 45 crônicas da serie “Ecos Noturnos”, publicadas entre março e maio de 1904 por Francisco Guimarães, o Vagalume, no jornal A Tribuna. Nascido numa família de trabalhadores negros, na segunda metade da década de 1870, ele vem sendo lembrado pela publicação, em 1933, do livro Na roda do samba. Muito antes, no entanto, Francisco Guimarães já construía uma bem-sucedida carreira na imprensa carioca, iniciada na redação do Jornal do Brasil nos primeiros anos do século xx. Foi o sucesso de sua primeira experiência profissional que o levou a assumir na folha concorrente a serie em que adotou, pela primeira vez, o pseudônimo com o qual se consagraria. As crônicas de Vagalume, voltadas para aspectos pouco conhecidos da vida noturna da capital federal, tematizam o universo dos salões suburbanos, dos distritos policiais, dos botequins e restaurantes baratos, dos teatros populares e dos espaços de trabalho daqueles que exerciam seus ofícios à noite. Em sua narrativa, esses diferentes espaços se alternam e se misturam, compondo um mosaico notívago do Rio de Janeiro, bem como forjando uma perspectiva singular sobre a jovem capital federal que a mantem distante das imagens de modernidade e elegância com que ainda costuma ser representada.

sábado, 20 de novembro de 2021

Leitura-Contos Fluminenses

                                                           


Como sempre Machado eh brilhante .Escreve como que conversa e conta uma causo. Leitura flui simplesmente .

Resenha : Esta primeira coletânea de contos de Machado de Assis, publicada em dezembro de 1869 pela editora Garnier, mostra em seus sete contos o lado mais romântico de Machado de Assis, em histórias que descortinam os jogos de sedução, as influências das famílias e da sociedade na escolha dos parceiros, as paixões escondidas e os amores ridículos. Com seu talento ímpar, Machado prende o leitor até o final, sem resoluções óbvias e clichés, deixando claro que desde o início de sua carreira ele se tornaria o grande autor da literatura brasileira.


segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Leitura- O Quinze


Voltei a Raquel de Queiroz depois de muitos anos. Seu 1i romance eh obra rara e se liga na linha de Graciliano e Jose Lins . Excelente romance

Resenha :

Lançado originalmente em 1930, O Quinze foi o primeiro e mais popular romance de Rachel de Queiroz. Ao narrar as histórias de Conceição, Vicente e a saga do vaqueiro Chico Bento e sua família, Rachel expõe de maneira única e original o drama causado pela história seca de 1915, que assolou o Nordeste brasileiro, sem perder de vista os dilemas humanos universais, que fazem desse livro um clássico de nossa literatura.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Leitura- O Caminho Estreito para os Confins do Norte

 


Bom romance mas nada espetacular para um ganhador do Man Booker . 1o a estória eh similar as Pontes do Rio Kwai . Evidente que a narrativa é bem elaborada .Boa leitura 



Resenha Aclamado com o Man Booker Prize 2014, um dos mais prestigiosos prêmios literários do mundo, e considerado um dos melhores livros de 2014 por jornais como Guardian, Financial Times e The Washington Post, O caminho estreito para os confins do Norte, de Richard Flanagan, é lançado no Brasil pela Biblioteca Azul. O romance narra a história de Dorrigo Evans, um jovem que vai para Melbourne estudar medicina e se alista no exército. Capturado pelo exército japonês, é obrigado a trabalhar na construção da Estrada de ferro de Thai-Bhurma, também conhecida como a Ferrovia da Morte. A narrativa não linear alterna o presente, no qual Evans é um cirurgião estabelecido assombrado pelas lembranças da guerra, e passado, quando viveu uma história de amor que marcou sua vida. O médico, que parecia ter um futuro promissor e um relacionamento sério com sua namorada Ella, tem sua vida transformada ao se apaixonar pela misteriosa Amy, a esposa de seu tio. O livro mistura elementos históricos e ficção. O relato da guerra é inspirado na vida do pai do autor, um dos sobreviventes dos trabalhos forçados na “Linha”. Idealizada pelo Império japonês para dar suporte às tropas na campanha da Birmânia, a ferrovia tem 415 km de extensão e mais de 14 mil homens morreram durante a construção.

domingo, 31 de outubro de 2021

Leitura : Na roda do Samba

 

O livro conta a história do Samba desde 1840 a 1930 . Francisco Guimaraes eh muito bom contextualizando á época. Muito detalhado serve como entendimento das raízes do samba e de como era nossa cidade sob o olhar as pessoas mais simples e que criaram nossa cultura popular .Uma aula de carioquice .

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Leitura- Memórias do SubSolo

 
Muito bom este livro de Dostoievski .Parece o embrião de Crime e Castigo . Perfeita descrição de uma alma atormentada , mesquinha e sem perspectiva

Resenha :
Memórias do subsolo (1864), considerada por muitos a primeira novela existencialista, é um dos textos mais marcantes e influentes de Dostoiévski. Publicada na primeira metade de 1864, inaugurou uma nova fase na produção literária de Dostoiévski. Nas amargas reminiscências do rancoroso homem subterrâneo, o autor afasta-se sensivelmente das obras de sua chamada “primeira fase”, tão caras à crítica e ao público russos. O “romance social” cedia terreno a uma nova experimentação na prosa dostoievskiana, ao tipo de criação artística que seria mais tarde interpretada como a prefiguração do existencialismo do século XX. De Franz Kafka a André Gide; da psicanálise de Freud ao existencialismo de Sartre; do teatro pós-moderno ao cinema americano: muitos foram os que beberam—e ainda bebem—do manancial subterrâneo de Dostoiévski.

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Leitura - Narrativa da vida de Frederick Douglass

 

Este já é o 3o ou 4o livro sobre auto- narrativas de escravos que leio. Muito bom livro descrevendo toda dureza de uma vida sob escravidão . Difícil entender , como o próprio autor diz como uma pessoa consegue conciliar a prática de religiosa e ter escravos. Esta é uma das facetas hipócritas do ser humano que concebe : religião e nazismo , religião e ditadura , religião e inquisição , religião e guerras  é desta forma que segue a humanidade com a maldade na alma: pratica crimes e recebe absolvição de padres e pastores .

Resenha: 

Um texto clássico sobre escravidão e liberdade nos Estados Unidos, esta autobiografia mostra a força de um dos principais abolicionistas do país.
Publicada pela primeira vez em 1845, Narrativa da vida de Frederick Douglass detalha de forma poderosa a vida do abolicionista norte-americano desde seu nascimento na escravidão, em 1818, até a fuga para o norte em 1838, passando por toda brutalidade que sofreu, mas também por seu caminho de aprendizado e letramento. Reconhecido como um dos maiores defensores do fim da escravidão no século XIX, Douglass repetidas vezes arriscou a própria liberdade para se manifestar contra o regime da época.
Além do texto autobiográfico, esta edição contém o famoso discurso do autor sobre o Dia da Independência dos Estados Unidos, “O que é o Quatro de Julho para o escravo?”, um artigo publicado após um episódio de racismo no norte do país, “Preconceito de cor”, e um breve ensaio sobre a história do racismo, “A linha de cor”.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Leitura - A Diplomacia na Construção do Brasil

 


Depois que li a biografia do Barão do Rio Branco me interessei pelas questões diplomáticas na manutenção de nosso território . Muito se deve a perspicácia e negociação portuguesa que ergueram praticamente 95% do Brasil de hoje. Não podemos tirar o mérito dos feitos após a Independência e 2o reinado que evitaram dezenas de guerras entre o Brasil e países sul-americanos. Um bom livro histórico

Resenha:
Testemunha e protagonista das últimas cinco décadas da diplomacia brasileira, Rubens Ricupero desvenda a trama de infuências nacionais e internacionais desde 1750 até os dias de hoje e nos oferece um livro decisivo para a compreensão de nossa história - utilíssimo para estudiosos das ciências sociais em geral e indispensável para os que se dedicam às relações internacionais.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Leitura -451 no 50


Resenha : Muitas boas resenhas nesta edição. Comprei no Kindle a Narrativa da Vida de Frederick Douglass ex-escravo . Gostei da resenha do Epalanga e de seus comentários sobre Turner , o massacre do Zong e o livro A Interessante narrativa da vida de Olaudah Equiano. .A resenha Canção do Carrasco sobre o livro de de Ricardo Ueda que o resenhista associa As Benevolentes um dos maiores livros que li. A biografia de Said tb eh excelente .A resenha de Conceição Evaristo sobre Anne Frank eh por demais sútil para ser compreendida pela maioria dos leitores. Exercícios de ser criança de Manoel de Barros comprei e vou  comprar Shangai de Riichi e Homens Cordiais de Samir Machado  

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Leitura- A Questão Finkler

 


Li este romance por conta do Booker Prize. Achei o livro chato, pretensioso e de baixa qualidade .As vezes penso que ganhou o prêmio por ser tipicamente judeu em sua essência . Tentou transmitir uma crítica ao comportamento judeu .Ocorre que mostrou como deve ser chato se sentir judeu o tempo  todo ,  fazendo de sua vida em cada momento e ação  um eterno questionamento judeu. Era como se eu vivesse toda minha existência me questionando pensando e agindo como se fosse brasileiro...è muito estranho e deve ser horrível viver assim... 


Resenha: Aclamado por crítica e público, chega ao Brasil o polêmico e premiado A questão Finkler, de Howard Jacobson. Este romance extraordinário, engraçado e implacável mostra um dos melhores escritores contemporâneos em toda a sua genialidade.
Quando lançado, muitos críticos consideraram que a história de Jacobson era um desrespeito à cultura judaica e que sua escrita era de baixa qualidade. Por outro lado, a maioria considerou o livro uma obra-prima, repleta de ironia e sarcasmo e que o autor teve enorme êxito ao fazer os judeus rirem de si mesmos.
O ex-produtor da rádio BBC e depressivo Julian Treslove e Sam Finkler, filósofo, escritor e celebridade televisiva, são velhos amigos. Sam é judeu; Julian, não. A despeito do relacionamento cheio de altos e baixos e dos estilos de vida muito diferentes, eles jamais perderam o contato um com o outro – nem com o ex-professor Libor Sevcik, um judeu tcheco sempre mais preocupado com o que acontece no mundo do que com os resultados das provas.
Um dia, após um jantar, Treslove é assaltado em uma inusitada situação. Depois disso, toda a sua noção de quem e do que ele é sofrerá uma lenta e inelutável mudança.

A questão finkler é uma história contundente de amizade e perda, exclusão e pertencimento, e de sabedoria, humanidade e maturidade.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Leitura- O Simpatizante

 Eh um livro fabuloso. De muita reflexão . Não eh uma literatura tradicional acadêmica mas sim uma literatura política no mails alto grau .Uma  forma de arte que faz refletir e pensar sobre  questões sociais dos povos considerados de 2a classe . que no fundo são aqueles que não são nem americanos nem europeus com exceção do Canada e Austrália. O resto eh o resto mesmo para estes países. Todos uma pequena escória para eles

 Resenha :O simpatizante é um épico de amor e traição. O leitor acompanha um agente duplo comunista sem nome, que se infiltrou no exército sul-vietnamita e conseguiu se refugiar nos Estados Unidos depois da Queda de Saigon. Pessoa de confiança de um general que se recusa a admitir a derrota para os vietcongues, esse “homem de duas mentes” observa o esforço dos refugiados vietnamitas para sobreviver em uma melancólica Los Angeles enquanto secretamente reporta a seus superiores comunistas no Vietnã. É um romance arrebatador, uma audaciosa reflexão sobre o extremismo político.


quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Leitura - Memórias do sobrinho de meu tio

 Excelente livro para se entender os meandros do funcionamento da política da época. Engraçado e satírico obra típica de Macedo que de certa forma criou a visão carioca gozadora .Visão que foi- se perdendo com o embrutecimento do carioca e com a queda da cultura dos cafés  e botequins de se jogar conversa fora . 

Resenha : As Memórias do Sobrinho de Meu Tio, história da ascensão financeira e política de um "filho família" oportunista, no Brasil do Segundo Reinado, foram escritas por Joaquim Manuel de Macedo em fins de 1867 e início de 1868. O escritor, que acabara de se reeleger deputado pelo Partido Liberal, retoma aqui o narrador de A carteira de meu tio (1855) - bem como seu avesso crítico, o honestíssimo compadre Paciência - e discute a política de conciliação do gabinete de Zacarias de Góis de Vasconcelos; a Guerra do Paraguai, que então parecia interminável; a emancipação dos escravos, anunciada na fala do trono de 1867; os métodos corriqueiros de apadrinhamento, o processo eleitoral e o exercício, em proveito próprio, de cargos públicos. Livro cuja importância, no interior da obra macêdiana, já foi sublinhada, dentre outros críticos, por Antônio Candido, Astrogildo Pereira e Temístocles Linhares, as Memórias do Sobrinho de Meu Tio chamam a atenção para sua dicção satírica - exercitada igualmente em boa parte da dramaturgia do autor e em textos como A luneta mágica, Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro e Memórias da rua do Ouvidor -, e para a capacidade de Macedo de, ao lado da popularização de um modelo prosaico-sentimental de romance de costumes, desenvolver uma espécie de autocaricatura do próprio gênero que pratica.

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Leitura- O Capote

 Resenha: Gogol -e um dos escritores russos que mais gosto. Os 3 contos iniciais são simplesmente fabulosos. Sua forma ácida de critica a sociedade russa é sem par

Todos nós saímos do Capote de Gógol. A famosa frase de Dostoiévski alude ao papel fundamental desempenhado pela obra de Nikolai Vassílievitch Gógol (1809-1852) no desenvolvimento da literatura russa a partir do século XIX. Humorista, dramaturgo, prosador e polemista, seria sobretudo graças a suas narrativas breves que o autor de Almas mortas e O inspetor geral atrairia a atenção da crítica e influenciaria para sempre os rumos da prosa russa e universal.
Organizado e traduzido diretamente do russo por Paulo Bezerra, que também assina o posfácio, este volume apresenta ao leitor um panorama geral da obra gogoliana, ao trazer, ao lado de algumas de suas histórias mais conhecidas (O capote, O nariz e Diário de um louco), duas narrativas folclóricas, do ciclo ucraniano (Viy e Noite de Natal).
Se nas primeiras o cenário é São Petersburgo e os pequenos funcionários da burocracia czarista e, nas segundas, o universo rural com suas lendas e personagens míticos, em todas prevalece o humor, o tom fantástico e a genialidade narrativa de Gógol nesta sequência de verdadeiras obras-primas.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Leitura- Declínio de um homem

 

Muito bom escritor . Traduz toda sua tristeza e sofrimento em estórias excelentes. Escrita leve e fluida 


Resenha: A curta passagem pela vida do escritor japonês Osamu Dazai — suicidou-se aos 38 anos de idade — não o impediu de se transformar num autor bastante popular. Declínio de um homem , editado pela primeira vez no Brasil, vendeu mais de 10 milhões de exemplares desde sua publicação original, em 1948. A obra sintetiza em cenas e passagens notoriamente biográficas muitas das angústias que tanto alimentavam a personalidade autodestrutiva do autor, a saber: a dificuldade de entendimento com seus familiares, sua anti-ssociabilidade niilista, seu patológico apego ao álcool — vício do qual nunca conseguiu se livrar —, sua autoestima inexistente, enfim, sua evidente sensação de deslocamento em relação ao mundo — como se tivesse sido enviado à existência por mero descuido.


Resenha: O livro é estruturado em três cadernos, nos quais o autor, por meio do personagem alter ego Yozo — um jovem estudante provinciano que tenta sobreviver na capital Tóquio — relata em primeira pessoa diversos episódios sobre as hostilidades da vida que ele tem de enfrentar. Yozo é um depressivo contumaz cuja tristeza se espraia nele como uma metástase, contaminando suas energias e impedindo-o de recuperar uma alegria de viver que, na verdade, nunca sentiu.


Se a princípio o jovem Yozo até se esforça para “ser aceito” pelos outros, esse esforço mascara uma dificuldade que lhe é atroz: sem a personalidade própria dos carismáticos, o rapaz recorre ao estratagema de fazer “palhaçadas”, de modo a parecer divertido aos olhos de outrem. As momices, que podem incluir até esforços físicos — levar um tombo, por exemplo — muitas vezes funcionam, mas, quando desmascaradas, traumatizam ainda mais o personagem. Afastado da família, e com dificuldades financeiras, ele sobrevive escrevendo histórias e fazendo desenhos de qualidade duvidosa — e com incursões na pornografia — para alguns periódicos populares. Nem mesmo as mulheres que se apaixonam por ele o fazem minimamente feliz, de modo que, com o passar do tempo, as manias de Yozo se tornam cada vez mais perturbadoras, pintando-o como um “jovem Werther japonês”.

O êxito editorial de Declínio de um homem talvez possa ser explicado pela maneira catártica com que Dazai escreve: diferentemente de seus pares mais tradicionais da literatura japonesa, em geral caracterizados pela sutileza e por tons etéreos, Dazai escreve com as vísceras, não se importando em trazer à tona fantasmas interiores mais obscuros. Sua escrita angustiada o coloca numa posição especial dentro do mapa da literatura nipônica.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Leitura- Doramar ou a Odisséia

 




Na verdade não iria ler este livro. Mas foi muito recomendado. Não gostei.; Achei uma literatura pesada parecendo aquelas de Gorki carregadas de propaganda . Me pareceu com a obrigação de escrever sobre as mazelas que o povo sofrido ainda não superou. Não optou pela Literatura . Mas sim pela visão ideológica da mesma. 


Resenha: Quem se deslumbrou com a maestria narrativa, a sólida e delicada construção de personagens, a linguagem apurada e a temática brasileira de Torto arado, romance que converteu Itamar Vieira Junior em um dos nomes centrais da nossa literatura contemporânea, vai encontrar neste Doramar ou a odisseia ainda mais motivos para celebrar a ficção do autor.

Num diálogo permanente com nossas questões sociais e a tradição literária brasileira, Itamar enfeixa um conjunto de histórias a um só tempo atuais e calcadas na multiplicidade de culturas que formam o país. Parte dos textos deste volume foram publicados em A oração do carrasco (2017), finalista do Prêmio Jabuti em 2018. A estes, foram acrescidos outros, inéditos em livro. Lidos na sequência, atestam a vitalidade de um escritor que encontra inspiração em personagens que desafiam os limites que lhes foram impostos. Assim, contos como "A floresta do Adeus", "Voltar" e a história que dá título a este volume falam de personagens femininas que enfrentam as condições mais adversas. Outros, trazem luz sobre nosso passado escravocrata, evocam a cultura afro-brasileira ("Farol das almas", "Alma"), a ancestralidade indígena ("O espírito aboni das coisas"), a marginalidade e a loucura ("Manto da apresentação", sobre o artista Arthur Bispo do Rosário). E há espaço inclusive na imaginação de Itamar para uma história como "Na profundeza do lago", em que algo de gótico se insinua pelas franjas da trama.

domingo, 26 de setembro de 2021

Leitura-Dez dias num Manicômio

 

Bom livro reportagem. Interessante ver uma reportagem escrita em 1887 num manicômio e comparar com uma outra se escrita hoje. Comparada sobre todos os aspectos: tratamento , forma de se escrever , forma de se abordar , etc .  Algumas coisas não se modificaram em mais de quase 130 anos. Excelente repórter de muita coragem 

Resenha: Uma garota foi declarada louca e tranca ada no manicômio... e esse era seu plano o tempo todo. A garota era Nellie Bly, destemida repórter que queria investigar como as pacientes eram tratadas e acabou denunciando a tortura e o abandono não só das doentes mentais, como o de muitas mulheres sãs, que a sociedade tachava como “indesejáveis”. Foi a primeira reportagem da jornalista que ― quando se dizia que redações “não eram lugar para mulher” ― foi aonde quis (deu até a volta ao mundo em 72 dias!), fez história e detonou preconceitos.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Leitura - O amor dos homens avulsos

 


Este livro eh de um escritor que se suicidou aos 29 anos ; Victor Heringer . Se trata de romance de temática homossexual . Eh um bom livro. Nada especial ,exceto a forma de construção da prosa , extremamente criativa. Leitura rápida 


Resenha: No calor de um subúrbio carioca, um garoto cresce em meio a partidas de futebol, conversas sobre terreiros e o passado de seu pai, um médico na década de 1970. Na adolescência, ele recebe em casa um menino apadrinhado de seu pai, que morre tempos depois num episódio de agressão. O garoto cresce e esse passado o assombra diariamente, ditando os rumos de sua vida. Essa história, aparentemente banal, é desenvolvida com maestria ficcional e grandeza quase machadiana por Victor Heringer. Dono de uma prosa fluente e maleável, além de uma visão derrisória da vida, o autor demonstra pleno domínio na construção de cenas e personagens. E emociona o leitor com sua delicada percepção da realidade.

Leitura- Euclides da Cunha

 


Mais uma biografia de um grande brasileiro .Autor de um  livro sem comparação no Brasil. Vida pessoal complicada por seu nomadismo  sempre ausente . Mas tinha personalidade difícil e acabou gerando um desenlace fatal.  


Resenha: 

Alguns biógrafos sugerem um Euclides herói, embora maltratado pela vida. Este livro abandona os mitos e dá destaque ao gênio sem separá-lo de suas misérias. Frederic Amory dedicou-se como poucos a entender a personalidade e as ideias do autor de Os Sertões. Para isso ele confrontou, de modo rigoroso e objetivo, as problemáticas fontes de informação sobre o escritor. Esta biografia aprofunda e esclarece aspectos da vida e da obra de Euclides da Cunha até então pouco estudados.

"Como biografia, Euclides da Cunha: Uma Odisseia nos Trópicos é um dos trabalhos mais bem realizados do gênero, dentro e fora do Brasil. Comprovam tal realização o caráter abrangente que o biógrafo dá à totalidade da vida de Euclides, a autoridade com que discute os seus aspectos mais controversos – a relação de Euclides com o positivismo, a questão racial no seu pensamento crítico, a sua vida familiar – e a acessibilidade e sofisticação de uma narrativa que prende a atenção dos leitores. É trabalho de mais de uma década de profundas pesquisas e reflexões sobre a vida do nosso escritor maior e que estabelecerá definitivamente um marco importante nos estudos euclidianos." – Leopoldo Bernucci

Leitura- O Bebedor de vinho de Palma- Amos Tutuola

RESENHA : Tido pela revista Time como um dos 100 melhores livros de literatura fantástica de todos os tempos, O bebedor de vinho de palma e ...